
O abaixo-assinado criado por um movimento de mulheres que pede ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a indicação de uma mulher para o Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapassou a marca de 40 mil assinaturas.
A carta, intitulada “Carta Aberta ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva”, solicita que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso seja preenchida por “uma mulher com sólida trajetória jurídica e reconhecido compromisso com a Constituição e a democracia”.
“O Supremo Tribunal Federal é o guardião máximo da Constituição e um espelho da sociedade brasileira. No entanto, em mais de 130 anos de história republicana, apenas três mulheres integraram sua composição”, afirma o texto.
O movimento argumenta que a sub-representação feminina no tribunal “não reflete o Brasil contemporâneo, em que mulheres são a maioria da população” e que elas “ocupam com excelência posições de destaque na magistratura, na advocacia, no Ministério Público, na academia e na formulação de políticas públicas, mas nas esferas máximas de poder continuam sub-representadas”.
Desde sua criação, há 134 anos, o STF teve apenas três ministras entre 172 magistrados: Ellen Gracie, indicada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2000 e aposentada em 2011; Rosa Weber, nomeada por Dilma Rousseff (PT) em 2011 e aposentada em 2023; e Cármen Lúcia, atual ministra, indicada por Lula em 2006.
A carta lembra que o presidente já indicou 10 ministros à Corte, sendo apenas uma mulher, e defende que a 11ª indicação representa uma “oportunidade ímpar para corrigir essa assimetria histórica e fortalecer a legitimidade democrática do Tribunal”.
O texto ressalta ainda que “a nomeação de uma mulher para o Supremo, neste momento, não é apenas uma questão de representatividade simbólica, mas de justiça institucional e de fortalecimento da democracia”.
Na última terça-feira (14), a cantora Anitta, uma das signatárias, publicou em suas redes sociais que “existem mulheres qualificadas para o cargo no nosso país, onde a maioria da população é mulher”, e que o apelo é compartilhado “com toda esperança”.
O movimento surgiu no último domingo (12), articulado por um grupo de mulheres. A advogada Marina Coelho, uma das organizadoras, afirmou à CNN Brasil que a mobilização nasceu da “necessidade de refletir sobre a diversidade de gênero e raça dentro do STF”.
Fonte: CNN

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