Foto: Jonathan Campos/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou nesta terça-feira (7), durante o Congresso dos Municípios do Paraná, a licitação para a construção do primeiro Espaço de Acolhimento da Mulher regionalizado do Estado. A unidade será implantada em Toledo, no Oeste do Paraná, e beneficiará 35 cidades da região, oferecendo proteção e atendimento emergencial a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, além de seus dependentes.

A iniciativa é da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e nasceu de uma mobilização da Associação das Primeiras-Damas do Oeste do Paraná (Adamop). O novo espaço será o primeiro de seis que o Governo do Estado vai construir em diferentes regiões, fortalecendo a rede de acolhimento e apoio às mulheres.

“Nosso objetivo é garantir que nenhuma mulher paranaense fique sem apoio em um momento de vulnerabilidade. Com os Espaços de Acolhimento da Mulher, estamos fortalecendo a rede de proteção e criando ambientes seguros, acolhedores e integrados ao sistema de assistência social e de segurança pública”, afirmou o governador Ratinho Junior.

Rede regionalizada de acolhimento e proteção

Cada unidade contará com investimento de R$ 3,5 milhões e será administrada de forma regionalizada, por meio de consórcios públicos intermunicipais, assegurando funcionamento contínuo e atendimento multidisciplinar. A gestão compartilhada permitirá que municípios de pequeno porte — que muitas vezes não dispõem de estrutura própria — possam ofertar acolhimento seguro a mulheres vítimas de violência.

“Essa é uma iniciativa construída de forma coletiva, que nasceu da união das primeiras-damas e do apoio dos consórcios regionais. O modelo regionalizado garante eficiência na gestão e amplia a capilaridade do atendimento. Queremos que cada mulher paranaense saiba que há um espaço seguro e preparado para acolhê-la e ajudá-la a reconstruir sua vida”, destacou a secretária da Mulher, Leandre Dal Ponte.

A presidente da Adamop, Ângela Schanoski, primeira-dama de Maripá, ressaltou que a proposta surgiu a partir da percepção das dificuldades enfrentadas por pequenos municípios.

“Em muitas cidades, as mulheres não têm para onde correr. O Espaço de Acolhimento representa a diferença entre o medo e a vida. É ali que elas encontrarão segurança, apoio e a chance real de recomeçar”, afirmou.

A secretária da Mulher de Toledo, Eliane Bombardelli, reforçou que o espaço contará com equipe técnica preparada para receber mulheres, seus filhos e até animais de estimação.

“Será um local seguro para que elas possam permanecer até retomar sua vida social, familiar e profissional”, destacou.

Ambiente completo e acolhedor

Os Espaços de Acolhimento da Mulher terão estrutura completa, com suítes, espaço kids, brinquedoteca, sala de estudos, cozinha, lavanderia, playground, horta, espaço pet e área de convivência zen. O endereço de cada unidade será mantido em sigilo para garantir a segurança das acolhidas.

Nos próximos dias, o governo deve autorizar a licitação da segunda unidade, em Pitanga, na região Central. Outras serão construídas em Colombo, Francisco Beltrão, Irati e Laranjeiras do Sul.

A criação dos Espaços integra o conjunto de políticas públicas estaduais de proteção e promoção da igualdade de gênero. Em 2025, o Estado regulamentou o repasse de R$ 150 milhões aos municípios para obras e equipamentos voltados aos direitos da mulher e da pessoa idosa — incluindo os Espaços de Acolhimento.

Além disso, a iniciativa se soma ao Programa Casa da Mulher Paranaense, que prevê 30 unidades em todo o Estado e investimento de R$ 60 milhões. A primeira será implantada em Corbélia, como projeto-piloto.

“O Paraná está avançando em políticas públicas concretas, que garantem proteção, autonomia e dignidade às mulheres em todas as fases da vida”, concluiu Leandre Dal Ponte.

Fonte:AEN

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