O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rompeu o silêncio sobre a PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada e rejeitada nesta quarta-feira (24/9) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto previa que parlamentares só poderiam ser investigados após autorização do Congresso Nacional.

Durante evento de entrega de moradias em Embu das Artes, na Grande São Paulo, Tarcísio afirmou que a proposta representava uma “desconexão com a vontade das pessoas” e apontou que os protestos realizados no último domingo (21/9) refletiram a insatisfação popular.

“Elas [as manifestações] representam o sintoma de desconexão do que está sendo feito com a vontade das pessoas. E quando você se desconecta, tem protesto. E foi o que aconteceu”, disse o governador.

Segundo ele, a PEC distorce o conceito original de imunidade parlamentar, previsto na Constituição, e abre espaço para o que chamou de “caminho de impunidade”.

Além de criticar a PEC, Tarcísio voltou a defender o projeto de lei que concede anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro, argumentando que há casos de punições desproporcionais.

“O que eu peço é que haja sabedoria, que se pensem nas pessoas que tiveram apenamentos desproporcionais, aquelas pessoas do 8 de janeiro. Acho que temos remédios jurídicos para resolver isso e eu sempre acreditei que o PL pode representar aquilo que a gente espera, uma paz dialogada”, declarou.

Ele reconheceu que a proposta divide opiniões, mas disse enxergar na anistia um caminho de conciliação.

“Obviamente, as opiniões são controversas. Tem gente que leva para o lado do estímulo à impunidade. Eu já penso de uma forma diferente. Acredito que o PL da anistia é um caminho para a paz dialogada (…) Espero que seja feito o melhor para olhar aquelas pessoas que estão no 8 de janeiro e olhar todo mundo que teve apenamento injusto, inclusive o presidente Bolsonaro”, completou.

Por fim, o governador voltou a cobrar um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir as tarifas impostas ao Brasil.

Fonte: Metrópoles

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