
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Marcio Macedo, reagiu nesta terça-feira (23) às especulações de que pode deixar o cargo para dar lugar ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP). Em entrevista à CNN, Macedo classificou as articulações como “fogo amigo”.
“Esse assunto, o presidente nunca tratou comigo. Fogo amigo”, disse.
Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a troca deve ser oficializada após o retorno da comitiva brasileira de Nova York, onde Lula participa da Assembleia-Geral da ONU.
Macedo diz manter rotina com Lula
O ministro destacou que esteve com Lula antes da viagem, na sexta-feira (19), e que ainda há agendas previstas para esta semana.
“Tratamos da agenda do governo, da participação social na COP30. Temos a posse do Conselho Federal da Bacia do Rio Doce nesta sexta”, afirmou.
Resistência dentro do PT
As primeiras sondagens a Boulos teriam ocorrido em abril. Porém, havia resistência dentro do PT à entrada de um aliado de fora da legenda na chamada “cozinha do Planalto”, onde atualmente só há quadros petistas.
Apesar das críticas, aliados de Lula avaliam que o deputado pode fortalecer a relação do governo com movimentos sociais e aproximar o Palácio do Planalto do eleitorado mais jovem.
Para assumir o cargo, Boulos estaria disposto a abrir mão de disputar a reeleição em 2026. Lula tem insistido que novos ministros não poderão deixar os postos para concorrer no próximo pleito.
Futuro político em aberto
À CNN, Macedo disse ainda que pode não concorrer em 2026, mas que a decisão caberá ao presidente.
“Farei o que for mais importante para o presidente”, declarou.
Fonte: CNN

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