José Fernando Ogura/AEN

O Paraná mantém-se no topo do ranking nacional de produção orgânica, com 4.510 produtores rurais certificados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO), conforme dados atualizados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A marca reforça a força do agronegócio sustentável no Estado e amplia a distância para o segundo colocado, o Rio Grande do Sul, com 3.273 certificações, e para o Pará, terceiro colocado, com 2.513.

O bom desempenho é impulsionado pelo Paraná Mais Orgânico (PMO), programa do Governo Estadual coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que auxilia agricultores familiares na transição do modelo convencional para o sistema orgânico de produção. A iniciativa oferece assistência técnica, capacitação em manejo agroecológico e acompanhamento especializado, garantindo qualidade e conformidade com as exigências do mercado.

Crescimento constante
Desde o início da sexta fase do PMO, em julho de 2023, foram emitidas 787 certificações para produtores paranaenses. Somente no primeiro semestre de 2025, o Estado homologou 214 certificados e tem outros 286 processos em análise, com previsão de emissão até dezembro. Com isso, a expectativa é encerrar o ano com 1.073 certificações, beneficiando diretamente 1.230 agricultores familiares.

Além das certificações, o programa mantém um rígido controle de qualidade: já foram realizadas 1.989 auditorias desde 2023, sendo 594 no primeiro ano, 807 em 2024 e 588 entre janeiro e julho de 2025. Para o segundo semestre, estão previstas mais 612 inspeções, reforçando a credibilidade do selo orgânico paranaense.

Projeção para o futuro
Na reunião de balanço realizada em Curitiba, também foram apresentadas metas para o próximo ciclo (2026 a 2028), que incluem a emissão de 1.530 novos certificados e atendimento a 2.280 produtores. O planejamento prevê ampliar a rede de capacitação e fortalecer a presença dos produtos orgânicos paranaenses no mercado interno e externo.

Rede de apoio e conhecimento
O PMO conta com o suporte de uma ampla rede de instituições públicas. As sete universidades estaduais atuam na formação técnica e no acompanhamento direto dos agricultores, enquanto o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) garante assistência técnica e extensão rural. Já o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é responsável pelas avaliações e certificações, assegurando que a produção atenda aos padrões exigidos pela legislação.

Importância econômica e ambiental
A produção orgânica no Paraná não é apenas uma questão de certificação, mas também de sustentabilidade e geração de renda. Ao adotar práticas agroecológicas, os produtores preservam o solo, reduzem o uso de insumos químicos e contribuem para a oferta de alimentos mais saudáveis. Com a crescente demanda por produtos orgânicos no Brasil e no exterior, o Estado consolida-se como referência nacional e potencial exportador nesse segmento.

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