Projeto conta com rede de voluntários de diversas áreas (Matheus Freitas)

Curitiba conta agora com uma nova iniciativa de acolhimento emocional para mulheres que enfrentam a maternidade sozinhas. O projeto Re-existir oferece encontros psicoterapêuticos gratuitos voltados exclusivamente para mães solo, com o objetivo de criar uma rede de escuta, fortalecimento e apoio coletivo.

Apoio para quem cuida sozinha

Dados do Portal da Transparência do Registro Civil revelam que 402 crianças foram registradas sem o nome do pai na capital paranaense entre julho de 2024 e julho de 2025. No entanto, o número de mães solo é ainda maior, já que muitas mulheres criam seus filhos sem apoio efetivo, mesmo quando há reconhecimento legal da paternidade.

Idealizado pela psicóloga Daniele Figueiredo dos Santos, o Re-existir surgiu para atender esse público muitas vezes invisibilizado. “Essas mulheres costumam enfrentar sobrecarga e isolamento. Criamos um espaço onde possam se escutar, se fortalecer e encontrar um recomeço”, afirma Daniele.

Cuidado psicológico com acolhimento e estrutura

As sessões acontecem quinzenalmente no Ahú Espaço de Saúde e Desenvolvimento Corporativo, com grupos de até seis participantes que permanecem juntas por um ciclo de dez encontros. Enquanto as mães participam da atividade terapêutica, voluntários cuidam das crianças no mesmo ambiente, com atividades lúdicas e recreativas, incluindo a presença de um palhaço voluntário.

“Foi a primeira vez que me senti realmente enxergada como mãe solo”, relata uma participante, mãe de uma criança com deficiência.

Rede de voluntários e planos de expansão

Além do trabalho terapêutico, o projeto conta com voluntários de outras áreas, como consultoria em RH, aromaterapia, fisioterapia e recreação infantil. O espaço onde ocorrem os encontros foi cedido pela médica Adriana Banzzatto, neurologista e proprietária do local.

Segundo Daniele, o projeto nasceu de sua experiência pessoal como mãe solo. “Cuidar dessas mulheres é também cuidar das crianças e da comunidade. A ideia é crescer, dependendo do apoio que formos conquistando”, destaca.

As inscrições para o primeiro grupo já foram encerradas. A continuidade e expansão do projeto dependerão da demanda e do engajamento de novos voluntários e parceiros.

Fonte: Bem Paraná

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