Trump Brasil https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sun, 20 Jul 2025 12:06:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Trump Brasil https://radarmetropolitanopr.com 32 32 AGU quer apuração sobre lucros suspeitos com tarifa de 50% imposta pelos EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/agu-quer-apuracao-sobre-lucros-suspeitos-com-tarifa-de-50-imposta-pelos-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/agu-quer-apuracao-sobre-lucros-suspeitos-com-tarifa-de-50-imposta-pelos-eua/#respond Sun, 20 Jul 2025 14:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3240

AGU solicita investigação sobre possível uso de informação privilegiada com tarifa de Trump

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite deste sábado (19), a abertura de uma investigação para apurar se houve operações financeiras irregulares no Brasil com base em informações privilegiadas. A suspeita é de que investidores tenham lucrado com movimentações no mercado de câmbio feitas antes e depois do anúncio da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre importações brasileiras.

Segundo reportagem da TV Globo, divulgada na sexta-feira (18), grandes volumes de dólares foram comprados horas antes do anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump. Pouco depois da divulgação oficial da medida, o mesmo montante foi vendido, gerando lucro expressivo.

A prática de operar no mercado com base em informação não pública caracteriza crime financeiro. Por isso, além do STF, a AGU acionou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por meio da Procuradoria-Geral da República (PGR), para investigar possíveis infrações à legislação do mercado de capitais.

O pedido foi protocolado dentro do inquérito que apura a conduta do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele é investigado por possíveis crimes de coação no curso do processo e tentativa de obstrução à Justiça. Eduardo está no país buscando apoio e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos que atingem seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e aliados próximos.

Eduardo Bolsonaro celebrou publicamente tanto o anúncio da tarifa como a decisão do governo norte-americano de cancelar o visto do ministro Moraes.

Operações financeiras suspeitas

A movimentação no mercado de câmbio chamou atenção de analistas financeiros. Spencer Hakimian, fundador da Tolou Capital Management, relatou em sua conta na rede social X (antigo Twitter) detalhes de possíveis operações suspeitas.

“Alguém divulgou a notícia sobre a tarifa [de 50%] no Brasil. [Outro] Alguém comprou uma quantia ENORME de dólares americanos e vendeu a descoberto BRL (moeda brasileira) às 13h32 [14h32 no Brasil]. O anúncio da tarifa de 50% foi feito às 16h19 [17h19 no Brasil]”, escreveu Hakimian.

Ainda segundo ele, após o anúncio, o mesmo investidor encerrou a operação e obteve lucro estimado entre 25% e 50% em menos de três horas. O episódio levanta a possibilidade de vazamento de informação estratégica com fins de enriquecimento ilícito.

Fonte: CNN

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25 de Março e Brás sob investigação dos EUA: máfia chinesa, milícia e PCC atuam na região https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/25-de-marco-e-bras-sob-investigacao-dos-eua-mafia-chinesa-milicia-e-pcc-atuam-na-regiao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/25-de-marco-e-bras-sob-investigacao-dos-eua-mafia-chinesa-milicia-e-pcc-atuam-na-regiao/#respond Sun, 20 Jul 2025 12:01:23 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3237

Região da 25 de Março e Brás enfrenta ação de máfia chinesa, milícia e PCC; Trump inclui áreas em investigação sobre pirataria

A região da Rua 25 de Março e do Brás, no centro de São Paulo, foi incluída em uma investigação anunciada pelo governo dos Estados Unidos. O foco inicial da apuração é a pirataria e a violação de direitos autorais, mas investigações brasileiras revelam que o problema na área vai além do comércio ilegal: há atuação de grupos como a máfia chinesa, milicianos e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação americana, liderada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), aponta a área como um dos maiores mercados de produtos falsificados do mundo. Foram citados sete pontos considerados críticos: Shopping 25 de Março, Galeria Pagé, Santa Ifigênia, Shopping Tupan, Shopping Korai, Feira da Madrugada e Nova Feira da Madrugada.

Enquanto a tensão entre Brasil e EUA se intensifica — após Washington anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — autoridades brasileiras têm exposto o envolvimento de organizações criminosas nas movimentações financeiras da região.

Ação da máfia chinesa

Reportagens do Metrópoles e operações da Polícia Federal revelam que a máfia chinesa opera na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada no Brás, ligadas a golpes virtuais. “O dinheiro das fraudes era transferido para lojas do Brás e, depois, utilizado na compra de armas pelos criminosos chineses”, apontam os investigadores. Laranjas eram recrutados nos comércios populares para abrir contas bancárias, movimentando milhões.

Além disso, comerciantes chineses eram alvos de extorsão sob ameaça de morte. “Ela [a policial] só faltou falar que estava na privada”, relatou um empresário após prisão recente de Lin Xianbin, de 52 anos, integrante do grupo mafioso, identificado por câmeras de reconhecimento facial na própria 25 de Março.

Mesmo com parte do grupo Bitong presa, levantamento mostra que, dos 17 integrantes, apenas dois continuam em presídios estaduais. Um está detido em penitenciária federal e outro cumpre prisão domiciliar.

Milícia e extorsão na Feira da Madrugada

Em outro esquema, o Gaeco denunciou uma milícia formada por policiais civis e militares, que extorquia ambulantes na Feira da Madrugada. Segundo o Ministério Público, os valores cobrados chegavam a R$ 18 mil por ano, com ameaças e intimidações armadas. “A fita métrica era usada para medir os espaços vendidos na calçada”, revelaram os promotores.

Escutas, vídeos e cadernos de anotações confirmaram a participação dos agentes públicos, que também utilizavam redes de agiotagem para pressionar inadimplentes.

PCC e tráfico internacional

O comércio também serve, segundo a polícia, como ponte para o tráfico. Lojistas da 25 de Março e do Brás pagavam por produtos à China por meio de doleiros chineses. Esses valores eram repassados a traficantes do PCC, que vendiam drogas na Europa e recebiam no Brasil. O método evitava rastros bancários e financiava operações internacionais.

Lojas de fachada também eram usadas para lavar dinheiro oriundo do tráfico, e o PCC foi apontado em outras investigações pela cobrança de “taxas de proteção” de comerciantes da região.

Resposta dos comerciantes e protesto

A Univinco, associação de lojistas da 25 de Março, reagiu às acusações. “A região reúne mais de 3 mil estabelecimentos formais, que geram empregos, pagam impostos e oferecem produtos de qualidade. É um comércio forte, diversificado e comprometido com a legalidade”, diz nota da entidade.

Nesta sexta-feira (18/7), comerciantes organizaram um protesto. A manifestação contou com a presença de ativistas fantasiados: um homem como Donald Trump carregando um saco de dinheiro e outro como Jair Bolsonaro vestido de presidiário. Militantes do PCdoB participaram da mobilização, exibindo bandeiras e cartazes com críticas à medida americana. A Polícia Federal acompanhou o ato.

Fonte: Metrópoles

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