tijolos caximba https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 23 Jul 2025 20:57:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png tijolos caximba https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Bairro Novo da Caximba impulsiona economia com geração de empregos e aquecimento do comércio local https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/23/bairro-novo-da-caximba-impulsiona-economia-com-geracao-de-empregos-e-aquecimento-do-comercio-local/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/23/bairro-novo-da-caximba-impulsiona-economia-com-geracao-de-empregos-e-aquecimento-do-comercio-local/#respond Thu, 24 Jul 2025 00:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3396

Construção do Bairro Novo da Caximba impulsiona economia local com geração de empregos e comércio aquecido

O maior projeto socioambiental da história de Curitiba, o Bairro Novo da Caximba, está promovendo transformação urbana e aquecimento da economia local. A iniciativa da Prefeitura, dentro do Projeto de Gestão de Risco Climático (PGRC), une moradia digna, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Apenas na construção das 1.211 moradias destinadas a famílias da Vila 29 de Outubro, já foram utilizados cerca de 2 milhões de tijolos. Boa parte dos materiais — incluindo areia, brita e outros insumos — é adquirida de olarias e comércios da própria Caximba e regiões vizinhas, tradicionais na produção cerâmica.

Essa movimentação aquece a economia, fortalece pequenos negócios e gera empregos diretos e indiretos.

“É um ciclo positivo. A Prefeitura investe em habitação e ajuda a movimentar a economia da região. As empresas priorizam fornecedores locais, o que valoriza ainda mais esse grande projeto criado para interromper a degradação ambiental e promover transformação urbana e humana da Caximba”, afirma o prefeito Eduardo Pimentel.

Produção em ritmo acelerado

Das 1.211 moradias, 232 já foram concluídas e entregues. Além dos novos moradores, comerciantes e trabalhadores também celebram os impactos positivos.

Tadeu Pilato, diretor da Cosmos Indústria de Tijolos, no Campo de Santana, confirma o aumento nas vendas. “A demanda cresceu cerca de 30% com a BRX, uma das construtoras do projeto. Ampliamos a produção, compramos novos maquinários e contratamos mais colaboradores”, afirmou. Os novos funcionários, segundo ele, são da própria região.

Gabriel Serbena, engenheiro da BRX, destaca as vantagens de comprar localmente: “A proximidade agiliza entregas e permite negociações melhores. A qualidade dos produtos também pesa na escolha”.

Urbanização e sustentabilidade

O projeto prevê o reassentamento de 1.211 famílias em novas moradias e a regularização fundiária para outras 546. As casas, de 50 m², incluem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e lavanderia, com acesso individual à rua. Os conjuntos habitacionais seguem padrões modernos e sustentáveis.

Além das casas, as obras incluem infraestrutura completa: ruas pavimentadas, drenagem, redes de água e esgoto, iluminação pública, áreas verdes e espaços de convivência.

“É gratificante ver a própria comunidade envolvida nas obras, com carteira assinada, ajudando a construir as casas de vizinhos que terão uma nova vida”, destaca Luiz Fernando Jamur, secretário municipal de Obras Públicas.

Mão de obra local

Segundo Cleber Lima Ribeiro, da Sial Engenharia, 45% dos trabalhadores são moradores da região. A contratação é feita pela Cohab, por meio do Escritório Local da Caximba (ELO). Funções como servente têm servido como porta de entrada para carreiras na construção civil.

Jhonatan Cesar Soczek, morador de Araucária e estudante de Engenharia, começou como servente e hoje atua como assistente de engenharia. “Entrei na fase de fundação e fui crescendo. Trabalhar perto de casa e ver as melhorias acontecendo é muito gratificante”, diz.

Ribeiro aponta os benefícios da contratação local: menos atrasos, logística mais fácil e impacto positivo no comércio e serviços. “Isso fortalece o projeto como um todo e deixa um legado de capacitação”, afirma.

Histórias de transformação

Antônio Machula, carpinteiro com 20 anos de experiência, conseguiu emprego com carteira assinada após quatro meses de desemprego. “Trabalho perto de casa e ainda ajudo a melhorar o bairro”, conta.

Já José Antônio Michelichen, ex-morador da Vila 29 de Outubro, hoje vive em uma das casas que ajudou a construir. “Comprei móveis novos com o salário. Almoço em casa, tenho endereço fixo, dignidade e carteira assinada”, celebra.

Carlos André Alves da Silva, outro reassentado, também passou de desempregado a trabalhador da obra. Hoje, mora com a família em uma casa nova, com infraestrutura. “Mudou tudo. Agora temos asfalto, água, energia e respeito”, diz.

Um bairro estruturado

A antiga área de risco está dando lugar a um bairro com infraestrutura completa, áreas verdes e foco na sustentabilidade. A proposta integra inclusão social, desenvolvimento urbano e enfrentamento das mudanças climáticas.

“O novo bairro nasce como resposta concreta às mudanças climáticas e às desigualdades urbanas, com soluções que valorizam o meio ambiente e as pessoas”, reforça Luiz Fernando Jamur.

As famílias reassentadas permanecem próximas dos locais que já frequentavam, como escolas e comércios, o que fortalece vínculos sociais e o sentimento de pertencimento.

O projeto conta com financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e é coordenado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), com apoio da Utag e da Cohab.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

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