tarifas EUA Brasil https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 24 Sep 2025 17:34:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png tarifas EUA Brasil https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Setor empresarial buscou reaproximação com Trump, mas Planalto diz que gesto foi espontâneo https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/24/setor-empresarial-buscou-reaproximacao-com-trump-mas-planalto-diz-que-gesto-foi-espontaneo/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/24/setor-empresarial-buscou-reaproximacao-com-trump-mas-planalto-diz-que-gesto-foi-espontaneo/#comments Wed, 24 Sep 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4950

Nos últimos meses, empresários brasileiros intensificaram movimentações em Washington para tentar abrir um canal de diálogo entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fontes do setor empresarial e diplomáticas afirmam que essas investidas tiveram papel importante na mudança de tom de Trump em relação ao Brasil. No entanto, auxiliares próximos a Lula minimizam a influência do setor privado, afirmando que a decisão do republicano foi espontânea.

Segundo interlocutores diplomáticos, entre os empresários que atuaram nesse processo estariam os irmãos Batista, da JBS, e Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alguns teriam até antecipado que Trump anunciaria disposição para se encontrar com Lula antes da Assembleia Geral da ONU.

Em agosto, empresários contrataram o escritório de lobby de Brian Ballard, aliado próximo de Trump, para atuar contra o chamado “tarifaço” americano. No início de setembro, uma comitiva de mais de 100 líderes empresariais desembarcou em Washington sob coordenação da CNI, reunindo-se com representantes dos departamentos do Tesouro e do Estado, além de ter audiência com o USTR, responsável pelo processo que investiga supostas práticas comerciais injustas do Brasil.

“Essa manifestação na ONU do presidente Trump deixou a CNI animada. Sentimos que valeu a pena a missão em Washington e ficamos felizes que a iniciativa avançou. Mas nós não sabíamos nada sobre a intenção de Trump de se encontrar com Lula”, declarou Ricardo Alban.

Ele confirmou reuniões com autoridades americanas, como Christopher Landau, número dois da diplomacia, e destacou que, apesar das conversas duras, houve interesse posterior dos EUA nos documentos entregues.

Governo brasileiro minimiza atuação

Apesar da movimentação empresarial, o governo Lula não vê influência direta desses esforços sobre Trump. Interlocutores avaliam que o republicano não costuma ceder a pressões, muito menos de empresários estrangeiros.

“É preciso entender que Trump toma decisões por conta própria. Agora todos vão querer tirar sua casquinha, mas não foi influência dos empresários brasileiros”, disse uma fonte do Planalto.

O governo sustenta que não houve ação coordenada para viabilizar o aperto de mãos entre Lula e Trump na ONU. Auxiliares lembram que o próprio secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou surpresa com a iniciativa, reforçando que não foi algo previamente combinado.

Para aliados de Lula, a mudança de postura de Trump pode ter sido uma tentativa de “salvar a cara” diante da repercussão negativa das tarifas:

“Eles precisam dar uma interpretação que exclua a influência política e diplomática — e o carisma — do presidente”, disse um interlocutor próximo a Lula.

Fonte: CNN

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Trump volta a atacar Brasil e mira Moraes: “Continuaremos a tomar medidas cabíveis” https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/09/trump-volta-a-atacar-brasil-e-mira-moraes-continuaremos-a-tomar-medidas-cabiveis/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/09/trump-volta-a-atacar-brasil-e-mira-moraes-continuaremos-a-tomar-medidas-cabiveis/#comments Tue, 09 Sep 2025 22:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4631

O governo de Donald Trump voltou a ameaçar o Brasil e citou diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A nova manifestação ocorreu em um post na rede social X, publicado nesta segunda-feira (8/9) pelo subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A mensagem, republicada pela Embaixada dos EUA em Brasília nesta terça (9), criticou supostos “abusos de autoridade” do magistrado.

“Ontem marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores da liberdade e da justiça. Em nome do ministro Alexandre de Moraes e dos indivíduos cujos abusos de autoridade minaram essas liberdades fundamentais, continuaremos a tomar as medidas cabíveis”, escreveu o subsecretário.

A escalada de tensão ocorre dias depois de Trump ter declarado estar “muito irritado” com o Brasil. Em entrevista coletiva na Casa Branca, na sexta-feira (5), o republicano não descartou restringir vistos de autoridades brasileiras que planejam participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

“Estamos muito irritados com o Brasil. Já aplicamos tarifas pesadas porque eles estão fazendo algo muito infeliz. O governo mudou radicalmente. Radicalmente para a esquerda. Isso está fazendo muito, muito mal. Vamos ver”, afirmou o presidente dos EUA.

A referência foi às tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, impostas em agosto. Na ocasião, Trump também declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é vítima de uma “caça às bruxas” no processo que enfrenta no STF.

Alexandre de Moraes se tornou alvo de críticas do governo norte-americano por ser o relator das ações que investigam Bolsonaro por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. O ministro já teve o visto americano revogado e foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, mecanismo usado pelos EUA contra autoridades acusadas de violações a direitos humanos ou corrupção.

Segundo analistas, a ameaça de sanções diplomáticas e a imposição de tarifas fazem parte de uma estratégia mais ampla de Trump para pressionar governos considerados adversários ideológicos.

Com a aproximação da Assembleia Geral da ONU, o risco de restrições a autoridades brasileiras preocupa diplomatas e especialistas, que veem na postura de Washington um teste às relações bilaterais e ao papel dos EUA como país anfitrião de organismos internacionais.

Fonte: G1

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Bolsonarismo teme tarifas e até embargo do Brasil após julgamento do STF https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/02/bolsonarismo-teme-tarifas-e-ate-embargo-do-brasil-apos-julgamento-do-stf/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/02/bolsonarismo-teme-tarifas-e-ate-embargo-do-brasil-apos-julgamento-do-stf/#respond Tue, 02 Sep 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4525

O núcleo político do bolsonarismo já trabalha com a hipótese de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento pela trama golpista na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que começa nesta terça-feira (2). Nos bastidores, aliados avaliam como “favas contadas” o resultado e concentram suas articulações no pós-julgamento.

Segundo interlocutores próximos ao ex-presidente, a expectativa é de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureça a postura contra ministros do Supremo, ampliando a aplicação da Lei Magnitsky — já adotada contra Alexandre de Moraes — para outros magistrados que eventualmente votem pela condenação.

Um dos principais aliados de Bolsonaro, com acesso direto à Casa Branca, resumiu: “São favas contadas”. Embora alguns ainda alimentem a possibilidade de que o ministro Luiz Fux peça vista e adie o julgamento, a avaliação predominante é de que a condenação é inevitável.

Lei Magnitsky como “caminho natural”

A aposta de parte dos articuladores bolsonaristas é que a aplicação da Lei Magnitsky a outros ministros do STF se torne um “caminho natural” após a decisão. Fontes envolvidas no processo, contudo, ponderam que esse tipo de sanção não ocorre de forma imediata, pois envolve trâmites burocráticos e diplomáticos nos EUA. Ainda assim, o grupo vê a medida como menos desgastante politicamente e com potencial de abrir espaço para futuras pressões contra outros ministros que não compõem a Primeira Turma.

Temor de tarifas e até embargo

Apesar da expectativa de sanções individuais, aliados de Bolsonaro demonstram preocupação com eventuais retaliações mais duras dos Estados Unidos contra o Brasil. O receio é que Trump decida aumentar tarifas comerciais ou até mesmo impor um embargo — o que teria impacto direto na economia e no cenário eleitoral.

“Trump pode aplicar sanções financeiras e comerciais contra o Brasil, atingindo inclusive empresas de outros países que mantenham negócios aqui”, avaliam aliados, ressaltando que “nada está descartado — quem decide é ele”.

Pressões internas e externas

A pressão por medidas mais duras contra o STF também ganhou força no Brasil. No fim de semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou o discurso a favor da anistia de Bolsonaro no Congresso.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo têm reuniões agendadas em Washington nesta semana com integrantes do governo Trump para discutir os efeitos políticos e econômicos do julgamento no STF.

Fonte: G1

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Governo Lula monta estratégia para enfrentar sobretaxas dos EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/#respond Fri, 08 Aug 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3878

O governo brasileiro estruturou uma estratégia em quatro frentes para reagir ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. As medidas, que combinam ações de curto, médio e longo prazos, foram confirmadas por integrantes da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Negociação

A primeira frente, tratada como prioridade desde abril — quando foi anunciada a tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros — é a negociação direta com Washington.
Apesar das resistências do governo americano, o Brasil busca suavizar os impactos das medidas, tentando retirar setores da lista de produtos sobretaxados. Esse trabalho é conduzido pelo Itamaraty, pelos ministérios da Fazenda, Indústria e Comércio e Agricultura, com apoio empresarial, sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

O ministro Fernando Haddad informou que se reunirá na próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para ampliar o diálogo. Lula, no entanto, não deve conversar diretamente com Trump neste momento. A avaliação no Planalto é que a medida tem motivação política, voltada a favorecer Jair Bolsonaro (PL) e interferir na democracia brasileira. Assim, só haveria diálogo se Trump recuasse nas críticas ao STF e às decisões envolvendo big techs.

Mitigação

A segunda frente visa reduzir os efeitos internos das tarifas, sobretudo após a sobretaxa de 40% imposta em julho. O governo mapeia os setores mais afetados e considera ações como incentivo às exportações para outros mercados, apoio financeiro emergencial, flexibilização de tributos internos e estoques reguladores temporários.

Parte da equipe de Lula vê no tarifaço uma oportunidade para reequilibrar o comércio exterior e avalia novas linhas de financiamento à exportação, embora o tema enfrente resistência no Congresso e em setores da economia.

Diversificação

A terceira frente é a diversificação de mercados, estratégia retomada no terceiro mandato de Lula, que tem realizado visitas e negociações com dezenas de países. O governo aposta na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia e no fortalecimento de laços com Japão, Vietnã, China, Índia e outras nações do Brics.

Na quinta-feira (7), Lula conversou com o premiê indiano, Narendra Modi, sobre ampliar o comércio bilateral. O presidente também deve visitar a Indonésia e participar de cúpula da ASEAN, na Malásia. Apesar do avanço, o Planalto reconhece que a diversificação não substitui os EUA no curto prazo, mas busca aumentar a resiliência da economia brasileira.

Retaliação

A quarta frente, ainda preliminar, é a eventual retaliação comercial. Estudos técnicos analisam possíveis medidas de reciprocidade, caso as negociações fracassem ou novas tarifas sejam impostas. A ação conta com aval do Congresso, via lei de reciprocidade comercial.

“Não se trata de revanche. É reciprocidade. Estamos analisando cuidadosamente em quais setores e produtos poderíamos responder com proporcionalidade, respeitando o princípio da legalidade internacional”, afirmou uma fonte do governo.

Fonte: CNN

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Tarifas contra o Brasil acirram tensão entre Trump e Congresso norte-americano https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/#respond Fri, 25 Jul 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3465

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado por senadores democratas de “claro abuso de poder” após impor tarifas de 50% sobre importações do Brasil. Em uma carta enviada nesta quinta-feira (24) à Casa Branca, 11 parlamentares da oposição afirmaram que o republicano está utilizando “a economia americana para interferir em favor de um amigo”, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, escreveram os senadores.

Os democratas — minoria no Senado — também alertam que uma retaliação brasileira elevaria os preços de diversos produtos nos Estados Unidos, afetando famílias e empresas locais. Eles destacam que os EUA importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, sendo US$ 2 bilhões apenas em café. O comércio bilateral, segundo os senadores, é responsável por cerca de 130 mil empregos norte-americanos.

Outro ponto de preocupação abordado na carta é o risco de uma aproximação maior entre o Brasil e a China. “Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. (…) Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina”, alertaram.

Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores brasileiros embarca para os Estados Unidos na tentativa de estabelecer um canal de diálogo sobre o chamado “tarifaço”. No entanto, segundo informações do jornalista Valdo Cruz, o governo Lula teria sido informado de que Trump não autorizou qualquer conversa formal da Casa Branca com autoridades brasileiras.

Na quinta-feira (24), outro elemento acirrou o embate entre os países: o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, demonstrou interesse do governo norte-americano nos minerais estratégicos brasileiros.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a soberania nacional em discurso:
“Temos todo o nosso petróleo para proteger. Temos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger. E aqui ninguém põe a mão. Este país é do povo brasileiro”, declarou Lula.

Leia a íntegra da carta abaixo:

“Prezado Presidente Trump,

Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas feita por sua administração claramente não se refere a isso. Tampouco se trata de um déficit comercial bilateral, já que os EUA tiveram um superávit de US$ 7,4 bilhões em bens com o Brasil em 2024 e não registram déficit comercial com o país desde 2007.

Na verdade — como o senhor afirma explicitamente em sua carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — a ameaça de impor tarifas de 50% sobre todas as importações do Brasil e a ordem para que o Representante de Comércio dos EUA inicie uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 têm como principal objetivo forçar o sistema judiciário independente do Brasil a interromper a acusação contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O Sr. Bolsonaro é um cidadão brasileiro sendo processado nos tribunais brasileiros por ações alegadamente cometidas sob jurisdição nacional. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e de planejar um golpe de Estado.

Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. O anúncio de sua administração em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades judiciais brasileiras envolvidas no caso do Sr. Bolsonaro, indica — mais uma vez — a disposição de sua administração em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano.

Suas ações aumentariam os custos para famílias e empresas americanas. Os americanos importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio entre EUA e Brasil sustenta cerca de 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco diante da ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu retaliar em resposta — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos aumentarão além do nível de 50% que o senhor ameaçou.

Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais e ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo vários projetos portuários em andamento. Recentemente, o China State Railway Group assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto ferroviário transcontinental.

Essas considerações não são exclusivas do Brasil. Em toda a América Latina, a RPC está trabalhando para ampliar sua influência por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. Estamos preocupados que suas ações para minar um sistema judicial independente apenas aumentem o ceticismo em relação à influência americana na região e deem mais credibilidade à agenda de autoridades e empresas estatais chinesas. A mesma tendência também está ocorrendo no Leste e Sudeste Asiático.

Os objetivos principais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o combate à influência da RPC. Instamos o senhor a reconsiderar suas ações e a priorizar os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — não outra guerra comercial”.

Atenciosamente,

Tim Kaine, Senador dos Estados Unidos
Jeanne Shaheen, Senadora dos Estados Unidos
Adam B. Schiff, Senador dos Estados Unidos
Richard J. Durbin, Senador dos Estados Unidos
Peter Welch, Senador dos Estados Unidos
Kirsten Gillibrand, Senadora dos Estados Unidos
Mark R. Warner, Senador dos Estados Unidos
Catherine Cortez Masto, Senadora dos Estados Unidos
Michael F. Bennet, Senador dos Estados Unidos
Jacky Rosen, Senadora dos Estados Unidos
Raphael Warnock, Senador dos Estados Unidos

Fonte: G1

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Com ameaça de tarifaço, Brasil e México discutem reação conjunta https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/24/com-ameaca-de-tarifaco-brasil-e-mexico-discutem-reacao-conjunta/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/24/com-ameaca-de-tarifaco-brasil-e-mexico-discutem-reacao-conjunta/#respond Thu, 24 Jul 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3421

Lula propõe ampliar acordo com México após tarifas impostas por Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, na noite desta quarta-feira (23), com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para tratar das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os dois países.

Segundo o Palácio do Planalto, ficou acertada a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin ao México nos dias 27 e 28 de agosto, acompanhado por uma delegação empresarial e ministros do governo federal. Durante a conversa, Lula destacou a necessidade de aprofundar os laços econômicos e comerciais entre os países, citando o “atual momento de incertezas” como um motivo urgente para essa aproximação.

O presidente brasileiro propôs iniciar negociações para ampliar o acordo comercial Brasil-México, considerado limitado atualmente. Firmado em 2002, o tratado cobre apenas 800 produtos, e tentativas de expandi-lo ocorrem desde a década passada — sem sucesso até agora.

No início de julho, Trump anunciou que os produtos importados do Brasil passarão a ser taxados com uma alíquota de 50%, a partir de 1º de agosto. O republicano afirmou que a medida se justifica pela “postura do STF” em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poucos dias depois, o México também foi ameaçado com tarifas de 30%, com Trump alegando que a iniciativa visa combater os cartéis de drogas e impedir que os Estados Unidos se tornem um “playground do narcotráfico”.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou esperança de alcançar um acordo com o governo norte-americano antes que as tarifas entrem em vigor. Em declaração pública na semana passada, ela afirmou que autoridades mexicanas seguem em diálogo com representantes de Trump em Washington na tentativa de construir um consenso.

Fonte: CNN

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Tarifaço de Trump: Brasil prepara medidas emergenciais para proteger empresários https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/23/tarifaco-de-trump-brasil-prepara-medidas-emergenciais-para-proteger-empresarios/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/23/tarifaco-de-trump-brasil-prepara-medidas-emergenciais-para-proteger-empresarios/#respond Wed, 23 Jul 2025 23:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3393

Governo discute linha emergencial para socorrer empresários atingidos por tarifaço de Trump

O governo brasileiro discute os parâmetros de uma linha de crédito emergencial voltada a empresários afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. A medida, em fase de finalização pelo Ministério da Fazenda, foi adiantada pelo ministro Fernando Haddad em entrevista à rádio CBN. A proposta busca ser pontual e com impacto fiscal reduzido, priorizando os setores mais atingidos.

Além disso, o Executivo avalia o envio de uma comitiva formada por empresários e representantes do governo federal aos Estados Unidos. O objetivo seria destravar negociações com a Casa Branca, que até o momento não respondeu à carta enviada pelo Brasil em maio. Segundo fontes ligadas à negociação, as chances de Trump recuar ou adiar a aplicação das novas tarifas são mínimas.

Apesar de ainda não haver uma decisão oficial sobre a viagem, o governo avalia seus efeitos políticos, econômicos e diplomáticos. Paralelamente, uma delegação composta por oito senadores brasileiros embarca para Washington na próxima semana, com encontros já marcados com parlamentares norte-americanos. O foco da missão, no entanto, não será negociar as tarifas, mas fortalecer os canais de diálogo com o governo dos EUA.

Com o tempo apertado, o governo trabalha com múltiplas alternativas — os chamados planos B, C e D. Ao mesmo tempo, governos estaduais se mobilizam para oferecer apoio direto aos empresários de seus respectivos estados.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas avalia liberar créditos de ICMS e ampliar um fundo de crédito com juros subsidiados para empresas fortemente impactadas. Já em Goiás, o governador Ronaldo Caiado propôs a utilização de três fundos, incluindo um com recursos do ICMS, para socorrer setores como pecuária, mineração e pescados, que devem ser duramente atingidos.

Mais reuniões com representantes de setores produtivos estão programadas ao longo da semana. Governos de outros estados — como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Pará e Rio Grande do Sul — também se articulam para definir estratégias locais de apoio aos empresários.

Fonte: CBN

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Eduardo Bolsonaro chama Moraes de “ditador” após bloqueio de bens https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/22/eduardo-bolsonaro-chama-moraes-de-ditador-apos-bloqueio-de-bens/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/22/eduardo-bolsonaro-chama-moraes-de-ditador-apos-bloqueio-de-bens/#respond Tue, 22 Jul 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3315

Eduardo Bolsonaro critica bloqueio de bens e chama Moraes de “arbitrário e criminoso”

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta segunda-feira (21) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o bloqueio de seus bens. Em publicações no X (antigo Twitter), o parlamentar classificou a medida como “arbitrária e criminosa”.

Moraes ordenou o bloqueio de todos os bens móveis e imóveis de Eduardo, além de suas contas bancárias e da chave Pix. A medida ocorre no contexto de um inquérito em andamento na Suprema Corte, que investiga a atuação do deputado fora do país, supostamente contra o Judiciário brasileiro.

“Esse bloqueio não me surpreende. É só mais uma decisão arbitrária e criminosa do ditador Alexandre de Moraes, que tenta me proibir de todos os modos de denunciar os seus crimes e suas violações de direitos fundamentais à comunidade internacional”, afirmou Eduardo.

Para o parlamentar, Moraes age movido por “interesse próprio” e estaria tentando “se blindar”. Ele ainda garantiu que não será intimidado:
“E se ele pensa que isso irá me fazer parar, deixo claro: não me intimidarei e não me calarei. Eu me preparei para este momento. Esta é só mais uma demonstração de abuso de poder e confirma tudo o que tenho denunciado em Washington e para autoridades de todo o mundo.”

Eduardo também reforçou seu objetivo político em relação ao ministro do Supremo:
“Só irei descansar quando Alexandre Moraes for punido. Só irei sossegar quando o seu impeachment for aprovado pelo Senado, porque essa é a única solução para o Brasil.”

O deputado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é investigado por ter supostamente atuado nos Estados Unidos para pressionar o governo local contra instituições brasileiras. Atualmente, ele reside nos EUA e esteve licenciado da Câmara dos Deputados por 122 dias — período que se encerrou no último domingo (20).

No mesmo dia das publicações, Eduardo participou do podcast Inteligência Ltda. ao lado do jornalista Paulo Figueiredo. Durante a entrevista, ele relatou ter se reunido com autoridades do governo americano para discutir a aplicação de tarifas ao Brasil. Essas conversas teriam ocorrido antes do anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma sobretaxa de 50% em produtos brasileiros.

Fonte: G1

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Trump tenta pressionar o Brasil, mas efeito é contrário, diz Washington Post https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/21/trump-tenta-pressionar-o-brasil-mas-efeito-e-contrario-diz-washington-post/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/21/trump-tenta-pressionar-o-brasil-mas-efeito-e-contrario-diz-washington-post/#respond Mon, 21 Jul 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3278

Um artigo publicado pelo jornal The Washington Post neste domingo (21/07) afirma que o “bullying praticado por [Donald] Trump contra o Brasil está saindo pela culatra”, em referência à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi tomada como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Assinado pelo colunista de assuntos internacionais Ishaan Tharoor, o texto argumenta que a postura de força adotada por Trump acabou, na prática, fortalecendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem ganhado apoio inclusive de setores das elites brasileiras.

Tharoor observa que, diferentemente de outras nações latino-americanas que cederam à pressão norte-americana, “a economia brasileira é maior e mais diversificada”, e Lula aproveitou o cenário para confrontar Washington. Segundo ele, “as ameaças tarifárias de Trump levaram outros países da região a se curvarem aos EUA, mas o Brasil reagiu de forma diferente”.

A crise diplomática ganhou força na sexta-feira (19), quando a Polícia Federal, sob ordens do ministro Alexandre de Moraes, realizou buscas em endereços de Jair Bolsonaro, que foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está impedido de deixar sua residência à noite, além de não poder se comunicar com outros investigados ou diplomatas estrangeiros.

Em resposta, o governo de Donald Trump suspendeu o visto de entrada de Moraes nos EUA, alegando se tratar de uma “caça às bruxas política” por parte do STF contra o ex-presidente.

Fontes diplomáticas ouvidas pelo jornal sob anonimato criticaram fortemente a postura da Casa Branca. Um integrante do Departamento de Estado declarou:

“É difícil conceber uma ação mais prejudicial à credibilidade dos EUA na promoção da democracia do que sancionar um juiz da Suprema Corte de outro país por discordância jurídica”.

O artigo também destaca que Lula sai fortalecido do embate:

“Para Lula, cujos aliados de esquerda enfrentam uma eleição difícil em 2026, o momento é uma bênção. Pesquisas indicam renovação do apoio ao governo diante da intimidação americana provocada por Bolsonaro. As tarifas ainda afetam elites empresariais que normalmente apoiam a oposição a Lula”.

Outra fonte brasileira afirmou ao jornal:

“O Papai Noel chegou cedo para o presidente Lula, e o presente foi enviado por Trump por meio desse ataque atrapalhado à soberania do Brasil”.

As tarifas anunciadas em 9 de julho devem entrar em vigor em 1º de agosto. Atualmente, os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Segundo analistas e membros do governo ouvidos pela BBC News Brasil, é improvável que o governo americano volte atrás, mesmo com os impactos da medida.

Fonte: BBC

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Lula e Trump: provocações, atritos diplomáticos e tarifas bilionárias https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-e-trump-provocacoes-atritos-diplomaticos-e-tarifas-bilionarias/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-e-trump-provocacoes-atritos-diplomaticos-e-tarifas-bilionarias/#respond Sat, 12 Jul 2025 01:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2976
Foto: Fernando Bizerra/EFE

De Kamala Harris ao Irã: as provocações de Lula que desgastaram a relação com Trump

A tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros não se resume ao apoio do ex-presidente norte-americano a Jair Bolsonaro. A medida reflete uma sequência de atritos diplomáticos e declarações provocativas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tensionaram a relação entre os governos.

As declarações do petista, o alinhamento a regimes considerados antiamericanos, e episódios envolvendo o STF e redes sociais, contribuíram para o desgaste. A seguir, os principais momentos de atrito:

📌 Apoio explícito a Kamala Harris

Durante o ciclo eleitoral norte-americano do ano passado, Lula declarou apoio público à então candidata Kamala Harris, adversária de Trump. Em suas falas, o presidente brasileiro afirmou que a vitória de Harris seria “muito mais segura para a democracia americana” e relacionou Trump ao fascismo e ao nazismo, fazendo alusão à invasão do Capitólio em 2021.

📌 Reação a ameaças tarifárias

Em março deste ano, ao ser confrontado com a ameaça de Trump de aplicar uma tarifa de 25% sobre o aço e alumínio importados, Lula respondeu com firmeza:

“Não adianta o Trump continuar gritando de lá, porque aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo.”

📌 Embaixada dos EUA segue vaga

Desde que Trump reassumiu a presidência, os Estados Unidos não nomearam oficialmente um embaixador para o Brasil. A ausência de uma autoridade diplomática de alto escalão tem sido interpretada como sinal de desprestígio. Atualmente, o encarregado de negócios Gabriel Escobar responde pela embaixada.

📌 Alinhamento a regimes antiamericanos

O governo Lula reforçou vínculos com países frequentemente criticados pelos EUA, como China, Rússia, Irã, Venezuela e Cuba. Na recente cúpula do Brics no Rio de Janeiro, o bloco — do qual o Brasil faz parte — condenou as ameaças tarifárias de Trump. Lula também reiterou a soberania nacional:

“Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja.”

“Não acho responsável um presidente como o dos EUA ameaçar o mundo pela internet. O mundo mudou, não queremos imperadores.”

📌 Aproximação com o Irã e crise diplomática

No ano passado, o Brasil permitiu a atracação de dois navios de guerra iranianos no Porto do Rio de Janeiro, apesar do pedido da embaixadora americana Elizabeth Bagley para impedir a operação. O episódio gerou forte ruído diplomático.

Mais recentemente, o vice-presidente Geraldo Alckmin participou da posse de Masoud Pezeshkian, novo presidente do Irã — país acusado de graves violações de direitos humanos.

📌 Críticas a Trump por Gaza

Lula também criticou Trump após propostas de controle da Faixa de Gaza por parte dos EUA.

“O que aconteceu em Gaza foi um genocídio […] e eu sinceramente não sei se os Estados Unidos, que fazem parte disso tudo, seriam o país para tentar cuidar de Gaza. Quem tem que cuidar de Gaza são os palestinos.”

📌 Atritos envolvendo STF, Musk e redes sociais

Outro ponto de tensão ocorreu com a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida gerou reação da Trump Media e da plataforma Rumble, que processaram Moraes por censura.

Além disso, a primeira-dama Janja criticou Elon Musk — dono do X e aliado de Trump — e elogiou publicamente Moraes em evento internacional sobre desinformação. Nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou que a Casa Branca avalia aplicar sanções a Moraes com base na Lei Magnitsky.

📌 Boné “Brasil é dos brasileiros”

O governo federal lançou um boné azul com os dizeres “O Brasil é dos brasileiros”, em contraposição ao famoso slogan de Trump, “Make America Great Again”. A ação, coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom), buscou simbolizar soberania, mas foi criticada por soar nacionalista e evocativa de regimes autoritários europeus do século passado.

Fonte: Gazeta do Povo

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