Tarifaço https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Mon, 20 Oct 2025 19:24:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Tarifaço https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Aliados veem risco em tom mais duro de Lula contra os EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/20/aliados-veem-risco-em-tom-mais-duro-de-lula-contra-os-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/20/aliados-veem-risco-em-tom-mais-duro-de-lula-contra-os-eua/#respond Mon, 20 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5488

Aliados próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o petista faz um movimento arriscado ao elevar o tom de seu discurso sobre a política externa, especialmente em relação aos Estados Unidos.

Durante evento em São Bernardo do Campo, nesta quinta-feira (16), Lula afirmou que “não vai aceitar que outro país ouse falar grosso com o Brasil” — frase que repercutiu entre diplomatas e assessores no Planalto.

A declaração ocorre poucos dias após a primeira reunião bilateral entre Brasil e Estados Unidos para discutir o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, tema que tem gerado atrito comercial entre os dois países.


Tom nacionalista e cálculo político

Segundo interlocutores do governo, Lula já vinha defendendo internamente que o país “não deve baixar a cabeça” diante dos EUA, e acredita que uma postura firme na defesa da soberania nacional fortalece o Brasil nas negociações internacionais.

Na avaliação de aliados, o discurso tem apelo político interno e busca reforçar a imagem de Lula como líder que “fala de igual para igual” com as grandes potências — mas também pode dificultar o diálogo diplomático em um momento de tentativa de reaproximação com Washington.


Bastidores da negociação com Trump

A primeira rodada de conversas entre Brasil e EUA foi conduzida na semana passada pelo chanceler Mauro Vieira e pelo secretário americano Marco Rubio. O encontro abriu caminho para uma reunião entre Lula e Trump, prevista para acontecer nas próximas semanas.

Inicialmente, havia expectativa de que os dois presidentes se encontrassem na Malásia, no fim do mês, mas assessores já trabalham outras possibilidades, diante do prazo apertado e da incerteza sobre a agenda internacional de Trump.


Reunião sob análise

De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, Lula prefere que o encontro com Trump seja formal, em ambiente institucional. O presidente não se opõe a uma reunião na Malásia, mas considera que, se ocorrer em território americano, o ideal seria que fosse realizada na Casa Branca, e não em Mar-a-Lago, o resort de Trump na Flórida.

O petista chegou a expressar descontentamento com a hipótese de ser recebido fora da sede oficial do governo americano.

Entre os aliados de Lula, o entendimento é de que o encontro só deve ocorrer quando houver avanços concretos nas negociações sobre o tarifaço. A intenção é que os termos de um possível acordo sejam definidos previamente, permitindo que a reunião sirva para formalizar um acerto político e econômico entre os dois países.

Fonte: CNN

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Haddad relata confiança de Mauro Vieira em diálogo com Marco Rubio sobre tarifas https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/16/haddad-relata-confianca-de-mauro-vieira-em-dialogo-com-marco-rubio-sobre-tarifas/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/16/haddad-relata-confianca-de-mauro-vieira-em-dialogo-com-marco-rubio-sobre-tarifas/#comments Thu, 16 Oct 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5436

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (16) que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está confiante em relação ao encontro com o governo dos Estados Unidos, previsto para o mesmo dia. A reunião, que tratará do tarifaço de 40% sobre produtos brasileiros, ocorrerá em Washington, na Casa Branca, com a participação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Segundo Haddad, o governo brasileiro passou a tarde da última quarta-feira (15) preparando o encontro.

“Ele [Mauro Vieira] me pareceu bastante confiante no clima que se restabeleceu entre os dois governos. O clima mudou. Não sei o caminho que temos pela frente ainda, mas acredito que a gente abriu uma avenida para estabelecer relações cordiais, isolando essa questão política da questão econômica”,
afirmou o ministro da Fazenda.

De acordo com apuração da CNN Brasil, Mauro Vieira escalou três auxiliares diretos para acompanhá-lo na reunião. A expectativa é que o diálogo possa abrir espaço para um acordo sobre a sobretaxa de 40% aplicada desde 6 de agosto aos produtos brasileiros.

O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia informado que o Brasil solicitou ao presidente Donald Trump a suspensão da tarifa ainda na fase de negociação entre os dois países.


MP do IOF e contas públicas

Questionado sobre a MP (Medida Provisória) que previa aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, Haddad disse que ainda não discutiu o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro esteve na residência oficial do presidente, o Palácio da Alvorada, na quarta-feira (15), mas, segundo ele, o assunto não entrou na pauta da reunião.

“Ainda não tratamos desse tema com o presidente”, limitou-se a dizer Haddad.

A equipe econômica havia projetado arrecadar R$ 17 bilhões em 2026 com as medidas da MP. Com a derrota, o Ministério da Fazenda trabalha agora em novos cenários fiscais para compensar a perda e garantir o superávit primário de 0,25% do PIB previsto no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026.

Haddad afirmou que há duas possibilidades em estudo: alterar o PLOA ou manter o orçamento atual, dependendo da decisão de Lula.

“Há cenários em que o Orçamento de 2026 pode ser ajustado e outros em que ele será preservado. A decisão final cabe ao presidente”, disse o ministro.

Fonte: CNN

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Alckmin revela pedido de Lula a Trump: suspensão imediata da tarifa de 40% sobre produtos brasileiros https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/12/alckmin-revela-pedido-de-lula-a-trump-suspensao-imediata-da-tarifa-de-40-sobre-produtos-brasileiros/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/12/alckmin-revela-pedido-de-lula-a-trump-suspensao-imediata-da-tarifa-de-40-sobre-produtos-brasileiros/#comments Sun, 12 Oct 2025 22:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5336
Foto: REUTERS/Carla Carniel

Durante evento em Aparecida neste domingo (12), o presidente em exercício Geraldo Alckmin confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu diretamente ao norte-americano Donald Trump que suspenda a tarifa de 40% imposta a produtos brasileiros já durante a fase de negociação entre os dois países.

“O pedido do presidente Lula para o presidente Trump foi que, enquanto negocia, suspenda os 40%. Esse foi o pleito”, disse Alckmin a jornalistas.

O telefonema entre Lula e Trump ocorreu em 6 de outubro, e marcou o primeiro contato direto entre os dois desde que o republicano voltou ao poder. Na conversa, o presidente americano designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir as tratativas com Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Marco Rubio entra no tabuleiro diplomático

Apesar do histórico de tensões políticas entre setores progressistas e o senador republicano, Alckmin minimizou qualquer risco de impasse.

“Não acredito [em obstáculos]. A orientação do presidente Trump foi muito clara: queremos diálogo e entendimento. O Brasil sempre defendeu isso”, afirmou.

Rubio deve se reunir com Mauro Vieira na próxima sexta-feira (17), em Washington, para discutir o tarifaço e outras medidas restritivas adotadas pelos Estados Unidos, como sanções aplicadas com base na Lei Magnitsky e a revogação de vistos de autoridades brasileiras.

Impacto do tarifaço

Segundo dados divulgados por Alckmin, 42% das exportações brasileiras para os EUA estão fora da sobretaxa, mas cerca de 34% dos produtos seguem diretamente afetados pela tarifa, que chega a 40%.

O governo brasileiro tenta evitar que o aumento provoque perda de competitividade de setores estratégicos, como o agronegócio, a indústria química e de transformação.

Lula e Trump devem se encontrar novamente

A reaproximação diplomática avança em paralelo às negociações técnicas. Lula e Trump manifestaram intenção de se reunir pessoalmente em breve — o presidente brasileiro aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da ASEAN, na Malásia, e disse estar disposto a viajar aos Estados Unidos “para consolidar o diálogo”.

O gesto é visto como uma tentativa de reduzir a tensão comercial e reposicionar o Brasil nas discussões econômicas com Washington, em meio a uma conjuntura global marcada por disputas tarifárias e reconfiguração das cadeias de produção.

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Eduardo Bolsonaro exalta Marco Rubio e afirma que secretário “conhece regimes totalitários” https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/07/eduardo-bolsonaro-exalta-marco-rubio-e-afirma-que-secretario-conhece-regimes-totalitarios/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/07/eduardo-bolsonaro-exalta-marco-rubio-e-afirma-que-secretario-conhece-regimes-totalitarios/#comments Tue, 07 Oct 2025 16:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5246

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou como um “golaço” a escolha do secretário de Estado americano, Marco Rubio, para conduzir as negociações entre Estados Unidos e Brasil. A decisão foi anunciada após a videoconferência realizada nesta segunda-feira (6) entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

Segundo o acordo, Rubio será o responsável por dar continuidade ao diálogo com o governo brasileiro, representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.


Críticas ao STF e elogios a Rubio

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Eduardo exaltou a escolha do novo chefe da diplomacia americana, destacando que Rubio, filho de imigrantes cubanos, “conhece bem a América Latina” e “sabe como funcionam os regimes totalitários de esquerda na região”.

O parlamentar também aproveitou para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que Rubio “sabe como o Judiciário foi instrumentalizado como ferramenta de perseguição política”. Eduardo classificou o Brasil como um “regime de exceção”.

Desde o início do ano, o deputado está nos Estados Unidos, onde tenta sensibilizar o governo Trump para a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.


Negociações e tarifas

Na conversa entre Lula e Trump, o governo brasileiro pediu a retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos nacionais e o fim das medidas restritivas a autoridades brasileiras, incluindo as sanções aplicadas a ministros do STF.

Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que os presidentes dialogaram por 30 minutos em “tom amistoso” e concordaram em se encontrar pessoalmente em breve.

Lula sugeriu um novo encontro durante a Cúpula da ASEAN, na Malásia, e reiterou convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA), em novembro. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro descreveu o contato como “uma oportunidade para restaurar as relações amistosas de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, lembrando que o Brasil é um dos poucos países do G20 com superávit comercial com os EUA.


Contexto das sanções

As sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos foram adotadas em 6 de agosto, sob o argumento de preocupações com o julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Além das tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, o governo americano aplicou sanções individuais a familiares de ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes, enquadrado na Lei Magnitsky — que prevê punições econômicas a pessoas acusadas de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

Fonte: CNN

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Após telefonema entre Lula e Trump, direita aposta em Marco Rubio para conter avanços https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/06/apos-telefonema-entre-lula-e-trump-direita-aposta-em-marco-rubio-para-conter-avancos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/06/apos-telefonema-entre-lula-e-trump-direita-aposta-em-marco-rubio-para-conter-avancos/#comments Mon, 06 Oct 2025 21:38:40 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5229

A direita brasileira reconhece um revés político após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizado nesta segunda-feira (6), que sinalizou avanços nas negociações entre Brasil e Estados Unidos.

Sob reserva, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) consideram uma derrota simbólica o fato de ele — condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado — não ter sido citado durante a conversa de 30 minutos entre Lula e Trump.

Apesar disso, o grupo bolsonarista demonstra otimismo com a escolha do secretário de Estado, Marco Rubio, para intermediar o diálogo com o governo brasileiro. A expectativa é de que Rubio mantenha a pressão sobre o Planalto e evite recuos nas medidas impostas contra o país, como a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros e as sanções a autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do STF.


Bastidores e articulação política

Fontes próximas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem articulado sanções americanas contra o Brasil, afirmam que a pressão de lobistas ligados a empresas brasileiras e a setores produtivos foi decisiva para viabilizar o telefonema entre os presidentes — mesmo diante da resistência de Rubio.

Segundo o grupo, também teve papel importante o enviado presidencial especial dos EUA para Missões Especiais, Richard Grenell, que se reuniu em 15 de setembro com o chanceler Mauro Vieira, em Brasília. O encontro não foi divulgado oficialmente, mas teria contribuído para destravar o diálogo diplomático.

Para aliados de Bolsonaro, a presença de Rubio nas negociações aumenta a pressão sobre Lula, que agora precisa demonstrar resultados concretos e assumir o protagonismo nas tratativas, sem atribuir eventuais impasses à atuação de Eduardo Bolsonaro.


Cenário e expectativas da direita

No cenário mais favorável ao bolsonarismo, a aproximação de Rubio pode permitir que o governo americano questione diretamente Lula sobre supostas perseguições à oposição e violações de direitos humanos — temas que Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo têm levado às autoridades dos EUA.

Desde julho, o governo Trump mantém uma ofensiva comercial e política contra o Brasil, com tarifas sobre exportações, sanções a autoridades brasileiras e críticas às decisões do Judiciário.

Para o entorno de Bolsonaro, o resultado das negociações com Rubio será determinante para o futuro da relação bilateral e para o posicionamento da direita brasileira no cenário internacional.

Fonte: CNN

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Trump sinaliza reaproximação com Lula após pedido de fim de tarifas contra o Brasil https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/06/trump-sinaliza-reaproximacao-com-lula-apos-pedido-de-fim-de-tarifas-contra-o-brasil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/06/trump-sinaliza-reaproximacao-com-lula-apos-pedido-de-fim-de-tarifas-contra-o-brasil/#comments Mon, 06 Oct 2025 19:40:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5226

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta segunda-feira (6/10) por videoconferência com o presidente americano Donald Trump. Na pauta, o fim da tarifa de 40% imposta aos produtos brasileiros e a retirada de sanções aplicadas contra autoridades nacionais, como a cassação de vistos e bloqueios financeiros ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apuração da BBC News Brasil, o diálogo ocorreu a pedido da Casa Branca. A articulação foi feita na semana anterior por representantes de Trump.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a conversa durou 30 minutos e ocorreu “em tom amistoso”. Lula e Trump concordaram em se encontrar pessoalmente em breve.

“O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da ASEAN, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos”, diz o comunicado.

Trump não marcou nova data, mas autorizou que os assessores mantenham as negociações. Durante a conversa, o republicano brincou sobre o mau humor na Assembleia da ONU, mencionando problemas técnicos:

“Pelo menos a ONU serviu para alguma coisa”, teria dito, segundo uma fonte do Planalto.


🤝 Sinalização de aproximação diplomática

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos estão “sentindo falta” de alguns produtos brasileiros, citando especialmente o café.
Na rede Truth Social, o presidente americano classificou o diálogo como “ótimo”:

“Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante (…). Gostei da conversa — nossos países se darão muito bem juntos!”

Do lado brasileiro, participaram Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Mauro Vieira, Sidônio Palmeira e Celso Amorim.

“O presidente Lula descreveu o contato como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, destacou a nota oficial.

Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com Alckmin, Haddad e Vieira.

Ao falar com jornalistas, Alckmin avaliou o diálogo como “bom, descontraído, proveitoso e longo”:

“Foi melhor até do que nós esperávamos. Estamos muito otimistas que a gente vai avançar para o ganha-ganha nessa relação com investimentos recíprocos e equacionamento da questão tarifária.”


⚙ Contexto e impasse comercial

A conversa ocorre após meses de tensão diplomática. Trump havia imposto tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Segundo fontes diplomáticas, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — filho do ex-presidente — atuou junto à Casa Branca pedindo sanções contra o Brasil e defendendo a anistia de Jair Bolsonaro.

Na véspera da videoconferência, os EUA anunciaram novas sanções sob a Lei Magnitsky, atingindo Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e a empresa LEX – Instituto de Estudos Jurídicos, ligada à família do ministro.

Trump já havia descrito as medidas como “políticas”, chamando o julgamento de Bolsonaro de “caça às bruxas”.


💬 Críticas internas e bastidores da diplomacia

A demora para o contato entre os dois líderes — mais de dez dias após o anúncio de Trump na ONU — gerou críticas.
O ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, minimizou o diálogo:

“A mera ligação entre chefes de Estado que pensam e atuam de maneira absolutamente contrastante não quer dizer absolutamente nada”, escreveu no X.

“Passados dez meses, esse contato apenas evidencia o quanto a política externa atual é retrógrada, lenta e sem tecnicidade”, completou.

Durante seu discurso na ONU, Trump havia dito ter tido uma “química excelente” com Lula. O presidente brasileiro respondeu que esperava um encontro “civilizado” e que trataria o americano com respeito.

“Trump faz 80 anos em junho do ano que vem. Eu faço 80 em outubro deste ano. Não há por que ter brincadeira numa relação entre dois homens de 80 anos de idade”, disse Lula.

O petista destacou ainda que pretende discutir minerais de terras raras e que o Brasil deve ser protagonista no processo industrial, não apenas exportador de matérias-primas.


🧭 Resumo

A conversa entre Lula e Trump representa a primeira reaproximação formal após o início da crise diplomática provocada pelas tarifas comerciais. O governo brasileiro vê o gesto como uma oportunidade de destravar o diálogo político e econômico com Washington.

Fonte: BBC

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Lula acusa Bolsonaro de mandar filho aos EUA para pedir ajuda a Trump https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-acusa-bolsonaro-de-mandar-filho-aos-eua-para-pedir-ajuda-a-trump/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-acusa-bolsonaro-de-mandar-filho-aos-eua-para-pedir-ajuda-a-trump/#comments Fri, 11 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2957 Em discurso no Espírito Santo, presidente Lula afirma que ex-presidente Jair Bolsonaro mandou o filho, deputado Eduardo Bolsonaro, aos Estados Unidos para pedir a Trump que evitar sua prisão.

Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

O que disse Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Jair Bolsonaro teria enviado o filho, Eduardo Bolsonaro, aos EUA com o objetivo de solicitar ajuda ao ex-presidente Donald Trump para evitar sua prisão — em meio à ação penal por suposta tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) Extra+9Terra+9CNN Brasil+9.

Em tom provocativo durante evento em Linhares (ES), Lula chamou Bolsonaro de “coisa covarde” e criticou a postura do ex-presidente:

“Ele mandou o filho dele para os Estados Unidos pedir para o Trump fazer ameaça… ‘Trump, salva meu pai, não deixa meu pai ser preso’” UOL Notícias+4Terra+4CNN Brasil+4.

O presidente ironizou ainda a presença de Eduardo lendo uma carta nos EUA:

“Que tipo de homem é esse que não tem vergonha de enfrentar o processo de cabeça erguida?” UOL Notícias+2Terra+2UOL Notícias+2.

Conexão com o tarifaço

Lula também vinculou o apoio de Trump à taxação de 50% sobre produtos brasileiros como consequência da articulação da família Bolsonaro junto ao republicano.

“É preciso criar vergonha na cara… os EUA não têm déficit comercial com o Brasil, é o Brasil que tem déficit. Eu que deveria taxar eles”, alfinetou o presidente UOL Notícias+10Terra+10CNN Brasil+10.

Contexto da crise comercial

A taxação de 50%, anunciada por Trump com validade a partir de 1º de agosto, intensificou a guerra diplomática entre os países. Lula reagiu com firmeza, defendendo a independência da Justiça brasileira, afirmando que eventual recurso à carta de Trump não mudará o andamento dos processos no STF The Daily Beast.

O governo brasileiro já prepara retaliações com base na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçando que o Brasil não aceita interferências externas em seus processos judiciais e soberania .


A acusação de Lula coloca Eduardo Bolsonaro no epicentro de uma controversa articulação internacional, na qual política doméstica e tarifação econômica se cruzam. A convergência entre Trump e os Bolsonaro, além de corroer a imagem do ex-presidente, escancara a radicalização política que ameaça as bases da soberania nacional.

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Entenda a Seção 301 usada por Trump contra Lula e seus impactos: Guerra comercial à vista? https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/entenda-a-secao-301-usada-por-trump-contra-lula-e-seus-impactos-guerra-comercial-a-vista/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/entenda-a-secao-301-usada-por-trump-contra-lula-e-seus-impactos-guerra-comercial-a-vista/#comments Fri, 11 Jul 2025 10:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2923 Investigação pode abrir caminho para sanções severas; Brasil vira alvo direto da Casa Branca em meio a crise diplomática.
Foto: EFE/EPA/AL DRAGO / POOL

Em meio à escalada de tensões entre Brasil e Estados Unidos, a carta enviada por Donald Trump ao presidente Lula trouxe mais do que um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros: determinou também a abertura imediata de uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O dispositivo, poderoso e controverso, permite aos EUA apurar práticas comerciais consideradas desleais por países estrangeiros e retaliar com tarifas, sanções e restrições.

O que é a Seção 301?

Criada em 1974, a Seção 301 autoriza a Casa Branca a investigar barreiras tarifárias, políticas de comércio e até restrições digitais de outros países — como as mencionadas por Trump em relação ao Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, teria emitido “ordens de censura secretas e ilegais” a redes sociais dos EUA.

Esse mecanismo tem histórico de uso como instrumento de pressão econômica e diplomática. Foi utilizado contra o Brasil nos anos 1980 e, mais recentemente, contra a China — inclusive pelo próprio Trump e por Biden. Agora, volta ao centro das atenções, mirando o governo Lula.

A pressão vai além das tarifas

Segundo o economista e PhD em Relações Internacionais Igor Lucena, a Seção 301 é uma porta de entrada para uma retaliação mais ampla. “Além das tarifas, pode haver sanções adicionais: cancelamento de benefícios comerciais, restrições de importação e até retirada de produtos brasileiros do mercado norte-americano”, afirmou. Ou seja, o Brasil pode ser empurrado para um confronto comercial de grandes proporções.

E o Judiciário brasileiro está na mira?

Lucena ressalta que a Seção 301 age sobre Estados, não indivíduos. No entanto, lembra que o governo dos EUA pode acumular sanções com outras legislações, como a Lei Magnitsky, que permite punir autoridades acusadas de abusos. “Se forem identificadas condutas ilegais por pessoas físicas, medidas específicas podem ser combinadas no mesmo processo.”

Ausência de embaixador: sinal de desprezo?

A falta de um embaixador norte-americano no Brasil é, segundo o especialista, um recado político: “Mostra o desprezo da administração Trump pela atual gestão brasileira”. Lucena destaca que o distanciamento já vinha desde a campanha, quando Lula criticou abertamente Trump e chegou a declarar apoio a Kamala Harris. “É simbólico: Lula nunca se encontrou com Trump.”

Além disso, a participação do Brasil nos BRICS, com propostas como a desdolarização do comércio global, contribui para o clima hostil entre os dois governos. “As ações do governo brasileiro são vistas como provocativas por Washington”, conclui Lucena.


O uso da Seção 301 por Trump sinaliza uma guerra comercial disfarçada de processo legal, com implicações profundas para as exportações brasileiras e a soberania nacional. Mais do que disputa econômica, trata-se de um embate político-ideológico em plena escalada.

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Lula critica Trump, mas adia resposta concreta sobre tarifas https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/lula-critica-trump-mas-adia-resposta-concreta-sobre-tarifas/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/lula-critica-trump-mas-adia-resposta-concreta-sobre-tarifas/#comments Fri, 11 Jul 2025 01:11:46 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2917 Em entrevista ao Jornal Nacional, presidente afirma que Brasil responderá “à altura” se não houver acordo. Críticas ao Brics não justificam tarifa de Trump, diz Lula.
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Diante da ofensiva comercial de Donald Trump, que anunciou tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA a partir de 1º de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por adotar um discurso duro, mas sem apresentar medidas concretas imediatas.

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (10), Lula criticou a carta do republicano, que foi publicada diretamente em site pessoal, sem trâmite diplomático, classificando o gesto como “desrespeitoso” e baseado em informações falsas. No entanto, a retaliação brasileira segue condicionada a reuniões, consultas à OMC e avaliações futuras — uma postura vista por críticos como tímida diante do maior parceiro comercial do país.

“O Brasil é um país soberano que não aceitará ingerência de ninguém”, declarou Lula, antes de emendar: “O que nós queremos é que sejam respeitadas as decisões brasileiras”.

Apesar do tom firme, o presidente evitou se comprometer com prazos ou ações concretas. Limitou-se a dizer que poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso não haja solução negociada. Enquanto isso, o agronegócio, siderurgia e exportadores da indústria de base pressionam o Planalto por uma resposta mais célere.

Críticas à Justiça e defesa de Bolsonaro

A carta de Trump mistura acusações comerciais e críticas ao processo judicial contra Jair Bolsonaro. O americano classifica o julgamento como “caça às bruxas” — o que Lula rechaçou:

“É inadmissível um presidente estrangeiro tentar interferir no Poder Judiciário brasileiro. Aqui, a Justiça é autônoma e aplica a lei — doa a quem doer”.

No entanto, a postura do presidente brasileiro também levantou controvérsias, especialmente após minimizar críticas que recebeu por visitar a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, condenada por corrupção.

“Fui com autorização da Justiça argentina. Foi uma visita humanitária”, disse Lula, sem reconhecer o duplo padrão que alimentou críticas dentro e fora do país.

Empresariado cobra firmeza

Embora Lula tenha prometido reunir setores exportadores para discutir os impactos, a demora em anunciar medidas práticas gerou apreensão no mercado. Com as tarifas prestes a entrar em vigor, não há definição concreta sobre eventuais retaliações brasileiras — nem ações coordenadas com parceiros comerciais.

“Essa é a hora de mostrar que o Brasil quer ser respeitado. Quem não apoia essa postura não tem orgulho de ser brasileiro”, disse o presidente, num tom mais voltado à retórica nacionalista do que a um plano de ação detalhado.

Isolamento diplomático?

Ao minimizar os efeitos políticos do Brics e reafirmar a intenção de criar alternativas ao dólar, Lula reforça um caminho de distanciamento dos EUA — mesmo com o país sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

“Nós cansamos de ser subordinados ao norte. Queremos ter independência nas nossas políticas”, afirmou, defendendo a construção de uma nova ordem econômica entre países do sul global.


O governo brasileiro parece escolher um caminho de espera e discurso simbólico diante de uma provocação comercial concreta. Enquanto Lula foca em criticar a postura de Trump, o empresariado segue sem garantias e o país assiste à escalada diplomática sem saber se a retaliação será firme ou apenas retórica. A estratégia de negociação, até agora, parece mais um adiamento do embate do que uma defesa objetiva dos interesses nacionais.

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“Caça às bruxas”: Bolsonaro vê ataque a milhões de brasileiros e exalta apoio de Trump https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/caca-as-bruxas-bolsonaro-ve-ataque-a-milhoes-de-brasileiros-e-exalta-apoio-de-trump/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/caca-as-bruxas-bolsonaro-ve-ataque-a-milhoes-de-brasileiros-e-exalta-apoio-de-trump/#respond Thu, 10 Jul 2025 23:58:46 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2914 Ex-presidente afirma que medidas dos EUA refletem afastamento do Brasil dos compromissos com liberdade e Estado de Direito. Ele vê uma “caça às bruxas” contra seus apoiadores e contra a democracia
Foto: Alan Santos / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rompeu o silêncio e comentou oficialmente a carta enviada por Donald Trump ao governo brasileiro, na qual o republicano anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e criticou o julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, Bolsonaro agradeceu o apoio do ex-presidente americano e cobrou “urgência” dos Poderes brasileiros para “resgatar a normalidade institucional”.

“Recebo com senso de responsabilidade a notícia das novas tarifas impostas pelo presidente Trump. A medida é resultado direto do afastamento do Brasil dos seus compromissos históricos com a liberdade, o Estado de Direito e os valores que sempre sustentaram nossa relação com o mundo livre”, declarou Bolsonaro.

A resposta ocorre um dia após Trump acusar o Brasil de perseguir politicamente o ex-presidente, além de anunciar publicamente que adotaria tarifas mais duras contra o país.

“Caça às bruxas”

Na mesma declaração, Bolsonaro afirmou que a atual ofensiva judicial contra ele não é um ataque pessoal, mas um movimento contra milhões de brasileiros:

“Essa caça às bruxas — termo usado pelo próprio presidente Trump — não é apenas contra mim. É contra milhões de brasileiros que lutam por liberdade e se recusam a viver sob a sombra do autoritarismo”, disse.

Bolsonaro classificou como ameaça à democracia os julgamentos conduzidos pelo STF e afirmou que estão em jogo direitos fundamentais como liberdade de expressão, de imprensa e de consciência.

“O que está em jogo é a liberdade de expressão, de imprensa, de consciência e de participação política. Conheço a firmeza e a coragem de Donald Trump na defesa desses princípios”, completou.

Contexto diplomático

A carta de Trump, divulgada pela embaixada dos EUA no Brasil, elevou as tensões diplomáticas entre os dois países. O republicano anunciou a criação de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, alegando que o Brasil “não tem sido bom conosco” e denunciando uma suposta censura contra redes sociais americanas.

Em reação, o Itamaraty convocou o representante da embaixada norte-americana e devolveu oficialmente a carta ao diplomata Gabriel Escobar, classificando seu conteúdo como “ofensivo” e recheado de “declarações falsas” e “erros factuais”.

O presidente Lula também respondeu à provocação, garantindo que o Brasil responderá “à luz da Lei da Reciprocidade Econômica” e reafirmou a soberania e independência das instituições brasileiras.

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