ReformaTributária https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 11 Jul 2025 01:24:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png ReformaTributária https://radarmetropolitanopr.com 32 32 “Inimigo do Povo”: Trump vira alvo em ato de 15 mil na Paulista, diz USP https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/inimigo-do-povo-trump-vira-alvo-em-ato-de-15-mil-na-paulista-diz-usp/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/inimigo-do-povo-trump-vira-alvo-em-ato-de-15-mil-na-paulista-diz-usp/#comments Fri, 11 Jul 2025 01:24:23 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2920 Manifestação organizada por movimentos sociais e apoiada pelo PT superou último ato bolsonarista, segundo levantamento com tecnologia de ponta da USP.
Registro aéreo do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, que fez a contagem de público na avenida Paulista

A Avenida Paulista voltou a ser palco de embate político na noite desta quinta-feira (10). Com gritos contra o Congresso Nacional e críticas diretas ao presidente dos EUA, Donald Trump, a manifestação organizada por frentes de esquerda como Povo Sem Medo, Brasil Popular e o PT, com presença do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), reuniu 15.100 pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP.

O ato, batizado de “Congresso Inimigo do Povo”, teve como principal pauta a pressão pela aprovação da reforma do Imposto de Renda e a redução da jornada de trabalho, mas ganhou novo fôlego com a recente escalada diplomática entre Lula e Trump. Cartazes com os dizeres “Respeita o Brasil” e “Trump inimigo do povo” foram vistos entre os manifestantes, após o anúncio de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por parte do presidente norte-americano.

A mobilização ganhou tração nas redes sociais com a ajuda de peças criadas por inteligência artificial e resultou na maior manifestação da esquerda nos últimos meses, superando atos bolsonaristas recentes. Para comparação, o protesto liderado por Bolsonaro e Silas Malafaia em 29 de junho reuniu 12.400 pessoas, enquanto um ato anterior da direita, em abril, mobilizou 44.900.

Comparativo de mobilizações (USP):

  • 📍 Esquerda (10.jul.2025): 15.100 pessoas
  • 📍 Bolsonaro e Malafaia (29.jun.2025): 12.400 pessoas
  • 📍 Anistia à direita (6.abr.2025): 44.900 pessoas
  • 📍 Esquerda contra anistia (30.mar.2025): 6.600 pessoas

A contagem foi feita com o auxílio de drones e o software chinês Point to Point Network, que usa imagens aéreas para detectar cabeças humanas com margem de erro de 12%. Segundo os pesquisadores da USP, o pico de público foi registrado às 19h30 com base em 30 imagens de diferentes horários.


A manifestação marca um avanço estratégico da esquerda nas ruas e indica que o embate com o Congresso e com Trump pode se intensificar nas próximas semanas. Em ano pré-eleitoral, os atos ganham peso simbólico e político para o governo, que tenta demonstrar força popular enquanto enfrenta pressões econômicas e externas.

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/inimigo-do-povo-trump-vira-alvo-em-ato-de-15-mil-na-paulista-diz-usp/feed/ 1
Imbróglio do IOF: STF barra aumentos e marca audiência entre Lula, Câmara e Senado https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/imbroglio-do-iof-stf-barra-aumentos-e-marca-audiencia-entre-lula-camara-e-senado/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/imbroglio-do-iof-stf-barra-aumentos-e-marca-audiencia-entre-lula-camara-e-senado/#respond Sat, 05 Jul 2025 12:13:28 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2634 Supremo intervém em embate entre Planalto e Congresso e marca audiência para o dia 15
Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (4) a suspensão imediata do decreto do governo federal que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), bem como da decisão do Congresso que havia derrubado o aumento. Na mesma decisão, Moraes marcou uma audiência de conciliação entre os Poderes para o próximo dia 15, envolvendo Executivo, Legislativo e órgãos de controle.

A medida ocorre em meio a um conflito institucional crescente entre o Planalto e o Congresso Nacional, com trocas públicas de acusações e decisões opostas. Para o ministro, a crise expõe uma ruptura nos princípios constitucionais da independência e harmonia entre os Poderes, e por isso requer intervenção imediata do STF para restaurar o equilíbrio político-jurídico.

Entenda o impasse:
Em maio, o governo Lula decretou um aumento do IOF sobre diversas operações financeiras. Após forte reação política e social, o Planalto recuou parcialmente — mas o Congresso aprovou um decreto legislativo anulando a medida por completo, o que ampliou a tensão. Agora, ambas as decisões estão suspensas até deliberação final do Supremo.

Conciliação obrigatória:
Na audiência marcada para o dia 15 de julho, deverão estar presentes as presidências da República, da Câmara e do Senado, além da AGU, PGR e demais envolvidos. Só após esse encontro é que Moraes decidirá se manterá a suspensão de forma definitiva.

Repercussões políticas:
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou a decisão, afirmando que evita o aumento de impostos e está em sintonia com o desejo da maioria da Casa e da população.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alegou que o Supremo está sendo provocado a se manifestar sobre questões centrais da política econômica e da justiça tributária. “Estamos há três anos fechando as portas da evasão, da elisão, da sonegação”, afirmou.

O que está em jogo:
Segundo especialistas, o julgamento do STF deve girar em torno de um ponto-chave: o aumento do IOF tinha caráter regulatório ou era apenas arrecadatório? Moraes aponta possível desvio de finalidade por parte do Executivo e questiona se o Congresso poderia, por decreto, revogar ato presidencial autônomo.

A disputa expõe fragilidades na articulação política do governo e levanta dúvidas sobre os limites de interferência entre os Poderes, justamente em um momento em que a política fiscal é peça-chave no equilíbrio das contas públicas.

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/imbroglio-do-iof-stf-barra-aumentos-e-marca-audiencia-entre-lula-camara-e-senado/feed/ 0
Lula visita Cristina Kirchner em prisão domiciliar e desafia clima político na Argentina https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/lula-visita-cristina-kirchner-em-prisao-domiciliar-e-desafia-clima-politico-na-argentina/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/lula-visita-cristina-kirchner-em-prisao-domiciliar-e-desafia-clima-politico-na-argentina/#respond Thu, 03 Jul 2025 01:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2512 Durante passagem por Buenos Aires para a Cúpula do Mercosul, presidente brasileiro terá encontro autorizado pela Justiça com líder condenada por corrupção.
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca nesta quarta-feira (3) em Buenos Aires para participar da Cúpula do Mercosul — e fará uma visita simbólica e carregada de significado político: irá até a residência da ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar por corrupção, após ser condenada a seis anos de prisão pela Suprema Corte argentina.

Autorizado pela Justiça local, o encontro ocorre no momento em que Kirchner, mesmo condenada e proibida de ocupar cargos públicos, articula uma possível candidatura ao Congresso argentino nas eleições legislativas de setembro.

“Cristina é vítima de perseguição política”, disse Lula ao manifestar solidariedade à aliada em junho, após a confirmação da sentença. “Falei da importância de que se mantenha firme neste momento difícil.”

Kirchner, que governou de 2007 a 2015 e foi vice de 2019 a 2023, foi condenada no escândalo conhecido como Vialidad, por favorecer o empresário Lázaro Báez em contratos públicos na Patagônia.

Esta será também a primeira visita de Lula à Argentina desde que Javier Milei, seu desafeto político, assumiu a presidência. Lula, inclusive, comandará o Mercosul no próximo semestre, aumentando o peso geopolítico de sua viagem.

O juiz Jorge Gorini, que autorizou a visita, estabeleceu regras: o presidente brasileiro deve evitar tumultos e não perturbar a vizinhança.

O gesto de Lula evoca o histórico de reciprocidade política: em 2019, quando preso em Curitiba, foi ele quem recebeu a visita de Alberto Fernández, então candidato à presidência da Argentina, ao lado de Kirchner, sua vice.

A visita de Lula a Cristina Kirchner, em pleno cenário de condenação judicial e enfrentamento político, é mais que um ato de solidariedade — é uma reafirmação de alianças históricas, em contraste com o novo eixo conservador representado por Milei. O gesto desafia o cenário diplomático regional e antecipa a temperatura da presidência brasileira no Mercosul.

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/lula-visita-cristina-kirchner-em-prisao-domiciliar-e-desafia-clima-politico-na-argentina/feed/ 0
Governo aposta em “Taxação BBB” para bancar isenção do IR https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/governo-aposta-em-taxacao-bbb-para-bancar-isencao-do-ir/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/governo-aposta-em-taxacao-bbb-para-bancar-isencao-do-ir/#respond Wed, 02 Jul 2025 23:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2502 Campanha busca apoio popular à reforma tributária sobre bilionários, bancos e apostas, mas enfrenta resistência no Congresso
Foto: Ricardo Stuckert

Durante ato público em Salvador, nesta quarta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segurou um cartaz com os dizeres “Taxação BBB: Bilionários, Bancos e Bets”, em gesto simbólico de apoio à campanha por justiça tributária. A cena ocorreu durante as comemorações do 2 de Julho, data da independência da Bahia, e foi amplamente divulgada nas redes do presidente com a legenda: “Mais justiça tributária e menos desigualdade. É sobre isso.”

A ação integra uma ofensiva do Palácio do Planalto para ampliar o apoio popular à proposta de reforma tributária sobre renda e patrimônio, uma das bandeiras centrais do governo. A medida visa compensar a promessa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, feita por Lula durante a campanha de 2022.

“BBB”: bilionários, bancos e apostas na mira

A sigla “BBB” — de bilionários, bancos e bets (empresas de apostas online) — resume os principais alvos da nova estratégia de arrecadação. A campanha, articulada pela Secretaria de Comunicação (Secom) e capitaneada por figuras como o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), visa pressionar o Congresso e mobilizar a opinião pública contra os setores que hoje pagam proporcionalmente menos impostos que a classe trabalhadora.

Resistência no Congresso e desgaste com o Planalto

Apesar da mobilização nas ruas, o governo enfrenta forte resistência no Legislativo. O clima de desgaste se intensificou após a derrubada do decreto que aumentava o IOF sobre crédito, seguros e remessas internacionais, medida que poderia elevar a arrecadação federal. A derrota expôs o isolamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e as dificuldades do Planalto em articular sua base no Congresso.

A campanha da Taxação BBB surge como tentativa de virar o jogo no campo político — levando o embate fiscal para o terreno da comunicação direta com a população.

Lula joga suas fichas em uma narrativa potente: ricos devem pagar mais impostos. A cartada populista da “Taxação BBB” é simples, eficaz e midiaticamente poderosa. Mas transformar esse apelo em política efetiva exigirá mais que cartazes e hashtags — será preciso vencer resistências de um Congresso onde os interesses dos bilionários e dos bancos têm assento cativo.

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/governo-aposta-em-taxacao-bbb-para-bancar-isencao-do-ir/feed/ 0
Lula critica Congresso após revés do IOF e dispara: “Não governo mais assim” https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/lula-critica-congresso-apos-reves-do-iof-e-dispara-nao-governo-mais-assim/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/lula-critica-congresso-apos-reves-do-iof-e-dispara-nao-governo-mais-assim/#respond Wed, 02 Jul 2025 22:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2505 “Se eu não entrar com recurso no Poder Judiciário, não governo mais o país”, declarou o presidente em entrevista nesta quarta-feira.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu o tom contra o Congresso Nacional nesta quarta-feira (2), ao comentar a derrubada do decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Em entrevista, Lula afirmou que, sem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), “não governa mais o país”, e disparou:
“Cada macaco no seu galho. O Congresso legisla, eu governo.”

A fala ocorre no momento em que o governo tenta reverter a maior derrota no Legislativo desde o início do mandato. A derrubada do aumento do IOF foi interpretada como um recado político da Câmara — liderada por Hugo Motta (Republicanos-PB) — e do Senado, sob comando de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

AGU aciona o STF

Na terça-feira (1º), a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou no STF uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) para tentar reverter a decisão do Congresso. A ação ficou sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Jorge Messias, chefe da AGU, afirmou que a derrubada do decreto viola o princípio da separação dos Poderes e gera insegurança jurídica. Segundo a Receita Federal, a medida poderia garantir R$ 12 bilhões em arrecadação em 2025.

Crise política e desgaste

Lula também criticou o rompimento de um acordo selado com o Congresso. Segundo ele, o compromisso foi fechado num domingo na casa do presidente da Câmara, mas ignorado poucos dias depois:
“Eu estava em Nice, na França, liguei pra Gleisi, ela estava maravilhada. Quando chega terça-feira, o presidente da Câmara toma uma decisão absurda.”

O Planalto agora aposta no STF para manter a arrecadação e evitar furos no Orçamento. A disputa é mais um capítulo da tensão entre Executivo e Legislativo.

Cronologia do impasse sobre o IOF

  • 22.mai – Governo aumenta IOF via decreto (R$ 20,1 bi de impacto);
  • 28.mai – Congresso cobra alternativas e dá 10 dias a Haddad;
  • 11.jun – Governo apresenta MP com outras medidas compensatórias;
  • 25.jun – Câmara e Senado derrubam o decreto;
  • 1º.jul – Governo aciona o STF.

A declaração de Lula expõe não apenas o desconforto do governo com a perda de controle sobre o Congresso, mas também escancara o limite da articulação política atual. Ao recorrer ao STF e lançar mão de frases cortantes como “cada macaco no seu galho”, Lula assume a crise — e a transforma em embate institucional.

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/lula-critica-congresso-apos-reves-do-iof-e-dispara-nao-governo-mais-assim/feed/ 0
Governo vai propor corte de R$ 15 bilhões em benefícios fiscais após recesso https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/governo-vai-propor-corte-de-r-15-bilhoes-em-beneficios-fiscais-apos-recesso/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/governo-vai-propor-corte-de-r-15-bilhoes-em-beneficios-fiscais-apos-recesso/#respond Tue, 01 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2438

O governo federal está preparando uma proposta de corte em benefícios fiscais que será enviada ao Congresso Nacional logo após o recesso parlamentar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (1°) que a medida é necessária para reduzir em R$ 15 bilhões as renúncias fiscais e alcançar a meta de superávit primário de 0,25% do PIB em 2026.

A proposta prevê a manutenção de benefícios com proteção constitucional, como os destinados à Zona Franca de Manaus, ao Simples Nacional e à cesta básica. A redução será feita de forma gradual. “Nós vamos fazer uma proposta para o Congresso depois do recesso, com base nas conversas que foram mantidas com os líderes naquele domingo. Como provavelmente não vai ser uma emenda constitucional, pediram para preservar os benefícios constitucionais”, explicou Haddad.

A Câmara dos Deputados deve pautar ainda hoje (1°) a urgência de um Projeto de Lei que revisa incentivos fiscais. A iniciativa surge como uma alternativa para compensar perdas de arrecadação com o fim do aumento do IOF, revogado pelo Congresso, em meio a impasses entre o Legislativo e o Executivo.

Haddad também defendeu a manutenção do decreto do IOF e a aprovação da medida provisória que visa gerar R$ 20,9 bilhões em 2025 por meio de alternativas como a taxação das apostas eletrônicas (bets) e o fim da isenção sobre determinados títulos financeiros.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de revisão da meta fiscal de 2026 após a queda do IOF, o ministro respondeu: “Mais do que falar do futuro, eu estou falando do que eu já fiz como ministro da Fazenda em 2024. Nossas medidas não foram aprovadas e, ainda assim, buscamos o melhor resultado fiscal para o país.”

Fonte: CNN

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/governo-vai-propor-corte-de-r-15-bilhoes-em-beneficios-fiscais-apos-recesso/feed/ 0
PT reforça discurso de confronto entre ricos e pobres em nova peça pró-Lula https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/pt-reforca-discurso-de-confronto-entre-ricos-e-pobres-em-nova-peca-pro-lula/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/pt-reforca-discurso-de-confronto-entre-ricos-e-pobres-em-nova-peca-pro-lula/#respond Sat, 28 Jun 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2306 Em vídeo com estética dramática e tom emocional, partido acirra discurso classista, ignora alta nos gastos públicos e tenta consolidar nova narrativa para 2026

O PT publicou nesta sexta-feira (27) uma nova peça publicitária nas redes sociais reforçando a estratégia de acirrar o confronto entre pobres e ricos — um dos motes centrais do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A propaganda, marcada por imagens que remetem a opressão social e luta de classes, usa um tom emocional para defender a reforma do Imposto de Renda e a taxação dos super ricos, bancos e casas de apostas.

VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA:

O vídeo retrata os pobres como trabalhadores exaustos, carregando sacos pesados rotulados como “imposto”, enquanto homens brancos e ricos aparecem relaxados com sacos minúsculos nas mãos. A narração segue um roteiro clássico de justiça social:

“No Brasil, quem vive de salário sempre carregou o maior peso dos impostos. Já os super ricos pagam proporcionalmente bem menos. […] Taxação BBB: bilionários, bancos e bets.”

Com estética que remete a obras como “Os Miseráveis” e “Germinal”, o material ecoa o imaginário revolucionário do século 19, numa tentativa de romantizar a ideia do Estado como salvador dos oprimidos.

Aposta política pode ter efeito colateral nas urnas

Apesar da força simbólica da propaganda, analistas e até setores internos do PT alertam para o risco da estratégia polarizante. Estudos da Fundação Perseu Abramo, ligada ao próprio partido, já mostraram que muitos eleitores pobres sonham em ascender economicamente por mérito e empreendedorismo, especialmente entre os evangélicos, que hoje representam cerca de 35% do eleitorado.

A mensagem de que o “rico é vilão” pode colidir com o desejo de mobilidade social e ser percebida como simplista ou demagógica, num contexto em que boa parte da população busca prosperar por conta própria — e não apenas com apoio estatal.

Gastos em alta e arrecadação em queda: o pano de fundo fiscal

Enquanto investe no discurso da justiça social, o governo evita mencionar os crescentes gastos públicos e a falta de cortes efetivos. Em dois anos de mandato, Lula aumentou despesas sem apresentar contrapartidas estruturais, gerando críticas do Congresso e do mercado.

Programas como o Bolsa Família continuam centrais na política social, mas denúncias de fraudes reveladas por auditores — com perdas estimadas em R$ 11 bilhões por ano — colocam em xeque a eficiência da gestão.

Além disso, o governo sofreu derrotas recentes no Legislativo, com a derrubada de medidas provisórias e decretos que buscavam elevar a arrecadação, como no caso do IOF. O plano de Fernando Haddad de equilibrar o orçamento por meio de aumento de impostos enfrenta resistência, inclusive de aliados.

Agora, o Planalto estuda alternativas fiscais, como acionar o STF ou promover cortes no orçamento, o que pode comprometer ainda mais sua agenda social.

Ao dobrar a aposta em uma retórica de antagonismo social, o PT tenta recuperar terreno político com uma narrativa simples, mas arriscada. O embate entre ricos e pobres pode gerar engajamento nas redes, mas também alienar segmentos decisivos do eleitorado, especialmente os que enxergam na ascensão econômica um valor, e não uma exceção. O desafio será equilibrar discurso com resultado — e ideologia com governabilidade.

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/pt-reforca-discurso-de-confronto-entre-ricos-e-pobres-em-nova-peca-pro-lula/feed/ 0
“Não compreendo a gritaria”: Gleisi defende taxação de LCA e LCI https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/16/nao-compreendo-a-gritaria-gleisi-defende-taxacao-de-lca-e-lci/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/16/nao-compreendo-a-gritaria-gleisi-defende-taxacao-de-lca-e-lci/#respond Mon, 16 Jun 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1706

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que lidera as articulações políticas do governo junto ao Congresso Nacional, comentou nesta segunda-feira (16) o impasse envolvendo o novo pacote fiscal. Ela rebateu críticas de parlamentares e setores econômicos à Medida Provisória (MP) publicada na quarta-feira (11), articulada pelo Ministério da Fazenda.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta segunda — mesmo dia em que a Câmara vota o pedido de urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que tenta derrubar o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) —, Gleisi afirmou que o governo está disposto ao diálogo. No entanto, alertou que a derrubada da medida pode levar a novos cortes nas emendas parlamentares.

“Nós estamos acreditando que as medidas que estamos enviando sejam aprovadas, se não integralmente como estão, em sua maioria. Mas sempre caberá ao Congresso 25% do contingenciamento, porque as emendas parlamentares são parte dos recursos discricionários. Eles [congressistas] já estão impactados com o corte que foi feito. O Congresso aprovou essas regras, então bate aqui e bate lá”, disse a ministra.

Questionada se a reação do Congresso estaria relacionada às novas regras do STF sobre o pagamento das emendas, Hoffmann afirmou entender a ansiedade dos deputados, mas disse que não é possível atender a todas as demandas imediatamente. “Eu acho que o Congresso realmente reclamou, porque, obviamente, os parlamentares querem que as emendas já estejam sendo distribuídas. Eles estão andando nas suas bases, conversando com os prefeitos e, vamos lembrar, nós estamos em ano pré-eleitoral. Isso tudo tem influência no humor e no comportamento parlamentar”, declarou.

“Mas não tem como fazer milagre. Não teve, por parte do Executivo, nenhuma intenção de prender o Orçamento, de não liberar emendas, zero”, garantiu.

“Gritaria” injusta

A ministra também rebateu as reações negativas à proposta da Fazenda de taxar em 5% as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), como alternativa para compensar a redução do aumento do IOF. Para ela, a crítica é infundada.

“Não compreendo a gritaria sobre isso. Nós estamos falando de cobrar imposto de rentista. Hoje nós temos, entre esses fundos, R$ 1,7 trilhão [em benefícios]. Por que não pode pagar um pouco de imposto? Não é o agricultor que vai pagar imposto”, afirmou. E acrescentou: “Aliás, essas letras são interessantes. Porque o que elas captam, 50% vão para financiar a atividade produtiva e 50% ficam na instituição financeira. O rentista ganha dos 2 e não paga nada. O trabalhador médio, uma empregada, uma professora, pode pagar até 27,5% de Imposto de Renda. Então, é uma gritaria muito injusta”.

Impasse no Congresso

A urgência para o PDL que visa sustar o aumento do IOF foi pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após forte reação negativa à MP publicada no Diário Oficial da União. A medida veio após uma reunião da equipe econômica, liderada pelo ministro Fernando Haddad (PT), com líderes partidários em 8 de junho, na residência oficial da Câmara. Apesar do apoio inicial, o clima político deteriorou-se rapidamente.

O que antes fora qualificado por Motta como uma “reunião histórica” passou a ser chamado de “projeto político”. No dia da publicação da MP, o deputado afirmou: “Não fui eleito presidente da Câmara para servir ao projeto político de ninguém”.

Sobre a mudança de postura de Motta, Gleisi minimizou: “Eu vejo que o presidente Motta sofre muita pressão, não só dos parlamentares, mas também de setores [econômicos]. Obviamente, ele deu vazão a essas outras vozes que acabaram pressionando por uma posição. Acho que chegaremos a um bom termo”, disse.

Medidas estruturantes

A ministra também respondeu às cobranças de que o governo deveria apresentar “medidas estruturantes” em vez de mudanças pontuais na arrecadação. Para ela, o pacote fiscal se enquadra nessa categoria.

“As medidas que nós apresentamos agora ao Congresso são medidas estruturantes porque elas atacam privilégios tributários. São medidas para que setores que não pagam nenhum tipo de imposto ou pagam pouco passem a pagar mais. E são setores com muito dinheiro”, disse.

Ela reforçou: “Combater privilégios, para mim, é estruturante, porque isso drena os recursos do Orçamento, além de ser uma injustiça do ponto de vista social e econômico”. A MP também traz medidas de controle de gastos, como mudanças no Seguro Defeso e no programa Pé-de-Meia.

Ao ser questionada sobre propostas como o teto para supersalários e a reforma da Previdência dos militares, Hoffmann afirmou que esses temas serão discutidos em outra reunião. “Nós vamos combinar com o presidente Hugo Motta. Ele vai fazer a reunião [nesta 2ª feira] com os líderes e nós vamos combinar [esse encontro]”, concluiu.

Fonte: Poder 360

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/16/nao-compreendo-a-gritaria-gleisi-defende-taxacao-de-lca-e-lci/feed/ 0