protestos na 25 de Março https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sun, 20 Jul 2025 12:01:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png protestos na 25 de Março https://radarmetropolitanopr.com 32 32 25 de Março e Brás sob investigação dos EUA: máfia chinesa, milícia e PCC atuam na região https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/25-de-marco-e-bras-sob-investigacao-dos-eua-mafia-chinesa-milicia-e-pcc-atuam-na-regiao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/25-de-marco-e-bras-sob-investigacao-dos-eua-mafia-chinesa-milicia-e-pcc-atuam-na-regiao/#respond Sun, 20 Jul 2025 12:01:23 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3237

Região da 25 de Março e Brás enfrenta ação de máfia chinesa, milícia e PCC; Trump inclui áreas em investigação sobre pirataria

A região da Rua 25 de Março e do Brás, no centro de São Paulo, foi incluída em uma investigação anunciada pelo governo dos Estados Unidos. O foco inicial da apuração é a pirataria e a violação de direitos autorais, mas investigações brasileiras revelam que o problema na área vai além do comércio ilegal: há atuação de grupos como a máfia chinesa, milicianos e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação americana, liderada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), aponta a área como um dos maiores mercados de produtos falsificados do mundo. Foram citados sete pontos considerados críticos: Shopping 25 de Março, Galeria Pagé, Santa Ifigênia, Shopping Tupan, Shopping Korai, Feira da Madrugada e Nova Feira da Madrugada.

Enquanto a tensão entre Brasil e EUA se intensifica — após Washington anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — autoridades brasileiras têm exposto o envolvimento de organizações criminosas nas movimentações financeiras da região.

Ação da máfia chinesa

Reportagens do Metrópoles e operações da Polícia Federal revelam que a máfia chinesa opera na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada no Brás, ligadas a golpes virtuais. “O dinheiro das fraudes era transferido para lojas do Brás e, depois, utilizado na compra de armas pelos criminosos chineses”, apontam os investigadores. Laranjas eram recrutados nos comércios populares para abrir contas bancárias, movimentando milhões.

Além disso, comerciantes chineses eram alvos de extorsão sob ameaça de morte. “Ela [a policial] só faltou falar que estava na privada”, relatou um empresário após prisão recente de Lin Xianbin, de 52 anos, integrante do grupo mafioso, identificado por câmeras de reconhecimento facial na própria 25 de Março.

Mesmo com parte do grupo Bitong presa, levantamento mostra que, dos 17 integrantes, apenas dois continuam em presídios estaduais. Um está detido em penitenciária federal e outro cumpre prisão domiciliar.

Milícia e extorsão na Feira da Madrugada

Em outro esquema, o Gaeco denunciou uma milícia formada por policiais civis e militares, que extorquia ambulantes na Feira da Madrugada. Segundo o Ministério Público, os valores cobrados chegavam a R$ 18 mil por ano, com ameaças e intimidações armadas. “A fita métrica era usada para medir os espaços vendidos na calçada”, revelaram os promotores.

Escutas, vídeos e cadernos de anotações confirmaram a participação dos agentes públicos, que também utilizavam redes de agiotagem para pressionar inadimplentes.

PCC e tráfico internacional

O comércio também serve, segundo a polícia, como ponte para o tráfico. Lojistas da 25 de Março e do Brás pagavam por produtos à China por meio de doleiros chineses. Esses valores eram repassados a traficantes do PCC, que vendiam drogas na Europa e recebiam no Brasil. O método evitava rastros bancários e financiava operações internacionais.

Lojas de fachada também eram usadas para lavar dinheiro oriundo do tráfico, e o PCC foi apontado em outras investigações pela cobrança de “taxas de proteção” de comerciantes da região.

Resposta dos comerciantes e protesto

A Univinco, associação de lojistas da 25 de Março, reagiu às acusações. “A região reúne mais de 3 mil estabelecimentos formais, que geram empregos, pagam impostos e oferecem produtos de qualidade. É um comércio forte, diversificado e comprometido com a legalidade”, diz nota da entidade.

Nesta sexta-feira (18/7), comerciantes organizaram um protesto. A manifestação contou com a presença de ativistas fantasiados: um homem como Donald Trump carregando um saco de dinheiro e outro como Jair Bolsonaro vestido de presidiário. Militantes do PCdoB participaram da mobilização, exibindo bandeiras e cartazes com críticas à medida americana. A Polícia Federal acompanhou o ato.

Fonte: Metrópoles

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