prejuízo exportações carne https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 18 Jul 2025 17:40:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png prejuízo exportações carne https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Abrafrigo alerta para perda de US$ 1,3 bilhão com tarifa dos EUA sobre carne bovina https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/18/abrafrigo-alerta-para-perda-de-us-13-bilhao-com-tarifa-dos-eua-sobre-carne-bovina/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/18/abrafrigo-alerta-para-perda-de-us-13-bilhao-com-tarifa-dos-eua-sobre-carne-bovina/#respond Fri, 18 Jul 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3211

A imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, pode gerar perdas de US$ 1,3 bilhão ao setor de carne bovina do Brasil já em 2025. A estimativa é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que alerta que, caso a medida seja mantida nos anos seguintes, os prejuízos podem ultrapassar os US$ 3 bilhões.

Em relatório recente, a entidade destaca que as exportações brasileiras de carne bovina e subprodutos cresceram 27,93% em receita no primeiro semestre de 2025, alcançando US$ 7,446 bilhões. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os maiores compradores desses produtos, com importações que somaram US$ 1,287 bilhão no período — uma alta de 99,8% em comparação com 2024.

Contudo, a nova tarifa pode inviabilizar uma fatia importante dessas exportações. Entre os produtos mais atingidos estão as carnes desossadas congeladas, cuja alíquota poderá subir de 36% para 76% do valor FOB; o sebo bovino, que pode sofrer aumento de 286%, atingindo 54% do preço médio; e o corned beef (preparações alimentícias), com uma elevação tarifária de 384%.

“Verifica-se, assim, elevada dependência dos EUA nas exportações de preparações alimentícias e conservas bovinas (65,1%) e de sebo bovino fundido (99,9%), produtos cujos exportadores poderão encontrar maior dificuldade de redirecionar suas exportações caso seja confirmada a nova tarifa de 50% anunciada pelo governo dos EUA aos produtos brasileiros”, alerta a Abrafrigo no relatório.

Embora a China continue sendo o maior destino das carnes bovinas brasileiras, com 43% das exportações, a associação enfatiza a necessidade de acelerar a diversificação de mercados. Países como Chile, México e Rússia apresentaram crescimento expressivo em 2025 — o México, por exemplo, aumentou suas compras em 236% no primeiro semestre.

Diante desse cenário, a Abrafrigo pede ao governo federal que adote medidas urgentes. Entre as ações sugeridas estão a intensificação de negociações diplomáticas com os Estados Unidos para evitar a entrada em vigor da tarifa e o avanço de acordos comerciais que permitam a abertura de novos mercados. A entidade também faz um alerta sobre possíveis retaliações, que poderiam encarecer a importação de insumos utilizados na pecuária, com impactos em toda a cadeia produtiva.

“A tarifa adicional de 50% anunciada pelo governo dos EUA pode inviabilizar, pela sua magnitude e impacto, a continuidade das exportações de carnes bovinas para aquele país, o que reforça a necessidade de busca por novos mercados”, afirma a Abrafrigo. A associação também recomenda ações para desburocratizar os processos de exportação e mitigar os efeitos negativos da medida.

Fonte: UOL

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