PolíticaNacional https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Tue, 29 Jul 2025 23:46:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png PolíticaNacional https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Moraes cobra Justiça do Paraná após denúncia de maus-tratos de ex-assessor de Bolsonaro https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/29/moraes-cobra-justica-do-parana-apos-denuncia-de-maus-tratos-de-ex-assessor-de-bolsonaro/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/29/moraes-cobra-justica-do-parana-apos-denuncia-de-maus-tratos-de-ex-assessor-de-bolsonaro/#respond Wed, 30 Jul 2025 00:05:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3575 Ministro do STF cobra apuração urgente sobre supostas condições degradantes enfrentadas pelo ex-assessor de Bolsonaro na prisão
Filipe Martins e o ministro Alexandre de Moraes
Imagem: Reprodução/Twitter e Divulgação/TSE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Justiça do Paraná preste esclarecimentos sobre as denúncias feitas por Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, a respeito de supostos maus-tratos durante o período em que esteve preso.

O que aconteceu
Em depoimento ao STF na última quinta-feira (24), Martins afirmou que ficou completamente isolado e que a cela onde estava não tinha qualquer iluminação. As declarações chamaram a atenção de Moraes, que ontem enviou ofícios à Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná e ao juiz corregedor do Tribunal de Justiça estadual cobrando explicações formais em até cinco dias. O ministro também exigiu respostas do Complexo Médico Penal de São José dos Pinhais (PR), onde o réu esteve custodiado.

As denúncias
Segundo Martins, as condições do cárcere violavam princípios básicos de dignidade e integridade. Moraes, que conduz investigações sensíveis sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, quer saber se houve apuração interna e quais providências foram adotadas diante das denúncias.

Contexto do caso
Filipe Martins é réu no STF, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de apresentar a Jair Bolsonaro a chamada minuta golpista. Ele também teria participado de uma reunião, no fim de 2022, com o então presidente e os chefes das Forças Armadas para discutir a tentativa de ruptura democrática. Durante o depoimento, Martins negou envolvimento com o documento. “Não só não tive contato com essa minuta antes como não tive durante este processo”, declarou.

Repercussão internacional
O caso ganhou visibilidade fora do país. Em editorial recente, o jornal norte-americano The Wall Street Journal defendeu que Filipe Martins deveria responder ao processo em liberdade, afirmando que sua prisão foi motivada por um erro de registro alfandegário nos EUA. “Martins deveria estar em liberdade enquanto prepara sua defesa”, afirmou o periódico.

As novas frentes de apuração determinadas por Moraes reforçam o grau de tensão entre o Judiciário e os desdobramentos do bolsonarismo após a derrota eleitoral. Ao levar para o centro da arena jurídica questões sobre o tratamento de réus presos, o ministro não apenas pressiona instituições estaduais, como insere um tom de urgência e vigilância sobre o sistema prisional — especialmente em casos com alto teor político.

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Governo Lula enfrenta EUA após ataque de Trump e nota pró-Bolsonaro https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/09/governo-lula-enfrenta-eua-apos-ataque-de-trump-e-nota-pro-bolsonaro/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/09/governo-lula-enfrenta-eua-apos-ataque-de-trump-e-nota-pro-bolsonaro/#respond Thu, 10 Jul 2025 01:04:30 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2862 Encarregado de negócios dos EUA é convocado duas vezes em um dia para explicar “tarifaço” de Trump contra o Brasil; governo Lula rechaça conteúdo da carta.
Palácio Itamaraty – Foto: Dammer Martins

O governo brasileiro elevou o tom contra os Estados Unidos nesta quarta-feira (9). O Itamaraty convocou duas vezes o encarregado de negócios norte-americano, Gabriel Escobar, para pedir explicações sobre a carta do presidente Donald Trump, que impõe tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Na segunda convocação, após a confirmação da autenticidade do documento, a embaixadora Maria Luísa Escorel, secretária de Europa e América do Norte, devolveu o documento à embaixada com um recado contundente: o conteúdo é ofensivo, falso e inaceitável.

“A carta tem erros factuais sobre a relação bilateral e declarações falsas sobre o Brasil”, afirmou o Itamaraty.

Primeira convocação: nota pró-Bolsonaro acende alerta diplomático

Mais cedo, Escobar já havia sido chamado após a publicação de nota oficial da embaixada dos EUA que ecoava críticas do ex-presidente Trump à Justiça brasileira, em defesa de Jair Bolsonaro (PL).

“A perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil”, dizia o comunicado da embaixada, alinhando-se ao discurso de Trump.

O governo Lula classificou a nota como interferência inaceitável nos assuntos internos do Brasil e reiterou a defesa da soberania nacional e da independência das instituições.

Trump volta ao ataque

Na segunda-feira (7), Trump publicou em sua rede social, Truth Social, mais uma crítica ao governo brasileiro:

“Estarei assistindo à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, de sua família e de milhares de seus apoiadores, muito de perto. Deixem Bolsonaro em paz!”

Embora não cite diretamente as investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, Trump insinua perseguição política e questiona a legitimidade do Judiciário brasileiro, inflamando tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.

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Secom acerta o tom e impulsiona Lula com campanha “pobres x ricos” https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/secom-acerta-o-tom-e-impulsiona-lula-com-campanha-pobres-x-ricos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/secom-acerta-o-tom-e-impulsiona-lula-com-campanha-pobres-x-ricos/#respond Sun, 06 Jul 2025 13:57:02 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2669 Ministros veem em Sidônio Palmeira a virada na comunicação ao explorar a polarização social e tentar reverter a queda de popularidade do presidente.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O que acontece
A cúpula do governo Lula avalia que a Secom finalmente acertou o tom da narrativa política ao lançar a campanha “pobres x ricos”. A estratégia, conduzida por Sidônio Palmeira, é vista como a primeira ação de comunicação capaz de reverter a curva negativa da popularidade do presidente — comparada internamente ao momento de “doença sem remédio”.

Campanha digital e reposicionamento
A ofensiva narrativa nas redes sociais reforça a ideia de “justiça tributária”, com imagens que contrastam ricos carregando sacos leves de impostos e pobres sobrecarregados. Criadas com inteligência artificial, as peças digitais têm alto poder simbólico e despertaram engajamento em plataformas onde o governo vinha perdendo espaço.

Captura de tela da Página @Govbr

Taxação BBB e IR para até R$ 5 mil
O discurso é centrado na proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e na “taxação BBB” — bancos, bets e bilionários. A estratégia busca retomar o protagonismo do Executivo diante do Congresso, sobretudo após a polêmica suspensão do decreto do IOF por decisão do STF.

Internamente, a leitura é clara:
Sidônio encontrou “a veia” da comunicação lulista — simplificar a batalha entre ricos e pobres em termos visuais e emocionais. A ideia é evitar o desgaste de Lula diante do Legislativo e manter o governo no controle da pauta política.

Limite estratégico
Apesar do sucesso da abordagem, fontes do governo revelam que o slogan “taxação BBB” não será oficialmente incorporado pela comunicação institucional. A preocupação é evitar novos atritos com o Congresso, que ainda resiste a pautas como a isenção do IR.


A comunicação governamental finalmente encontrou tração ao dramatizar o conflito social em termos de justiça tributária. A narrativa que contrapõe ricos e pobres, longe de ser inédita, ganha nova força visual e simbólica no ambiente digital. A aposta é ousada, mas pode ser a chave para reconquistar a base popular — e conter o avanço da oposição em um ano crucial para o equilíbrio político até 2026.

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PT elege novo presidente com candidato de Lula como favorito https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/pt-elege-novo-presidente-com-candidato-de-lula-como-favorito/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/pt-elege-novo-presidente-com-candidato-de-lula-como-favorito/#respond Sun, 06 Jul 2025 12:54:24 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2663 Edinho Silva, aliado próximo de Lula, lidera a disputa pela sucessão de Gleisi Hoffmann no comando do partido, em um momento de busca por reposicionamento e força política frente ao avanço da direita.
O presidente Lula na comemoração dos 45 anos do PT, no Rio de Janeiro: seu candidato é favorito
Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

O que está acontecendo
O PT realiza neste sábado (6) a primeira eleição interna pós-Lava Jato. O favorito é Edinho Silva, ex-ministro de Dilma e atual prefeito de Araraquara (SP), com o apoio da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no partido e ligada diretamente ao presidente Lula.

A eleição marca o fim da gestão de Gleisi Hoffmann, que liderou o partido por oito anos, atravessando o período mais crítico da legenda após as denúncias da Lava Jato. O novo presidente assumirá o desafio de reposicionar o PT em um cenário de fragmentação da base aliada no Congresso e avanço da direita nas redes e nas urnas.

Disputa interna: centro ou esquerda?
A principal disputa interna gira em torno do futuro do partido: dialogar mais com o centro, como defende Edinho, ou radicalizar à esquerda e resgatar as raízes ideológicas, linha representada pelo deputado federal Rui Falcão (SP).

A CNB, corrente de Lula, Gleisi e Haddad, aposta em conciliação e amplitude — modelo que garantiu as vitórias de Lula. Já Falcão sustenta que esse movimento afastou o PT de suas bases históricas. Ele cita pautas como o fim da jornada 6×1 e a isenção de IR até R$ 5 mil como bandeiras capazes de reconectar o partido com os trabalhadores.

De volta ao jogo, mas ainda longe da hegemonia
Apesar de ter reconquistado a Presidência e ampliado o número de filiados e prefeitos, o PT ainda enfrenta dificuldades de articulação no Congresso. Com a terceira maior bancada, o partido tem enfrentado votações apertadas, com apoio parcial da base e ataques constantes da oposição.

A nova gestão herdará a missão de recuperar o espaço político e rejuvenescer o partido, que perdeu tração entre os jovens após a Lava Jato. A aposta é que lideranças renovadas, como Guilherme Boulos, ajudem a retomar esse elo.

Bastidores e futuro do PT
Nos bastidores, Lula nunca declarou voto, mas o apoio a Edinho é dado como certo. Com o favoritismo garantido, o ex-ministro deve ser confirmado como novo presidente do partido neste domingo (7).

Seja qual for o eleito, o novo presidente terá nas mãos a missão de articular candidaturas fortes nas eleições municipais de 2024, defender a narrativa econômica do governo e construir uma base sólida para o projeto de reeleição de Lula em 2026.

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Multas vão bancar CNH para inscritos no CadÚnico – Lula aposta em medida de apelo social em ano pré-eleitoral https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/multas-vao-bancar-cnh-para-inscritos-no-cadunico-lula-aposta-em-medida-de-apelo-social-em-ano-pre-eleitoral/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/multas-vao-bancar-cnh-para-inscritos-no-cadunico-lula-aposta-em-medida-de-apelo-social-em-ano-pre-eleitoral/#respond Sat, 28 Jun 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2303 Presidente também veta exame toxicológico para categorias A e B e aprova modernização digital na transferência de veículos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (27) a lei que autoriza o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito para financiar a primeira habilitação de pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico. A medida, já publicada no Diário Oficial da União, cria o caminho para um programa nacional de CNH gratuita, com foco em inclusão e mobilidade social.

 Divulgação Detran/PR – AEN

A nova legislação cobre todo o processo de formação de condutores — taxas, aulas, exames e emissão do documento — para quem está cadastrado nos programas sociais do governo federal.

Até agora, o Código de Trânsito previa que o dinheiro das multas só poderia ser aplicado em sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação viária. A nova lei, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), muda esse cenário e amplia o uso desses recursos com finalidade social.

Veto ao exame toxicológico para CNH A e B

Lula vetou o trecho que exigia exame toxicológico para condutores das categorias A e B, ou seja, motos e carros de passeio. Segundo a justificativa, a obrigatoriedade aumentaria custos, afetaria a adesão ao programa e poderia incentivar a direção sem habilitação, prejudicando a segurança nas ruas.

O veto foi apoiado por quatro ministérios: Transportes, Justiça e Segurança Pública, Saúde e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Transferência de veículos será 100% digital

A lei também moderniza o processo de transferência de propriedade de veículos, permitindo que seja totalmente feito de forma eletrônica, com assinatura digital válida nacionalmente.

Além disso, as vistorias veiculares poderão ser realizadas digitalmente, a critério dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), acelerando os procedimentos e reduzindo burocracia.

Ao sancionar a CNH gratuita para beneficiários do CadÚnico e vetar medidas que poderiam barrar o acesso, Lula aposta na mobilidade como instrumento de inclusão social. A modernização do sistema reforça o foco do governo em ampliar direitos com tecnologia e eliminar entraves para os mais vulneráveis.

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Tarcísio abre 11 pontos sobre Lula em simulação de 2º turno, diz pesquisa https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/tarcisio-abre-11-pontos-sobre-lula-em-simulacao-de-2o-turno-diz-pesquisa/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/tarcisio-abre-11-pontos-sobre-lula-em-simulacao-de-2o-turno-diz-pesquisa/#respond Sat, 28 Jun 2025 11:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2272
(crédito: Platobr)

O que aconteceu

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece 11,6 pontos à frente de Lula (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa Futura Inteligência divulgada nesta semana.

O levantamento mostra Tarcísio com 46,5% das intenções de voto, contra 34,9% de Lula. Brancos e nulos somam 15,8%, enquanto 2,8% disseram estar indecisos. A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros nos dias 12 e 13 de junho e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Eventual 2º turno

Fonte: Pesquisa Futura Inteligência- Margem de erro: 2,2 p.p +/-

Esse é o maior avanço do governador paulista até agora, que, em maio, aparecia empatado tecnicamente com o presidente: 41,1% a 41%.

O que está por trás da mudança

Apesar de declarar que disputará a reeleição em São Paulo, Tarcísio é amplamente visto como o herdeiro natural do bolsonarismo em 2026, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está inelegível até 2030 por decisão do TSE.

A pesquisa Futura reforça a pressão para que o governador mude seus planos e se posicione nacionalmente. A reação do Planalto, até o momento, tem sido evitar confrontos diretos com o ex-ministro da Infraestrutura.

Impacto político

O resultado acende alerta no núcleo político de Lula. A queda acentuada da intenção de votos em comparação com o mês anterior levanta dúvidas sobre a eficácia da comunicação do governo e o impacto das medidas econômicas junto à classe média e ao eleitorado mais conservador.

Além disso, revela a força do bolsonarismo sem Bolsonaro, com Tarcísio despontando como figura viável para unir a direita e o centro-direita.

O avanço de Tarcísio sobre Lula marca uma virada simbólica na corrida eleitoral antecipada. Com o bolsonarismo órfão de seu líder original, o governador de São Paulo começa a ocupar, com força e cautela, um espaço que pode se consolidar nos próximos meses – e o Planalto, por ora, assiste em silêncio.

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Lula compara Brasil sob Bolsonaro à destruição em Gaza: “País semidestruído” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/20/lula-compara-brasil-sob-bolsonaro-a-destruicao-em-gaza-pais-semidestruido/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/20/lula-compara-brasil-sob-bolsonaro-a-destruicao-em-gaza-pais-semidestruido/#respond Fri, 20 Jun 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1906 Segundo o presidente petista, Bolsonaro desmontou de forma proposital ministérios essenciais para a organização da sociedade
Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração explosiva ao comparar a situação do Brasil ao final do governo Jair Bolsonaro (PL) à destruição provocada pela guerra na Faixa de Gaza. A fala ocorreu durante a gravação do podcast Mano a Mano, no último domingo (15), no Palácio da Alvorada.

Lula não poupou críticas ao antecessor e afirmou ter herdado um país “semidestruído”, com ministérios desmantelados de forma intencional. Segundo ele, Bolsonaro rejeitava estruturas que fortalecessem a sociedade civil. “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos. Aqui a gente não tinha mais Ministério do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, da Cultura. Foi uma destruição proposital”, disparou o presidente.

“Negava tudo”, diz Lula sobre Bolsonaro

Durante a entrevista, Lula ampliou o ataque e vinculou Bolsonaro a movimentos antidemocráticos em outros países. “Tivemos um presidente que negava tudo. Negava a democracia, como está negando agora na Hungria, nos Estados Unidos, na Argentina. Precisamos reconstruir isso”, afirmou.

Segundo o petista, sua gestão atual tem como missão restaurar políticas públicas abandonadas e retomar a capacidade administrativa do Estado. O tom da fala revela a estratégia do governo de reforçar a ideia de reconstrução frente ao desmonte do período anterior.

O pano de fundo: guerra em Gaza

A comparação feita por Lula ganhou ainda mais peso ao mencionar o conflito entre Israel e Hamas, que já dura mais de um ano. Desde os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, a ofensiva israelense matou mais de 36 mil pessoas, segundo números do próprio Hamas — contestados por falta de transparência. A escalada militar transformou Gaza em um território devastado, com crise humanitária e bloqueios severos à ajuda internacional.

Análise

A fala de Lula tem força simbólica e política. Ao comparar o Brasil bolsonarista a uma zona de guerra, o presidente não só demarca posição ideológica, como busca galvanizar sua base com a narrativa da reconstrução. É uma retórica de alto impacto, que tensiona ainda mais a polarização política no país.

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CPI do INSS: Câmara barra PL e PT e quer relator moderado para evitar polarização https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/#respond Thu, 19 Jun 2025 14:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1858 Relatoria da CPI do INSS é alvo de disputa entre partidos, mas presidente da Câmara busca nome de centro. Omar Aziz, aliado de Lula, é cotado para presidir o colegiado.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A disputa política em torno da CPI do INSS já começou antes mesmo da instalação da comissão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que pretende indicar um relator “moderado”, descartando nomes do PL e do PT, partidos de Jair Bolsonaro e Lula, respectivamente. A movimentação é vista como tentativa de blindar os trabalhos de embates ideológicos e evitar que a comissão se torne palanque político.

Segundo o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), Motta comunicou que não pretende entregar a relatoria à oposição nem à base governista. A tendência, portanto, é que um nome de partido de centro seja escolhido na próxima semana.

Enquanto isso, no Senado, a presidência da comissão deve ficar com o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do presidente Lula e ex-presidente da CPI da Covid. A indicação cabe ao Senado Federal.

Sóstenes afirmou que, se o PL não conseguir a relatoria, deve atuar para influenciar a escolha de um nome de centro com alinhamento à oposição, considerando que Omar Aziz deve conduzir os trabalhos com maior proximidade ao Palácio do Planalto. O PL reivindica seis cadeiras na comissão, mas deve ceder uma ao partido Novo, também opositor ao governo.

CPI mira esquema bilionário no INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada oficialmente na terça-feira (17) pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). A comissão terá 180 dias para investigar denúncias de fraudes bilionárias nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O foco da CPI será o esquema revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que aponta que entidades e associações desviaram recursos dos aposentados e pensionistas por meio de descontos mensais não autorizados — os chamados “descontos associativos”.

Segundo os órgãos de controle, os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ultrapassar R$ 6,3 bilhões. As investigações revelaram cadastros forjados e falta de estrutura das associações para prestar serviços ou benefícios aos segurados, o que evidencia o caráter fraudulento da operação.

Apesar de inicialmente resistir à criação da CPI, o governo Lula passou a trabalhar para controlar os danos políticos da investigação e tenta minimizar o impacto do desgaste em ano pré-eleitoral.

A CPI do INSS, antes rejeitada pela base governista, transforma-se agora em campo estratégico para disputas de protagonismo entre oposição e governo. A busca por um relator de centro reflete o receio do Congresso em acirrar ainda mais a polarização política, enquanto os bilhões desviados do INSS colocam em xeque a fiscalização sobre recursos públicos destinados aos mais vulneráveis.

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Mais de 30 indiciados: PF detalha ações da chamada “Abin Paralela” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/mais-de-30-indiciados-pf-detalha-acoes-da-chamada-abin-paralela/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/mais-de-30-indiciados-pf-detalha-acoes-da-chamada-abin-paralela/#respond Thu, 19 Jun 2025 13:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1855 Relatório divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes aponta uso da Abin para monitorar autoridades, jornalistas e críticos do governo. Documento foi elaborado pela Polícia Federal com base em investigações recentes.

Sede da ABIN

A Polícia Federal (PF) tornou público, nesta quarta-feira (18), um relatório que detalha o uso de ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitoramento de autoridades e personalidades públicas. O material teve o sigilo retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no âmbito das investigações conhecidas como “Abin Paralela”.

O relatório foi entregue ao STF e indica que, durante o período investigado, mais de 30 pessoas foram indiciadas, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro, o ex-diretor da Abin e atual deputado Alexandre Ramagem, além do atual diretor do órgão, Luiz Fernando Corrêa.

A PF aponta que os atos foram cometidos por servidores da Abin e policiais cedidos à agência, e relaciona o uso das ferramentas de monitoramento com interesses políticos e pessoais.

Tecnologia israelense e rastreamento de celulares

Segundo a Polícia Federal, foi utilizado um software chamado First Mile, da empresa israelense Cognyte, que permite rastrear a localização de celulares por GPS. O programa teria sido usado para acompanhar movimentações de servidores públicos, parlamentares, advogados, jornalistas e magistrados.

Dentre os nomes citados como alvos de monitoramento estão:
Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara;
Joice Hasselmann, ex-deputada;
Alexandre de Moraes, ministro do STF;
Luís Roberto Barroso, presidente do STF;
Arthur Lira, presidente da Câmara;
Renan Calheiros, senador;
Omar Aziz e Randolfe Rodrigues, senadores.

Caso Marielle: investigação e monitoramento paralelo

O relatório também aponta que a Abin teria sido utilizada para acompanhar, de maneira informal, a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. Isso inclui a produção de relatórios sobre autoridades envolvidas no caso, como o delegado Daniel Rosa e a promotora Simone Sibilio, após mudanças na força-tarefa do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Relatório aponta pedidos de informações sobre o caso Adélio Bispo

A PF identificou que, em 2022, o então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, solicitou informações detalhadas sobre o andamento do caso Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018. Trechos do relatório indicam tentativas de influenciar o curso da apuração, inclusive junto à Corregedoria da Polícia Federal.

Monitoramento de jornalistas e figuras públicas

O relatório cita também o monitoramento de jornalistas e formadores de opinião, como:
Vera Magalhães
Reinaldo Azevedo
Pedro Batista
Luiza Bandeira
Alice Maciel

Além disso, personalidades como o ex-deputado Jean Wyllys e o humorista Gregório Duvivier também aparecem nos registros da investigação. Segundo a PF, o monitoramento visava mapear movimentações críticas ao governo e ocorria por meio da busca de dados em redes sociais, aplicativos e registros de operadoras.

Jair Renan Bolsonaro: vigilância sobre pessoas próximas

O documento informa ainda que a agência teria monitorado o ex-sócio de Jair Renan Bolsonaro, Allan Lucena. A ação envolveu até abordagem policial após o ex-sócio desconfiar da movimentação de agentes em sua residência. Um dos envolvidos na diligência teria fugido do local.

A PF afirma que esse tipo de ação, quando sem respaldo formal, se caracteriza como uso indevido da estrutura da inteligência pública. O relatório não atribui diretamente ordens à Presidência da República, mas aponta que os comandos partiram do alto escalão da Abin e do GSI.

O relatório da Polícia Federal levanta questões sensíveis sobre o uso da estrutura estatal de inteligência e destaca a necessidade de reforçar os mecanismos de controle e transparência em órgãos estratégicos. A revelação de monitoramentos informais e sem base legal reforça o debate sobre os limites entre segurança institucional e garantias democráticas.

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