PolíticaEconômica https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 11 Jul 2025 17:59:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png PolíticaEconômica https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Tarcísio confronta tarifaço de Trump e cobra Lula: “Narrativas não resolvem” https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/tarcisio-confronta-tarifaco-de-trump-e-cobra-lula-narrativas-nao-resolvem/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/tarcisio-confronta-tarifaco-de-trump-e-cobra-lula-narrativas-nao-resolvem/#comments Fri, 11 Jul 2025 17:59:05 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2951 Governador paulista pressiona por revisão da sobretaxa americana e acusa Planalto de “bravata e narrativa”
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em meio à crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se reuniu nesta sexta-feira (11) com o encarregado de negócios dos EUA, Gabriel Escobar, em Brasília. O encontro teve um objetivo direto: pedir a revisão imediata da tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros, com foco especial no impacto para a indústria e o agronegócio de São Paulo, o estado que mais exporta para os EUA.

Crítica ao Planalto: “Narrativas não resolvem”

Após a reunião, Tarcísio foi enfático: “É preciso negociar. Narrativas não resolverão o problema. A responsabilidade é de quem governa.” O governador criticou a condução do governo federal, cobrando “maturidade política” e alertando que “ideologia e aritmética não se misturam”.

Em tom direto, o recado de Tarcísio expôs o desconforto com o Planalto e reforçou a postura pragmática do governador, que vem tentando se equilibrar entre aliados bolsonaristas e os interesses econômicos de seu estado.

Apoio empresarial e diplomacia direta

Segundo o governador, será aberto um canal de diálogo com as empresas paulistas para a construção de um posicionamento técnico “lastreado em dados” contra a medida americana. Ele também destacou a importância estratégica da relação comercial entre os dois países e a necessidade de retomar o diálogo bilateral com urgência.

A Embaixada dos EUA emitiu nota minimizando o impacto político do encontro, mas reforçou a relevância econômica de São Paulo para os investimentos americanos no Brasil.

Bastidores políticos: almoço com Bolsonaro e alfinetada de Lula

Na mesma quinta-feira em que criticou Lula, Tarcísio almoçou com o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. O encontro foi publicado nas redes sociais, evidenciando o alinhamento entre os dois e sinalizando uma possível ação conjunta para tentar reverter o tarifaço.

A resposta do presidente Lula veio em tom ácido. Em entrevista, acusou Tarcísio de tentar esconder sua afinidade com Trump, ironizando: “Está cheio de lobo em pele de cordeiro por aí”.


Em um momento em que a diplomacia oficial se mostra fragilizada, Tarcísio assume o protagonismo político-econômico na crise comercial com os Estados Unidos. Ao cobrar responsabilidade do Planalto e articular com Washington, o governador se posiciona como voz ativa na defesa do setor produtivo, mirando tanto resultados práticos quanto dividendos políticos.

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Petrobras lança plano bilionário e Lula defende estatal como motor do Brasil https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/petrobras-lanca-plano-bilionario-e-lula-defende-estatal-como-motor-do-brasil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/petrobras-lanca-plano-bilionario-e-lula-defende-estatal-como-motor-do-brasil/#respond Sat, 05 Jul 2025 10:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2629 Aportes devem gerar mais de 38 mil empregos no RJ e posicionam a Petrobras como motor da reindustrialização e da transição energética do Brasil.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia de Anúncio de Investimentos da Petrobras em Refino e Petroquímica no Rio de Janeiro. Refinaria Duque de Caxias (REDUC), Duque de Caxias – RJ  
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4), durante cerimônia na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que a Petrobras é mais do que uma empresa de petróleo: é uma “bússola da economia brasileira”. A declaração foi feita no anúncio de R$ 33 bilhões em investimentos da estatal no setor de refino, petroquímica e transição energética no estado do Rio de Janeiro.

Se a Petrobras vai bem, o Brasil vai bem”, reforçou o presidente, destacando o impacto estratégico da estatal na geração de empregos, no combate à desigualdade e no crescimento industrial do país.

Empregos, indústria e combustíveis do futuro

Os aportes devem gerar mais de 38 mil empregos diretos e indiretos, impulsionar a indústria naval, ampliar a produção de combustíveis mais limpos e viabilizar produtos renováveis, como HVO e SAF, com foco na descarbonização da matriz energética brasileira.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a estatal superou sua própria produção de petróleo e já fabrica combustíveis mais sustentáveis. “Não são combustíveis do futuro. São do presente”, afirmou.

Complexo Boaventura e capacitação profissional

Um dos grandes destaques é o Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, que receberá R$ 26 bilhões em investimentos e criará 30 mil vagas. Além disso, o programa Autonomia e Renda, lançado no evento, prevê capacitar 20 mil pessoas em vulnerabilidade social em 39 municípios, com foco na empregabilidade industrial.

Plano de negócios bilionário

As iniciativas fazem parte do Plano de Negócios 2025–2029, que prevê US$ 111 bilhões em investimentos nacionais, com foco em refino, petroquímica, combustíveis renováveis e infraestrutura energética. O plano promete criar até 315 mil empregos diretos e indiretos no país.

O anúncio de Lula vai além de números: é um recado político e econômico. A Petrobras volta a ser peça-chave na agenda de reindustrialização e soberania energética do governo. A ofensiva não apenas cria empregos, mas reposiciona o Brasil na corrida global por energia limpa — com o carimbo de Lula de que a estatal é, sim, a bússola de seu projeto de poder.

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Ministro de Lula justifica decreto do IOF: “Justiça fiscal para os mais ricos” https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/ministro-de-lula-justifica-decreto-do-iof-justica-fiscal-para-os-mais-ricos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/ministro-de-lula-justifica-decreto-do-iof-justica-fiscal-para-os-mais-ricos/#respond Wed, 02 Jul 2025 17:17:59 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2480

Governo Lula defende aumento do IOF como medida de justiça fiscal e aciona STF contra decisão do Congresso

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçou nesta quarta-feira (2/7) a defesa do decreto presidencial que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), derrubado recentemente pelo Congresso Nacional. Em evento realizado na Bahia, Costa afirmou que a medida é uma tentativa de “restabelecer a governabilidade” e promover “justiça social”, ao tributar os mais ricos.

“O que o presidente está buscando é garantir as prerrogativas do governo. Não existe modelo presidencialista onde o presidente não possa editar decretos e fazer portarias. Portanto, o que o presidente está buscando é restabelecer a governabilidade”, declarou o ministro, em reação às críticas do Legislativo.

Segundo Rui Costa, a tributação sobre operações financeiras é essencial para manter benefícios fiscais voltados às camadas mais pobres da população. “O que interessa é a justiça tributária, a justiça social e justiça fiscal. Os ricos precisam compreender que eles precisam pagar o condomínio. Nós vivemos em um prédio onde, pra ter a luz, a água do condomínio do prédio, todos precisam pagar o condomínio. Os ricos não querem pagar o valor do condomínio”, afirmou.

Diante da revogação do decreto pelo Congresso, o governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de reverter a decisão. O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o pedido judicial foi fundamentado em três pontos centrais: a interferência do Congresso em função administrativa típica do Executivo, a violação da separação de Poderes e a criação de insegurança jurídica.

Fonte: Metrópoles

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Governo vai propor corte de R$ 15 bilhões em benefícios fiscais após recesso https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/governo-vai-propor-corte-de-r-15-bilhoes-em-beneficios-fiscais-apos-recesso/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/governo-vai-propor-corte-de-r-15-bilhoes-em-beneficios-fiscais-apos-recesso/#respond Tue, 01 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2438

O governo federal está preparando uma proposta de corte em benefícios fiscais que será enviada ao Congresso Nacional logo após o recesso parlamentar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (1°) que a medida é necessária para reduzir em R$ 15 bilhões as renúncias fiscais e alcançar a meta de superávit primário de 0,25% do PIB em 2026.

A proposta prevê a manutenção de benefícios com proteção constitucional, como os destinados à Zona Franca de Manaus, ao Simples Nacional e à cesta básica. A redução será feita de forma gradual. “Nós vamos fazer uma proposta para o Congresso depois do recesso, com base nas conversas que foram mantidas com os líderes naquele domingo. Como provavelmente não vai ser uma emenda constitucional, pediram para preservar os benefícios constitucionais”, explicou Haddad.

A Câmara dos Deputados deve pautar ainda hoje (1°) a urgência de um Projeto de Lei que revisa incentivos fiscais. A iniciativa surge como uma alternativa para compensar perdas de arrecadação com o fim do aumento do IOF, revogado pelo Congresso, em meio a impasses entre o Legislativo e o Executivo.

Haddad também defendeu a manutenção do decreto do IOF e a aprovação da medida provisória que visa gerar R$ 20,9 bilhões em 2025 por meio de alternativas como a taxação das apostas eletrônicas (bets) e o fim da isenção sobre determinados títulos financeiros.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de revisão da meta fiscal de 2026 após a queda do IOF, o ministro respondeu: “Mais do que falar do futuro, eu estou falando do que eu já fiz como ministro da Fazenda em 2024. Nossas medidas não foram aprovadas e, ainda assim, buscamos o melhor resultado fiscal para o país.”

Fonte: CNN

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PT reforça discurso de confronto entre ricos e pobres em nova peça pró-Lula https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/pt-reforca-discurso-de-confronto-entre-ricos-e-pobres-em-nova-peca-pro-lula/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/pt-reforca-discurso-de-confronto-entre-ricos-e-pobres-em-nova-peca-pro-lula/#respond Sat, 28 Jun 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2306 Em vídeo com estética dramática e tom emocional, partido acirra discurso classista, ignora alta nos gastos públicos e tenta consolidar nova narrativa para 2026

O PT publicou nesta sexta-feira (27) uma nova peça publicitária nas redes sociais reforçando a estratégia de acirrar o confronto entre pobres e ricos — um dos motes centrais do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A propaganda, marcada por imagens que remetem a opressão social e luta de classes, usa um tom emocional para defender a reforma do Imposto de Renda e a taxação dos super ricos, bancos e casas de apostas.

VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA:

O vídeo retrata os pobres como trabalhadores exaustos, carregando sacos pesados rotulados como “imposto”, enquanto homens brancos e ricos aparecem relaxados com sacos minúsculos nas mãos. A narração segue um roteiro clássico de justiça social:

“No Brasil, quem vive de salário sempre carregou o maior peso dos impostos. Já os super ricos pagam proporcionalmente bem menos. […] Taxação BBB: bilionários, bancos e bets.”

Com estética que remete a obras como “Os Miseráveis” e “Germinal”, o material ecoa o imaginário revolucionário do século 19, numa tentativa de romantizar a ideia do Estado como salvador dos oprimidos.

Aposta política pode ter efeito colateral nas urnas

Apesar da força simbólica da propaganda, analistas e até setores internos do PT alertam para o risco da estratégia polarizante. Estudos da Fundação Perseu Abramo, ligada ao próprio partido, já mostraram que muitos eleitores pobres sonham em ascender economicamente por mérito e empreendedorismo, especialmente entre os evangélicos, que hoje representam cerca de 35% do eleitorado.

A mensagem de que o “rico é vilão” pode colidir com o desejo de mobilidade social e ser percebida como simplista ou demagógica, num contexto em que boa parte da população busca prosperar por conta própria — e não apenas com apoio estatal.

Gastos em alta e arrecadação em queda: o pano de fundo fiscal

Enquanto investe no discurso da justiça social, o governo evita mencionar os crescentes gastos públicos e a falta de cortes efetivos. Em dois anos de mandato, Lula aumentou despesas sem apresentar contrapartidas estruturais, gerando críticas do Congresso e do mercado.

Programas como o Bolsa Família continuam centrais na política social, mas denúncias de fraudes reveladas por auditores — com perdas estimadas em R$ 11 bilhões por ano — colocam em xeque a eficiência da gestão.

Além disso, o governo sofreu derrotas recentes no Legislativo, com a derrubada de medidas provisórias e decretos que buscavam elevar a arrecadação, como no caso do IOF. O plano de Fernando Haddad de equilibrar o orçamento por meio de aumento de impostos enfrenta resistência, inclusive de aliados.

Agora, o Planalto estuda alternativas fiscais, como acionar o STF ou promover cortes no orçamento, o que pode comprometer ainda mais sua agenda social.

Ao dobrar a aposta em uma retórica de antagonismo social, o PT tenta recuperar terreno político com uma narrativa simples, mas arriscada. O embate entre ricos e pobres pode gerar engajamento nas redes, mas também alienar segmentos decisivos do eleitorado, especialmente os que enxergam na ascensão econômica um valor, e não uma exceção. O desafio será equilibrar discurso com resultado — e ideologia com governabilidade.

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Mais Bolsa Família que empregos: 12 estados têm mais beneficiários que trabalhadores formais https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/08/mais-bolsa-familia-que-empregos-12-estados-tem-mais-beneficiarios-que-trabalhadores-formais/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/08/mais-bolsa-familia-que-empregos-12-estados-tem-mais-beneficiarios-que-trabalhadores-formais/#respond Sun, 08 Jun 2025 23:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1323

Uma realidade escancarada pelos números: em 12 das 27 unidades da federação, há mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. O dado, revelado em levantamento do portal UOL com base nas estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), revela o peso ainda dominante da assistência social em regiões historicamente marcadas pela baixa formalização do trabalho.

Todos os estados com esse desequilíbrio estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste. Em Alagoas, por exemplo, 533 mil pessoas recebem o Bolsa Família, enquanto apenas 454 mil possuem emprego formal. O cenário mais crítico é o do Maranhão: 1,2 milhão de famílias são atendidas pelo programa social, ante 669 mil empregos com carteira assinada.

Apesar da gravidade, os dados indicam uma reversão gradual. Desde janeiro de 2023, o número de trabalhadores formais cresce mais rápido que o de beneficiários. Em 2022, auge da expansão dos auxílios emergenciais pós-pandemia, 13 estados estavam nessa situação — hoje, são 12.

O recuo revela dois movimentos simultâneos: a recuperação do mercado formal de trabalho e a diminuição no número de beneficiários do programa social. Em janeiro de 2023, os beneficiários do Bolsa Família correspondiam a 49,6% do total de trabalhadores formais. Em agosto de 2024, essa taxa caiu para 42,6%.

Santa Catarina mostra o retrato oposto: para cada beneficiário, há 11 empregados formais. Um contraste que aprofunda o abismo regional e reforça os desafios do desenvolvimento econômico e social em grande parte do país.

Os dados expõem mais que uma estatística: revelam um país ainda dividido entre a dependência do Estado e o acesso à renda por meio do trabalho formal. A queda na proporção é sinal de recuperação, mas o desequilíbrio regional mostra que o caminho da autonomia financeira ainda é distante para milhões de brasileiros.

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