PF https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Tue, 21 Oct 2025 17:07:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png PF https://radarmetropolitanopr.com 32 32 “Não cometi fraude”, afirma advogada em CPMI do INSS https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/nao-cometi-fraude-afirma-advogada-em-cpmi-do-inss/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/nao-cometi-fraude-afirma-advogada-em-cpmi-do-inss/#comments Tue, 21 Oct 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5513

A advogada Tonia Galleti, assessora jurídica do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), negou nesta segunda-feira (20) ter participado de fraudes contra aposentados e pensionistas. Em depoimento à CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), ela afirmou possuir “provas robustas” de sua inocência e defendeu a idoneidade da entidade.

“O sindicato não é de mentira, o sindicato não comete fraude, eu não cometi fraude, o meu pai não cometeu fraude, nenhuma dessas pessoas que o senhor está citando, porque a gente trabalhou, e eu tenho provas robustas”, declarou Tonia durante a sessão.

A advogada, que também integra o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), disse temer que a investigação leve à condenação de “entidades honestas”. Segundo ela, os parlamentares estariam “matando o mensageiro” ao responsabilizá-la por irregularidades.

“Vocês tiram do cidadão a coragem de denunciar a corrupção”, afirmou.

Tonia é filha de João Batista Inocentini, um dos fundadores e ex-presidente do Sindnapi. Durante a oitiva, ela foi questionada sobre eventuais vínculos com a entidade e sobre um alerta feito ao ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, em 2023.


Críticas à auditoria da CGU

A advogada também contestou o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou que 262 mil pessoas não reconheciam descontos associativos realizados pelo sindicato.
Segundo Tonia, a análise apresenta falhas, pois parte dos beneficiários teria aderido voluntariamente a ações coletivas e utilizado serviços da entidade mesmo após contestar os descontos.

“Das 262 mil pessoas que questionaram, 15 mil deram procurações para aderirem às ações coletivas do sindicato, e 45 mil usaram 320 mil vezes a farmácia com desconto”, disse.

Ela ainda afirmou que os telefones do setor jurídico do sindicato “não param de tocar”, com aposentados e pensionistas preocupados com seus processos.

“Há pessoas que têm ido ao sindicato para devolver o dinheiro que o INSS lhes devolveu”, declarou.


Contexto das investigações

O esquema de descontos irregulares foi revelado em abril, após uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da CGU, que apura fraudes em benefícios previdenciários e desvios de recursos em entidades representativas de aposentados.

Fonte: CNN

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Deputado Dal Barreto é alvo de operação da PF que investiga desvio de R$ 1,4 bilhão https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/14/deputado-dal-barreto-e-alvo-de-operacao-da-pf-que-investiga-desvio-de-r-14-bilhao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/14/deputado-dal-barreto-e-alvo-de-operacao-da-pf-que-investiga-desvio-de-r-14-bilhao/#respond Tue, 14 Oct 2025 22:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5387

O deputado federal Dal Barreto (União-BA) foi um dos alvos da sexta fase da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo apuração da CNN, o parlamentar foi abordado no aeroporto de Salvador, onde teve o celular apreendido. Ele permanece em uma sala da PF no local.

Os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em uma casa do deputado em Amargosa (BA) e em um posto de combustível pertencente à família.

A operação apura fraudes em licitações, desvios de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar e ordens de sequestro de valores obtidos de forma criminosa nas cidades de Salvador, Amargosa e Brasília.

A ação foi autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que o grupo teria desviado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de emendas parlamentares e convênios fraudados, beneficiando empresas e pessoas ligadas a administrações municipais, com o uso de superfaturamento de obras e outras irregularidades financeiras.

A CNN informou ainda que tentou contato com o gabinete do deputado, mas não obteve resposta até o momento.

Fonte: CNN

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PF apreende carros de luxo e arsenal com suplente de Alcolumbre em operação contra desvios no DNIT https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/22/pf-apreende-carros-de-luxo-e-arsenal-com-suplente-de-alcolumbre-em-operacao-contra-desvios-no-dnit/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/22/pf-apreende-carros-de-luxo-e-arsenal-com-suplente-de-alcolumbre-em-operacao-contra-desvios-no-dnit/#respond Tue, 22 Jul 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3327

A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Route 156, que apura um esquema de direcionamento de licitações e desvio de recursos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (DNIT/AP).

Durante as buscas, foram apreendidas armas de grosso calibre — incluindo um fuzil .556 e três pistolas — além de cerca de 250 munições, três carros da marca Porsche, 13 obras de arte assinadas por Guignard e Portinari, joias e relógios de luxo. Parte do material foi encontrado em um endereço em Nova Lima (MG).

Um dos principais alvos da investigação é o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A PF não detalhou oficialmente com quem estavam os itens de luxo e as armas, mas apurou-se que as armas estavam com o suplente, que é CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). A corporação informou que vai iniciar o processo de cassação do registro de CAC.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Amazonas. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 8 milhões.

A PF afirmou que a investigação revelou a existência de uma organização criminosa dentro da superintendência do DNIT/AP, que teria manipulado pelo menos quatro pregões eletrônicos com cláusulas restritivas e propostas fictícias para simular concorrência. O montante das licitações sob suspeita chega a R$ 60 milhões.

Breno Pinto tem ligação com a empresa LB Construções, uma das contratadas para obras na BR-156, e mantém outros contratos, por meio de diferentes empresas, com a Codevasf.

Posicionamentos

Em nota, a assessoria de Davi Alcolumbre declarou que o senador “não possui qualquer relação com as empresas citadas na operação” e “não tem envolvimento com a atuação empresarial do seu segundo suplente”. A nota ainda destaca:

“Alcolumbre reitera seu respeito às instituições e entende que todos os envolvidos devem prestar os devidos esclarecimentos à Justiça, respeitado o devido processo legal.”

O DNIT, também por meio de nota oficial, afirmou colaborar com as investigações e reforçou sua Política Antifraude e Anticorrupção, repudiando qualquer prática irregular:

“As instâncias de integridade da autarquia também estão apurando os fatos a fim de adotar as medidas administrativas que forem necessárias. O DNIT está em permanente contato com os órgãos de controle e reafirma que pauta sua atuação dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública.”

Fonte: CNN

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Expulso por Bolsonaro, deputado vira alvo da PF por fraude com R$ 54 milhões https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/09/expulso-por-bolsonaro-deputado-vira-alvo-da-pf-por-fraude-com-r-54-milhoes/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/09/expulso-por-bolsonaro-deputado-vira-alvo-da-pf-por-fraude-com-r-54-milhoes/#respond Wed, 09 Jul 2025 10:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2811 Investigado por suspeita de desvio de recursos públicos, Júnior Mano foi expulso do PL após apoiar candidato do PT em Fortaleza. Operação autorizada por Gilmar Mendes bloqueou R$ 54,6 milhões.
Reprodução/Instagram

O que aconteceu

O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) foi expulso do PL pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, após declarar apoio ao petista Evandro Leitão, candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2024. A ruptura política foi exposta pelo próprio parlamentar nas redes sociais, onde acusou o bolsonarismo de perseguição por não aceitar divergências internas.

Expus meus pensamentos e decidi o que é o melhor para a Capital e virei vítima de perseguição!”, escreveu Júnior Mano em outubro de 2024. Segundo ele, a ordem para sua expulsão partiu diretamente de Bolsonaro e foi repassada pelo presidente estadual do PL, deputado Carmelo Neto.

O evento de apoio a Evandro Leitão reuniu 41 prefeitos cearenses e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, articulador central do PT no estado. A decisão de Júnior Mano expôs as tensões entre bolsonarismo e alas moderadas em estados estratégicos do Nordeste.

Investigado pela PF

Na terça-feira (8), Júnior Mano foi alvo de operação da Polícia Federal, sob ordem do ministro Gilmar Mendes, do STF, por suspeita de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e contratos administrativos.

A operação resultou em mandados de busca e apreensão em três endereços ligados ao deputado: seu gabinete na Câmara, sua residência oficial em Brasília e um imóvel em Fortaleza.

A PF também determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em bens de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação, que apura a atuação de uma organização criminosa estruturada para burlar contratos públicos.

O que diz o deputado

Em nota oficial, a assessoria de Júnior Mano negou qualquer envolvimento direto com contratos ou licitações, afirmando que o parlamentar não exerce funções executivas ou administrativas:

“O deputado Júnior Mano não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos.”

“Reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública.”

“Tem plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá.”

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Operação Underhand: PF mira esquema de emendas e cita aliados de Lula https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/08/operacao-underhand-pf-mira-esquema-de-emendas-e-cita-aliados-de-lula/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/08/operacao-underhand-pf-mira-esquema-de-emendas-e-cita-aliados-de-lula/#respond Wed, 09 Jul 2025 00:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2805 José Guimarães (PT) e Eunício Oliveira (MDB) foram mencionados por investigados, mas não são alvos da Operação Underhand
Foto: reprodução/Instagram

A Operação Underhand, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (8), abriu mais um capítulo nas investigações sobre o uso indevido de emendas parlamentares no Ceará. O inquérito, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), citou os deputados José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e Yuri do Paredão (Avante-CE), além do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE).

Citações e investigações

Apesar de estarem citados no relatório, nenhum dos três parlamentares é investigado ou alvo direto da operação. Segundo a PF, os nomes de Guimarães e Eunício surgiram de menções indiretas, que ainda dependem de aprofundamento. Já no caso de Yuri do Paredão, houve comunicação direta com um dos investigados, mas o conteúdo não configura, por si só, um indício de crime.

Ex-prefeita denuncia pedido de ‘retorno’

Em depoimento à PF, a ex-prefeita de Canindé (CE) afirmou que o atual vice-prefeito, Ilomar Vasconcelos, teria solicitado 10% de “retorno” sobre duas emendas intermediadas pelo gabinete de José Guimarães durante a gestão conjunta. Segundo ela, a recusa teria resultado em rompimento político.

O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, considerou o relato suficiente para a instauração de uma investigação específica sobre o suposto desvio.

O que dizem os citados

  • José Guimarães declarou que não é alvo de investigação e que não destinou emendas ao município de Canindé em 2024 ou 2025, segundo dados do SIAFI.
  • A assessoria de Eunício Oliveira afirmou que as emendas são destinadas de forma transparente e legal, e que ele não foi notificado.
  • O deputado Yuri do Paredão ainda não se posicionou oficialmente e afirmou desconhecer o conteúdo da investigação.

A citação de nomes de peso da política cearense no inquérito da PF acende o alerta sobre a falta de controle nas destinações de recursos via emendas parlamentares. Ainda que não sejam formalmente investigados, os relatos revelam os bastidores obscuros da negociação política local, exigindo mais transparência e fiscalização sobre verbas públicas.

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Marcelo Câmara é preso por decisão de Moraes; STF apura tentativa de obstrução de investigação https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/marcelo-camara-e-preso-por-decisao-de-moraes-stf-apura-tentativa-de-obstrucao-de-investigacao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/marcelo-camara-e-preso-por-decisao-de-moraes-stf-apura-tentativa-de-obstrucao-de-investigacao/#respond Thu, 19 Jun 2025 15:53:55 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1864 Ex-assessor de Bolsonaro violou medidas cautelares; STF também abre inquérito contra advogado por conversas com Mauro Cid
Marcelo Costa (Facebook)

O coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), foi preso preventivamente nesta quarta-feira (18), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal confirmou a custódia. Câmara é réu em ação penal no STF que apura tentativa de golpe de Estado em 2022.

A prisão ocorreu após o descumprimento de medidas cautelares impostas em maio de 2024. Segundo Moraes, o militar violou as restrições ao usar redes sociais e manter contato com outros investigados. O caso ganhou contornos mais complexos com a atuação do advogado de Câmara, Eduardo Kuntz, que admitiu ter conversado com o tenente-coronel Mauro Cid pelo Instagram.

Moraes determinou a abertura de inquérito para investigar possível tentativa de obstrução da Justiça, tanto por Câmara quanto por Kuntz. A decisão exige que ambos, além de Cid, prestem depoimento à PF em até 15 dias.

ENTENDA O CASO

Descumprimento de cautelares
A decisão de Moraes se baseia em relatórios que apontam que Marcelo Câmara manteve contatos indevidos e tentou acessar dados sigilosos do acordo de delação premiada de Mauro Cid.

Ação da defesa
Em defesa apresentada no dia 16, o advogado Eduardo Kuntz pediu ao STF a anulação do acordo de colaboração de Cid, alegando falta de voluntariedade. Segundo ele, o próprio Cid teria expressado dúvidas sobre a legalidade do processo.

Conversas reveladas
Kuntz afirmou ter sido contatado por Cid via o perfil @gabrielar702 no Instagram. Relata que, após confirmar a identidade do militar, os dois se encontraram na Hípica de Brasília para discutir o conteúdo da delação. A conversa, segundo ele, durou duas horas.

Segundo Moraes, o advogado “transbordou ilicitamente das obrigações legais” ao tentar obter dados sigilosos para reforçar a versão de seu cliente. “As condutas indicam que o réu e seu procurador tentaram obter dados sigilosos por meio de contatos pessoais e redes sociais”, escreveu o ministro.

O ACORDO DE MAURO CID

A defesa de Bolsonaro também pediu ao STF a anulação da colaboração premiada de Mauro Cid. O argumento se baseia em mensagens reveladas pela revista Veja, que indicariam que Cid violou o sigilo do acordo e mentiu em audiência. Moraes, no entanto, negou o pedido.

As conversas divulgadas mostram Cid usando o perfil @gabrielar702 para discutir os bastidores do inquérito com interlocutores ligados ao ex-presidente, o que, para a defesa de Bolsonaro, representa quebra de confiança e causa para rescisão da delação.

A nova prisão de Marcelo Câmara expõe o cerco jurídico que ainda se fecha em torno de militares e aliados do ex-presidente. As movimentações envolvendo delações e tentativas de reverter provas mostram que as investigações sobre a tentativa de golpe seguem ativas — e agora miram também a atuação de defensores legais no processo.

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Mais de 30 indiciados: PF detalha ações da chamada “Abin Paralela” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/mais-de-30-indiciados-pf-detalha-acoes-da-chamada-abin-paralela/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/mais-de-30-indiciados-pf-detalha-acoes-da-chamada-abin-paralela/#respond Thu, 19 Jun 2025 13:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1855 Relatório divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes aponta uso da Abin para monitorar autoridades, jornalistas e críticos do governo. Documento foi elaborado pela Polícia Federal com base em investigações recentes.

Sede da ABIN

A Polícia Federal (PF) tornou público, nesta quarta-feira (18), um relatório que detalha o uso de ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitoramento de autoridades e personalidades públicas. O material teve o sigilo retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no âmbito das investigações conhecidas como “Abin Paralela”.

O relatório foi entregue ao STF e indica que, durante o período investigado, mais de 30 pessoas foram indiciadas, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro, o ex-diretor da Abin e atual deputado Alexandre Ramagem, além do atual diretor do órgão, Luiz Fernando Corrêa.

A PF aponta que os atos foram cometidos por servidores da Abin e policiais cedidos à agência, e relaciona o uso das ferramentas de monitoramento com interesses políticos e pessoais.

Tecnologia israelense e rastreamento de celulares

Segundo a Polícia Federal, foi utilizado um software chamado First Mile, da empresa israelense Cognyte, que permite rastrear a localização de celulares por GPS. O programa teria sido usado para acompanhar movimentações de servidores públicos, parlamentares, advogados, jornalistas e magistrados.

Dentre os nomes citados como alvos de monitoramento estão:
Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara;
Joice Hasselmann, ex-deputada;
Alexandre de Moraes, ministro do STF;
Luís Roberto Barroso, presidente do STF;
Arthur Lira, presidente da Câmara;
Renan Calheiros, senador;
Omar Aziz e Randolfe Rodrigues, senadores.

Caso Marielle: investigação e monitoramento paralelo

O relatório também aponta que a Abin teria sido utilizada para acompanhar, de maneira informal, a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. Isso inclui a produção de relatórios sobre autoridades envolvidas no caso, como o delegado Daniel Rosa e a promotora Simone Sibilio, após mudanças na força-tarefa do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Relatório aponta pedidos de informações sobre o caso Adélio Bispo

A PF identificou que, em 2022, o então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, solicitou informações detalhadas sobre o andamento do caso Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018. Trechos do relatório indicam tentativas de influenciar o curso da apuração, inclusive junto à Corregedoria da Polícia Federal.

Monitoramento de jornalistas e figuras públicas

O relatório cita também o monitoramento de jornalistas e formadores de opinião, como:
Vera Magalhães
Reinaldo Azevedo
Pedro Batista
Luiza Bandeira
Alice Maciel

Além disso, personalidades como o ex-deputado Jean Wyllys e o humorista Gregório Duvivier também aparecem nos registros da investigação. Segundo a PF, o monitoramento visava mapear movimentações críticas ao governo e ocorria por meio da busca de dados em redes sociais, aplicativos e registros de operadoras.

Jair Renan Bolsonaro: vigilância sobre pessoas próximas

O documento informa ainda que a agência teria monitorado o ex-sócio de Jair Renan Bolsonaro, Allan Lucena. A ação envolveu até abordagem policial após o ex-sócio desconfiar da movimentação de agentes em sua residência. Um dos envolvidos na diligência teria fugido do local.

A PF afirma que esse tipo de ação, quando sem respaldo formal, se caracteriza como uso indevido da estrutura da inteligência pública. O relatório não atribui diretamente ordens à Presidência da República, mas aponta que os comandos partiram do alto escalão da Abin e do GSI.

O relatório da Polícia Federal levanta questões sensíveis sobre o uso da estrutura estatal de inteligência e destaca a necessidade de reforçar os mecanismos de controle e transparência em órgãos estratégicos. A revelação de monitoramentos informais e sem base legal reforça o debate sobre os limites entre segurança institucional e garantias democráticas.

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PF Não Indiciou Bolsonaro no Caso “Abin Paralela” – Portais divulgam Informação Incorreta https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/17/pf-nao-indiciou-bolsonaro-no-caso-abin-paralela-portais-divulgam-informacao-incorreta/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/17/pf-nao-indiciou-bolsonaro-no-caso-abin-paralela-portais-divulgam-informacao-incorreta/#respond Wed, 18 Jun 2025 00:12:23 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1771
Fabio Rodrigues-Pozzebom

Apesar do que foi divulgado por portais como UOL e CNN Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não está entre os indiciados pela Polícia Federal no inquérito da chamada “Abin paralela”, que investiga o uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência durante seu governo.

Segundo esclarecimentos feitos pela própria PF, há indícios de autoria e materialidade envolvendo Bolsonaro, mas a corporação optou por não formalizar um novo indiciamento, uma vez que o ex-presidente já responde por organização criminosa em outro inquérito — o que, na avaliação jurídica da Polícia, impediria um novo indiciamento com base nos mesmos fundamentos.

A lista oficial de 36 indiciados no caso inclui o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal e ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem (PL-RJ). O nome de Jair Bolsonaro não aparece no documento, ao contrário do que foi amplamente noticiado inicialmente.

A CNN Brasil foi a primeira a veicular a informação incorreta, posteriormente repercutida por outros veículos, como o UOL. O portal, inclusive, chegou a destacar o suposto indiciamento na homepage e em postagens nas redes sociais. Posteriormente, o próprio UOL admitiu o erro e explicou que a informação havia sido confirmada por uma fonte da PF — que, no entanto, se equivocou.

O caso escancara os riscos de apuração apressada e erros jornalísticos em temas de alta sensibilidade política. Embora Bolsonaro siga sob investigação e seja mencionado em documentos oficiais, não houve indiciamento formal neste caso. O episódio reforça a necessidade de rigor na checagem de informações — sobretudo quando envolvem figuras públicas de relevância nacional e potencial impacto institucion

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