OMC https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sun, 20 Jul 2025 14:09:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png OMC https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Haddad descarta retaliação ao tarifaço de Trump e nega controle sobre dividendos https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/#respond Sun, 20 Jul 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3243

Haddad nega retaliação ao tarifaço de Trump e descarta tributação sobre dividendos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (19) que o governo brasileiro não estuda retaliações contra os Estados Unidos em resposta à tarifa de 50% imposta pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Haddad também negou que esteja em análise qualquer medida relacionada à tributação de dividendos.

“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, diz a nota oficial.

A declaração do ministro vem após uma semana marcada por forte tensão diplomática entre os dois países, gerada pelo anúncio da tarifa em 9 de julho.

O presidente Donald Trump justificou a decisão por motivações políticas. Em entrevista na Casa Branca, ele disse:

“Conheço o ex-presidente. Ele lutou muito pelo povo brasileiro… o que estão fazendo com ele é terrível”.

Na carta enviada ao presidente Lula, Trump qualificou o julgamento de Jair Bolsonaro como “uma vergonha internacional” e comparou o caso a uma “Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”.

O ex-presidente norte-americano também acusou, sem apresentar provas, o Brasil de promover “ataques insidiosos” contra eleições livres e cercear a liberdade de expressão de cidadãos americanos. Trump ainda usou um argumento econômico incorreto: disse que os Estados Unidos têm déficit comercial com o Brasil, quando, na verdade, os dados oficiais mostram o contrário — os EUA compram mais do Brasil do que vendem ao país desde 2009.

Apesar das provocações, o governo brasileiro optou por não responder com hostilidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil é soberano e “não aceitará ser tutelado por ninguém”, mas enfatizou o compromisso com a via diplomática.

Nesta semana, uma nova carta foi enviada à Casa Branca, assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O documento expressa indignação com a medida e cobra uma resposta a uma carta anterior enviada em maio, que segue sem retorno.

No plano jurídico, o governo avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, regulamentada nesta semana. A norma permite que o Brasil imponha sanções comerciais a países que adotem medidas unilaterais semelhantes.

O presidente Lula disse que a lei será utilizada “quando necessário” e que o Brasil buscará apoio de outras nações afetadas para apresentar uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC).

“A partir daí, se não houver solução, nós vamos entrar com a reciprocidade já a partir de 1º de agosto, quando ele começa a taxar o Brasil”, declarou Lula em entrevista.

Fonte: G1

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Lula fará pronunciamento nacional sobre tarifas dos EUA e soberania do Brasil https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/17/lula-fara-pronunciamento-nacional-sobre-tarifas-dos-eua-e-soberania-do-brasil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/17/lula-fara-pronunciamento-nacional-sobre-tarifas-dos-eua-e-soberania-do-brasil/#respond Thu, 17 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3172

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um pronunciamento que será exibido nesta quinta-feira (17), em cadeia nacional de rádio e televisão, para tratar da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A exibição está prevista para a noite, segundo informações da GloboNews.

Em declarações recentes, Lula reiterou que o Brasil está aberto à negociação, mas não tolerará ingerência externa. “O país está preparado para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), se necessário”, afirmou o presidente.

A fala na televisão reforça a postura adotada nas redes sociais por órgãos do governo e pelo próprio presidente, que vêm destacando a defesa da soberania nacional e pedindo respeito por parte do governo norte-americano.

A manifestação oficial acontece um dia após o governo brasileiro ter enviado uma nova carta à administração dos EUA, expressando “indignação” com o aumento tarifário e reiterando a disposição para o diálogo.

O documento mais recente foi assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e pelo chanceler Mauro Vieira. A carta é endereçada ao secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnik, e ao representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer.

O governo brasileiro ainda cobra resposta a uma correspondência anterior, enviada em maio, que não recebeu retorno. A nova carta ressalta dados oficiais mostrando que a balança comercial entre os dois países é superavitária para os Estados Unidos — ou seja, os americanos exportam mais para o Brasil do que o inverso.

Apesar disso, o presidente Trump alegou, em carta enviada diretamente a Lula, que há um déficit comercial com o Brasil. Além disso, o texto inclui críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como tentativa de golpe e organização criminosa.

Nas redes sociais, o governo também reagiu. Na quarta-feira (16), o perfil oficial do governo Lula publicou uma imagem com a frase: “O PIX é nosso, my friend”, em alusão à abertura de uma investigação comercial pelos EUA contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, sob a alegação de que representa desvantagem competitiva para empresas financeiras dos Estados Unidos.

Fonte: G1

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Lula critica Trump, mas adia resposta concreta sobre tarifas https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/lula-critica-trump-mas-adia-resposta-concreta-sobre-tarifas/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/lula-critica-trump-mas-adia-resposta-concreta-sobre-tarifas/#comments Fri, 11 Jul 2025 01:11:46 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2917 Em entrevista ao Jornal Nacional, presidente afirma que Brasil responderá “à altura” se não houver acordo. Críticas ao Brics não justificam tarifa de Trump, diz Lula.
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Diante da ofensiva comercial de Donald Trump, que anunciou tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA a partir de 1º de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por adotar um discurso duro, mas sem apresentar medidas concretas imediatas.

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (10), Lula criticou a carta do republicano, que foi publicada diretamente em site pessoal, sem trâmite diplomático, classificando o gesto como “desrespeitoso” e baseado em informações falsas. No entanto, a retaliação brasileira segue condicionada a reuniões, consultas à OMC e avaliações futuras — uma postura vista por críticos como tímida diante do maior parceiro comercial do país.

“O Brasil é um país soberano que não aceitará ingerência de ninguém”, declarou Lula, antes de emendar: “O que nós queremos é que sejam respeitadas as decisões brasileiras”.

Apesar do tom firme, o presidente evitou se comprometer com prazos ou ações concretas. Limitou-se a dizer que poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso não haja solução negociada. Enquanto isso, o agronegócio, siderurgia e exportadores da indústria de base pressionam o Planalto por uma resposta mais célere.

Críticas à Justiça e defesa de Bolsonaro

A carta de Trump mistura acusações comerciais e críticas ao processo judicial contra Jair Bolsonaro. O americano classifica o julgamento como “caça às bruxas” — o que Lula rechaçou:

“É inadmissível um presidente estrangeiro tentar interferir no Poder Judiciário brasileiro. Aqui, a Justiça é autônoma e aplica a lei — doa a quem doer”.

No entanto, a postura do presidente brasileiro também levantou controvérsias, especialmente após minimizar críticas que recebeu por visitar a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, condenada por corrupção.

“Fui com autorização da Justiça argentina. Foi uma visita humanitária”, disse Lula, sem reconhecer o duplo padrão que alimentou críticas dentro e fora do país.

Empresariado cobra firmeza

Embora Lula tenha prometido reunir setores exportadores para discutir os impactos, a demora em anunciar medidas práticas gerou apreensão no mercado. Com as tarifas prestes a entrar em vigor, não há definição concreta sobre eventuais retaliações brasileiras — nem ações coordenadas com parceiros comerciais.

“Essa é a hora de mostrar que o Brasil quer ser respeitado. Quem não apoia essa postura não tem orgulho de ser brasileiro”, disse o presidente, num tom mais voltado à retórica nacionalista do que a um plano de ação detalhado.

Isolamento diplomático?

Ao minimizar os efeitos políticos do Brics e reafirmar a intenção de criar alternativas ao dólar, Lula reforça um caminho de distanciamento dos EUA — mesmo com o país sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

“Nós cansamos de ser subordinados ao norte. Queremos ter independência nas nossas políticas”, afirmou, defendendo a construção de uma nova ordem econômica entre países do sul global.


O governo brasileiro parece escolher um caminho de espera e discurso simbólico diante de uma provocação comercial concreta. Enquanto Lula foca em criticar a postura de Trump, o empresariado segue sem garantias e o país assiste à escalada diplomática sem saber se a retaliação será firme ou apenas retórica. A estratégia de negociação, até agora, parece mais um adiamento do embate do que uma defesa objetiva dos interesses nacionais.

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