Omar Aziz CPMI https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 27 Aug 2025 16:22:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Omar Aziz CPMI https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Senadores articulam saída da CPMI do INSS e dizem que defesa do governo caberá ao PT https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/27/senadores-articulam-saida-da-cpmi-do-inss-e-dizem-que-defesa-do-governo-cabera-ao-pt/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/27/senadores-articulam-saida-da-cpmi-do-inss-e-dizem-que-defesa-do-governo-cabera-ao-pt/#respond Wed, 27 Aug 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4440

A CPMI do INSS mal começou e já enfrenta risco de esvaziamento. Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM) articulam deixar a comissão, menos de uma semana após o início dos trabalhos.

Segundo apuração da coluna, o movimento tem como objetivo transferir o desgaste político da defesa do governo para o PT, partido que não conseguiu evitar que a oposição conquistasse a presidência e a relatoria da comissão.

“O Partido dos Trabalhadores vai ter que trabalhar”, ironizou um dos senadores.

Atualmente, os representantes petistas na CPMI são os senadores Rogério Carvalho (SE) e Fabiano Contarato (ES).

Motivos da debandada

A eventual saída dos três senadores preocupa o governo pela simbologia de perder nomes de peso logo no início da investigação. Em ano pré-eleitoral, parlamentares aliados avaliam que não vale a pena se expor em um tema delicado como a acusação de desvios envolvendo aposentados, além do alto custo político de dedicar tempo à comissão.

As CPIs exigem presença constante em Brasília, preparo técnico para oitivas e mobilização política semanal — algo que os três senadores dizem não querer assumir neste momento.

Discussão interna

O líder do PSD, Omar Aziz, marcou para esta quarta-feira (26/8) uma reunião da bancada para discutir a permanência do partido na CPMI. Omar chegou a disputar a presidência da comissão, mas perdeu para a oposição, derrota que classificou como fruto de um “cochilo” do governo.

Renan Calheiros comunicou ao líder de sua legenda, Eduardo Braga (AM), que não pretende se envolver. Segundo ele, só aceitou participar da CPI da Covid — na qual foi relator — por se tratar de uma emergência sanitária global.

“Não tenho perfil para CPI”, teria afirmado Renan.

Fonte: Metrópoles

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Fraude bilionária no INSS segue sem responsáveis identificados após quatro meses https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/23/fraude-bilionaria-no-inss-segue-sem-responsaveis-identificados-apos-quatro-meses/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/23/fraude-bilionaria-no-inss-segue-sem-responsaveis-identificados-apos-quatro-meses/#respond Wed, 23 Jul 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3381
Foto: Folha Piauí

Quatro meses após a deflagração da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes em benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), nenhum responsável direto foi oficialmente indiciado. A lentidão nas investigações tem gerado críticas entre especialistas, que veem falta de vontade política e institucional para responsabilizar os envolvidos.

Desde abril, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União vêm apurando a inclusão fraudulenta de aposentados em associações e sindicatos, que realizaram descontos indevidos nos benefícios, gerando prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A operação cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão em 13 estados e no Distrito Federal.

Para o criminalista Paulo Klein, o processo de investigação é dificultado pela necessidade de quebras de sigilo bancário e fiscal — medidas que exigem autorização judicial e consomem tempo. Já Raimundo Nonato, presidente da Abradeb (Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias), aponta que os principais suspeitos estão ligados a pessoas jurídicas, muitas vezes comandadas por “laranjas”, o que complica ainda mais a responsabilização penal.

“Não é um crime de baixa complexidade, pois envolve figuras públicas e políticas, além do corpo administrativo de uma das maiores autarquias do país. Existem também questões processuais de foro competente contra essas pessoas, pois pode envolver autoridades e agentes políticos com prerrogativas processuais diferenciadas”, afirma Nonato.

A advogada Lisiane Ribeiro destaca outra dificuldade: provar que os descontos ocorreram sem consentimento real das vítimas. “Muitas vezes há autorizações genéricas assinadas por engano. Isso exige um esforço probatório muito maior por parte dos órgãos responsáveis”, afirma.

Segundo ela, apesar da robustez da operação e das evidências já obtidas, como movimentações financeiras incompatíveis, contratos com entidades de fachada e conexões políticas, ainda não houve responsabilização direta. “Sem nomear e indiciar esses elos, seguimos apenas combatendo os sintomas”, lamenta.

Lisiane também critica o ritmo do processo: “Falta vontade política, coragem institucional e agilidade processual. A ausência de indiciamentos formais pode indicar tanto um receio de atingir agentes com foro privilegiado quanto uma possível blindagem deliberada de certos envolvidos.” Ainda assim, ela acredita em um desfecho: “Por mais que ainda pareça incompleta e cercada de muitas omissões, a gente ainda vai chegar num desfecho, como é o esperado e o natural de um procedimento investigatório.”

Raimundo Nonato, por sua vez, pondera que a investigação precisa seguir seu curso com cautela, para evitar erros que comprometam a responsabilização futura.

Entenda o caso

O escândalo veio à tona em abril, quando aposentados e pensionistas passaram a denunciar descontos feitos sem autorização. A Polícia Federal revelou que associações e sindicatos inseriram essas pessoas como associadas indevidamente, realizando descontos diretamente nas folhas de pagamento.

Entre os alvos da operação está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Além dele, foram afastados os servidores Giovani Batista Fassarella Spiecker (coordenador-geral de Atendimento ao Cliente), Vanderlei Barbosa dos Santos (diretor de Benefícios), Jucimar Fonseca da Silva (coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios), o procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e um agente da Polícia Federal. Também é investigado o empresário Antônio Carlos Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como intermediador financeiro entre as entidades fraudulentas.

CPMI travada no Congresso

No Congresso, a oposição pediu a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) em maio. O requerimento foi lido em junho, e a presidência da comissão deve ficar com o senador Omar Aziz (PSD-AM). A relatoria caberá a um deputado a ser indicado pela Câmara, sob comando de Hugo Motta (Republicanos-PB). O PL tenta emplacar o nome do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), mas a recente imposição de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro reordenou as prioridades da bancada, atrasando as nomeações.

Ressarcimento começa a ser pago

Apesar da demora nas investigações, o processo de ressarcimento aos beneficiários lesados começou nesta quinta-feira (24). Segundo o Ministério da Previdência, 839 mil aposentados e pensionistas já aderiram ao acordo, o que representa 40,4% dos 2,05 milhões de aptos. Os valores serão depositados diretamente na conta onde o benefício é recebido, corrigidos pelo IPCA, sem necessidade de envio de dados bancários.

O prazo para adesão segue aberto. O pedido pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios.

Fonte: R7

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CPMI do INSS avança com briga partidária por espaços e acusações entre governo e oposição https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/22/cpmi-do-inss-avanca-com-briga-partidaria-por-espacos-e-acusacoes-entre-governo-e-oposicao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/22/cpmi-do-inss-avanca-com-briga-partidaria-por-espacos-e-acusacoes-entre-governo-e-oposicao/#respond Sun, 22 Jun 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1981

CPMI do INSS: Disputa Partidária e Acusações Marcam Primeiros Movimentos da Comissão

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar desvios e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já está oficialmente em funcionamento. O pontapé foi dado com a leitura do requerimento pelo senador Davi Alcolumbre, abrindo caminho para uma investigação que promete acirrar ainda mais o clima político em Brasília.

Formada por 15 deputados e 15 senadores, a CPMI nasce em meio a denúncias de um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios previdenciários, revelado em uma série de reportagens do portal Metrópoles. O rombo estimado chega a R$ 2 bilhões em apenas um ano.

Nos bastidores do Congresso, líderes partidários correm para indicar seus representantes, enquanto a disputa pelo comando da comissão segue intensa. A presidência deve ficar com o senador Omar Aziz, mas a relatoria — cargo considerado estratégico para conduzir os trabalhos e controlar a narrativa — é alvo de negociações acaloradas.

O Partido Liberal (PL) articula para garantir um nome alinhado à direita, com alternativas como Mendonça Filho, Alfredo Gaspar e Evair de Melo. Por outro lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, já sinalizou que a relatoria poderá ser ocupada por um parlamentar do Centrão. O PT também se mobiliza e confirmou a participação do deputado Paulo Pimenta, ex-ministro da Secretaria de Comunicação.

“O clima é de troca de acusações entre governo e oposição desde que o escândalo veio à tona”, ressalta a reportagem original, indicando o tom das discussões que devem marcar a CPMI.

Além das investigações legislativas, o caso já levou a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) a abrir inquéritos. A situação provocou ainda a Operação Sem Desconto, além das exonerações do presidente do INSS e do então ministro da Previdência.

Fonte: Metrópoles

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