NotíciasDePolítica https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sat, 27 Sep 2025 23:10:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png NotíciasDePolítica https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Ratinho Jr. ganha força e pode ser rival mais duro de Lula em 2026 https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/28/ratinho-jr-ganha-forca-e-pode-ser-rival-mais-duro-de-lula-em-2026/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/28/ratinho-jr-ganha-forca-e-pode-ser-rival-mais-duro-de-lula-em-2026/#comments Sun, 28 Sep 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5030

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), vem ganhando espaço no cenário político nacional e já é visto como um possível adversário mais competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 do que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A análise é do jornalista Caio Junqueira, no programa WW, da CNN.

Segundo ele, Ratinho Jr. reúne um conjunto de fatores que reforçam sua viabilidade eleitoral. Aos 44 anos, o governador encerra seu segundo mandato com índices de aprovação que superam 80% no Paraná, um desempenho incomum em gestões estaduais longas e que o coloca em posição privilegiada para uma eventual disputa nacional.

Outro ponto destacado é sua agenda liberal. Ratinho Jr. tem buscado aproximação com o setor financeiro e, nos últimos meses, manteve encontros com dirigentes de três grandes bancos, sinalizando credibilidade para o mercado e transmitindo a imagem de gestor pragmático e aberto ao diálogo econômico.

Além da juventude e da boa aprovação, o governador conta com um diferencial de peso: a influência midiática de seu pai, o apresentador Ratinho, figura popular no cenário nacional e considerado um dos cabos eleitorais mais fortes do país. Embora Ratinho Jr. faça questão de afirmar que sua carreira política se consolidou de forma independente, não descarta unir forças com o pai numa campanha presidencial.

A análise ressalta que Ratinho Jr. conseguiu se posicionar de forma diferente de outros nomes da direita ao adotar uma postura menos agressiva e polarizadora, investindo na construção de imagem de gestor técnico, próximo do agronegócio e com trânsito em diversas áreas do setor privado. Essa combinação poderia ampliar seu alcance para além do eleitorado conservador tradicional, atraindo também setores moderados.

Já Tarcísio de Freitas, embora seja governador do maior colégio eleitoral do país, ainda enfrenta desafios para consolidar sua imagem fora de São Paulo. Sua associação direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser, ao mesmo tempo, um ativo e um limitador, especialmente diante de um eleitorado que busca alternativas menos marcadas pela polarização.

Diante desse cenário, Ratinho Jr. desponta como uma carta estratégica para o PSD e para setores da direita e centro-direita que buscam um nome competitivo contra Lula em 2026. Sua aprovação local, juventude, agenda econômica e apoio potencial do pai o colocam como peça-chave na sucessão presidencial.

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Lula compara Brasil sob Bolsonaro à destruição em Gaza: “País semidestruído” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/20/lula-compara-brasil-sob-bolsonaro-a-destruicao-em-gaza-pais-semidestruido/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/20/lula-compara-brasil-sob-bolsonaro-a-destruicao-em-gaza-pais-semidestruido/#respond Fri, 20 Jun 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1906 Segundo o presidente petista, Bolsonaro desmontou de forma proposital ministérios essenciais para a organização da sociedade
Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração explosiva ao comparar a situação do Brasil ao final do governo Jair Bolsonaro (PL) à destruição provocada pela guerra na Faixa de Gaza. A fala ocorreu durante a gravação do podcast Mano a Mano, no último domingo (15), no Palácio da Alvorada.

Lula não poupou críticas ao antecessor e afirmou ter herdado um país “semidestruído”, com ministérios desmantelados de forma intencional. Segundo ele, Bolsonaro rejeitava estruturas que fortalecessem a sociedade civil. “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos. Aqui a gente não tinha mais Ministério do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, da Cultura. Foi uma destruição proposital”, disparou o presidente.

“Negava tudo”, diz Lula sobre Bolsonaro

Durante a entrevista, Lula ampliou o ataque e vinculou Bolsonaro a movimentos antidemocráticos em outros países. “Tivemos um presidente que negava tudo. Negava a democracia, como está negando agora na Hungria, nos Estados Unidos, na Argentina. Precisamos reconstruir isso”, afirmou.

Segundo o petista, sua gestão atual tem como missão restaurar políticas públicas abandonadas e retomar a capacidade administrativa do Estado. O tom da fala revela a estratégia do governo de reforçar a ideia de reconstrução frente ao desmonte do período anterior.

O pano de fundo: guerra em Gaza

A comparação feita por Lula ganhou ainda mais peso ao mencionar o conflito entre Israel e Hamas, que já dura mais de um ano. Desde os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, a ofensiva israelense matou mais de 36 mil pessoas, segundo números do próprio Hamas — contestados por falta de transparência. A escalada militar transformou Gaza em um território devastado, com crise humanitária e bloqueios severos à ajuda internacional.

Análise

A fala de Lula tem força simbólica e política. Ao comparar o Brasil bolsonarista a uma zona de guerra, o presidente não só demarca posição ideológica, como busca galvanizar sua base com a narrativa da reconstrução. É uma retórica de alto impacto, que tensiona ainda mais a polarização política no país.

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CPI do INSS: Câmara barra PL e PT e quer relator moderado para evitar polarização https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/#respond Thu, 19 Jun 2025 14:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1858 Relatoria da CPI do INSS é alvo de disputa entre partidos, mas presidente da Câmara busca nome de centro. Omar Aziz, aliado de Lula, é cotado para presidir o colegiado.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A disputa política em torno da CPI do INSS já começou antes mesmo da instalação da comissão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que pretende indicar um relator “moderado”, descartando nomes do PL e do PT, partidos de Jair Bolsonaro e Lula, respectivamente. A movimentação é vista como tentativa de blindar os trabalhos de embates ideológicos e evitar que a comissão se torne palanque político.

Segundo o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), Motta comunicou que não pretende entregar a relatoria à oposição nem à base governista. A tendência, portanto, é que um nome de partido de centro seja escolhido na próxima semana.

Enquanto isso, no Senado, a presidência da comissão deve ficar com o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do presidente Lula e ex-presidente da CPI da Covid. A indicação cabe ao Senado Federal.

Sóstenes afirmou que, se o PL não conseguir a relatoria, deve atuar para influenciar a escolha de um nome de centro com alinhamento à oposição, considerando que Omar Aziz deve conduzir os trabalhos com maior proximidade ao Palácio do Planalto. O PL reivindica seis cadeiras na comissão, mas deve ceder uma ao partido Novo, também opositor ao governo.

CPI mira esquema bilionário no INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada oficialmente na terça-feira (17) pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). A comissão terá 180 dias para investigar denúncias de fraudes bilionárias nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O foco da CPI será o esquema revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que aponta que entidades e associações desviaram recursos dos aposentados e pensionistas por meio de descontos mensais não autorizados — os chamados “descontos associativos”.

Segundo os órgãos de controle, os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ultrapassar R$ 6,3 bilhões. As investigações revelaram cadastros forjados e falta de estrutura das associações para prestar serviços ou benefícios aos segurados, o que evidencia o caráter fraudulento da operação.

Apesar de inicialmente resistir à criação da CPI, o governo Lula passou a trabalhar para controlar os danos políticos da investigação e tenta minimizar o impacto do desgaste em ano pré-eleitoral.

A CPI do INSS, antes rejeitada pela base governista, transforma-se agora em campo estratégico para disputas de protagonismo entre oposição e governo. A busca por um relator de centro reflete o receio do Congresso em acirrar ainda mais a polarização política, enquanto os bilhões desviados do INSS colocam em xeque a fiscalização sobre recursos públicos destinados aos mais vulneráveis.

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