NotíciaDoDia https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 11 Jul 2025 01:11:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png NotíciaDoDia https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Lula critica Trump, mas adia resposta concreta sobre tarifas https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/lula-critica-trump-mas-adia-resposta-concreta-sobre-tarifas/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/10/lula-critica-trump-mas-adia-resposta-concreta-sobre-tarifas/#comments Fri, 11 Jul 2025 01:11:46 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2917 Em entrevista ao Jornal Nacional, presidente afirma que Brasil responderá “à altura” se não houver acordo. Críticas ao Brics não justificam tarifa de Trump, diz Lula.
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Diante da ofensiva comercial de Donald Trump, que anunciou tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA a partir de 1º de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por adotar um discurso duro, mas sem apresentar medidas concretas imediatas.

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (10), Lula criticou a carta do republicano, que foi publicada diretamente em site pessoal, sem trâmite diplomático, classificando o gesto como “desrespeitoso” e baseado em informações falsas. No entanto, a retaliação brasileira segue condicionada a reuniões, consultas à OMC e avaliações futuras — uma postura vista por críticos como tímida diante do maior parceiro comercial do país.

“O Brasil é um país soberano que não aceitará ingerência de ninguém”, declarou Lula, antes de emendar: “O que nós queremos é que sejam respeitadas as decisões brasileiras”.

Apesar do tom firme, o presidente evitou se comprometer com prazos ou ações concretas. Limitou-se a dizer que poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso não haja solução negociada. Enquanto isso, o agronegócio, siderurgia e exportadores da indústria de base pressionam o Planalto por uma resposta mais célere.

Críticas à Justiça e defesa de Bolsonaro

A carta de Trump mistura acusações comerciais e críticas ao processo judicial contra Jair Bolsonaro. O americano classifica o julgamento como “caça às bruxas” — o que Lula rechaçou:

“É inadmissível um presidente estrangeiro tentar interferir no Poder Judiciário brasileiro. Aqui, a Justiça é autônoma e aplica a lei — doa a quem doer”.

No entanto, a postura do presidente brasileiro também levantou controvérsias, especialmente após minimizar críticas que recebeu por visitar a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, condenada por corrupção.

“Fui com autorização da Justiça argentina. Foi uma visita humanitária”, disse Lula, sem reconhecer o duplo padrão que alimentou críticas dentro e fora do país.

Empresariado cobra firmeza

Embora Lula tenha prometido reunir setores exportadores para discutir os impactos, a demora em anunciar medidas práticas gerou apreensão no mercado. Com as tarifas prestes a entrar em vigor, não há definição concreta sobre eventuais retaliações brasileiras — nem ações coordenadas com parceiros comerciais.

“Essa é a hora de mostrar que o Brasil quer ser respeitado. Quem não apoia essa postura não tem orgulho de ser brasileiro”, disse o presidente, num tom mais voltado à retórica nacionalista do que a um plano de ação detalhado.

Isolamento diplomático?

Ao minimizar os efeitos políticos do Brics e reafirmar a intenção de criar alternativas ao dólar, Lula reforça um caminho de distanciamento dos EUA — mesmo com o país sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

“Nós cansamos de ser subordinados ao norte. Queremos ter independência nas nossas políticas”, afirmou, defendendo a construção de uma nova ordem econômica entre países do sul global.


O governo brasileiro parece escolher um caminho de espera e discurso simbólico diante de uma provocação comercial concreta. Enquanto Lula foca em criticar a postura de Trump, o empresariado segue sem garantias e o país assiste à escalada diplomática sem saber se a retaliação será firme ou apenas retórica. A estratégia de negociação, até agora, parece mais um adiamento do embate do que uma defesa objetiva dos interesses nacionais.

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CPMI do INSS é criada: fraudes podem chegar a R$ 3 bilhões https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/17/cpmi-do-inss-e-criada-fraudes-podem-chegar-a-r-3-bilhoes/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/17/cpmi-do-inss-e-criada-fraudes-podem-chegar-a-r-3-bilhoes/#respond Wed, 18 Jun 2025 01:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1778 Comissão terá 180 dias para apurar descontos ilegais em aposentadorias; valor pode ultrapassar R$ 3 bilhões
Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), oficializou nesta terça-feira (17) a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará fraudes nos descontos em aposentadorias e pensões do INSS. A leitura do requerimento foi feita ao final da sessão do Congresso, após cobrança de parlamentares da oposição.

A iniciativa atende ao requerimento apresentado em 13 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A comissão será composta por 15 deputados e 15 senadores titulares, com igual número de suplentes, e terá prazo de funcionamento de 180 dias. A definição dos nomes será feita pelos líderes partidários, respeitando a proporcionalidade das bancadas no Congresso.

“Cabe a esta presidência a condução e organização da pauta”, justificou Alcolumbre, ao ser pressionado a dar andamento à leitura.

R$ 3 bilhões em descontos indevidos

O foco da CPMI será investigar a prática de descontos de mensalidades associativas sem autorização de aposentados e pensionistas, feita por entidades sindicais e associações, com autorização do próprio INSS.

Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o prejuízo pode chegar a R$ 3 bilhões. “O número exato só será conhecido após o término dos atendimentos pelo Meu INSS, agências e Correios”, explicou. Ele destaca que a estimativa de R$ 6 bilhões é improvável e só ocorreria se todos os beneficiários tivessem sido descontados irregularmente no período máximo permitido por lei, de cinco anos.

Correios reforçam atendimento

Desde segunda-feira (16), beneficiários que contestaram os descontos podem consultar as respostas das entidades envolvidas presencialmente nas agências dos Correios. A medida busca atender quem não tem acesso ou não deseja usar o aplicativo Meu INSS.

As entidades têm até 15 dias úteis para apresentar provas de que os descontos foram autorizados. Caso não comprovem, o INSS iniciará o processo de devolução dos valores indevidos aos beneficiários. Os aposentados não precisarão apresentar nova solicitação, apenas acompanhar o andamento pelo aplicativo ou pela Central 135.

A criação da CPMI pressiona o governo federal a dar respostas rápidas sobre um escândalo que atinge diretamente milhões de aposentados. Com cifras bilionárias envolvidas, a comissão se tornou um dos principais focos de tensão no Congresso. A oposição já articula para transformar o tema em munição eleitoral para 2026.

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