Nordeste https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 11 Jul 2025 18:15:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Nordeste https://radarmetropolitanopr.com 32 32 1.500 toneladas de pescados ficam nos portos: EUA congelam mercado após sobretaxa https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/1-500-toneladas-de-pescados-ficam-nos-portos-eua-congelam-mercado-apos-sobretaxa/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/1-500-toneladas-de-pescados-ficam-nos-portos-eua-congelam-mercado-apos-sobretaxa/#comments Fri, 11 Jul 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2954 Empresários suspendem embarques por temer prejuízos com nova taxação de 50%, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
Navio cargueiro

A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos já começa a cobrar seu preço. Pelo menos 1.500 toneladas de pescados brasileiros — entre peixes e frutos do mar — deixaram de ser exportadas aos EUA desde o anúncio do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump, segundo a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados).

Contêineres seguem parados em portos da Bahia, Ceará e Pernambuco, à espera de uma definição. O motivo da suspensão? O receio do setor quanto ao impacto financeiro da medida. Como os produtos levam até três semanas para chegar ao território norte-americano, há incerteza sobre quais valores serão cobrados na chegada e como isso afetará os contratos em andamento.

“A exportação foi paralisada porque os compradores nos EUA não querem correr o risco de pagar um valor imprevisível pelo pescado”, explicou Jairo Gund, diretor-executivo da Abipesca.

O impasse evidencia os efeitos colaterais imediatos do conflito comercial, que já ameaça a balança comercial de setores estratégicos. A cobrança da nova tarifa está programada para entrar em vigor no dia 1º de agosto — e o tempo está contra os exportadores brasileiros.

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Mais Bolsa Família que empregos: 12 estados têm mais beneficiários que trabalhadores formais https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/08/mais-bolsa-familia-que-empregos-12-estados-tem-mais-beneficiarios-que-trabalhadores-formais/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/08/mais-bolsa-familia-que-empregos-12-estados-tem-mais-beneficiarios-que-trabalhadores-formais/#respond Sun, 08 Jun 2025 23:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1323

Uma realidade escancarada pelos números: em 12 das 27 unidades da federação, há mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. O dado, revelado em levantamento do portal UOL com base nas estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), revela o peso ainda dominante da assistência social em regiões historicamente marcadas pela baixa formalização do trabalho.

Todos os estados com esse desequilíbrio estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste. Em Alagoas, por exemplo, 533 mil pessoas recebem o Bolsa Família, enquanto apenas 454 mil possuem emprego formal. O cenário mais crítico é o do Maranhão: 1,2 milhão de famílias são atendidas pelo programa social, ante 669 mil empregos com carteira assinada.

Apesar da gravidade, os dados indicam uma reversão gradual. Desde janeiro de 2023, o número de trabalhadores formais cresce mais rápido que o de beneficiários. Em 2022, auge da expansão dos auxílios emergenciais pós-pandemia, 13 estados estavam nessa situação — hoje, são 12.

O recuo revela dois movimentos simultâneos: a recuperação do mercado formal de trabalho e a diminuição no número de beneficiários do programa social. Em janeiro de 2023, os beneficiários do Bolsa Família correspondiam a 49,6% do total de trabalhadores formais. Em agosto de 2024, essa taxa caiu para 42,6%.

Santa Catarina mostra o retrato oposto: para cada beneficiário, há 11 empregados formais. Um contraste que aprofunda o abismo regional e reforça os desafios do desenvolvimento econômico e social em grande parte do país.

Os dados expõem mais que uma estatística: revelam um país ainda dividido entre a dependência do Estado e o acesso à renda por meio do trabalho formal. A queda na proporção é sinal de recuperação, mas o desequilíbrio regional mostra que o caminho da autonomia financeira ainda é distante para milhões de brasileiros.

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