MPPR https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 17 Oct 2025 20:26:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png MPPR https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Venda de parte do Bosque da Copel preocupa moradores em Curitiba https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/17/venda-de-parte-do-bosque-da-copel-preocupa-moradores-em-curitiba/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/17/venda-de-parte-do-bosque-da-copel-preocupa-moradores-em-curitiba/#comments Fri, 17 Oct 2025 21:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5465

A venda de parte do Bosque da Copel, uma área verde tradicional de Curitiba, provocou preocupação entre moradores do bairro Bigorrilho e autoridades locais. O espaço, que pertenceu à Companhia Paranaense de Energia (Copel), está dentro de uma área total de 93 mil metros quadrados, dividida em quatro lotes, e é reconhecido por abrigar mata nativa.

Segundo levantamento da vereadora Laís Leão (PDT), o Bosque da Copel ocupa 47 mil metros quadrados desse total. A companhia confirmou que vendeu parte da área em setembro de 2024, mas não revelou o tamanho exato do terreno, o comprador nem o destino do espaço.

Nesta sexta-feira (17), moradores se reuniram em uma das entradas do bosque para buscar informações sobre o futuro da área.

“Nos mobilizamos com a intenção de esclarecer isso e proteger o máximo possível o nosso patrimônio aqui”, disse Raquel Oliveira Haag, moradora da região, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.

Ela afirmou que os vizinhos receberam a informação de que o local teria sido adquirido para a construção de um megaempreendimento imobiliário, com 21 prédios residenciais.


Copel confirma venda, mas mantém silêncio sobre destino da área

Em nota, a Copel destacou que a área vendida agora é de responsabilidade do novo proprietário, que deverá seguir a legislação ambiental e urbanística de Curitiba para qualquer tipo de construção. A empresa também informou que o terreno onde está localizado o “Chapéu Pensador” — monumento conhecido da região — pertence à Prefeitura de Curitiba e não foi comercializado.

De acordo com documentos da prefeitura, a transferência da área ainda não foi formalizada.


Situação jurídica e urbanística

Consultas no portal da Prefeitura de Curitiba indicam que o terreno possui quatro Indicações Fiscais (IFs). A área onde está o Chapéu Pensador não tem previsão de corte de árvores, e até o momento não há protocolo ativo na Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU) sobre novos empreendimentos.

O lote vendido, próximo à Rua Coronel Joaquim Ignácio Taborda Ribas, tem permissão para construção de edifícios de até seis andares, desde que respeitadas as normas ambientais vigentes.

A arquiteta Cecília Maria Paula de Oliveira, integrante do grupo de moradores que acompanha o caso, afirmou que há preocupação com o impacto urbano e ambiental.

“O pessoal tem preocupação em adensar a área, porque o trânsito já é muito caótico e um empreendimento de muitas unidades causa impacto. Pode até sair um prédio, mas depende do estudo de impacto e da preservação da área verde”, explicou.


Histórico da área e promessa de preservação

Em 2018, o então prefeito Rafael Greca e o governo do Paraná, na gestão de Cida Borghetti, firmaram um protocolo de intenções para transformar o Bosque da Copel em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM).

Na época, uma cerimônia simbólica foi realizada no Chapéu Pensador, com presença de autoridades da Copel e do poder público.
Greca chegou a afirmar que o bosque era essencial para reduzir impactos urbanos e preservar o equilíbrio térmico e hídrico da região. No entanto, a criação formal da reserva nunca foi concretizada.


Cobrança por proteção ambiental

A vereadora Laís Leão protocolou nesta sexta (17) uma sugestão à prefeitura para transformar a área remanescente do bosque em reserva ambiental permanente e patrimônio ecológico de Curitiba.

“Por que esse terreno foi vendido, se foi vendido? Por que uma área verde, que demanda preservação, foi vendida como investimento privado? E por que aquela reserva prometida em 2018 nunca saiu do papel?”, questionou a parlamentar.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) confirmou que instaurou um processo administrativo na 2ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, que está em análise.

Fonte: G1

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MPPR recebe relatório sobre adoecimento de educadores e recomendações de melhorias na rede estadual https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/07/mppr-recebe-relatorio-sobre-adoecimento-de-educadores-e-recomendacoes-de-melhorias-na-rede-estadual/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/07/mppr-recebe-relatorio-sobre-adoecimento-de-educadores-e-recomendacoes-de-melhorias-na-rede-estadual/#respond Mon, 07 Jul 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2710
Créditos: Divulgação/Assessoria Parlamentar

O Ministério Público do Paraná (MPPR) recebeu, na última quarta-feira (2), um documento com encaminhamentos da audiência pública “Adoecimento de Servidores e Educadores da Rede Pública do Paraná”, realizada em 9 de junho na Assembleia Legislativa do Estado. A entrega foi feita pelos deputados estaduais Goura (PDT) e Professor Lemos (PT), com representantes da APP-Sindicato, do Observatório Nacional de Violência contra Educadores e Educadoras (ONVE) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O material entregue ao procurador-geral, Francisco Zanicotti, reúne denúncias, dados e análises que apontam um cenário de adoecimento entre profissionais da educação da rede estadual. Entre os principais problemas relatados estão assédio institucional, imposição de metas, pressões ligadas a plataformas digitais, além da supressão da gestão democrática nas escolas.

Entre as recomendações apresentadas estão:

  • Suspensão da obrigatoriedade das plataformas digitais até que seus impactos pedagógicos e psicossociais sejam avaliados;
  • Proibição de bonificações ligadas à redução de licenças médicas;
  • Implementação de comitês de saúde mental nas escolas;
  • Garantia da liberdade de cátedra e da autonomia pedagógica;
  • Criação de um canal permanente do MPPR para denúncias de assédio e adoecimento, com proteção contra retaliações.

Segundo o deputado Goura, os relatos apontam para um processo sistêmico de desvalorização e sobrecarga. “Não se trata de casos isolados, mas de uma política que tem como efeito — e por vezes como objetivo — a desumanização do magistério”, afirmou.

O procurador-geral Francisco Zanicotti destacou a importância das informações apresentadas e reforçou que o MPPR pretende atuar de forma colaborativa. “Quanto mais dados científicos tivermos, mais poderemos cobrar ações do governo. Ninguém cuida de ninguém se não cuidarmos de quem cuida”, disse, mencionando o fenômeno da “fadiga da compaixão” que atinge profissionais da educação e saúde.

A advogada Lígia Ziggiotti, do ONVE e da OAB-PR, ressaltou a necessidade de canais de escuta e acolhimento às denúncias de violência contra educadores. Segundo ela, os professores estão entre os grupos mais vulneráveis à violência institucional, e o Ministério Público pode exercer um papel importante na proteção da categoria.

Pesquisas apresentadas durante a audiência indicam que:

  • 65% dos docentes sofrem sintomas de burnout;
  • 57% pensam em abandonar a carreira;
  • 68% relatam violência verbal, 53% psicológica e 22% física;
  • 47% afirmam que o trabalho afeta negativamente sua saúde mental.

A APP-Sindicato também apontou pressões para reduzir reprovação e evasão como estratégia para melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). De acordo com a presidente Walkiria Mazeto, a taxa de aprovação chega a 98%, mas sem melhoria real na aprendizagem.

Outro ponto abordado foi a chamada “plataformização” da educação. Segundo o deputado Professor Lemos, plataformas digitais estariam sendo usadas mais como ferramentas de vigilância e cobrança do que como instrumentos pedagógicos. Ele ainda destacou que quase metade dos professores da rede estadual é contratada via Processo Seletivo Simplificado (PSS), com menos direitos e menor carga de hora-atividade.

A audiência pública também propôs a assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) para avançar em medidas de saúde mental, escuta e melhoria das condições de trabalho.

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Afastado: presidente do Sindimoc é investigado por desvio de R$ 600 mil https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/afastado-presidente-do-sindimoc-e-investigado-por-desvio-de-r-600-mil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/afastado-presidente-do-sindimoc-e-investigado-por-desvio-de-r-600-mil/#respond Sat, 05 Jul 2025 12:26:20 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2637 Anderson Teixeira é denunciado pelo MPPR por 157 crimes; investigação revela apropriação de verbas para gastos pessoais e familiares
Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira, foi afastado do cargo nesta sexta-feira (5) por determinação judicial. A medida ocorre no âmbito de uma investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR), que apura o desvio de R$ 607 mil da entidade sindical.

A operação, conduzida pelo Núcleo de Análise de Inquéritos Policiais (Naip) do MPPR, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a Teixeira — um em Curitiba e outro em Mandirituba. O foco foi localizar dinheiro em espécie e outros materiais relacionados aos crimes investigados.

157 crimes de peculato

Segundo o MPPR, Anderson Teixeira e mais seis pessoas — incluindo seu irmão, que atua como advogado do sindicato — foram denunciados por 120 atos criminosos envolvendo apropriação indevida de recursos. O presidente do Sindimoc responde a 157 crimes de peculato.

As apurações revelam que o dinheiro desviado teria sido usado em benefício próprio e familiar, incluindo gastos com compras de bebidas alcoólicas e outros itens de consumo pessoal, sem qualquer relação com as atividades do sindicato.

Investigação se arrasta desde 2010

A denúncia foi apresentada à 10ª Vara Criminal de Curitiba em maio de 2025, mas a investigação se arrasta desde 2010. Agora, com o afastamento judicial do presidente, o MP busca evitar que as práticas se repitam ou que provas sejam comprometidas.

Teixeira nega irregularidades

Em entrevista à RPC, Anderson Teixeira disse estar colaborando com as investigações e afirmou que o MP “quer prejudicar sua imagem” mesmo com todos os documentos sendo disponibilizados:

“Diretores se disponibilizaram, pessoas próximas abriram contas, prestaram depoimento… e mesmo assim o MP insiste em tentar nos prejudicar.”

A defesa promete reagir judicialmente às acusações.

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