MarinaSilva https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 02 Jul 2025 23:41:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png MarinaSilva https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Ambientalismo ou política? Marina é confrontada na Câmara e reage com vitimismo https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/ambientalismo-ou-politica-marina-e-confrontada-na-camara-e-reage-com-vitimismo/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/ambientalismo-ou-politica-marina-e-confrontada-na-camara-e-reage-com-vitimismo/#respond Thu, 03 Jul 2025 01:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2515 Convocada para prestar esclarecimentos sobre queimadas e desmatamento, ministra do Meio Ambiente enfrentou críticas duras e questionamentos sobre transparência e prioridade de políticas

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfrentou novamente clima de tensão no Congresso Nacional nesta terça-feira (2/7), durante audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Convocada para explicar os altos índices de queimadas e a eficácia das políticas ambientais do governo, Marina foi questionada por parlamentares, sobretudo da oposição, sobre a condução da pasta e a falta de transparência em relação ao uso de recursos.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Zé Trovão (PL-SC), um dos deputados presentes, reagiu à postura da ministra com um comentário irônico: “Se acalme, ministra.” A fala gerou resposta imediata de Marina, que acusou os deputados de misoginia:

“Quando um homem ergue a voz, está sendo incisivo. Quando uma mulher fala com firmeza, dizem que é show.”

O embate, no entanto, evidenciou mais do que diferenças de tom. Parlamentares como Capitão Alberto Neto (PL-AM) criticaram o suposto aparelhamento do Ministério com interesses privados e ONGs, em detrimento de órgãos como o Ibama. O deputado chegou a dizer que Marina “é uma vergonha” e questionou sua capacidade de liderar políticas eficazes.

“A senhora não tem nada a falar de verdades”, afirmou.

A ministra, por sua vez, defendeu os resultados de sua gestão, como a redução de 46% no desmatamento da Amazônia. Mas os deputados lembraram que esse dado ignora a disparada das queimadas em outros biomas e os cortes orçamentários no setor.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) levantou suspeitas sobre repasses a ONGs e criticou a escolha de Belém para sediar a COP30, questionando o custo-benefício da iniciativa em meio a problemas estruturais na região. Também lembrou as duras críticas que Marina já fez ao PT no passado — partido ao qual hoje serve como ministra.

A sessão foi interrompida em diversos momentos, diante dos ânimos exaltados. Parlamentares acusaram a ministra de vitimização e fuga do debate técnico, transformando a audiência em um palanque ideológico.
O episódio reacende o debate sobre a real efetividade das políticas ambientais defendidas pela esquerda, muitas vezes centradas em simbolismos e campanhas internacionais, enquanto produtores e comunidades locais seguem com demandas práticas ignoradas.

A recorrente tensão entre Marina Silva e o Congresso escancara o descompasso entre a narrativa ambiental oficial e as preocupações de grande parte dos representantes populares. O embate também levanta uma pergunta incômoda: estaria a pauta ambiental sendo usada como escudo político, em vez de motor de soluções reais?

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