Luiz Inácio Lula da Silva https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 24 Oct 2025 16:17:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Luiz Inácio Lula da Silva https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Lula diz que traficantes são “vítimas dos usuários” e gera polêmica durante visita à Indonésia https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/24/lula-diz-que-traficantes-sao-vitimas-dos-usuarios-e-gera-polemica-durante-visita-a-indonesia/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/24/lula-diz-que-traficantes-sao-vitimas-dos-usuarios-e-gera-polemica-durante-visita-a-indonesia/#comments Fri, 24 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5562

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou polêmica nesta sexta-feira (24) ao afirmar que traficantes são “vítimas dos usuários de drogas”. A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Jacarta, na Indonésia, ao fim de sua visita oficial ao país asiático.

Ao comentar o enfrentamento ao narcotráfico, Lula afirmou que seria “mais fácil” para países como Brasil e Estados Unidos “combater os viciados”.

“Todo mundo, quando a gente fala em combater as drogas, possivelmente, fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse Lula.
“Ou seja, então você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, e tem gente que compra porque tem gente que vende”, completou o presidente.

As declarações foram feitas após Lula ser questionado sobre falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou não ser necessária uma declaração de guerra para eliminar traficantes de drogas.

O petista defendeu que os países adotem mais “cuidado” no combate às drogas, criticando ações violentas e unilaterais de combate ao narcotráfico.


Críticas da oposição

A fala de Lula repercutiu negativamente e foi alvo de críticas de parlamentares da oposição. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o governo “passa pano para o crime”.

“É inacreditável. O homem que governa o país defende quem destrói famílias, quem enche os cemitérios e quem espalha violência nas ruas. Para ele, o bandido é vítima e o cidadão de bem é o culpado”, escreveu Sóstenes em uma rede social.


Críticas à ofensiva americana

Na mesma entrevista, Lula também comentou as ações dos Estados Unidos na costa da Venezuela, que, segundo Trump, têm como alvo embarcações usadas por traficantes de drogas.

O brasileiro disse discordar de invasões e ataques militares sob o pretexto de combater o narcotráfico e defendeu uma abordagem baseada em cooperação internacional.

“Se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer. Onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade à soberania dos países?”, questionou Lula.

Ele afirmou ainda que pretende tratar do tema diretamente com Trump, caso o assunto seja colocado na pauta de uma reunião entre os dois.

“Se o mundo virar uma terra sem lei, vai ficar muito difícil. O que os EUA poderiam fazer é conversar com a polícia e com os ministérios da Justiça de outros países”, sugeriu o presidente.

Fonte: CNN

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Lula anuncia avanço em acordo comercial entre Mercosul e Indonésia até o fim de 2025 https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/23/lula-anuncia-avanco-em-acordo-comercial-entre-mercosul-e-indonesia-ate-o-fim-de-2025/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/23/lula-anuncia-avanco-em-acordo-comercial-entre-mercosul-e-indonesia-ate-o-fim-de-2025/#comments Thu, 23 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5544

Lula anuncia que Mercosul deve avançar em acordo comercial com Indonésia até o fim do ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que a presidência brasileira no Mercosul pretende avançar até o fim de 2025 em um acordo de comércio preferencial com a Indonésia. A declaração foi feita durante um fórum econômico em Jacarta, capital do país do Sudeste Asiático.

“Durante nossa atual presidência no Mercosul, até o final do ano, vamos avançar nas tratativas para um acordo de comércio preferencial Mercosul–Indonésia”, disse o presidente.

Lula também defendeu a adoção de mecanismos de facilitação de comércio em moedas locais entre os países que integram o Brics. Segundo ele, Brasil e Indonésia possuem ferramentas “acessíveis” para pagamentos instantâneos, como o PIX e o QRIS, que poderiam servir de base para uma integração financeira mais profunda.

Em seu discurso, o presidente destacou ainda o potencial do comércio bilateral entre os dois países, atualmente estimado em US$ 6,3 bilhões, e disse acreditar que o valor poderia triplicar.

“Em 2024, o intercâmbio foi de 6,3 bilhões. Queria dizer que isso é pouco para um país de 280 milhões de habitantes e outro de 215 milhões, com tanta similaridade. Poderíamos ter trabalhado o suficiente para ter um comércio acima de 15 ou 20 bilhões de dólares”, afirmou Lula.

O presidente também fez um apelo aos empresários para fortalecer o relacionamento econômico.
“Penso que se não houver da parte dos empresários o esforço necessário, o comércio dos países não será forte. Uso palavras que não são mágicas, mas necessárias para convencer algumas pessoas a fazer investimento: estabilidade fiscal, política, jurídica, econômica, social e previsibilidade. Isso o Brasil faz questão de oferecer ao investidor”, completou.

Fonte: CNN

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Hugo Motta descarta anistia ampla para réus do 8 de Janeiro e critica Eduardo Bolsonaro https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/14/hugo-motta-descarta-anistia-ampla-para-reus-do-8-de-janeiro-e-critica-eduardo-bolsonaro/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/14/hugo-motta-descarta-anistia-ampla-para-reus-do-8-de-janeiro-e-critica-eduardo-bolsonaro/#respond Thu, 14 Aug 2025 20:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4049

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (14), em entrevista à GloboNews, que não há clima na Casa para aprovar uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, como defendem apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na semana anterior, aliados de Bolsonaro ocuparam os plenários da Câmara e do Senado para pressionar pela aprovação de um pacote que incluía a anistia total. Após negociações, o movimento foi encerrado, mas líderes da oposição continuam defendendo a medida como prioridade.

Motta destacou que já há discussões sobre um projeto alternativo, iniciado no semestre passado, que prevê a revisão de penas para pessoas que participaram das invasões, mas sem papel central nos crimes. “Eu não vejo dentro da Casa um ambiente para, por exemplo, anistiar quem planejou matar pessoas”, afirmou, referindo-se a investigações da Polícia Federal que revelaram a operação “Punhal Verde Amarelo”, parte de uma suposta trama golpista que previa o assassinato de autoridades como o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o presidente da Câmara, há sensibilidade em relação a réus que, pela soma das penas, receberam sentenças elevadas e poderiam progredir para regimes mais brandos. “Há uma preocupação, sim, com pessoas que não tiveram um papel central […] que poderiam, numa revisão de penas, receber uma progressão e ir para um regime mais suave, que não seja o fechado”, disse.

Um levantamento do STF aponta que, dos mais de 1,4 mil presos no 8 de Janeiro, 141 seguem detidos e 44 cumprem prisão domiciliar. Para Motta, um projeto alternativo à anistia total teria mais chances de apoio entre governo e oposição. Ele também sinalizou que pretende discutir a proposta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com ministros do Supremo Tribunal Federal.

“Ninguém quer fazer nada na calada da noite, de forma atropelada. O que aconteceu no 8 de janeiro foi muito grave e isso precisa ficar registrado”, afirmou.

Críticas a Eduardo Bolsonaro
Motta também comentou a situação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado desde março e vive nos Estados Unidos. Eduardo declarou que não pretende voltar ao Brasil nem abrir mão do mandato, e tem defendido sanções do governo norte-americano contra o Brasil.

Para o presidente da Câmara, essa postura é injustificável. “Quando parte para uma atuação contra o país que prejudica empresas e a economia, eu não acho razoável […] realmente nós temos total discordância”, disse.

Motta ressaltou que até mesmo dentro do PL e entre aliados de direita há rejeição às atitudes de Eduardo. “São questões indefensáveis”, afirmou. Ele defendeu que interesses pessoais não podem se sobrepor ao interesse nacional: “São atitudes que trazem prejuízos consideráveis para pessoas, empresas e para a economia do país, e isso não deveria estar em discussão”.

Fonte: G1

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Governo Lula monta estratégia para enfrentar sobretaxas dos EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/#respond Fri, 08 Aug 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3878

O governo brasileiro estruturou uma estratégia em quatro frentes para reagir ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. As medidas, que combinam ações de curto, médio e longo prazos, foram confirmadas por integrantes da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Negociação

A primeira frente, tratada como prioridade desde abril — quando foi anunciada a tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros — é a negociação direta com Washington.
Apesar das resistências do governo americano, o Brasil busca suavizar os impactos das medidas, tentando retirar setores da lista de produtos sobretaxados. Esse trabalho é conduzido pelo Itamaraty, pelos ministérios da Fazenda, Indústria e Comércio e Agricultura, com apoio empresarial, sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

O ministro Fernando Haddad informou que se reunirá na próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para ampliar o diálogo. Lula, no entanto, não deve conversar diretamente com Trump neste momento. A avaliação no Planalto é que a medida tem motivação política, voltada a favorecer Jair Bolsonaro (PL) e interferir na democracia brasileira. Assim, só haveria diálogo se Trump recuasse nas críticas ao STF e às decisões envolvendo big techs.

Mitigação

A segunda frente visa reduzir os efeitos internos das tarifas, sobretudo após a sobretaxa de 40% imposta em julho. O governo mapeia os setores mais afetados e considera ações como incentivo às exportações para outros mercados, apoio financeiro emergencial, flexibilização de tributos internos e estoques reguladores temporários.

Parte da equipe de Lula vê no tarifaço uma oportunidade para reequilibrar o comércio exterior e avalia novas linhas de financiamento à exportação, embora o tema enfrente resistência no Congresso e em setores da economia.

Diversificação

A terceira frente é a diversificação de mercados, estratégia retomada no terceiro mandato de Lula, que tem realizado visitas e negociações com dezenas de países. O governo aposta na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia e no fortalecimento de laços com Japão, Vietnã, China, Índia e outras nações do Brics.

Na quinta-feira (7), Lula conversou com o premiê indiano, Narendra Modi, sobre ampliar o comércio bilateral. O presidente também deve visitar a Indonésia e participar de cúpula da ASEAN, na Malásia. Apesar do avanço, o Planalto reconhece que a diversificação não substitui os EUA no curto prazo, mas busca aumentar a resiliência da economia brasileira.

Retaliação

A quarta frente, ainda preliminar, é a eventual retaliação comercial. Estudos técnicos analisam possíveis medidas de reciprocidade, caso as negociações fracassem ou novas tarifas sejam impostas. A ação conta com aval do Congresso, via lei de reciprocidade comercial.

“Não se trata de revanche. É reciprocidade. Estamos analisando cuidadosamente em quais setores e produtos poderíamos responder com proporcionalidade, respeitando o princípio da legalidade internacional”, afirmou uma fonte do governo.

Fonte: CNN

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