JustiçaTributária https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sun, 06 Jul 2025 13:57:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png JustiçaTributária https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Secom acerta o tom e impulsiona Lula com campanha “pobres x ricos” https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/secom-acerta-o-tom-e-impulsiona-lula-com-campanha-pobres-x-ricos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/secom-acerta-o-tom-e-impulsiona-lula-com-campanha-pobres-x-ricos/#respond Sun, 06 Jul 2025 13:57:02 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2669 Ministros veem em Sidônio Palmeira a virada na comunicação ao explorar a polarização social e tentar reverter a queda de popularidade do presidente.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O que acontece
A cúpula do governo Lula avalia que a Secom finalmente acertou o tom da narrativa política ao lançar a campanha “pobres x ricos”. A estratégia, conduzida por Sidônio Palmeira, é vista como a primeira ação de comunicação capaz de reverter a curva negativa da popularidade do presidente — comparada internamente ao momento de “doença sem remédio”.

Campanha digital e reposicionamento
A ofensiva narrativa nas redes sociais reforça a ideia de “justiça tributária”, com imagens que contrastam ricos carregando sacos leves de impostos e pobres sobrecarregados. Criadas com inteligência artificial, as peças digitais têm alto poder simbólico e despertaram engajamento em plataformas onde o governo vinha perdendo espaço.

Captura de tela da Página @Govbr

Taxação BBB e IR para até R$ 5 mil
O discurso é centrado na proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e na “taxação BBB” — bancos, bets e bilionários. A estratégia busca retomar o protagonismo do Executivo diante do Congresso, sobretudo após a polêmica suspensão do decreto do IOF por decisão do STF.

Internamente, a leitura é clara:
Sidônio encontrou “a veia” da comunicação lulista — simplificar a batalha entre ricos e pobres em termos visuais e emocionais. A ideia é evitar o desgaste de Lula diante do Legislativo e manter o governo no controle da pauta política.

Limite estratégico
Apesar do sucesso da abordagem, fontes do governo revelam que o slogan “taxação BBB” não será oficialmente incorporado pela comunicação institucional. A preocupação é evitar novos atritos com o Congresso, que ainda resiste a pautas como a isenção do IR.


A comunicação governamental finalmente encontrou tração ao dramatizar o conflito social em termos de justiça tributária. A narrativa que contrapõe ricos e pobres, longe de ser inédita, ganha nova força visual e simbólica no ambiente digital. A aposta é ousada, mas pode ser a chave para reconquistar a base popular — e conter o avanço da oposição em um ano crucial para o equilíbrio político até 2026.

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José Guimarães reage a críticas contra Hugo Motta e reforça foco na justiça tributária https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/jose-guimaraes-reage-a-criticas-contra-hugo-motta-e-reforca-foco-na-justica-tributaria/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/jose-guimaraes-reage-a-criticas-contra-hugo-motta-e-reforca-foco-na-justica-tributaria/#respond Thu, 03 Jul 2025 00:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2509 Líder do governo, José Guimarães, presta solidariedade a presidente da Câmara após ataques nas redes e reforça compromisso com a pauta da justiça tributária

Em meio à crise entre Planalto e Congresso após a revogação do decreto do IOF, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), alvo de críticas nas redes sociais. O parlamentar repudiou os ataques e pediu foco no debate público sobre as propostas do governo, principalmente a taxação dos super-ricos.

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

“Apesar do revés enfrentado recentemente pelo governo na votação do IOF, isso não pode justificar ataques pessoais ao presidente da Câmara”, afirmou Guimarães, em nota à imprensa e em postagem no X (antigo Twitter). Ele destacou que a luta da base aliada não é contra indivíduos, mas sim a favor de princípios, como a justiça tributária e social.

A manifestação de apoio ocorre após a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se posicionar contra os ataques a Hugo Motta, que liderou a articulação para derrubar o decreto do IOF — uma das maiores derrotas do governo Lula na Câmara em 2025.

Guimarães reiterou que o foco deve ser manter o diálogo com o Parlamento e engajar a sociedade na defesa da reforma tributária sobre bilionários, bancos e bets, bandeira que ganhou fôlego com a campanha da “Taxação BBB”.

O gesto de Guimarães é mais do que um aceno político: é uma tentativa de conter a escalada de tensão entre Executivo e Legislativo e preservar pontes em um momento em que o governo precisa do Congresso para avançar com pautas econômicas estratégicas — especialmente após o duro golpe na arrecadação com o fim da alta do IOF.

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Congresso vs Lula: batalha do IOF expõe crise institucional e racha fiscal https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/congresso-vs-lula-batalha-do-iof-expoe-crise-institucional-e-racha-fiscal/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/congresso-vs-lula-batalha-do-iof-expoe-crise-institucional-e-racha-fiscal/#respond Wed, 02 Jul 2025 00:18:51 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2453 A crise expõe o racha entre Executivo e Legislativo, com impacto bilionário nas contas públicas e risco de paralisação de programas sociais.
Foto: EFE/Andre Borges

Em um movimento considerado histórico e inédito em 33 anos, o Congresso Nacional derrubou três decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentavam as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação foi simbólica no Senado e amplamente favorável na Câmara, com 383 votos pela derrubada e apenas 98 contrários.

Com isso, o governo perdeu a prerrogativa de arrecadar R$ 10 bilhões extras até o fim de 2025, previstos com o aumento do imposto. A medida reacendeu o clima de crise entre o Planalto e o Legislativo, com o governo avaliando acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão.

Reação do governo: corte bilionário e ameaça judicial

A equipe econômica já sinalizou que, diante da perda de arrecadação, será necessário um contingenciamento de até R$ 41 bilhões, atingindo diretamente emendas parlamentares, programas sociais e investimentos em áreas como saúde, habitação e assistência.

Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) estuda entrar com uma ação declaratória de constitucionalidade no STF, alegando que o Congresso extrapolou suas atribuições ao derrubar um decreto que, segundo o governo, é ato privativo do Executivo.

Haddad pressionado, mas blindado

A derrota no Congresso expôs novamente o isolamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, junto à base aliada, especialmente no Centrão. No entanto, segundo bastidores de Brasília, o episódio fortaleceu sua posição dentro do próprio governo, que se alinhou em torno da narrativa de “justiça tributária” e responsabilidade fiscal.

O que muda no bolso e nas contas

Com a derrubada dos decretos, o IOF volta às alíquotas anteriores, reduzindo a carga sobre operações financeiras como câmbio, crédito e investimentos. O governo, por sua vez, terá de buscar novas fontes de receita, como aumento de tributação sobre investimentos isentos (LCI, LCA, debêntures incentivadas), apostas e dividendos de estatais.

Disputa política deve chegar ao STF

Caso a AGU leve o caso ao Supremo, o país pode assistir a uma nova judicialização de um conflito entre Poderes, algo que pode gerar insegurança jurídica e travar o andamento de pautas fiscais e econômicas urgentes.

A derrubada dos decretos do IOF não é apenas uma derrota para o governo — é um marco simbólico de resistência do Congresso, que agora atua como verdadeiro contrapeso de poder. Em meio à fragilidade política e à pressão fiscal, Lula precisará mais do que apelos técnicos para manter sua autoridade frente a uma base fragmentada e a um Congresso cada vez mais autônomo.

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Lula pressiona por aumento do IOF e manda recado ao Congresso: “É para quem pode pagar” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/20/lula-pressiona-por-aumento-do-iof-e-manda-recado-ao-congresso-e-para-quem-pode-pagar/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/20/lula-pressiona-por-aumento-do-iof-e-manda-recado-ao-congresso-e-para-quem-pode-pagar/#respond Fri, 20 Jun 2025 15:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1903 Lula pressiona por aumento do IOF e manda recado ao Congresso: “É para quem pode pagar”
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em uma defesa firme e direta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira (19) a importância do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para garantir o equilíbrio das contas públicas e promover mais justiça tributária no país. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Mano a Mano, conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira.

Lula não poupou críticas ao atual sistema e destacou que a mudança visa tributar setores mais lucrativos. “O IOF do Haddad não tem nada demais. O Haddad quer que as bets paguem mais imposto de renda, que as fintechs e os bancos paguem. Só um pouquinho para fazermos a compensação e não precisarmos cortar no Orçamento toda vez que extrapolarmos o arcabouço fiscal”.

A fala do presidente escancara a batalha travada entre o Planalto e o Congresso. Na última segunda-feira (16), a Câmara aprovou, por 346 votos a 97, urgência para votar o projeto que tenta barrar as mudanças no IOF implementadas por decreto e Medida Provisória. Se aprovado, o texto poderia anular as medidas propostas por Lula e sua equipe para aumentar a arrecadação e preservar a meta fiscal definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O governo tenta reverter a pressão e insiste que o ajuste no IOF não prejudica quem menos tem. “A gente quer fazer justiça tributária. Queremos que quem ganhe mais, pague mais. Que quem ganhe menos, pague menos. E que as pessoas vulneráveis não paguem impostos”.

Esta batalha no Congresso não passa de uma queda de braço para decidir quem vai ditar as regras fiscais e tributárias no país. De um lado, o governo tenta avançar com uma agenda de equilíbrio e justiça fiscal. Do outro, uma oposição mobilizada tenta barrar o ajuste e transformar a disputa em capital político.

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