INSS https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 05 Nov 2025 17:06:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png INSS https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Presidente de associação é preso por mentir à CPI do INSS e liberado após pagar fiança de R$ 5 mil https://radarmetropolitanopr.com/2025/11/05/presidente-de-associacao-e-preso-por-mentir-a-cpi-do-inss-e-liberado-apos-pagar-fianca-de-r-5-mil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/11/05/presidente-de-associacao-e-preso-por-mentir-a-cpi-do-inss-e-liberado-apos-pagar-fianca-de-r-5-mil/#respond Wed, 05 Nov 2025 17:06:41 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5589

O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi preso em flagrante por falso testemunho durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, na madrugada de terça-feira (24), no Senado Federal.

A decisão partiu do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmar que o depoente mentiu em seu interrogatório.

Durante a oitiva, Lincoln foi questionado sobre sua relação com pessoas e entidades investigadas por supostos desvios envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários. Amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o dirigente permaneceu em silêncio em várias respostas, o que irritou os parlamentares, que apontaram contradições entre suas falas e documentos analisados pela comissão.

“Em uma série de oportunidades, o depoente, estando na condição de testemunha, fez afirmação falsa, negou, calou a verdade. (…) Em nome dos aposentados, quase 240 mil que a CBPA enganou, o senhor Abraão Lincoln Ferreira da Cruz está preso”, afirmou o senador Carlos Viana.

Após a prisão, Abraão Lincoln foi liberado mediante pagamento de fiança de R$ 5 mil.

Um dos advogados de defesa, Emanuel de Holanda Grilo, criticou a decisão e afirmou que a prisão foi “inadequada”, argumentando que os métodos adotados pela CPMI “violam o sistema de garantias”.

“O depoente é intimado na condição de testemunha e passa horas submetido a acusações, como se já condenado fosse. Ainda assim, exige-se que firme compromisso de dizer a verdade, sob risco de ser preso em flagrante por falso testemunho, como o foi”, declarou o advogado.

Fonte: O Globo

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Ex-ministro Onyx Lorenzoni é convocado pela CPMI do INSS para depor em 6 de novembro https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/24/ex-ministro-onyx-lorenzoni-e-convocado-pela-cpmi-do-inss-para-depor-em-6-de-novembro/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/24/ex-ministro-onyx-lorenzoni-e-convocado-pela-cpmi-do-inss-para-depor-em-6-de-novembro/#comments Fri, 24 Oct 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5553

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS definiu, nesta quinta-feira (23), o calendário das próximas oitivas, que ocorrerão entre os dias 27 de outubro e 17 de novembro. A lista inclui ex-servidores do Instituto Nacional do Seguro Social, ex-ministros e presidentes de associações de trabalhadores.

Entre os convocados está o ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Jair Bolsonaro (PL), Onyx Lorenzoni, que prestará depoimento no dia 6 de novembro. O colegiado chegou a um acordo para convidar todos os ex-titulares da pasta da Previdência desde 2015.

As oitivas começam no dia 27 de outubro, com o depoimento de Alexandre Guimarães, ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS. Segundo as investigações, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria transferido mais de R$ 2 milhões via Pix para empresas ligadas a Guimarães.

O cronograma também prevê, para o dia 17 de novembro, o depoimento de Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS, afastado do cargo em abril após a deflagração de uma operação da Polícia Federal sobre fraudes no instituto. A CPMI chegou a aprovar um pedido de prisão preventiva contra ele, que reagiu com um habeas corpus no STF.

Entidades na mira da CPMI

A comissão também vai ouvir representantes de associações e confederações citadas na investigação que deu origem à Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

No dia 27 de outubro, está marcada a oitiva de Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). O relatório da PF aponta movimentações financeiras atípicas em nome dela, incluindo mais de 30 viagens em um ano e compras de artigos de luxo incompatíveis com sua renda declarada.

Já no dia 3 de novembro, será ouvido Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). Ele é apontado pela PF como articulador de um esquema de falsificação de filiações em massa para obter ganhos ilegais com descontos em benefícios previdenciários.

Em 10 de novembro, a CPMI ouvirá Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura). A entidade, segundo os investigadores, aderiu ao modelo de descontos diretos nos proventos de aposentados e pensionistas, e defendeu sua manutenção em instâncias administrativas e políticas.

Outros depoimentos

No dia 28 de outubro, o colegiado ouvirá Domingos Sávio de Castro, sócio de empresas de call center que operam em Brasília. Relatórios da PF apontam que as companhias contrataram centenas de funcionários no fim de 2023 — período que coincide com o aumento dos descontos em benefícios.

Na mesma data, prestará depoimento Henrique Traugott Binder Galvão, piloto que realizou a maior parte dos voos em aeronaves ligadas à Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais). O transporte seria feito para Silas da Costa Vaz, apontado como laranja da entidade.

Em 13 de novembro, será ouvido o advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de benefícios do INSS André Fidelis. Segundo as investigações, ele teria recebido propinas pagas por operadores do esquema em nome do pai.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), informou que os trabalhos da comissão devem se estender até 28 de março de 2026.

Fonte: CNN

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“Não cometi fraude”, afirma advogada em CPMI do INSS https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/nao-cometi-fraude-afirma-advogada-em-cpmi-do-inss/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/nao-cometi-fraude-afirma-advogada-em-cpmi-do-inss/#comments Tue, 21 Oct 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5513

A advogada Tonia Galleti, assessora jurídica do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), negou nesta segunda-feira (20) ter participado de fraudes contra aposentados e pensionistas. Em depoimento à CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), ela afirmou possuir “provas robustas” de sua inocência e defendeu a idoneidade da entidade.

“O sindicato não é de mentira, o sindicato não comete fraude, eu não cometi fraude, o meu pai não cometeu fraude, nenhuma dessas pessoas que o senhor está citando, porque a gente trabalhou, e eu tenho provas robustas”, declarou Tonia durante a sessão.

A advogada, que também integra o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), disse temer que a investigação leve à condenação de “entidades honestas”. Segundo ela, os parlamentares estariam “matando o mensageiro” ao responsabilizá-la por irregularidades.

“Vocês tiram do cidadão a coragem de denunciar a corrupção”, afirmou.

Tonia é filha de João Batista Inocentini, um dos fundadores e ex-presidente do Sindnapi. Durante a oitiva, ela foi questionada sobre eventuais vínculos com a entidade e sobre um alerta feito ao ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, em 2023.


Críticas à auditoria da CGU

A advogada também contestou o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou que 262 mil pessoas não reconheciam descontos associativos realizados pelo sindicato.
Segundo Tonia, a análise apresenta falhas, pois parte dos beneficiários teria aderido voluntariamente a ações coletivas e utilizado serviços da entidade mesmo após contestar os descontos.

“Das 262 mil pessoas que questionaram, 15 mil deram procurações para aderirem às ações coletivas do sindicato, e 45 mil usaram 320 mil vezes a farmácia com desconto”, disse.

Ela ainda afirmou que os telefones do setor jurídico do sindicato “não param de tocar”, com aposentados e pensionistas preocupados com seus processos.

“Há pessoas que têm ido ao sindicato para devolver o dinheiro que o INSS lhes devolveu”, declarou.


Contexto das investigações

O esquema de descontos irregulares foi revelado em abril, após uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da CGU, que apura fraudes em benefícios previdenciários e desvios de recursos em entidades representativas de aposentados.

Fonte: CNN

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CPMI do INSS barra convocação de irmão de Lula, Frei Chico https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/16/cpmi-do-inss-barra-convocacao-de-irmao-de-lula-frei-chico/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/16/cpmi-do-inss-barra-convocacao-de-irmao-de-lula-frei-chico/#respond Thu, 16 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5433

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) rejeitou nesta quinta-feira (16) os pedidos de convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os requerimentos foram rejeitados por 19 votos a 11, após votação de 11 pedidos separados que miravam Frei Chico. Ele é diretor vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), uma das entidades investigadas por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes.

O colegiado também deve analisar ainda nesta quinta o pedido de prisão preventiva de Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindnapi. Souza Filho foi ouvido pela comissão na semana passada, mas ficou em silêncio na maior parte da oitiva. Ele negou, no entanto, que Frei Chico exerça qualquer papel na administração da entidade.

Na quinta-feira (9), o Sindnapi foi alvo de uma operação da Polícia Federal, e nesta semana o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de cerca de R$ 390 milhões em bens e valores ligados à entidade.

Por acordo entre governistas e oposição, foram retirados da pauta os pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT).

A comissão também deve ouvir nesta quinta-feira Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), Carlos Roberto Ferreira Lopes, que já havia sido ouvido pela CPMI e foi preso em flagrante durante a sessão.


👤 Quem é Frei Chico

José Ferreira da Silva, o Frei Chico, é irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindnapi. Aos 83 anos, é um dos 17 irmãos do presidente e teve papel fundamental no início da trajetória sindical de Lula.

Foi Frei Chico quem introduziu o irmão no movimento sindical em 1964, quando Lula se mudou para o ABC Paulista e começou a trabalhar na metalúrgica Indústrias Villares.

Em entrevista à Revista Fórum em 2024, Frei Chico afirmou que levar o irmão para o meio sindical “não foi fácil”. Natural de Pernambuco e aposentado, ele mora atualmente em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.

O apelido “Frei” foi dado por Maurício Soares, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, em referência à sua calvície.

Fonte: CNN

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Mendonça determina bloqueio de R$ 390 milhões do Sindnapi por suspeita de fraudes https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/15/mendonca-determina-bloqueio-de-r-390-milhoes-do-sindnapi-por-suspeita-de-fraudes/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/15/mendonca-determina-bloqueio-de-r-390-milhoes-do-sindnapi-por-suspeita-de-fraudes/#respond Wed, 15 Oct 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5404

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de cerca de R$ 390 milhões em bens e valores do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), no âmbito da Operação Sem Desconto.

A entidade tem como diretor vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O valor bloqueado corresponde, segundo as investigações, aos descontos indevidos feitos pelo sindicato sem autorização de segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) entre 2021 e janeiro de 2025.

Em sua decisão, Mendonça afirmou que há “suspeitas consistentes” de que integrantes do Sindnapi atuavam em organização criminosa voltada a prejudicar aposentados e pensionistas. Segundo o ministro, após as fraudes, os valores obtidos eram “lavados” para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

O despacho de Mendonça também levou em conta relatórios da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que identificaram movimentações financeiras atípicas entre 2021 e 2025.

Além do bloqueio de valores, o ministro autorizou a quebra de sigilos fiscal e bancário da entidade e de seus dirigentes, retroativa a 2020.

Na última quinta-feira, dirigentes do Sindnapi foram alvos de mandados de busca e apreensão em operação da PF igualmente autorizada por Mendonça.

Procurado pela CNN Brasil, o Sindnapi informou que “nega as acusações” e que ainda prepara sua manifestação oficial sobre o caso.

Fonte: CNN

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Áudio vazado mostra presidente da CPMI alertando relator: “Você está caindo no jogo dele” https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/14/audio-vazado-mostra-presidente-da-cpmi-alertando-relator-voce-esta-caindo-no-jogo-dele/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/14/audio-vazado-mostra-presidente-da-cpmi-alertando-relator-voce-esta-caindo-no-jogo-dele/#respond Tue, 14 Oct 2025 17:49:32 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5375

Durante o depoimento do ex-presidente do INSS Alessandro Antonio Stefanutto à CPMI do INSS, nesta segunda-feira (13), um áudio do presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), vazou durante a transmissão feita pela TV Câmara.

No trecho, Viana faz um alerta ao relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), sobre a postura do depoente.

“Deixa eu falar uma coisa para vocês. Ele está fazendo um jogo para sair daqui como inocente e você está caindo no jogo dele”, disse o presidente ao relator.

Gaspar reagiu imediatamente:

“Estou não, presidente. Ele está desacatando desde o começo, presidente.”

Na sequência, é possível ouvir Viana responder:

“Nós não podemos entrar nesse jogo.”

O áudio foi transmitido apenas pela TV Câmara, e não pela TV Senado, que também acompanhava a sessão.

A troca de mensagens ocorreu durante um momento de tensão na CPMI, quando o relator questionava Stefanutto sobre sua relação com o advogado Gilmar Stelo, apontado como assessor de entidades sindicais envolvidas em supostos golpes.

Stefanutto negou qualquer vínculo pessoal com Stelo e rebateu o parlamentar:

“No outro dia eu vi o senhor bastante aborrecido porque o nome do senhor estava no site de determinada entidade.”

A declaração provocou irritação em Alfredo Gaspar, que respondeu em tom ríspido:

“Me respeite, rapaz, você sendo cabeça do maior roubo de aposentados e pensionistas.”

O bate-boca se intensificou, e o presidente Carlos Viana decidiu interromper a sessão por cinco minutos para conter os ânimos.

Fonte: CNN

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Pagamentos a aposentados por cobranças indevidas começam em 24 de julho https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/03/pagamentos-a-aposentados-por-cobrancas-indevidas-comecam-em-24-de-julho/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/03/pagamentos-a-aposentados-por-cobrancas-indevidas-comecam-em-24-de-julho/#respond Fri, 04 Jul 2025 01:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2577 Pagamento começa no dia 24 e será feito a cada 15 dias; acordo entre governo e STF garante que valores não entrem no teto de gastos
Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz – FOTO: Antonio Cruz/Agência Brasil

Governo anuncia devolução de valores a aposentados vítimas de descontos indevidos; pagamentos começam em julho

O governo federal confirmou nesta quinta-feira (3) que mais de 2,1 milhões de aposentados e pensionistas do INSS estão aptos a receber ressarcimentos por descontos indevidos de mensalidades associativas. O pagamento começa em 24 de julho, com liberações quinzenais a partir dessa data.

O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil. Ele explicou que o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o acordo entre governo, INSS e outras instituições, dando base legal para os pagamentos e classificando-os como despesa extraordinária, fora do arcabouço fiscal.

Medida Provisória viabilizará pagamentos fora do teto de gastos

Segundo Wolney, o governo editará uma medida provisória (MP) para operacionalizar os ressarcimentos sem violar a meta fiscal. A decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, garante que os valores devolvidos não sejam contabilizados como gasto público regular.

“Com essa concordância do STF, o governo terá respaldo jurídico e financeiro para devolver o que é de direito dos aposentados. É uma grande vitória”, destacou Queiroz.

Acordo histórico envolve Judiciário, INSS, OAB e Defensoria

A conciliação, articulada por Toffoli, contou com a participação da Advocacia-Geral da União (AGU), OAB, Defensoria Pública da União (DPU), MPF e Ministério da Previdência. O acordo atende à demanda de beneficiários que foram lesados por associações que realizaram descontos sem autorização expressa nos contracheques dos segurados.

Como receber: adesão é voluntária e requer contato com o INSS

Para ter acesso aos valores corrigidos pelo IPCA, o aposentado ou pensionista deverá contestar administrativamente os descontos por meio dos canais do INSS. Já os que ingressaram com ações judiciais terão de desistir da via judicial para aderir ao acordo e, em contrapartida, o INSS pagará honorários de 5% nos processos individuais iniciados até 23 de abril de 2025.

Os pagamentos ocorrerão em lotes quinzenais, cada um com cerca de 1,5 milhão de beneficiários.

A devolução dos descontos irregulares é mais do que um alívio financeiro — é também um gesto político de reparação. A atuação coordenada entre Judiciário e Executivo mostra que, quando há vontade institucional, é possível garantir justiça fiscal e dignidade aos aposentados, historicamente vulneráveis a abusos. A medida fortalece a imagem do governo Lula junto a um dos seus principais eleitorados: os beneficiários da Previdência.

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Fraudes no INSS: 2,16 milhões já podem pedir reembolso; plano aguarda aval do STF https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/03/fraudes-no-inss-216-milhoes-ja-podem-pedir-reembolso-plano-aguarda-aval-do-stf/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/03/fraudes-no-inss-216-milhoes-ja-podem-pedir-reembolso-plano-aguarda-aval-do-stf/#respond Thu, 03 Jul 2025 22:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2559

O governo federal apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (2), um plano de reembolso para aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos indevidos em seus benefícios do INSS. O acordo de conciliação, assinado pela AGU (Advocacia-Geral da União), Ministério da Previdência, DPU (Defensoria Pública da União), MPF (Ministério Público Federal) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ainda precisa ser homologado pelo STF.

A proposta abrange beneficiários que sofreram fraudes entre março de 2020 e março de 2025. Segundo a AGU, cerca de 2,16 milhões de pessoas já podem solicitar o ressarcimento — elas apresentaram contestação formal, mas não obtiveram resposta das entidades responsáveis pelos descontos.

O plano prevê a devolução integral e corrigida pelo IPCA dos valores descontados, da data de ocorrência até a efetiva restituição. As vítimas que aceitarem o acordo terão suas ações judiciais extintas, renunciando também a eventuais pedidos de indenização por danos morais.

O INSS recebeu 3,6 milhões de contestações no total. Dessas, 828 mil foram respondidas pelas entidades, que comprovaram ter autorização para os descontos — esses casos não serão contemplados neste primeiro momento.

Em audiência no STF, o presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que o impacto financeiro da medida pode chegar a R$ 2,1 bilhões. Segundo ele, os pagamentos começarão no dia 24 de julho, em lotes quinzenais, com a primeira leva beneficiando 1,5 milhão de pessoas.

O acordo define que o reembolso poderá ser solicitado por meio dos canais oficiais: aplicativo “Meu INSS”, central 135, agências dos Correios e ações presenciais em áreas rurais. Esses canais também seguem abertos até novembro para quem quiser contestar descontos.

Caso fique comprovada a fraude, a entidade poderá restituir diretamente o valor em até 15 dias. Se houver discordância, o beneficiário terá que recorrer à Justiça para reaver o valor.

O Portal da Transparência passará a divulgar, por estado, o número de solicitações, entidades envolvidas, montantes restituídos e resultados das contestações.

O plano também obriga o INSS a revisar seus procedimentos internos para prevenir novas fraudes, com a adoção de autorização biométrica ou eletrônica, um sistema automatizado de monitoramento, suspensão automática de descontos contestados e a implementação de ações educativas em até 180 dias.

Para o professor Luis Felipe Lopes Martins, da FGV-Rio, o plano é positivo, mas pode deixar de fora um número relevante de vítimas que não registraram contestação. Ele citou estudo da CGU que estima prejuízo de R$ 6,5 bilhões com fraudes entre 2019 e 2024, que motivaram a Operação Sem Desconto, deflagrada em maio.

A ação judicial que deu origem ao plano foi protocolada pelo governo Lula no STF. O relator, ministro Dias Toffoli, negou o pedido para suspender ações contra o INSS, mas determinou a interrupção da contagem de prazos prescricionais. A AGU também solicitou a abertura de crédito extraordinário, fora do limite do arcabouço fiscal, para viabilizar os pagamentos.

“A concessão das medidas cautelares é indispensável para cumprir o cronograma de ressarcimento administrativo, cujo primeiro lote de pagamento, em caso de homologação do acordo, poderá ser feito a partir de 24 de julho”, destacou a AGU no pedido enviado ao STF.

Fonte: Poder 360

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CPI do INSS: Câmara barra PL e PT e quer relator moderado para evitar polarização https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/#respond Thu, 19 Jun 2025 14:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1858 Relatoria da CPI do INSS é alvo de disputa entre partidos, mas presidente da Câmara busca nome de centro. Omar Aziz, aliado de Lula, é cotado para presidir o colegiado.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A disputa política em torno da CPI do INSS já começou antes mesmo da instalação da comissão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que pretende indicar um relator “moderado”, descartando nomes do PL e do PT, partidos de Jair Bolsonaro e Lula, respectivamente. A movimentação é vista como tentativa de blindar os trabalhos de embates ideológicos e evitar que a comissão se torne palanque político.

Segundo o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), Motta comunicou que não pretende entregar a relatoria à oposição nem à base governista. A tendência, portanto, é que um nome de partido de centro seja escolhido na próxima semana.

Enquanto isso, no Senado, a presidência da comissão deve ficar com o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do presidente Lula e ex-presidente da CPI da Covid. A indicação cabe ao Senado Federal.

Sóstenes afirmou que, se o PL não conseguir a relatoria, deve atuar para influenciar a escolha de um nome de centro com alinhamento à oposição, considerando que Omar Aziz deve conduzir os trabalhos com maior proximidade ao Palácio do Planalto. O PL reivindica seis cadeiras na comissão, mas deve ceder uma ao partido Novo, também opositor ao governo.

CPI mira esquema bilionário no INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada oficialmente na terça-feira (17) pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). A comissão terá 180 dias para investigar denúncias de fraudes bilionárias nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O foco da CPI será o esquema revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que aponta que entidades e associações desviaram recursos dos aposentados e pensionistas por meio de descontos mensais não autorizados — os chamados “descontos associativos”.

Segundo os órgãos de controle, os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ultrapassar R$ 6,3 bilhões. As investigações revelaram cadastros forjados e falta de estrutura das associações para prestar serviços ou benefícios aos segurados, o que evidencia o caráter fraudulento da operação.

Apesar de inicialmente resistir à criação da CPI, o governo Lula passou a trabalhar para controlar os danos políticos da investigação e tenta minimizar o impacto do desgaste em ano pré-eleitoral.

A CPI do INSS, antes rejeitada pela base governista, transforma-se agora em campo estratégico para disputas de protagonismo entre oposição e governo. A busca por um relator de centro reflete o receio do Congresso em acirrar ainda mais a polarização política, enquanto os bilhões desviados do INSS colocam em xeque a fiscalização sobre recursos públicos destinados aos mais vulneráveis.

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Mais de 30 indiciados: PF detalha ações da chamada “Abin Paralela” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/mais-de-30-indiciados-pf-detalha-acoes-da-chamada-abin-paralela/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/mais-de-30-indiciados-pf-detalha-acoes-da-chamada-abin-paralela/#respond Thu, 19 Jun 2025 13:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1855 Relatório divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes aponta uso da Abin para monitorar autoridades, jornalistas e críticos do governo. Documento foi elaborado pela Polícia Federal com base em investigações recentes.

Sede da ABIN

A Polícia Federal (PF) tornou público, nesta quarta-feira (18), um relatório que detalha o uso de ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitoramento de autoridades e personalidades públicas. O material teve o sigilo retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no âmbito das investigações conhecidas como “Abin Paralela”.

O relatório foi entregue ao STF e indica que, durante o período investigado, mais de 30 pessoas foram indiciadas, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro, o ex-diretor da Abin e atual deputado Alexandre Ramagem, além do atual diretor do órgão, Luiz Fernando Corrêa.

A PF aponta que os atos foram cometidos por servidores da Abin e policiais cedidos à agência, e relaciona o uso das ferramentas de monitoramento com interesses políticos e pessoais.

Tecnologia israelense e rastreamento de celulares

Segundo a Polícia Federal, foi utilizado um software chamado First Mile, da empresa israelense Cognyte, que permite rastrear a localização de celulares por GPS. O programa teria sido usado para acompanhar movimentações de servidores públicos, parlamentares, advogados, jornalistas e magistrados.

Dentre os nomes citados como alvos de monitoramento estão:
Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara;
Joice Hasselmann, ex-deputada;
Alexandre de Moraes, ministro do STF;
Luís Roberto Barroso, presidente do STF;
Arthur Lira, presidente da Câmara;
Renan Calheiros, senador;
Omar Aziz e Randolfe Rodrigues, senadores.

Caso Marielle: investigação e monitoramento paralelo

O relatório também aponta que a Abin teria sido utilizada para acompanhar, de maneira informal, a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. Isso inclui a produção de relatórios sobre autoridades envolvidas no caso, como o delegado Daniel Rosa e a promotora Simone Sibilio, após mudanças na força-tarefa do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Relatório aponta pedidos de informações sobre o caso Adélio Bispo

A PF identificou que, em 2022, o então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, solicitou informações detalhadas sobre o andamento do caso Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018. Trechos do relatório indicam tentativas de influenciar o curso da apuração, inclusive junto à Corregedoria da Polícia Federal.

Monitoramento de jornalistas e figuras públicas

O relatório cita também o monitoramento de jornalistas e formadores de opinião, como:
Vera Magalhães
Reinaldo Azevedo
Pedro Batista
Luiza Bandeira
Alice Maciel

Além disso, personalidades como o ex-deputado Jean Wyllys e o humorista Gregório Duvivier também aparecem nos registros da investigação. Segundo a PF, o monitoramento visava mapear movimentações críticas ao governo e ocorria por meio da busca de dados em redes sociais, aplicativos e registros de operadoras.

Jair Renan Bolsonaro: vigilância sobre pessoas próximas

O documento informa ainda que a agência teria monitorado o ex-sócio de Jair Renan Bolsonaro, Allan Lucena. A ação envolveu até abordagem policial após o ex-sócio desconfiar da movimentação de agentes em sua residência. Um dos envolvidos na diligência teria fugido do local.

A PF afirma que esse tipo de ação, quando sem respaldo formal, se caracteriza como uso indevido da estrutura da inteligência pública. O relatório não atribui diretamente ordens à Presidência da República, mas aponta que os comandos partiram do alto escalão da Abin e do GSI.

O relatório da Polícia Federal levanta questões sensíveis sobre o uso da estrutura estatal de inteligência e destaca a necessidade de reforçar os mecanismos de controle e transparência em órgãos estratégicos. A revelação de monitoramentos informais e sem base legal reforça o debate sobre os limites entre segurança institucional e garantias democráticas.

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