IHRA https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 25 Jul 2025 19:04:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png IHRA https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Brasil deixa aliança internacional sobre o Holocausto e é criticado por Israel https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/brasil-deixa-alianca-internacional-sobre-o-holocausto-e-e-criticado-por-israel/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/brasil-deixa-alianca-internacional-sobre-o-holocausto-e-e-criticado-por-israel/#respond Fri, 25 Jul 2025 19:03:49 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3458
Foto: Poder 360

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou, nesta quinta-feira (24.jul.2025), que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou o Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), organização da qual o país era membro observador desde 2021. A saída não foi anunciada oficialmente pelo Palácio do Planalto, mas foi confirmada pelo Poder360.

“Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, declarou o ministério israelense por meio de publicação na rede social X (antigo Twitter).

A chancelaria de Israel também criticou a recente decisão do governo brasileiro de aderir à ação protocolada pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), órgão da ONU, contra Israel pelas operações militares na Faixa de Gaza. A ação, apresentada em janeiro de 2024, acusa o Estado israelense de violar a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, adotar uma “conduta genocida” e promover o “assassinato em massa de civis”.

Para o governo israelense, “a decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de uma profunda falha moral”.

Em nota divulgada na quarta-feira (23.jul), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil justificou a adesão à ação com base na Convenção do Genocídio, destacando “o dever dos Estados de cumprir com suas obrigações de Direito Internacional e de Direito Internacional Humanitário, frente à plausibilidade de que os direitos dos palestinos de proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados, conforme conclusão da Corte Internacional de Justiça nas medidas cautelares anunciadas em 2024”.

A Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio foi criada após a Segunda Guerra Mundial (1939–1945) pelos países-membros da ONU com o objetivo de prevenir crimes contra a humanidade.

Fonte: Poder 360

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