HugoMotta https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sat, 05 Jul 2025 13:58:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png HugoMotta https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Esquerda vai às redes contra Congresso, mas ainda perde para direita em engajamento https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/esquerda-vai-as-redes-contra-congresso-mas-ainda-perde-para-direita-em-engajamento/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/esquerda-vai-as-redes-contra-congresso-mas-ainda-perde-para-direita-em-engajamento/#respond Sat, 05 Jul 2025 14:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2647 Campanha "BBB" mobiliza milhões de postagens com foco em bilionários, bancos e bets, mas números ainda não superam a força digital da direita.
Vídeos de IA feitos pelo PT tratam de taxação de bilionários e isenção do IR
Imagem: Reprodução/Instagram

A esquerda ensaia sua maior ofensiva digital desde o início do terceiro mandato de Lula. Com a campanha “BBB” — que pressiona pela taxação de bancos, bilionários e bets —, partidos governistas e movimentos sociais aumentaram sua presença nas redes. A estratégia gerou 4,5 milhões de publicações no X, Instagram e Facebook desde 24 de junho, de acordo com dados da empresa Nexus. Apesar do avanço, a mobilização ainda está longe da força digital histórica da direita.

O que é a campanha “BBB”

A sigla resume a cobrança de impostos sobre grandes fortunas e apostas. Ganhou força após o Congresso derrubar o decreto do IOF, em 25 de junho. Termos como “Congresso da Mamata” (824 mil menções) e “Agora é a vez do povo” (464 mil menções) viralizaram — a maioria das interações aconteceu no X, que concentra 93% da discussão.

Parlamentares e IA na linha de frente

Vídeos produzidos com inteligência artificial e parlamentares da base do governo foram os principais vetores da campanha. Segundo a Quaest, pela primeira vez a esquerda foi mais ativa nas redes que a oposição, com 741 publicações de governistas contra 378 da direita.

Críticas a Hugo Motta e ao Congresso

Na amostragem da Nexus, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi chamado de “traidor” 347 mil vezes, enquanto o Congresso recebeu 575 mil menções como “inimigo do povo”.

Mas os números ainda são tímidos…

Mesmo com esse avanço, os números não chegam ao patamar da direita. O vídeo mais assistido da campanha “BBB” no Instagram do PT tem 14,6 milhões de visualizações. Para comparar: Nikolas Ferreira atingiu 200 milhões em um único vídeo durante a crise do Pix.

A empresa Palver aponta que, nos grupos de WhatsApp e Telegram, os conteúdos da esquerda começaram a viralizar em 1º de julho, mas a avaliação do governo ainda é majoritariamente negativa. A direita se apropriou do debate para atacar o governo por suposta irresponsabilidade fiscal e populismo tributário.

“O governo viralizou, mas ainda é visto como antidemocrático por acionar o STF e falsamente interessado em pautas sociais.”
Relatório da Palver

“Foi uma mobilização inédita da esquerda, mas ainda aquém do que a direita já fez.”
Marcelo Tokarski, CEO da Nexus

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Motta defende decisão de Moraes e pressiona governo por ajuste fiscal negociado https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/04/motta-defende-decisao-de-moraes-e-pressiona-governo-por-ajuste-fiscal-negociado/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/04/motta-defende-decisao-de-moraes-e-pressiona-governo-por-ajuste-fiscal-negociado/#respond Sat, 05 Jul 2025 00:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2623 Presidente da Câmara apoia suspensão dos decretos e reforça disposição para conciliação entre Poderes
Foto: Lula Marques – Agência Brasil

Presidente da Câmara apoia Moraes e reforça sintonia entre STF e Parlamento no impasse do IOF

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta sexta-feira (4) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), está alinhada com a vontade da maioria do plenário da Casa e da sociedade.

“A decisão do ministro Moraes evita o aumento do IOF em sintonia com o desejo da maioria da Câmara dos Deputados e da sociedade”, afirmou Motta ao g1.

Mais cedo, Moraes determinou a suspensão dos efeitos dos decretos presidenciais que aumentavam o IOF, além de também anular a decisão do Congresso que havia derrubado tais decretos. A medida congela temporariamente o impasse entre Executivo e Legislativo e abre caminho para diálogo institucional.

STF convoca audiência de conciliação entre os Poderes

Na mesma decisão, o ministro Alexandre de Moraes convocou uma audiência de conciliação entre os Poderes para o próximo dia 15 de julho. O governo federal e o Congresso terão cinco dias para explicar suas decisões.

O Planalto deverá justificar o motivo do aumento do IOF. Já o Congresso deverá esclarecer por que revogou os decretos presidenciais, que visavam aumentar a arrecadação com operações de crédito.

Impasse sobre o IOF revela tensão fiscal e política

O embate teve início quando a equipe econômica do governo, liderada por Fernando Haddad, publicou um decreto elevando o IOF para operações de crédito, especialmente voltadas ao setor empresarial. A justificativa era clara: equilibrar as contas públicas e atingir a meta fiscal de 2025.

O Congresso, no entanto, reagiu negativamente e derrubou os decretos, apontando a medida como impopular e economicamente danosa. A derrubada provocaria, segundo o Ministério da Fazenda, uma perda de R$ 10 bilhões neste ano e mais de R$ 20 bilhões em 2026.

O governo, então, recorreu ao STF, alegando que a revogação do Legislativo poderia ferir princípios constitucionais, pois incide sobre um decreto autônomo do presidente da República.

O respaldo de Hugo Motta à decisão de Moraes sinaliza uma aliança momentânea entre STF e Legislativo contra a estratégia fiscal do Executivo, aumentando a pressão sobre o Palácio do Planalto. A audiência convocada por Moraes será mais do que um gesto de mediação: será o palco onde os Poderes terão de justificar, diante da opinião pública, os limites e as consequências de suas decisões tributárias.

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José Guimarães reage a críticas contra Hugo Motta e reforça foco na justiça tributária https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/jose-guimaraes-reage-a-criticas-contra-hugo-motta-e-reforca-foco-na-justica-tributaria/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/02/jose-guimaraes-reage-a-criticas-contra-hugo-motta-e-reforca-foco-na-justica-tributaria/#respond Thu, 03 Jul 2025 00:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2509 Líder do governo, José Guimarães, presta solidariedade a presidente da Câmara após ataques nas redes e reforça compromisso com a pauta da justiça tributária

Em meio à crise entre Planalto e Congresso após a revogação do decreto do IOF, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), alvo de críticas nas redes sociais. O parlamentar repudiou os ataques e pediu foco no debate público sobre as propostas do governo, principalmente a taxação dos super-ricos.

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

“Apesar do revés enfrentado recentemente pelo governo na votação do IOF, isso não pode justificar ataques pessoais ao presidente da Câmara”, afirmou Guimarães, em nota à imprensa e em postagem no X (antigo Twitter). Ele destacou que a luta da base aliada não é contra indivíduos, mas sim a favor de princípios, como a justiça tributária e social.

A manifestação de apoio ocorre após a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se posicionar contra os ataques a Hugo Motta, que liderou a articulação para derrubar o decreto do IOF — uma das maiores derrotas do governo Lula na Câmara em 2025.

Guimarães reiterou que o foco deve ser manter o diálogo com o Parlamento e engajar a sociedade na defesa da reforma tributária sobre bilionários, bancos e bets, bandeira que ganhou fôlego com a campanha da “Taxação BBB”.

O gesto de Guimarães é mais do que um aceno político: é uma tentativa de conter a escalada de tensão entre Executivo e Legislativo e preservar pontes em um momento em que o governo precisa do Congresso para avançar com pautas econômicas estratégicas — especialmente após o duro golpe na arrecadação com o fim da alta do IOF.

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Haddad se diz traído por Congresso após reunião sobre IOF: “Não consigo entender” https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/haddad-se-diz-traido-por-congresso-apos-reuniao-sobre-iof-nao-consigo-entender/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/28/haddad-se-diz-traido-por-congresso-apos-reuniao-sobre-iof-nao-consigo-entender/#respond Sat, 28 Jun 2025 12:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2290

“Eu saí de lá com a sensação de que estava 100% resolvido o encaminhamento tanto da medida provisória quanto do decreto de IOF”, afirmou o ministro da Fazenda.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em tom de frustração e perplexidade, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu nesta sexta-feira (27) à decisão do Congresso Nacional de derrubar o decreto que elevava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para ele, a mudança de rumo após a reunião com lideranças políticas no dia 9 de junho, na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é um mistério.

“Eu saí de lá com a sensação de que estava 100% resolvido o encaminhamento tanto da medida provisória quanto do decreto de IOF. E não fui o único que saiu com essa sensação. O que aconteceu depois, eu não sei, eu não consigo entender”, declarou o ministro em entrevista à GloboNews.

Segundo Haddad, o encontro selou um entendimento político envolvendo cerca de 20 parlamentares e líderes do Congresso. A sinalização, diz ele, era de alinhamento total para manter tanto a MP quanto o decreto — este último, uma prerrogativa do presidente da República.

O ministro ainda ressaltou que, mesmo com a autoridade para editar o decreto, havia se comprometido a rediscutir os termos em julho, no contexto do relatório do terceiro bimestre fiscal.

“Inclusive, eu disse na reunião que voltaria à residência oficial para rediscutir os termos do segundo decreto. Isso foi dito com todas as letras”, completou.

A fala expõe uma fissura no diálogo entre Executivo e Legislativo e acende o alerta sobre a instabilidade na condução de acordos políticos, especialmente em temas sensíveis como a carga tributária.

A declaração de Haddad escancara a falta de previsibilidade nas negociações políticas do Planalto com o Congresso. O ministro se diz surpreendido, mas o episódio revela uma disputa silenciosa de forças e interesses em torno da política fiscal — com potencial para desidratar ainda mais o capital político do governo na Câmara.

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Zambelli notificada: começa contagem para possível cassação de mandato https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/zambelli-notificada-comeca-contagem-para-possivel-cassacao-de-mandato/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/zambelli-notificada-comeca-contagem-para-possivel-cassacao-de-mandato/#respond Thu, 19 Jun 2025 22:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1882 Após notificação, Zambelli terá cinco sessões do plenário para apresentar sua defesa
Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante coletiva na Câmara / Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi oficialmente notificada por e-mail nesta terça-feira (18) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para responder ao processo que pode levar à cassação do seu mandato. A decisão marca uma nova etapa para a parlamentar, condenada definitivamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e aumenta a pressão sobre sua permanência no cargo.

A notificação formaliza o rito previsto para casos de condenações criminais com trânsito em julgado. Na semana passada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou a decisão do STF ao presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA). Azi nomeou o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) para relatar o caso e deu início às tentativas de comunicar oficialmente Zambelli, o que foi concretizado nesta terça.

A parlamentar tem agora cinco sessões do plenário para encaminhar sua defesa. Em seguida, a CCJ contará com mais cinco sessões para elaborar e votar um parecer, recomendando ou não a cassação do mandato. O desfecho final acontecerá no plenário da Câmara dos Deputados, onde são necessários ao menos 257 votos para que Zambelli perca definitivamente o cargo.

Um caso emblemático para a política nacional, que expõe a linha tênue entre condenação judicial e preservação do mandato, e cuja decisão final abrirá precedentes para o futuro do Legislativo brasileiro.

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CPI do INSS: Câmara barra PL e PT e quer relator moderado para evitar polarização https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/cpi-do-inss-camara-barra-pl-e-pt-e-quer-relator-moderado-para-evitar-polarizacao/#respond Thu, 19 Jun 2025 14:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1858 Relatoria da CPI do INSS é alvo de disputa entre partidos, mas presidente da Câmara busca nome de centro. Omar Aziz, aliado de Lula, é cotado para presidir o colegiado.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A disputa política em torno da CPI do INSS já começou antes mesmo da instalação da comissão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que pretende indicar um relator “moderado”, descartando nomes do PL e do PT, partidos de Jair Bolsonaro e Lula, respectivamente. A movimentação é vista como tentativa de blindar os trabalhos de embates ideológicos e evitar que a comissão se torne palanque político.

Segundo o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), Motta comunicou que não pretende entregar a relatoria à oposição nem à base governista. A tendência, portanto, é que um nome de partido de centro seja escolhido na próxima semana.

Enquanto isso, no Senado, a presidência da comissão deve ficar com o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do presidente Lula e ex-presidente da CPI da Covid. A indicação cabe ao Senado Federal.

Sóstenes afirmou que, se o PL não conseguir a relatoria, deve atuar para influenciar a escolha de um nome de centro com alinhamento à oposição, considerando que Omar Aziz deve conduzir os trabalhos com maior proximidade ao Palácio do Planalto. O PL reivindica seis cadeiras na comissão, mas deve ceder uma ao partido Novo, também opositor ao governo.

CPI mira esquema bilionário no INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada oficialmente na terça-feira (17) pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). A comissão terá 180 dias para investigar denúncias de fraudes bilionárias nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O foco da CPI será o esquema revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que aponta que entidades e associações desviaram recursos dos aposentados e pensionistas por meio de descontos mensais não autorizados — os chamados “descontos associativos”.

Segundo os órgãos de controle, os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ultrapassar R$ 6,3 bilhões. As investigações revelaram cadastros forjados e falta de estrutura das associações para prestar serviços ou benefícios aos segurados, o que evidencia o caráter fraudulento da operação.

Apesar de inicialmente resistir à criação da CPI, o governo Lula passou a trabalhar para controlar os danos políticos da investigação e tenta minimizar o impacto do desgaste em ano pré-eleitoral.

A CPI do INSS, antes rejeitada pela base governista, transforma-se agora em campo estratégico para disputas de protagonismo entre oposição e governo. A busca por um relator de centro reflete o receio do Congresso em acirrar ainda mais a polarização política, enquanto os bilhões desviados do INSS colocam em xeque a fiscalização sobre recursos públicos destinados aos mais vulneráveis.

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“Não compreendo a gritaria”: Gleisi defende taxação de LCA e LCI https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/16/nao-compreendo-a-gritaria-gleisi-defende-taxacao-de-lca-e-lci/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/16/nao-compreendo-a-gritaria-gleisi-defende-taxacao-de-lca-e-lci/#respond Mon, 16 Jun 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1706

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que lidera as articulações políticas do governo junto ao Congresso Nacional, comentou nesta segunda-feira (16) o impasse envolvendo o novo pacote fiscal. Ela rebateu críticas de parlamentares e setores econômicos à Medida Provisória (MP) publicada na quarta-feira (11), articulada pelo Ministério da Fazenda.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta segunda — mesmo dia em que a Câmara vota o pedido de urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que tenta derrubar o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) —, Gleisi afirmou que o governo está disposto ao diálogo. No entanto, alertou que a derrubada da medida pode levar a novos cortes nas emendas parlamentares.

“Nós estamos acreditando que as medidas que estamos enviando sejam aprovadas, se não integralmente como estão, em sua maioria. Mas sempre caberá ao Congresso 25% do contingenciamento, porque as emendas parlamentares são parte dos recursos discricionários. Eles [congressistas] já estão impactados com o corte que foi feito. O Congresso aprovou essas regras, então bate aqui e bate lá”, disse a ministra.

Questionada se a reação do Congresso estaria relacionada às novas regras do STF sobre o pagamento das emendas, Hoffmann afirmou entender a ansiedade dos deputados, mas disse que não é possível atender a todas as demandas imediatamente. “Eu acho que o Congresso realmente reclamou, porque, obviamente, os parlamentares querem que as emendas já estejam sendo distribuídas. Eles estão andando nas suas bases, conversando com os prefeitos e, vamos lembrar, nós estamos em ano pré-eleitoral. Isso tudo tem influência no humor e no comportamento parlamentar”, declarou.

“Mas não tem como fazer milagre. Não teve, por parte do Executivo, nenhuma intenção de prender o Orçamento, de não liberar emendas, zero”, garantiu.

“Gritaria” injusta

A ministra também rebateu as reações negativas à proposta da Fazenda de taxar em 5% as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), como alternativa para compensar a redução do aumento do IOF. Para ela, a crítica é infundada.

“Não compreendo a gritaria sobre isso. Nós estamos falando de cobrar imposto de rentista. Hoje nós temos, entre esses fundos, R$ 1,7 trilhão [em benefícios]. Por que não pode pagar um pouco de imposto? Não é o agricultor que vai pagar imposto”, afirmou. E acrescentou: “Aliás, essas letras são interessantes. Porque o que elas captam, 50% vão para financiar a atividade produtiva e 50% ficam na instituição financeira. O rentista ganha dos 2 e não paga nada. O trabalhador médio, uma empregada, uma professora, pode pagar até 27,5% de Imposto de Renda. Então, é uma gritaria muito injusta”.

Impasse no Congresso

A urgência para o PDL que visa sustar o aumento do IOF foi pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após forte reação negativa à MP publicada no Diário Oficial da União. A medida veio após uma reunião da equipe econômica, liderada pelo ministro Fernando Haddad (PT), com líderes partidários em 8 de junho, na residência oficial da Câmara. Apesar do apoio inicial, o clima político deteriorou-se rapidamente.

O que antes fora qualificado por Motta como uma “reunião histórica” passou a ser chamado de “projeto político”. No dia da publicação da MP, o deputado afirmou: “Não fui eleito presidente da Câmara para servir ao projeto político de ninguém”.

Sobre a mudança de postura de Motta, Gleisi minimizou: “Eu vejo que o presidente Motta sofre muita pressão, não só dos parlamentares, mas também de setores [econômicos]. Obviamente, ele deu vazão a essas outras vozes que acabaram pressionando por uma posição. Acho que chegaremos a um bom termo”, disse.

Medidas estruturantes

A ministra também respondeu às cobranças de que o governo deveria apresentar “medidas estruturantes” em vez de mudanças pontuais na arrecadação. Para ela, o pacote fiscal se enquadra nessa categoria.

“As medidas que nós apresentamos agora ao Congresso são medidas estruturantes porque elas atacam privilégios tributários. São medidas para que setores que não pagam nenhum tipo de imposto ou pagam pouco passem a pagar mais. E são setores com muito dinheiro”, disse.

Ela reforçou: “Combater privilégios, para mim, é estruturante, porque isso drena os recursos do Orçamento, além de ser uma injustiça do ponto de vista social e econômico”. A MP também traz medidas de controle de gastos, como mudanças no Seguro Defeso e no programa Pé-de-Meia.

Ao ser questionada sobre propostas como o teto para supersalários e a reforma da Previdência dos militares, Hoffmann afirmou que esses temas serão discutidos em outra reunião. “Nós vamos combinar com o presidente Hugo Motta. Ele vai fazer a reunião [nesta 2ª feira] com os líderes e nós vamos combinar [esse encontro]”, concluiu.

Fonte: Poder 360

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