Guerra Comercial https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 08 Oct 2025 16:53:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Guerra Comercial https://radarmetropolitanopr.com 32 32 China deixa de comprar soja dos EUA, e Brasil assume protagonismo nas exportações https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/08/china-deixa-de-comprar-soja-dos-eua-e-brasil-assume-protagonismo-nas-exportacoes/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/08/china-deixa-de-comprar-soja-dos-eua-e-brasil-assume-protagonismo-nas-exportacoes/#respond Wed, 08 Oct 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5276

A China interrompeu a compra de soja dos Estados Unidos, abrindo espaço para que o Brasil assumisse posição de destaque nas exportações do grão. O alerta foi feito pela American Farm Bureau Federation, entidade centenária que representa cerca de 6 milhões de produtores rurais norte-americanos.

Em relatório divulgado nesta semana, a instituição aponta que o volume embarcado de soja dos EUA ao mercado chinês despencou quase 78% entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024 — quando a China foi responsável por quase metade das exportações norte-americanas.

A queda coincide com a escalada da guerra tarifária entre as duas maiores economias do planeta, intensificada durante o governo de Donald Trump. Após uma série de discussões, Pequim impôs tarifas próximas de 20% sobre a soja produzida nos Estados Unidos.

“Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China, e a China não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial”, aponta o documento assinado pela economista Faith Parum.


Brasil ganha espaço no mercado chinês

A entidade ressalta que a China não reduziu suas importações de soja, mas passou a substituir o produto americano por grãos de outros países, principalmente o Brasil.

“Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos, voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores”, afirma o relatório.

Segundo o texto, as importações chinesas de soja atingiram níveis recordes, mas a maior parte da demanda está sendo atendida por concorrentes dos EUA.

A American Farm Bureau Federation acrescenta que o fenômeno não se restringe à soja. Outros produtos agrícolas americanos também perderam espaço nos mercados chineses, em reflexo direto das disputas comerciais entre Washington e Pequim.


Exportações agrícolas em queda e aumento de falências

Com base em dados oficiais do governo norte-americano, a entidade projeta que as exportações agrícolas dos EUA para a China somarão US$ 17 bilhões em 2025, uma queda de 30% em relação a 2024 e de mais de 50% frente a 2022. Para 2026, a previsão é de um novo recuo, para US$ 9 bilhões, o menor patamar desde a guerra comercial de 2018.

“Os efeitos em cascata das tensões comerciais estão se refletindo nos mercados agrícolas. A ampla oferta global e a demanda de exportação mais fraca estão pesando fortemente sobre os preços do milho, da soja e do trigo dos EUA, reduzindo as receitas agrícolas, apesar das fortes colheitas”, cita o relatório.

Os dados também mostram um aumento no número de falências de fazendas norte-americanas, que atingiram o maior nível desde 2021 no primeiro semestre deste ano.


Crise no campo pressiona Casa Branca

A indústria da soja tornou-se símbolo da crise do setor agrícola no primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump. Segundo fontes ouvidas pela CNN, o presidente reconhece o impacto das tarifas sobre os produtores e pressionou sua equipe econômica para encontrar soluções.

Nas últimas semanas, a Casa Branca realizou reuniões interagências com os Departamentos de Agricultura e do Tesouro para discutir um pacote de ajuda emergencial aos agricultores. As discussões, segundo assessores, continuam em andamento, e duas opções estão sendo avaliadas para conter os prejuízos no campo.

Fonte: CNN

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Com novas tarifas, Trump afirma que bilhões serão recuperados dos parceiros comerciais https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/07/com-novas-tarifas-trump-afirma-que-bilhoes-serao-recuperados-dos-parceiros-comerciais/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/07/com-novas-tarifas-trump-afirma-que-bilhoes-serao-recuperados-dos-parceiros-comerciais/#comments Thu, 07 Aug 2025 22:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3860

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou na madrugada desta quinta-feira (7) a entrada em vigor das tarifas recíprocas aplicadas a produtos de 69 parceiros comerciais.

“É meia-noite!!! Bilhões de dólares em tarifas estão agora fluindo para os Estados Unidos da América!”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social.

Em outra publicação, o republicano criticou o que chamou de aproveitamento histórico por parte de outros países: “Bilhões de dólares, principalmente de países que têm se aproveitado dos Estados Unidos por muitos anos, rindo ao longo do caminho, começarão a fluir para os EUA. A única coisa que pode parar a grandeza da América seria um tribunal de esquerda radical que quer ver nosso país falhar!”

As novas tarifas, denominadas “recíprocas”, começaram a valer à 1h01 desta quinta-feira, no horário de Brasília. Ao todo, 94 países foram impactados pelas medidas, incluindo o Brasil. O país está sujeito a uma tarifa básica de 10%, além de um acréscimo de 40% estabelecido pelo governo Trump.

Fonte: CNN

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Tarifas contra o Brasil acirram tensão entre Trump e Congresso norte-americano https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/#respond Fri, 25 Jul 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3465

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado por senadores democratas de “claro abuso de poder” após impor tarifas de 50% sobre importações do Brasil. Em uma carta enviada nesta quinta-feira (24) à Casa Branca, 11 parlamentares da oposição afirmaram que o republicano está utilizando “a economia americana para interferir em favor de um amigo”, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, escreveram os senadores.

Os democratas — minoria no Senado — também alertam que uma retaliação brasileira elevaria os preços de diversos produtos nos Estados Unidos, afetando famílias e empresas locais. Eles destacam que os EUA importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, sendo US$ 2 bilhões apenas em café. O comércio bilateral, segundo os senadores, é responsável por cerca de 130 mil empregos norte-americanos.

Outro ponto de preocupação abordado na carta é o risco de uma aproximação maior entre o Brasil e a China. “Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. (…) Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina”, alertaram.

Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores brasileiros embarca para os Estados Unidos na tentativa de estabelecer um canal de diálogo sobre o chamado “tarifaço”. No entanto, segundo informações do jornalista Valdo Cruz, o governo Lula teria sido informado de que Trump não autorizou qualquer conversa formal da Casa Branca com autoridades brasileiras.

Na quinta-feira (24), outro elemento acirrou o embate entre os países: o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, demonstrou interesse do governo norte-americano nos minerais estratégicos brasileiros.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a soberania nacional em discurso:
“Temos todo o nosso petróleo para proteger. Temos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger. E aqui ninguém põe a mão. Este país é do povo brasileiro”, declarou Lula.

Leia a íntegra da carta abaixo:

“Prezado Presidente Trump,

Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas feita por sua administração claramente não se refere a isso. Tampouco se trata de um déficit comercial bilateral, já que os EUA tiveram um superávit de US$ 7,4 bilhões em bens com o Brasil em 2024 e não registram déficit comercial com o país desde 2007.

Na verdade — como o senhor afirma explicitamente em sua carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — a ameaça de impor tarifas de 50% sobre todas as importações do Brasil e a ordem para que o Representante de Comércio dos EUA inicie uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 têm como principal objetivo forçar o sistema judiciário independente do Brasil a interromper a acusação contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O Sr. Bolsonaro é um cidadão brasileiro sendo processado nos tribunais brasileiros por ações alegadamente cometidas sob jurisdição nacional. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e de planejar um golpe de Estado.

Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. O anúncio de sua administração em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades judiciais brasileiras envolvidas no caso do Sr. Bolsonaro, indica — mais uma vez — a disposição de sua administração em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano.

Suas ações aumentariam os custos para famílias e empresas americanas. Os americanos importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio entre EUA e Brasil sustenta cerca de 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco diante da ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu retaliar em resposta — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos aumentarão além do nível de 50% que o senhor ameaçou.

Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais e ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo vários projetos portuários em andamento. Recentemente, o China State Railway Group assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto ferroviário transcontinental.

Essas considerações não são exclusivas do Brasil. Em toda a América Latina, a RPC está trabalhando para ampliar sua influência por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. Estamos preocupados que suas ações para minar um sistema judicial independente apenas aumentem o ceticismo em relação à influência americana na região e deem mais credibilidade à agenda de autoridades e empresas estatais chinesas. A mesma tendência também está ocorrendo no Leste e Sudeste Asiático.

Os objetivos principais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o combate à influência da RPC. Instamos o senhor a reconsiderar suas ações e a priorizar os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — não outra guerra comercial”.

Atenciosamente,

Tim Kaine, Senador dos Estados Unidos
Jeanne Shaheen, Senadora dos Estados Unidos
Adam B. Schiff, Senador dos Estados Unidos
Richard J. Durbin, Senador dos Estados Unidos
Peter Welch, Senador dos Estados Unidos
Kirsten Gillibrand, Senadora dos Estados Unidos
Mark R. Warner, Senador dos Estados Unidos
Catherine Cortez Masto, Senadora dos Estados Unidos
Michael F. Bennet, Senador dos Estados Unidos
Jacky Rosen, Senadora dos Estados Unidos
Raphael Warnock, Senador dos Estados Unidos

Fonte: G1

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Lula fará pronunciamento nacional sobre tarifas dos EUA e soberania do Brasil https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/17/lula-fara-pronunciamento-nacional-sobre-tarifas-dos-eua-e-soberania-do-brasil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/17/lula-fara-pronunciamento-nacional-sobre-tarifas-dos-eua-e-soberania-do-brasil/#respond Thu, 17 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3172

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um pronunciamento que será exibido nesta quinta-feira (17), em cadeia nacional de rádio e televisão, para tratar da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A exibição está prevista para a noite, segundo informações da GloboNews.

Em declarações recentes, Lula reiterou que o Brasil está aberto à negociação, mas não tolerará ingerência externa. “O país está preparado para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), se necessário”, afirmou o presidente.

A fala na televisão reforça a postura adotada nas redes sociais por órgãos do governo e pelo próprio presidente, que vêm destacando a defesa da soberania nacional e pedindo respeito por parte do governo norte-americano.

A manifestação oficial acontece um dia após o governo brasileiro ter enviado uma nova carta à administração dos EUA, expressando “indignação” com o aumento tarifário e reiterando a disposição para o diálogo.

O documento mais recente foi assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e pelo chanceler Mauro Vieira. A carta é endereçada ao secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnik, e ao representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer.

O governo brasileiro ainda cobra resposta a uma correspondência anterior, enviada em maio, que não recebeu retorno. A nova carta ressalta dados oficiais mostrando que a balança comercial entre os dois países é superavitária para os Estados Unidos — ou seja, os americanos exportam mais para o Brasil do que o inverso.

Apesar disso, o presidente Trump alegou, em carta enviada diretamente a Lula, que há um déficit comercial com o Brasil. Além disso, o texto inclui críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como tentativa de golpe e organização criminosa.

Nas redes sociais, o governo também reagiu. Na quarta-feira (16), o perfil oficial do governo Lula publicou uma imagem com a frase: “O PIX é nosso, my friend”, em alusão à abertura de uma investigação comercial pelos EUA contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, sob a alegação de que representa desvantagem competitiva para empresas financeiras dos Estados Unidos.

Fonte: G1

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