guerra comercial Brasil EUA https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 08 Aug 2025 16:41:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png guerra comercial Brasil EUA https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Governo Lula monta estratégia para enfrentar sobretaxas dos EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/#respond Fri, 08 Aug 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3878

O governo brasileiro estruturou uma estratégia em quatro frentes para reagir ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. As medidas, que combinam ações de curto, médio e longo prazos, foram confirmadas por integrantes da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Negociação

A primeira frente, tratada como prioridade desde abril — quando foi anunciada a tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros — é a negociação direta com Washington.
Apesar das resistências do governo americano, o Brasil busca suavizar os impactos das medidas, tentando retirar setores da lista de produtos sobretaxados. Esse trabalho é conduzido pelo Itamaraty, pelos ministérios da Fazenda, Indústria e Comércio e Agricultura, com apoio empresarial, sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

O ministro Fernando Haddad informou que se reunirá na próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para ampliar o diálogo. Lula, no entanto, não deve conversar diretamente com Trump neste momento. A avaliação no Planalto é que a medida tem motivação política, voltada a favorecer Jair Bolsonaro (PL) e interferir na democracia brasileira. Assim, só haveria diálogo se Trump recuasse nas críticas ao STF e às decisões envolvendo big techs.

Mitigação

A segunda frente visa reduzir os efeitos internos das tarifas, sobretudo após a sobretaxa de 40% imposta em julho. O governo mapeia os setores mais afetados e considera ações como incentivo às exportações para outros mercados, apoio financeiro emergencial, flexibilização de tributos internos e estoques reguladores temporários.

Parte da equipe de Lula vê no tarifaço uma oportunidade para reequilibrar o comércio exterior e avalia novas linhas de financiamento à exportação, embora o tema enfrente resistência no Congresso e em setores da economia.

Diversificação

A terceira frente é a diversificação de mercados, estratégia retomada no terceiro mandato de Lula, que tem realizado visitas e negociações com dezenas de países. O governo aposta na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia e no fortalecimento de laços com Japão, Vietnã, China, Índia e outras nações do Brics.

Na quinta-feira (7), Lula conversou com o premiê indiano, Narendra Modi, sobre ampliar o comércio bilateral. O presidente também deve visitar a Indonésia e participar de cúpula da ASEAN, na Malásia. Apesar do avanço, o Planalto reconhece que a diversificação não substitui os EUA no curto prazo, mas busca aumentar a resiliência da economia brasileira.

Retaliação

A quarta frente, ainda preliminar, é a eventual retaliação comercial. Estudos técnicos analisam possíveis medidas de reciprocidade, caso as negociações fracassem ou novas tarifas sejam impostas. A ação conta com aval do Congresso, via lei de reciprocidade comercial.

“Não se trata de revanche. É reciprocidade. Estamos analisando cuidadosamente em quais setores e produtos poderíamos responder com proporcionalidade, respeitando o princípio da legalidade internacional”, afirmou uma fonte do governo.

Fonte: CNN

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Governo Lula reage a tarifas de Trump e diz que Estado democrático de Direito não se negocia https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/28/governo-lula-reage-a-tarifas-de-trump-e-diz-que-estado-democratico-de-direito-nao-se-negocia/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/28/governo-lula-reage-a-tarifas-de-trump-e-diz-que-estado-democratico-de-direito-nao-se-negocia/#respond Mon, 28 Jul 2025 19:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3508

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou neste domingo (27.jul.2025) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “continua e seguirá aberto” para negociar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, mas ressaltou que a soberania do Brasil e o Estado democrático de Direito são “inegociáveis”.

Em nota, a pasta chefiada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) destacou que as conversas com os norte-americanos, por orientação de Lula, têm ocorrido “com base em diálogo, sem qualquer contaminação política ou ideológica”.
“O Brasil e os Estados Unidos mantêm uma relação econômica robusta e de alto nível há mais de 200 anos. O governo brasileiro espera preservar e fortalecer essa parceria histórica, assegurando que ela continue a refletir a profundidade e a importância de nossos laços”, diz o comunicado.

A manifestação veio após o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmar que o tarifaço começa em 1º de agosto, sem possibilidade de adiamento. “O 1º de agosto é para todos. Todos os acordos começam em 1º de agosto”, declarou o republicano ao lado de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em Turnberry, na Escócia.

Isolamento e tensão diplomática

Apesar do discurso oficial de buscar diálogo, o governo brasileiro enfrenta um ambiente diplomático deteriorado. Desde que Trump anunciou as tarifas, em 9 de julho, o Planalto adota uma retórica mais dura. Lula afirmou na semana passada que, se Trump estivesse “trucando” ao impor as tarifas, o Brasil “pediria 6” — em referência ao jogo de truco, onde o blefe é uma estratégia central.

O Planalto admite seis meses de isolamento nas relações com os EUA. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ele nunca conseguiu uma reunião com Marco Rubio, chefe do Departamento de Estado norte-americano. Lula, por sua vez, declarou que não teria assunto para tratar com Trump: “Teria de ficar contando piada”, disse.

A situação também é agravada por decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes, vistas em Washington como restrições à liberdade de expressão. Em um dos episódios mais recentes, Moraes determinou a retirada do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) da Praça dos Três Poderes, onde protestava de forma pacífica contra o processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fonte: Poder 360

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Tarifaço de Trump: China promete trabalhar com o Brasil para preservar justiça internacional https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/28/tarifaco-de-trump-china-promete-trabalhar-com-o-brasil-para-preservar-justica-internacional/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/28/tarifaco-de-trump-china-promete-trabalhar-com-o-brasil-para-preservar-justica-internacional/#respond Mon, 28 Jul 2025 18:27:37 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3505

O governo da China voltou a criticar nesta segunda-feira (28) a ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, destacou que “não há vencedores em guerras comerciais, e ações unilaterais não atendem aos interesses de nenhuma das partes”.

Segundo Guo, a posição chinesa sobre o tema já foi “deixada clara”. Ele reforçou o compromisso de Pequim em aprofundar a cooperação com o Brasil e demais parceiros regionais.
“A China está disposta a trabalhar com o Brasil, os países da América Latina e do Caribe, bem como os demais membros dos Brics, para defender conjuntamente o sistema multilateral de comércio, com a OMC (Organização Mundial do Comércio) no centro, e salvaguardar a justiça e a equidade internacionais”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês, como aviões, Guo ressaltou a abertura do país para intensificar laços em setores estratégicos.
“A China valoriza a cooperação prática com o Brasil em setores como o aeroespacial e está disposta a promovê-la com base em princípios de mercado, contribuindo assim para o desenvolvimento de ambos os países”, disse.

Fonte: CNN

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Haddad descarta retaliação ao tarifaço de Trump e nega controle sobre dividendos https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/#respond Sun, 20 Jul 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3243

Haddad nega retaliação ao tarifaço de Trump e descarta tributação sobre dividendos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (19) que o governo brasileiro não estuda retaliações contra os Estados Unidos em resposta à tarifa de 50% imposta pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Haddad também negou que esteja em análise qualquer medida relacionada à tributação de dividendos.

“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, diz a nota oficial.

A declaração do ministro vem após uma semana marcada por forte tensão diplomática entre os dois países, gerada pelo anúncio da tarifa em 9 de julho.

O presidente Donald Trump justificou a decisão por motivações políticas. Em entrevista na Casa Branca, ele disse:

“Conheço o ex-presidente. Ele lutou muito pelo povo brasileiro… o que estão fazendo com ele é terrível”.

Na carta enviada ao presidente Lula, Trump qualificou o julgamento de Jair Bolsonaro como “uma vergonha internacional” e comparou o caso a uma “Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”.

O ex-presidente norte-americano também acusou, sem apresentar provas, o Brasil de promover “ataques insidiosos” contra eleições livres e cercear a liberdade de expressão de cidadãos americanos. Trump ainda usou um argumento econômico incorreto: disse que os Estados Unidos têm déficit comercial com o Brasil, quando, na verdade, os dados oficiais mostram o contrário — os EUA compram mais do Brasil do que vendem ao país desde 2009.

Apesar das provocações, o governo brasileiro optou por não responder com hostilidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil é soberano e “não aceitará ser tutelado por ninguém”, mas enfatizou o compromisso com a via diplomática.

Nesta semana, uma nova carta foi enviada à Casa Branca, assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O documento expressa indignação com a medida e cobra uma resposta a uma carta anterior enviada em maio, que segue sem retorno.

No plano jurídico, o governo avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, regulamentada nesta semana. A norma permite que o Brasil imponha sanções comerciais a países que adotem medidas unilaterais semelhantes.

O presidente Lula disse que a lei será utilizada “quando necessário” e que o Brasil buscará apoio de outras nações afetadas para apresentar uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC).

“A partir daí, se não houver solução, nós vamos entrar com a reciprocidade já a partir de 1º de agosto, quando ele começa a taxar o Brasil”, declarou Lula em entrevista.

Fonte: G1

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25 de Março e Brás sob investigação dos EUA: máfia chinesa, milícia e PCC atuam na região https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/25-de-marco-e-bras-sob-investigacao-dos-eua-mafia-chinesa-milicia-e-pcc-atuam-na-regiao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/25-de-marco-e-bras-sob-investigacao-dos-eua-mafia-chinesa-milicia-e-pcc-atuam-na-regiao/#respond Sun, 20 Jul 2025 12:01:23 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3237

Região da 25 de Março e Brás enfrenta ação de máfia chinesa, milícia e PCC; Trump inclui áreas em investigação sobre pirataria

A região da Rua 25 de Março e do Brás, no centro de São Paulo, foi incluída em uma investigação anunciada pelo governo dos Estados Unidos. O foco inicial da apuração é a pirataria e a violação de direitos autorais, mas investigações brasileiras revelam que o problema na área vai além do comércio ilegal: há atuação de grupos como a máfia chinesa, milicianos e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação americana, liderada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), aponta a área como um dos maiores mercados de produtos falsificados do mundo. Foram citados sete pontos considerados críticos: Shopping 25 de Março, Galeria Pagé, Santa Ifigênia, Shopping Tupan, Shopping Korai, Feira da Madrugada e Nova Feira da Madrugada.

Enquanto a tensão entre Brasil e EUA se intensifica — após Washington anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — autoridades brasileiras têm exposto o envolvimento de organizações criminosas nas movimentações financeiras da região.

Ação da máfia chinesa

Reportagens do Metrópoles e operações da Polícia Federal revelam que a máfia chinesa opera na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada no Brás, ligadas a golpes virtuais. “O dinheiro das fraudes era transferido para lojas do Brás e, depois, utilizado na compra de armas pelos criminosos chineses”, apontam os investigadores. Laranjas eram recrutados nos comércios populares para abrir contas bancárias, movimentando milhões.

Além disso, comerciantes chineses eram alvos de extorsão sob ameaça de morte. “Ela [a policial] só faltou falar que estava na privada”, relatou um empresário após prisão recente de Lin Xianbin, de 52 anos, integrante do grupo mafioso, identificado por câmeras de reconhecimento facial na própria 25 de Março.

Mesmo com parte do grupo Bitong presa, levantamento mostra que, dos 17 integrantes, apenas dois continuam em presídios estaduais. Um está detido em penitenciária federal e outro cumpre prisão domiciliar.

Milícia e extorsão na Feira da Madrugada

Em outro esquema, o Gaeco denunciou uma milícia formada por policiais civis e militares, que extorquia ambulantes na Feira da Madrugada. Segundo o Ministério Público, os valores cobrados chegavam a R$ 18 mil por ano, com ameaças e intimidações armadas. “A fita métrica era usada para medir os espaços vendidos na calçada”, revelaram os promotores.

Escutas, vídeos e cadernos de anotações confirmaram a participação dos agentes públicos, que também utilizavam redes de agiotagem para pressionar inadimplentes.

PCC e tráfico internacional

O comércio também serve, segundo a polícia, como ponte para o tráfico. Lojistas da 25 de Março e do Brás pagavam por produtos à China por meio de doleiros chineses. Esses valores eram repassados a traficantes do PCC, que vendiam drogas na Europa e recebiam no Brasil. O método evitava rastros bancários e financiava operações internacionais.

Lojas de fachada também eram usadas para lavar dinheiro oriundo do tráfico, e o PCC foi apontado em outras investigações pela cobrança de “taxas de proteção” de comerciantes da região.

Resposta dos comerciantes e protesto

A Univinco, associação de lojistas da 25 de Março, reagiu às acusações. “A região reúne mais de 3 mil estabelecimentos formais, que geram empregos, pagam impostos e oferecem produtos de qualidade. É um comércio forte, diversificado e comprometido com a legalidade”, diz nota da entidade.

Nesta sexta-feira (18/7), comerciantes organizaram um protesto. A manifestação contou com a presença de ativistas fantasiados: um homem como Donald Trump carregando um saco de dinheiro e outro como Jair Bolsonaro vestido de presidiário. Militantes do PCdoB participaram da mobilização, exibindo bandeiras e cartazes com críticas à medida americana. A Polícia Federal acompanhou o ato.

Fonte: Metrópoles

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Lula e Trump: provocações, atritos diplomáticos e tarifas bilionárias https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-e-trump-provocacoes-atritos-diplomaticos-e-tarifas-bilionarias/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-e-trump-provocacoes-atritos-diplomaticos-e-tarifas-bilionarias/#respond Sat, 12 Jul 2025 01:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2976
Foto: Fernando Bizerra/EFE

De Kamala Harris ao Irã: as provocações de Lula que desgastaram a relação com Trump

A tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros não se resume ao apoio do ex-presidente norte-americano a Jair Bolsonaro. A medida reflete uma sequência de atritos diplomáticos e declarações provocativas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tensionaram a relação entre os governos.

As declarações do petista, o alinhamento a regimes considerados antiamericanos, e episódios envolvendo o STF e redes sociais, contribuíram para o desgaste. A seguir, os principais momentos de atrito:

📌 Apoio explícito a Kamala Harris

Durante o ciclo eleitoral norte-americano do ano passado, Lula declarou apoio público à então candidata Kamala Harris, adversária de Trump. Em suas falas, o presidente brasileiro afirmou que a vitória de Harris seria “muito mais segura para a democracia americana” e relacionou Trump ao fascismo e ao nazismo, fazendo alusão à invasão do Capitólio em 2021.

📌 Reação a ameaças tarifárias

Em março deste ano, ao ser confrontado com a ameaça de Trump de aplicar uma tarifa de 25% sobre o aço e alumínio importados, Lula respondeu com firmeza:

“Não adianta o Trump continuar gritando de lá, porque aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo.”

📌 Embaixada dos EUA segue vaga

Desde que Trump reassumiu a presidência, os Estados Unidos não nomearam oficialmente um embaixador para o Brasil. A ausência de uma autoridade diplomática de alto escalão tem sido interpretada como sinal de desprestígio. Atualmente, o encarregado de negócios Gabriel Escobar responde pela embaixada.

📌 Alinhamento a regimes antiamericanos

O governo Lula reforçou vínculos com países frequentemente criticados pelos EUA, como China, Rússia, Irã, Venezuela e Cuba. Na recente cúpula do Brics no Rio de Janeiro, o bloco — do qual o Brasil faz parte — condenou as ameaças tarifárias de Trump. Lula também reiterou a soberania nacional:

“Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja.”

“Não acho responsável um presidente como o dos EUA ameaçar o mundo pela internet. O mundo mudou, não queremos imperadores.”

📌 Aproximação com o Irã e crise diplomática

No ano passado, o Brasil permitiu a atracação de dois navios de guerra iranianos no Porto do Rio de Janeiro, apesar do pedido da embaixadora americana Elizabeth Bagley para impedir a operação. O episódio gerou forte ruído diplomático.

Mais recentemente, o vice-presidente Geraldo Alckmin participou da posse de Masoud Pezeshkian, novo presidente do Irã — país acusado de graves violações de direitos humanos.

📌 Críticas a Trump por Gaza

Lula também criticou Trump após propostas de controle da Faixa de Gaza por parte dos EUA.

“O que aconteceu em Gaza foi um genocídio […] e eu sinceramente não sei se os Estados Unidos, que fazem parte disso tudo, seriam o país para tentar cuidar de Gaza. Quem tem que cuidar de Gaza são os palestinos.”

📌 Atritos envolvendo STF, Musk e redes sociais

Outro ponto de tensão ocorreu com a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida gerou reação da Trump Media e da plataforma Rumble, que processaram Moraes por censura.

Além disso, a primeira-dama Janja criticou Elon Musk — dono do X e aliado de Trump — e elogiou publicamente Moraes em evento internacional sobre desinformação. Nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou que a Casa Branca avalia aplicar sanções a Moraes com base na Lei Magnitsky.

📌 Boné “Brasil é dos brasileiros”

O governo federal lançou um boné azul com os dizeres “O Brasil é dos brasileiros”, em contraposição ao famoso slogan de Trump, “Make America Great Again”. A ação, coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom), buscou simbolizar soberania, mas foi criticada por soar nacionalista e evocativa de regimes autoritários europeus do século passado.

Fonte: Gazeta do Povo

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