Fabio Schiochet https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Tue, 07 Oct 2025 16:03:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Fabio Schiochet https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Sabino antecipa volta a Brasília em meio à crise com União Brasil https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/07/sabino-antecipa-volta-a-brasilia-em-meio-a-crise-com-uniao-brasil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/07/sabino-antecipa-volta-a-brasilia-em-meio-a-crise-com-uniao-brasil/#respond Tue, 07 Oct 2025 17:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5249

O ministro do Turismo, Celso Sabino, antecipou o retorno a Brasília e cancelou a agenda que teria nesta segunda-feira (6) em Belém (PA). A mudança ocorre em meio ao processo disciplinar aberto pelo União Brasil, que pode resultar na sua expulsão da legenda.

Sabino participaria de um evento na capital paraense e chegaria à capital federal apenas no fim da tarde. No entanto, desde a manhã, ele está em reuniões no gabinete, segundo interlocutores.

O relator do caso, deputado Fabio Schiochet (União-SC), afirmou que o ministro tem até esta segunda para apresentar sua defesa. O processo foi aberto em 30 de setembro pela direção nacional do partido, que o acusa de descumprir orientações internas, incluindo o ultimato para entrega de cargos ocupados por filiados no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dirigentes do União Brasil devem se reunir nesta quarta-feira (8) para analisar o caso. Até o momento, Schiochet disse não ter sido procurado nem recebido manifestação do ministro.


Tentativa de permanência no cargo

Fontes próximas a Sabino afirmam que o retorno antecipado a Brasília está ligado a tratativas para que ele permaneça no Ministério do Turismo.
A expectativa é que o ministro volte a se reunir com Lula nesta semana para recuar do pedido de demissão que havia apresentado no fim de setembro.

Na semana passada, Sabino acompanhou o presidente em compromissos no Pará e declarou apoio irrestrito ao petista:

“Nada me afastará do presidente Lula”, afirmou.

Para dirigentes do União Brasil, a fala reforça que Sabino não pretende seguir a determinação partidária. Em conflito com o Planalto, o partido determinou que todos os filiados deixassem cargos federais até 19 de setembro, sob pena de serem enquadrados por infidelidade partidária.

Aliados do ministro, porém, sustentam que ele conta com apoio da bancada do União na Câmara para se manter na pasta, vista por Sabino como estratégica para sua projeção política — especialmente em uma possível candidatura ao Senado em 2026.


Processo interno e risco de expulsão

A denúncia que motivou o processo foi apresentada em 29 de setembro, após Sabino descumprir o prazo fixado pela legenda.
No dia 26, ele chegou a anunciar pedido de demissão, sinalizando que acataria a decisão do partido. Contudo, dez dias depois, ainda não deixou o cargo e manteve compromissos oficiais com Lula.

O relator Fabio Schiochet adiantou que a reunião de quarta-feira deverá discutir a expulsão definitiva do ministro, não apenas uma medida cautelar.

Um dos principais críticos de Sabino dentro do partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu a punição em entrevista ao g1:

“A expulsão cumpre o rito regimental e será dado a ele os prazos previstos. Candidato sem partido é difícil”, afirmou, sugerindo ainda a dissolução do diretório estadual do União Brasil no Pará, comandado pelo ministro.


Mandato e cenário político

Após a defesa, Schiochet apresentará um parecer recomendando a expulsão ou absolvição de Sabino. A penalidade, se confirmada, precisará do aval de três quintos da direção nacional.

O ministro já enfrentou situação semelhante em 2020, quando o PSDB abriu processo para expulsá-lo. À época, ele conseguiu desfiliar-se com autorização judicial no ano seguinte.

Eleito deputado federal pelo União Brasil em 2022, Sabino se licenciou do mandato para assumir o Turismo com apoio da própria bancada. Segundo a jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma eventual expulsão não resultará na perda do mandato.
Se confirmada, ele poderá migrar para outra sigla sem risco de cassação.

Fonte: G1

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