economia global https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Tue, 21 Oct 2025 17:13:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png economia global https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Lula embarca para Indonésia e Malásia em busca de novos parceiros comerciais https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/lula-embarca-para-indonesia-e-malasia-em-busca-de-novos-parceiros-comerciais/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/lula-embarca-para-indonesia-e-malasia-em-busca-de-novos-parceiros-comerciais/#respond Tue, 21 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5516

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta terça-feira (21) para o Sudeste Asiático, onde visitará Indonésia e Malásia. A viagem inclui participações na Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e no Encontro de Líderes do Leste Asiático (EAS), além de reuniões bilaterais com líderes estrangeiros — entre eles, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e, possivelmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda sem confirmação. Lula retorna ao Brasil no dia 28 de outubro.

Segundo o governo, os principais objetivos da viagem são aprofundar as relações políticas com os países da região e expandir o comércio bilateral com o bloco asiático.

“É a primeira vez que um presidente brasileiro participa, como convidado, de uma cúpula da Asean”, destacou o embaixador Everton Frask Lucero, diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Itamaraty.

Lucero explicou que o evento será uma oportunidade estratégica de aproximação com grandes economias globais.

“É uma oportunidade de encontro e reunião com diversos líderes mundiais, já que todos os grandes países têm algum tipo de relação com a Asean e participam da cúpula”, disse.

Entre os encontros confirmados está o de Lula com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, marcado para domingo (26), em Kuala Lumpur, capital da Malásia.


🌏 A importância da Asean

Fundada em 1967, a Asean reúne Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Brunei, Laos, Mianmar, Vietnã e Camboja. Durante a próxima cúpula, o Timor Leste será formalmente incorporado como 11º membro.

“Os 11 países somam mais de 680 milhões de habitantes e têm um PIB agregado de cerca de US$ 4 trilhões. Juntos, formariam o terceiro maior país em população e a quarta maior economia do mundo”, afirmou Lucero.

O comércio entre o Brasil e os países da Asean superou US$ 37 bilhões em 2023. Se considerado como um único parceiro, o bloco ocuparia a quinta posição entre os maiores parceiros comerciais brasileiros, atrás apenas de China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina.

A região responde por mais de 20% do superávit comercial global do Brasil, com saldo positivo de US$ 15,5 bilhões no ano passado, segundo o Itamaraty.


🇮🇩 Primeira parada: Indonésia

A viagem começa por Jacarta, capital da Indonésia — maior economia do Sudeste Asiático e terceira maior democracia do mundo. Lula será recebido em visita de Estado, em retribuição à visita do presidente indonésio Prabowo Subianto ao Brasil em julho, após a 17ª Cúpula do Brics.

A chegada de Lula está prevista para quarta-feira (22), às 15h30 (hora local), com agenda oficial iniciando na quinta-feira (23). O presidente participará de reunião bilateral com Subianto, seguida da assinatura de atos oficiais, incluindo um memorando de entendimento na área de energia renovável.

“A Indonésia é parceiro estratégico do Brasil desde 2008, a quarta nação mais populosa e a principal economia da Asean”, destacou Lucero.

Entre as áreas prioritárias de cooperação estão comércio agrícola, segurança alimentar, bioenergia, desenvolvimento sustentável e defesa.

Após a cerimônia, Lula participa do fórum empresarial Brasil–Indonésia, que reunirá cerca de 100 empresários brasileiros.


🇲🇾 Malásia e cúpulas internacionais

Na Malásia, Lula será recebido pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, com quem deve discutir cooperação política, tecnológica e energética. O Brasil e a Malásia devem assinar memorandos sobre semicondutores e energia renovável.

“A viagem à Malásia é uma afirmação de que estamos ampliando a nossa presença e mostrando voz ativa e interesses concretos em um país central na dinâmica de crescimento da região”, afirmou Lucero.

Ainda no sábado (25), o presidente receberá o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia, onde fará um discurso sobre as relações sociais, culturais e políticas entre Brasil e Ásia.

No domingo (26), Lula participará da 47ª Cúpula da Asean, seguida de encontros bilaterais com líderes estrangeiros, incluindo Narendra Modi. Há expectativa de uma possível reunião com Donald Trump, no contexto de reaproximação entre Brasil e EUA após a imposição de tarifas comerciais por Washington, em agosto.

Na segunda-feira (27), Lula participa da 20ª Cúpula do Leste Asiático (EAS), também em Kuala Lumpur. O fórum reúne 18 países, incluindo China, EUA, Rússia, Índia, Japão e Austrália, e busca promover estabilidade e cooperação na região.

Fonte: Agência Brasil

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/21/lula-embarca-para-indonesia-e-malasia-em-busca-de-novos-parceiros-comerciais/feed/ 0
China deixa de comprar soja dos EUA, e Brasil assume protagonismo nas exportações https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/08/china-deixa-de-comprar-soja-dos-eua-e-brasil-assume-protagonismo-nas-exportacoes/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/08/china-deixa-de-comprar-soja-dos-eua-e-brasil-assume-protagonismo-nas-exportacoes/#respond Wed, 08 Oct 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5276

A China interrompeu a compra de soja dos Estados Unidos, abrindo espaço para que o Brasil assumisse posição de destaque nas exportações do grão. O alerta foi feito pela American Farm Bureau Federation, entidade centenária que representa cerca de 6 milhões de produtores rurais norte-americanos.

Em relatório divulgado nesta semana, a instituição aponta que o volume embarcado de soja dos EUA ao mercado chinês despencou quase 78% entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024 — quando a China foi responsável por quase metade das exportações norte-americanas.

A queda coincide com a escalada da guerra tarifária entre as duas maiores economias do planeta, intensificada durante o governo de Donald Trump. Após uma série de discussões, Pequim impôs tarifas próximas de 20% sobre a soja produzida nos Estados Unidos.

“Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China, e a China não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial”, aponta o documento assinado pela economista Faith Parum.


Brasil ganha espaço no mercado chinês

A entidade ressalta que a China não reduziu suas importações de soja, mas passou a substituir o produto americano por grãos de outros países, principalmente o Brasil.

“Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos, voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores”, afirma o relatório.

Segundo o texto, as importações chinesas de soja atingiram níveis recordes, mas a maior parte da demanda está sendo atendida por concorrentes dos EUA.

A American Farm Bureau Federation acrescenta que o fenômeno não se restringe à soja. Outros produtos agrícolas americanos também perderam espaço nos mercados chineses, em reflexo direto das disputas comerciais entre Washington e Pequim.


Exportações agrícolas em queda e aumento de falências

Com base em dados oficiais do governo norte-americano, a entidade projeta que as exportações agrícolas dos EUA para a China somarão US$ 17 bilhões em 2025, uma queda de 30% em relação a 2024 e de mais de 50% frente a 2022. Para 2026, a previsão é de um novo recuo, para US$ 9 bilhões, o menor patamar desde a guerra comercial de 2018.

“Os efeitos em cascata das tensões comerciais estão se refletindo nos mercados agrícolas. A ampla oferta global e a demanda de exportação mais fraca estão pesando fortemente sobre os preços do milho, da soja e do trigo dos EUA, reduzindo as receitas agrícolas, apesar das fortes colheitas”, cita o relatório.

Os dados também mostram um aumento no número de falências de fazendas norte-americanas, que atingiram o maior nível desde 2021 no primeiro semestre deste ano.


Crise no campo pressiona Casa Branca

A indústria da soja tornou-se símbolo da crise do setor agrícola no primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump. Segundo fontes ouvidas pela CNN, o presidente reconhece o impacto das tarifas sobre os produtores e pressionou sua equipe econômica para encontrar soluções.

Nas últimas semanas, a Casa Branca realizou reuniões interagências com os Departamentos de Agricultura e do Tesouro para discutir um pacote de ajuda emergencial aos agricultores. As discussões, segundo assessores, continuam em andamento, e duas opções estão sendo avaliadas para conter os prejuízos no campo.

Fonte: CNN

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/08/china-deixa-de-comprar-soja-dos-eua-e-brasil-assume-protagonismo-nas-exportacoes/feed/ 0
Com 25% das reservas, Brasil pode usar terras raras como arma contra tarifas de Trump https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/com-25-das-reservas-brasil-pode-usar-terras-raras-como-arma-contra-tarifas-de-trump/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/com-25-das-reservas-brasil-pode-usar-terras-raras-como-arma-contra-tarifas-de-trump/#respond Fri, 25 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3461

Apesar do nome, as chamadas terras raras não são exatamente escassas. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos presentes em abundância em diversas regiões do mundo. No entanto, dois países concentram a maior parte dessas reservas: China e Brasil. Com 45% do total global, Pequim chegou a ameaçar suspender as exportações para os Estados Unidos, exigindo que o então presidente Donald Trump revisasse as tarifas aplicadas aos produtos chineses.

Esse tipo de pressão revela o valor estratégico desses minerais, considerados essenciais para a produção de equipamentos militares e para os “superímãs” usados em motores de carros elétricos. E o Brasil não está fora desse jogo. Com 25% das reservas conhecidas, o país detém a segunda maior quantidade de terras raras do planeta — um recurso que pode se tornar uma peça-chave na disputa comercial e tecnológica internacional.

Neste episódio de O Assunto, o professor Fernando José Gomes Landgraf, da Escola Politécnica da USP, analisa por que esses minerais, embora não escassos, assumiram um papel central na geopolítica global. Ele explica os impactos ambientais e econômicos da exploração das terras raras no Brasil e avalia os passos necessários para o país avançar na cadeia de produção desses insumos.

Landgraf também discute como o Brasil pode usar essa vantagem mineral em negociações comerciais, especialmente diante da nova “chantagem tarifária” anunciada por Donald Trump contra produtos brasileiros.

Fonte: G1

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/com-25-das-reservas-brasil-pode-usar-terras-raras-como-arma-contra-tarifas-de-trump/feed/ 0