Diplomacia https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Mon, 20 Oct 2025 19:24:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Diplomacia https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Aliados veem risco em tom mais duro de Lula contra os EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/20/aliados-veem-risco-em-tom-mais-duro-de-lula-contra-os-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/20/aliados-veem-risco-em-tom-mais-duro-de-lula-contra-os-eua/#respond Mon, 20 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5488

Aliados próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o petista faz um movimento arriscado ao elevar o tom de seu discurso sobre a política externa, especialmente em relação aos Estados Unidos.

Durante evento em São Bernardo do Campo, nesta quinta-feira (16), Lula afirmou que “não vai aceitar que outro país ouse falar grosso com o Brasil” — frase que repercutiu entre diplomatas e assessores no Planalto.

A declaração ocorre poucos dias após a primeira reunião bilateral entre Brasil e Estados Unidos para discutir o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, tema que tem gerado atrito comercial entre os dois países.


Tom nacionalista e cálculo político

Segundo interlocutores do governo, Lula já vinha defendendo internamente que o país “não deve baixar a cabeça” diante dos EUA, e acredita que uma postura firme na defesa da soberania nacional fortalece o Brasil nas negociações internacionais.

Na avaliação de aliados, o discurso tem apelo político interno e busca reforçar a imagem de Lula como líder que “fala de igual para igual” com as grandes potências — mas também pode dificultar o diálogo diplomático em um momento de tentativa de reaproximação com Washington.


Bastidores da negociação com Trump

A primeira rodada de conversas entre Brasil e EUA foi conduzida na semana passada pelo chanceler Mauro Vieira e pelo secretário americano Marco Rubio. O encontro abriu caminho para uma reunião entre Lula e Trump, prevista para acontecer nas próximas semanas.

Inicialmente, havia expectativa de que os dois presidentes se encontrassem na Malásia, no fim do mês, mas assessores já trabalham outras possibilidades, diante do prazo apertado e da incerteza sobre a agenda internacional de Trump.


Reunião sob análise

De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, Lula prefere que o encontro com Trump seja formal, em ambiente institucional. O presidente não se opõe a uma reunião na Malásia, mas considera que, se ocorrer em território americano, o ideal seria que fosse realizada na Casa Branca, e não em Mar-a-Lago, o resort de Trump na Flórida.

O petista chegou a expressar descontentamento com a hipótese de ser recebido fora da sede oficial do governo americano.

Entre os aliados de Lula, o entendimento é de que o encontro só deve ocorrer quando houver avanços concretos nas negociações sobre o tarifaço. A intenção é que os termos de um possível acordo sejam definidos previamente, permitindo que a reunião sirva para formalizar um acerto político e econômico entre os dois países.

Fonte: CNN

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Governo confirma encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio na quinta-feira https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/15/governo-confirma-encontro-entre-mauro-vieira-e-marco-rubio-na-quinta-feira/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/15/governo-confirma-encontro-entre-mauro-vieira-e-marco-rubio-na-quinta-feira/#comments Wed, 15 Oct 2025 16:54:42 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5401

O governo brasileiro informou a representantes do setor privado que o encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, será realizado na quinta-feira (16).

De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, os empresários foram comunicados oficialmente sobre a data. O Itamaraty, procurado pela reportagem, afirmou que “não irá se antecipar aos anfitriões” quanto à divulgação de data e horário do encontro.

Segundo integrantes do governo, não haverá reunião preparatória entre as equipes técnicas antes da conversa entre Vieira e Rubio. O setor privado, no entanto, elaborou relatórios sobre temas prioritários que, com base em contatos com investidores americanos, devem integrar a pauta bilateral.

A lista de assuntos preparada inclui oito pontos principais:

  • Parceria em processamento e refino de minerais críticos e terras raras;
  • Aprimoramento do sistema de Propriedade Intelectual no Brasil;
  • Cooperação em agricultura e tecnologia agrícola;
  • Redução de tarifas para equipamentos de data centers;
  • Segurança energética;
  • Sobrecapacidade global de aço;
  • Acordo de compras em defesa;
  • Expansão do Acordo de Comércio e Cooperação Econômica (ATEC).

Empresários que acompanham a preparação do encontro têm pedido ao governo que evite temas políticos, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que a reunião mantenha foco em questões comerciais e econômicas.

Fonte: CNN

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Alckmin revela pedido de Lula a Trump: suspensão imediata da tarifa de 40% sobre produtos brasileiros https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/12/alckmin-revela-pedido-de-lula-a-trump-suspensao-imediata-da-tarifa-de-40-sobre-produtos-brasileiros/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/12/alckmin-revela-pedido-de-lula-a-trump-suspensao-imediata-da-tarifa-de-40-sobre-produtos-brasileiros/#comments Sun, 12 Oct 2025 22:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5336
Foto: REUTERS/Carla Carniel

Durante evento em Aparecida neste domingo (12), o presidente em exercício Geraldo Alckmin confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu diretamente ao norte-americano Donald Trump que suspenda a tarifa de 40% imposta a produtos brasileiros já durante a fase de negociação entre os dois países.

“O pedido do presidente Lula para o presidente Trump foi que, enquanto negocia, suspenda os 40%. Esse foi o pleito”, disse Alckmin a jornalistas.

O telefonema entre Lula e Trump ocorreu em 6 de outubro, e marcou o primeiro contato direto entre os dois desde que o republicano voltou ao poder. Na conversa, o presidente americano designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir as tratativas com Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Marco Rubio entra no tabuleiro diplomático

Apesar do histórico de tensões políticas entre setores progressistas e o senador republicano, Alckmin minimizou qualquer risco de impasse.

“Não acredito [em obstáculos]. A orientação do presidente Trump foi muito clara: queremos diálogo e entendimento. O Brasil sempre defendeu isso”, afirmou.

Rubio deve se reunir com Mauro Vieira na próxima sexta-feira (17), em Washington, para discutir o tarifaço e outras medidas restritivas adotadas pelos Estados Unidos, como sanções aplicadas com base na Lei Magnitsky e a revogação de vistos de autoridades brasileiras.

Impacto do tarifaço

Segundo dados divulgados por Alckmin, 42% das exportações brasileiras para os EUA estão fora da sobretaxa, mas cerca de 34% dos produtos seguem diretamente afetados pela tarifa, que chega a 40%.

O governo brasileiro tenta evitar que o aumento provoque perda de competitividade de setores estratégicos, como o agronegócio, a indústria química e de transformação.

Lula e Trump devem se encontrar novamente

A reaproximação diplomática avança em paralelo às negociações técnicas. Lula e Trump manifestaram intenção de se reunir pessoalmente em breve — o presidente brasileiro aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da ASEAN, na Malásia, e disse estar disposto a viajar aos Estados Unidos “para consolidar o diálogo”.

O gesto é visto como uma tentativa de reduzir a tensão comercial e reposicionar o Brasil nas discussões econômicas com Washington, em meio a uma conjuntura global marcada por disputas tarifárias e reconfiguração das cadeias de produção.

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Eduardo Bolsonaro exalta Marco Rubio e afirma que secretário “conhece regimes totalitários” https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/07/eduardo-bolsonaro-exalta-marco-rubio-e-afirma-que-secretario-conhece-regimes-totalitarios/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/07/eduardo-bolsonaro-exalta-marco-rubio-e-afirma-que-secretario-conhece-regimes-totalitarios/#comments Tue, 07 Oct 2025 16:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5246

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou como um “golaço” a escolha do secretário de Estado americano, Marco Rubio, para conduzir as negociações entre Estados Unidos e Brasil. A decisão foi anunciada após a videoconferência realizada nesta segunda-feira (6) entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

Segundo o acordo, Rubio será o responsável por dar continuidade ao diálogo com o governo brasileiro, representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.


Críticas ao STF e elogios a Rubio

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Eduardo exaltou a escolha do novo chefe da diplomacia americana, destacando que Rubio, filho de imigrantes cubanos, “conhece bem a América Latina” e “sabe como funcionam os regimes totalitários de esquerda na região”.

O parlamentar também aproveitou para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que Rubio “sabe como o Judiciário foi instrumentalizado como ferramenta de perseguição política”. Eduardo classificou o Brasil como um “regime de exceção”.

Desde o início do ano, o deputado está nos Estados Unidos, onde tenta sensibilizar o governo Trump para a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.


Negociações e tarifas

Na conversa entre Lula e Trump, o governo brasileiro pediu a retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos nacionais e o fim das medidas restritivas a autoridades brasileiras, incluindo as sanções aplicadas a ministros do STF.

Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que os presidentes dialogaram por 30 minutos em “tom amistoso” e concordaram em se encontrar pessoalmente em breve.

Lula sugeriu um novo encontro durante a Cúpula da ASEAN, na Malásia, e reiterou convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA), em novembro. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro descreveu o contato como “uma oportunidade para restaurar as relações amistosas de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, lembrando que o Brasil é um dos poucos países do G20 com superávit comercial com os EUA.


Contexto das sanções

As sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos foram adotadas em 6 de agosto, sob o argumento de preocupações com o julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Além das tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, o governo americano aplicou sanções individuais a familiares de ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes, enquadrado na Lei Magnitsky — que prevê punições econômicas a pessoas acusadas de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

Fonte: CNN

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Após telefonema entre Lula e Trump, direita aposta em Marco Rubio para conter avanços https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/06/apos-telefonema-entre-lula-e-trump-direita-aposta-em-marco-rubio-para-conter-avancos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/06/apos-telefonema-entre-lula-e-trump-direita-aposta-em-marco-rubio-para-conter-avancos/#comments Mon, 06 Oct 2025 21:38:40 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5229

A direita brasileira reconhece um revés político após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizado nesta segunda-feira (6), que sinalizou avanços nas negociações entre Brasil e Estados Unidos.

Sob reserva, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) consideram uma derrota simbólica o fato de ele — condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado — não ter sido citado durante a conversa de 30 minutos entre Lula e Trump.

Apesar disso, o grupo bolsonarista demonstra otimismo com a escolha do secretário de Estado, Marco Rubio, para intermediar o diálogo com o governo brasileiro. A expectativa é de que Rubio mantenha a pressão sobre o Planalto e evite recuos nas medidas impostas contra o país, como a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros e as sanções a autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do STF.


Bastidores e articulação política

Fontes próximas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem articulado sanções americanas contra o Brasil, afirmam que a pressão de lobistas ligados a empresas brasileiras e a setores produtivos foi decisiva para viabilizar o telefonema entre os presidentes — mesmo diante da resistência de Rubio.

Segundo o grupo, também teve papel importante o enviado presidencial especial dos EUA para Missões Especiais, Richard Grenell, que se reuniu em 15 de setembro com o chanceler Mauro Vieira, em Brasília. O encontro não foi divulgado oficialmente, mas teria contribuído para destravar o diálogo diplomático.

Para aliados de Bolsonaro, a presença de Rubio nas negociações aumenta a pressão sobre Lula, que agora precisa demonstrar resultados concretos e assumir o protagonismo nas tratativas, sem atribuir eventuais impasses à atuação de Eduardo Bolsonaro.


Cenário e expectativas da direita

No cenário mais favorável ao bolsonarismo, a aproximação de Rubio pode permitir que o governo americano questione diretamente Lula sobre supostas perseguições à oposição e violações de direitos humanos — temas que Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo têm levado às autoridades dos EUA.

Desde julho, o governo Trump mantém uma ofensiva comercial e política contra o Brasil, com tarifas sobre exportações, sanções a autoridades brasileiras e críticas às decisões do Judiciário.

Para o entorno de Bolsonaro, o resultado das negociações com Rubio será determinante para o futuro da relação bilateral e para o posicionamento da direita brasileira no cenário internacional.

Fonte: CNN

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Alcolumbre sanciona Dia da Amizade Brasil-Israel em meio a tensões diplomáticas https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/25/alcolumbre-sanciona-dia-da-amizade-brasil-israel-em-meio-a-tensoes-diplomaticas/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/25/alcolumbre-sanciona-dia-da-amizade-brasil-israel-em-meio-a-tensoes-diplomaticas/#respond Thu, 26 Jun 2025 00:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2178 Nova data comemorativa destaca os fortes laços históricos e culturais entre os dois países e reacende debate sobre a política externa do Brasil
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulgou nesta quarta-feira (25) a lei que estabelece 12 de abril como o Dia da Celebração da Amizade Brasil-Israel. A data marca a instalação da primeira representação diplomática brasileira em solo israelense, em 1951. Alcolumbre, primeiro presidente judeu do Congresso Nacional, exaltou a conexão entre os povos e a relevante contribuição da comunidade judaica para a sociedade brasileira.

Em um momento de fortes tensões geopolíticas no Oriente Médio, a iniciativa acende o debate sobre o alinhamento da política externa nacional. O relator da proposta, Carlos Viana (Podemos-MG), reforçou o caráter democrático de Israel e criticou a atual postura do governo federal, que, segundo ele, ignora o desejo da maioria da população, que, conforme pesquisas, é favorável a Israel.

O gesto simbólico, além de homenagear a história da relação entre os países, evidencia o papel da comunidade judaica no Brasil e reforça a importância do diálogo entre democracias. Para o senador Jaques Wagner (PT-BA), as críticas que apontam o presidente Lula como antissemita são infundadas e desconsideram o histórico de aproximação e respeito entre o mandatário e os judeus.

Este novo marco legal ocorre num momento sensível para a diplomacia nacional e em meio a tensões que colocam o Brasil sob os holofotes globais, dividindo opiniões sobre os rumos da política externa.

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Críticas à nota do Itamaraty sobre Irã expõem racha entre Congresso e governo https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/23/criticas-a-nota-do-itamaraty-sobre-ira-expoem-racha-entre-congresso-e-governo/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/23/criticas-a-nota-do-itamaraty-sobre-ira-expoem-racha-entre-congresso-e-governo/#respond Tue, 24 Jun 2025 01:15:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2058 Nota do Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, gerando críticas no Congresso.
Foto: Palácio Itamaraty | Divulgação

O clima esquentou em Brasília. Nesta segunda-feira (24), o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, disparou contra a nota do Itamaraty que condenou os ataques a instalações nucleares do Irã. Segundo Barros, a posição do governo brasileiro estaria “alinhada ao regime de Teerã” e ignora a preocupação global com o programa nuclear iraniano.

Na nota divulgada no domingo (23), o Ministério das Relações Exteriores criticou “com veemência” as ofensivas conduzidas por Israel e, mais recentemente, pelos Estados Unidos contra o Irã. O governo brasileiro afirma que essas ações ferem a soberania iraniana, a Carta da ONU e as diretrizes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), além de aumentarem os riscos de contaminação radioativa e desastres ambientais.

Barros rebateu, dizendo que a destruição do programa nuclear iraniano atende aos anseios de boa parte do mundo, como a Europa e a Liga Árabe. “Enquanto a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, apelava pelo diálogo, o Brasil condenava EUA e Israel por, supostamente, violarem a soberania do Irã”, criticou o parlamentar.

Ele também classificou o bombardeio norte-americano contra usinas nucleares iranianas, ocorrido no último sábado (22), como “ato corajoso e necessário”, e afirmou que Israel apenas executa o “serviço sujo” desejado por países europeus e árabes que temem o avanço das armas nucleares.

Em resposta, o Itamaraty preferiu não rebater publicamente as declarações. Nos bastidores, diplomatas destacam que o Brasil segue o direito internacional e busca soluções pacíficas, sem “tomar partido”. Eles lembram que a postura da diplomacia foi semelhante quando Israel sofreu ataques do Hamas e quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Para esses diplomatas, o governo não se omite em casos claros de violação às regras globais, seja em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano ou no Irã.

Esse embate entre Congresso e Itamaraty reflete a divisão política no país sobre a postura internacional do Brasil, além de colocar em foco o difícil equilíbrio entre princípios diplomáticos e os interesses geopolíticos.

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Acordo inesperado: Irã e Israel selam trégua após 12 dias de guerra https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/23/acordo-inesperado-ira-e-israel-selam-tregua-apos-12-dias-de-guerra/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/23/acordo-inesperado-ira-e-israel-selam-tregua-apos-12-dias-de-guerra/#respond Tue, 24 Jun 2025 00:15:14 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2046 Em uma rede social, ex-presidente dos EUA afirmou que o conflito será encerrado em 24 horas. Israel e Irã ainda não confirmaram oficialmente o acordo.
Donald J. Trump | Divulgação

Anúncio do cessar-fogo

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) que Israel e Irã chegaram a um acordo para um cessar-fogo completo. Segundo ele, o fim da guerra será oficializado já nesta terça-feira (24), com a paralisação imediata das operações militares em andamento.

Trump diz que Israel e Irã acordaram cessar-fogo — Foto: Reprodução

Falta de confirmação oficial

Até a publicação desta reportagem, os governos de Israel e Irã não haviam confirmado o acordo. Entretanto, uma autoridade iraniana ouvida pela agência Reuters afirmou que Teerã aceitou a proposta.

Operações em curso e expectativa

Trump assegurou que, nas próximas horas, os dois países vão encerrar os ataques ainda em andamento. Em seguida, os bombardeios serão totalmente suspensos.
“Gostaria de parabenizar ambos os países, Israel e Irã, por terem a resistência, coragem e inteligência para encerrar o que já chamam de ‘A Guerra de 12 Dias’”, escreveu o ex-presidente.

Negociações e envolvimento do Catar

A Reuters informou que Trump e o vice-presidente J.D. Vance discutiram a proposta de cessar-fogo com o emir do Catar, logo após o ataque iraniano a uma base americana. O emir, segundo uma fonte da agência, foi acionado para ajudar a convencer o Irã a aceitar o acordo.

Reação do Irã e detalhes da proposta

Ainda de acordo com a Reuters, o Irã confirmou a proposta por telefone em uma conversa que incluiu o primeiro-ministro do Catar. Os detalhes do acordo permanecem em sigilo.
Já o jornal The New York Times noticiou que um porta-voz das Forças de Defesa de Israel se recusou a comentar o anúncio feito por Trump.

Contexto da escalada do conflito

Esse cessar-fogo surge um dia depois que Trump declarou que o Irã precisava mudar seu regime e apenas dois dias depois do bombardeio americano contra o território iraniano.
Pouco antes da declaração, a imprensa estatal iraniana relatou explosões em cidades do país. Em paralelo, autoridades ordenaram a evacuação de civis israelenses de áreas próximas a Tel Aviv, enquanto os militares israelenses exigiram a retirada de iranianos em Teerã.

Histórico do confronto

A guerra começou em 13 de junho, quando Israel lançou uma ofensiva preventiva contra o programa nuclear iraniano. Desde então, dezenas morreram e milhares ficaram feridos, a maioria civis.
Israel afirma que o Irã está a um passo da bomba atômica e que os ataques são uma resposta para evitar a ameaça contra o país. Já Teerã retaliou com mísseis contra Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.

Retaliação e ataques dos Estados Unidos

No último fim de semana, os Estados Unidos bombardearam alvos nucleares iranianos, mirando principalmente a usina subterrânea de Fordow. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra uma base americana no Catar, que foram interceptados, sem vítimas.
A imprensa americana afirma que o Irã avisou os EUA e o Catar horas antes do ataque, num sinal claro de que buscava uma resposta simbólica para evitar a ampliação do conflito.

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Ao condenar EUA contra o Irã, governo Lula reforça alinhamento com ditaduras https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/22/ao-condenar-eua-contra-o-ira-governo-lula-reforca-alinhamento-com-ditaduras/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/22/ao-condenar-eua-contra-o-ira-governo-lula-reforca-alinhamento-com-ditaduras/#respond Sun, 22 Jun 2025 23:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1990 Comunicado oficial do governo Lula contra a ofensiva americana no Irã reacende críticas sobre a proximidade do Brasil com regimes autoritários.
André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo e Seth Wenig/Pool via Reuters

Governo Lula critica bombardeio dos EUA

O governo Lula classificou o bombardeio dos Estados Unidos contra três instalações nucleares do Irã como uma “violação da soberania” e do direito internacional. A nota oficial, divulgada pelo Itamaraty neste domingo (22), reforça o alinhamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ditaduras e regimes autoritários. A oposição reagiu duramente, criticando a postura do governo federal.

Operação contra o Irã

No último dia 13, Israel lançou a “Operação Leão Ascendente”, alegando que o regime dos aiatolás estaria próximo de obter uma arma nuclear. O então presidente americano Donald Trump respondeu autorizando o bombardeio contra as usinas nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan, executado na noite de sábado (21).

Netanyahu e Trump defendem a força contra o Irã

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que ele e Trump defendem a estratégia de “paz por meio da força”, destacando que “primeiro vem a força, depois a paz”. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou fotos com Trump e Netanyahu, com a legenda: “Dê-me 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil”.

Família Bolsonaro reforça apoio à ofensiva

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, afirmou que “bandidos e ditadores só entendem a linguagem da força”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou um vídeo do apresentador Ratinho, que criticou o governo Lula por focar em conflitos externos enquanto negligencia os problemas internos: “O governo Lula não consegue fazer o arroz com feijão e quer se meter na guerra da Ucrânia, de Israel e Irã”.

Diplomacia em xeque

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que o Brasil precisa retomar uma postura equilibrada. “Defender Israel é defender a democracia e os direitos humanos. Não podemos nos calar diante das ameaças do Irã contra Israel”, disse. Sergio Moro (União-PR) alertou que o país segue despreparado: “Enquanto isso, o Brasil continua despreparado e completamente desorientado na ordem internacional”.

Marcon e a defesa de Trum

O deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS) foi mais direto, comemorando o ataque: “Eu amo esse cara. Que bênção ter Trump como presidente americano. Obrigado, Deus, por ter salvo a sua vida”, publicou ao compartilhar o vídeo com o pronunciamento do republicano.

Histórico de alinhamento

A oposição já havia condenado a nota do Itamaraty após a ofensiva israelense contra o Irã no último dia 13. Na ocasião, o governo petista disse que a ação era uma “clara violação” da soberania iraniana e do direito internacional.

Além disso, Lula acusou Israel de “genocídio” contra o povo palestino reiteradas vezes desde o início do conflito entre Hamas e Israel, em outubro de 2023. Por isso, foi declarado “persona non grata” por Israel em 2024, depois de comparar a resposta israelense contra o Hamas às mortes no Holocausto.

Críticas no G7

Na cúpula do G7, Lula voltou a criticar Israel pela “matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças” na Faixa de Gaza e apontou que o recente conflito entre Irã e Israel pode ter impactos globais: “Os recentes ataques de Israel ao Irã ameaçam fazer do Oriente Médio um campo de batalha global, com consequências inestimáveis”, declarou, divergindo do tom adotado pelos países do G7.

Proximidade com ditadore

As críticas à condução da política externa se agravaram quando Lula participou das comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial em Moscou e se reuniu com o ditador russo Vladimir Putin. O evento teve a presença de ao menos 20 representantes de países autoritários, como os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

Ao rebater as críticas, Lula disse que a viagem serviu para reforçar o multilateralismo. Ele também tentou emplacar um acordo com a China para o cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia — sem sucesso — e pediu que Putin participasse pessoalmente das negociações com o ucraniano Volodymyr Zelensky em Istambul, o que não ocorreu.

Democracia e censura

Eleito com um discurso em defesa da democracia, Lula também pediu ao ditador chinês Xi Jinping que enviasse um assessor para debater a regulação das redes sociais no Brasil, com foco no TikTok. Na China, redes como Google, Facebook e YouTube são banidas, e o TikTok (Douyin) segue rígidas regras de censura e vigilância.

Análise do editor

A postura do governo Lula escancara uma política externa cada vez mais alinhada a regimes autoritários e distantes das democracias ocidentais. Essa aproximação, além de corroer a imagem do Brasil no exterior, levanta questionamentos urgentes sobre a coerência entre o discurso democrático e a prática diplomática do atual governo.

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