diplomacia Brasil EUA https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 10 Oct 2025 17:36:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png diplomacia Brasil EUA https://radarmetropolitanopr.com 32 32 “Pintou uma química”, diz Trump a Lula em ligação sobre tarifas entre Brasil e EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/10/pintou-uma-quimica-diz-trump-a-lula-em-ligacao-sobre-tarifas-entre-brasil-e-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/10/pintou-uma-quimica-diz-trump-a-lula-em-ligacao-sobre-tarifas-entre-brasil-e-eua/#comments Fri, 10 Oct 2025 17:36:53 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5318

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou, nesta quinta-feira (9), que o líder norte-americano Donald Trump o procurou por telefone e afirmou que “pintou uma química” entre os dois durante a conversa realizada no início da semana.

“O presidente Trump, que parecia o inimigo número um, me telefonou na segunda-feira e disse pra mim: ‘Lulinha, pintou uma química entre nós, vamos conversar, vamos discutir, sabe?’ E é bom que pinte uma química mesmo”, contou Lula durante agenda oficial em Maragogipe, na Bahia.

Segundo o presidente brasileiro, o diálogo representa um sinal positivo para as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente sobre a taxação imposta por Washington às importações brasileiras.

A ligação ocorreu na segunda-feira (6) e durou cerca de 30 minutos. De acordo com integrantes do governo, o contato teve “tom amigável” e foi considerado positivo para a retomada do diálogo entre os dois países.

Durante a conversa, Lula esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), além do assessor especial Celso Amorim.


Negociações e próximos passos

Como resultado do telefonema, Trump indicou que o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, fosse designado para dar continuidade às negociações com o governo brasileiro.

O primeiro contato entre Rubio e as autoridades brasileiras ocorreu na manhã desta quinta-feira (9), por telefone, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

De acordo com relatos, a ligação durou cerca de 15 minutos e teve tom cordial e objetivo, sem sinais de hostilidade.
Durante a conversa, ambos acordaram em realizar um encontro presencial e reunir suas respectivas equipes “o mais breve possível”, para discutir os temas tratados pelos dois presidentes.

Fonte: CNN

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/10/pintou-uma-quimica-diz-trump-a-lula-em-ligacao-sobre-tarifas-entre-brasil-e-eua/feed/ 1
Após aceno de Trump, governo Lula posterga decisão sobre reciprocidade econômica contra os EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/29/apos-aceno-de-trump-governo-lula-posterga-decisao-sobre-reciprocidade-economica-contra-os-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/29/apos-aceno-de-trump-governo-lula-posterga-decisao-sobre-reciprocidade-economica-contra-os-eua/#comments Mon, 29 Sep 2025 20:26:56 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5057

O governo federal decidiu adiar a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump sinalizar a possibilidade de um diálogo direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo fontes diplomáticas e integrantes do governo, a cautela foi motivada pela tentativa de preservar a aproximação entre os dois líderes e evitar ruídos que prejudiquem o diálogo bilateral.

A medida, que estava na pauta do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) na semana passada, acabou sendo retirada da votação.

No fim de agosto, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) acionou a Camex para avaliar a adoção da Lei de Reciprocidade como resposta ao tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump a produtos brasileiros. Pelo cronograma, o Gecex teria até 30 dias para apresentar relatório e definir uma estratégia de retaliação.

Na semana passada, embora o colegiado tenha se reunido, a aplicação da lei contra os EUA não foi apreciada. Uma nova reunião da Camex pode ocorrer ainda nesta semana.

Diplomatas afirmam que a decisão reflete tratativas de bastidor para criar espaço a um avanço nas negociações. Além disso, há receio de que uma retaliação formal provoque novas sanções dos Estados Unidos.

O adiamento ganhou mais peso após a fala de Trump na Assembleia Geral da ONU, quando afirmou ter conversado brevemente com Lula e que ambos haviam acordado em dialogar nesta semana.

Diante da possibilidade de encontro, até então improvável, a avaliação interna é de que o Brasil deve dobrar a cautela em qualquer ação que possa comprometer a reaproximação. Nesse contexto, a aplicação da lei — considerada uma medida de retaliação — tornou-se ainda mais sensível.

Fonte: G1

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/29/apos-aceno-de-trump-governo-lula-posterga-decisao-sobre-reciprocidade-economica-contra-os-eua/feed/ 2
Alexandre Padilha desiste de viagem aos EUA após restrições impostas por Washington https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/20/alexandre-padilha-desiste-de-viagem-aos-eua-apos-restricoes-impostas-por-washington/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/20/alexandre-padilha-desiste-de-viagem-aos-eua-apos-restricoes-impostas-por-washington/#respond Sat, 20 Sep 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4840

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou nesta sexta-feira (19) que não participará da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nem da conferência da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), em Washington, após os Estados Unidos imporem restrições à sua circulação no país.

Em carta enviada aos países membros da Opas, Padilha afirmou que a decisão americana compromete o papel do Brasil na cooperação internacional.
Fui informado, nesta quinta-feira (18), da postura do governo dos Estados Unidos de restringir a minha circulação no país a poucos quarteirões de Nova York, o que impede a minha ida a Washington, em flagrante desacordo com o Acordo de Sede”, escreveu.

Críticas às medidas

Segundo o ministro, a imposição é “arbitrária e autoritária” e prejudica a atuação brasileira em organismos multilaterais.
O efeito imediato das restrições que me foram impostas é impedir a plena participação do Brasil em órgãos das Nações Unidas sediados nos Estados Unidos, enquanto exercemos a presidência Pro-Tempore do Mercosul e dos BRICS e presidimos a Coalizão do G20 na Saúde”, disse.

O visto foi liberado pelos EUA, mas com restrições: Padilha e seus familiares só poderiam se deslocar entre o hotel, a sede da ONU, a missão brasileira junto às Nações Unidas e a residência do embaixador, em um perímetro de cinco quarteirões. A única exceção seria em caso de atendimento médico emergencial.

Reação em São Paulo

Durante agenda na Unicamp, em Campinas, Padilha voltou a criticar a medida.
Primeiro que eu não sou procurado pela Interpol, não sou condenado a nada no país para ter tornozeleira eletrônica nem do Brasil nem dos Estados Unidos. E terceiro, essa é uma atitude para impedir que o Brasil, sobretudo no continente americano, exerça sua liderança”, afirmou.

Padilha deveria acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia da ONU e, em seguida, participar da conferência da Opas em Washington. Com as restrições, confirmou que não embarcará para os EUA.

Fonte: CNN

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/20/alexandre-padilha-desiste-de-viagem-aos-eua-apos-restricoes-impostas-por-washington/feed/ 0
Alexandre Padilha ironiza punição dos EUA: “Disney nunca esteve nos meus planos” https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/20/alexandre-padilha-ironiza-punicao-dos-eua-disney-nunca-esteve-nos-meus-planos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/20/alexandre-padilha-ironiza-punicao-dos-eua-disney-nunca-esteve-nos-meus-planos/#comments Wed, 20 Aug 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4228

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ironizou nesta terça-feira (19) as sanções impostas pelos Estados Unidos contra sua família. Questionado sobre o cancelamento de vistos, ele respondeu:
“Não tenho intenção nenhuma de ir para a Disney”.

Padilha voltou a classificar a decisão do governo norte-americano como um “ato de covardia” e afirmou que a medida não vai alterar sua defesa do Programa Mais Médicos.

“O maior impacto para a minha família é o fato de que eu tenho um irmão que é cidadão americano, que vive nos Estados Unidos. Tenho a esposa do meu pai que vive nos Estados Unidos (…) Então, a gente vai se encontrar em outros lugares, está certo?”, disse o ministro.

A família foi comunicada na semana passada sobre o cancelamento dos vistos por meio de ofício enviado pelo Consulado-Geral dos EUA em São Paulo.

De acordo com nota assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, as ações visam punir a suposta “cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano” dentro do Mais Médicos.

Além dos parentes de Padilha, também tiveram vistos cancelados Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador da COP30 e ex-assessor do Ministério da Saúde.

Apesar das restrições, Padilha afirmou que ainda avalia participar da próxima conferência da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), sediada nos Estados Unidos:

“Eu não tenho decisão ainda se vou poder participar ou não, mas caso venha a participar, certamente que um acordo sério tem que permitir uma autoridade convidada por esses sistemas da ONU e da Opas. Nenhum país do mundo pode impedir o acesso de uma autoridade a participar de um evento como esse.”

Fonte: CNN

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/20/alexandre-padilha-ironiza-punicao-dos-eua-disney-nunca-esteve-nos-meus-planos/feed/ 1
Tarifas contra o Brasil acirram tensão entre Trump e Congresso norte-americano https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/#respond Fri, 25 Jul 2025 21:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3465

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado por senadores democratas de “claro abuso de poder” após impor tarifas de 50% sobre importações do Brasil. Em uma carta enviada nesta quinta-feira (24) à Casa Branca, 11 parlamentares da oposição afirmaram que o republicano está utilizando “a economia americana para interferir em favor de um amigo”, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, escreveram os senadores.

Os democratas — minoria no Senado — também alertam que uma retaliação brasileira elevaria os preços de diversos produtos nos Estados Unidos, afetando famílias e empresas locais. Eles destacam que os EUA importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, sendo US$ 2 bilhões apenas em café. O comércio bilateral, segundo os senadores, é responsável por cerca de 130 mil empregos norte-americanos.

Outro ponto de preocupação abordado na carta é o risco de uma aproximação maior entre o Brasil e a China. “Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. (…) Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina”, alertaram.

Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores brasileiros embarca para os Estados Unidos na tentativa de estabelecer um canal de diálogo sobre o chamado “tarifaço”. No entanto, segundo informações do jornalista Valdo Cruz, o governo Lula teria sido informado de que Trump não autorizou qualquer conversa formal da Casa Branca com autoridades brasileiras.

Na quinta-feira (24), outro elemento acirrou o embate entre os países: o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, demonstrou interesse do governo norte-americano nos minerais estratégicos brasileiros.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a soberania nacional em discurso:
“Temos todo o nosso petróleo para proteger. Temos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger. E aqui ninguém põe a mão. Este país é do povo brasileiro”, declarou Lula.

Leia a íntegra da carta abaixo:

“Prezado Presidente Trump,

Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas feita por sua administração claramente não se refere a isso. Tampouco se trata de um déficit comercial bilateral, já que os EUA tiveram um superávit de US$ 7,4 bilhões em bens com o Brasil em 2024 e não registram déficit comercial com o país desde 2007.

Na verdade — como o senhor afirma explicitamente em sua carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — a ameaça de impor tarifas de 50% sobre todas as importações do Brasil e a ordem para que o Representante de Comércio dos EUA inicie uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 têm como principal objetivo forçar o sistema judiciário independente do Brasil a interromper a acusação contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O Sr. Bolsonaro é um cidadão brasileiro sendo processado nos tribunais brasileiros por ações alegadamente cometidas sob jurisdição nacional. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e de planejar um golpe de Estado.

Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. O anúncio de sua administração em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades judiciais brasileiras envolvidas no caso do Sr. Bolsonaro, indica — mais uma vez — a disposição de sua administração em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano.

Suas ações aumentariam os custos para famílias e empresas americanas. Os americanos importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio entre EUA e Brasil sustenta cerca de 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco diante da ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu retaliar em resposta — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos aumentarão além do nível de 50% que o senhor ameaçou.

Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais e ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo vários projetos portuários em andamento. Recentemente, o China State Railway Group assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto ferroviário transcontinental.

Essas considerações não são exclusivas do Brasil. Em toda a América Latina, a RPC está trabalhando para ampliar sua influência por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. Estamos preocupados que suas ações para minar um sistema judicial independente apenas aumentem o ceticismo em relação à influência americana na região e deem mais credibilidade à agenda de autoridades e empresas estatais chinesas. A mesma tendência também está ocorrendo no Leste e Sudeste Asiático.

Os objetivos principais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o combate à influência da RPC. Instamos o senhor a reconsiderar suas ações e a priorizar os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — não outra guerra comercial”.

Atenciosamente,

Tim Kaine, Senador dos Estados Unidos
Jeanne Shaheen, Senadora dos Estados Unidos
Adam B. Schiff, Senador dos Estados Unidos
Richard J. Durbin, Senador dos Estados Unidos
Peter Welch, Senador dos Estados Unidos
Kirsten Gillibrand, Senadora dos Estados Unidos
Mark R. Warner, Senador dos Estados Unidos
Catherine Cortez Masto, Senadora dos Estados Unidos
Michael F. Bennet, Senador dos Estados Unidos
Jacky Rosen, Senadora dos Estados Unidos
Raphael Warnock, Senador dos Estados Unidos

Fonte: G1

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/25/tarifas-contra-o-brasil-acirram-tensao-entre-trump-e-congresso-norte-americano/feed/ 0
Haddad descarta retaliação ao tarifaço de Trump e nega controle sobre dividendos https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/#respond Sun, 20 Jul 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3243

Haddad nega retaliação ao tarifaço de Trump e descarta tributação sobre dividendos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (19) que o governo brasileiro não estuda retaliações contra os Estados Unidos em resposta à tarifa de 50% imposta pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Haddad também negou que esteja em análise qualquer medida relacionada à tributação de dividendos.

“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, diz a nota oficial.

A declaração do ministro vem após uma semana marcada por forte tensão diplomática entre os dois países, gerada pelo anúncio da tarifa em 9 de julho.

O presidente Donald Trump justificou a decisão por motivações políticas. Em entrevista na Casa Branca, ele disse:

“Conheço o ex-presidente. Ele lutou muito pelo povo brasileiro… o que estão fazendo com ele é terrível”.

Na carta enviada ao presidente Lula, Trump qualificou o julgamento de Jair Bolsonaro como “uma vergonha internacional” e comparou o caso a uma “Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”.

O ex-presidente norte-americano também acusou, sem apresentar provas, o Brasil de promover “ataques insidiosos” contra eleições livres e cercear a liberdade de expressão de cidadãos americanos. Trump ainda usou um argumento econômico incorreto: disse que os Estados Unidos têm déficit comercial com o Brasil, quando, na verdade, os dados oficiais mostram o contrário — os EUA compram mais do Brasil do que vendem ao país desde 2009.

Apesar das provocações, o governo brasileiro optou por não responder com hostilidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil é soberano e “não aceitará ser tutelado por ninguém”, mas enfatizou o compromisso com a via diplomática.

Nesta semana, uma nova carta foi enviada à Casa Branca, assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O documento expressa indignação com a medida e cobra uma resposta a uma carta anterior enviada em maio, que segue sem retorno.

No plano jurídico, o governo avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, regulamentada nesta semana. A norma permite que o Brasil imponha sanções comerciais a países que adotem medidas unilaterais semelhantes.

O presidente Lula disse que a lei será utilizada “quando necessário” e que o Brasil buscará apoio de outras nações afetadas para apresentar uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC).

“A partir daí, se não houver solução, nós vamos entrar com a reciprocidade já a partir de 1º de agosto, quando ele começa a taxar o Brasil”, declarou Lula em entrevista.

Fonte: G1

]]>
https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/feed/ 0