DesvioDeVerbas https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 09 Jul 2025 01:16:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png DesvioDeVerbas https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Expulso por Bolsonaro, deputado vira alvo da PF por fraude com R$ 54 milhões https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/09/expulso-por-bolsonaro-deputado-vira-alvo-da-pf-por-fraude-com-r-54-milhoes/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/09/expulso-por-bolsonaro-deputado-vira-alvo-da-pf-por-fraude-com-r-54-milhoes/#respond Wed, 09 Jul 2025 10:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2811 Investigado por suspeita de desvio de recursos públicos, Júnior Mano foi expulso do PL após apoiar candidato do PT em Fortaleza. Operação autorizada por Gilmar Mendes bloqueou R$ 54,6 milhões.
Reprodução/Instagram

O que aconteceu

O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) foi expulso do PL pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, após declarar apoio ao petista Evandro Leitão, candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2024. A ruptura política foi exposta pelo próprio parlamentar nas redes sociais, onde acusou o bolsonarismo de perseguição por não aceitar divergências internas.

Expus meus pensamentos e decidi o que é o melhor para a Capital e virei vítima de perseguição!”, escreveu Júnior Mano em outubro de 2024. Segundo ele, a ordem para sua expulsão partiu diretamente de Bolsonaro e foi repassada pelo presidente estadual do PL, deputado Carmelo Neto.

O evento de apoio a Evandro Leitão reuniu 41 prefeitos cearenses e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, articulador central do PT no estado. A decisão de Júnior Mano expôs as tensões entre bolsonarismo e alas moderadas em estados estratégicos do Nordeste.

Investigado pela PF

Na terça-feira (8), Júnior Mano foi alvo de operação da Polícia Federal, sob ordem do ministro Gilmar Mendes, do STF, por suspeita de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e contratos administrativos.

A operação resultou em mandados de busca e apreensão em três endereços ligados ao deputado: seu gabinete na Câmara, sua residência oficial em Brasília e um imóvel em Fortaleza.

A PF também determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em bens de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação, que apura a atuação de uma organização criminosa estruturada para burlar contratos públicos.

O que diz o deputado

Em nota oficial, a assessoria de Júnior Mano negou qualquer envolvimento direto com contratos ou licitações, afirmando que o parlamentar não exerce funções executivas ou administrativas:

“O deputado Júnior Mano não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos.”

“Reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública.”

“Tem plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá.”

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Afastado: presidente do Sindimoc é investigado por desvio de R$ 600 mil https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/afastado-presidente-do-sindimoc-e-investigado-por-desvio-de-r-600-mil/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/05/afastado-presidente-do-sindimoc-e-investigado-por-desvio-de-r-600-mil/#respond Sat, 05 Jul 2025 12:26:20 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2637 Anderson Teixeira é denunciado pelo MPPR por 157 crimes; investigação revela apropriação de verbas para gastos pessoais e familiares
Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira, foi afastado do cargo nesta sexta-feira (5) por determinação judicial. A medida ocorre no âmbito de uma investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR), que apura o desvio de R$ 607 mil da entidade sindical.

A operação, conduzida pelo Núcleo de Análise de Inquéritos Policiais (Naip) do MPPR, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a Teixeira — um em Curitiba e outro em Mandirituba. O foco foi localizar dinheiro em espécie e outros materiais relacionados aos crimes investigados.

157 crimes de peculato

Segundo o MPPR, Anderson Teixeira e mais seis pessoas — incluindo seu irmão, que atua como advogado do sindicato — foram denunciados por 120 atos criminosos envolvendo apropriação indevida de recursos. O presidente do Sindimoc responde a 157 crimes de peculato.

As apurações revelam que o dinheiro desviado teria sido usado em benefício próprio e familiar, incluindo gastos com compras de bebidas alcoólicas e outros itens de consumo pessoal, sem qualquer relação com as atividades do sindicato.

Investigação se arrasta desde 2010

A denúncia foi apresentada à 10ª Vara Criminal de Curitiba em maio de 2025, mas a investigação se arrasta desde 2010. Agora, com o afastamento judicial do presidente, o MP busca evitar que as práticas se repitam ou que provas sejam comprometidas.

Teixeira nega irregularidades

Em entrevista à RPC, Anderson Teixeira disse estar colaborando com as investigações e afirmou que o MP “quer prejudicar sua imagem” mesmo com todos os documentos sendo disponibilizados:

“Diretores se disponibilizaram, pessoas próximas abriram contas, prestaram depoimento… e mesmo assim o MP insiste em tentar nos prejudicar.”

A defesa promete reagir judicialmente às acusações.

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