defesa Bolsonaro STF https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Fri, 22 Aug 2025 12:34:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png defesa Bolsonaro STF https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Defesa de Bolsonaro tem até as 20h para justificar descumprimento de cautelares https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/22/defesa-de-bolsonaro-tem-ate-as-20h-para-justificar-descumprimento-de-cautelares/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/22/defesa-de-bolsonaro-tem-ate-as-20h-para-justificar-descumprimento-de-cautelares/#respond Fri, 22 Aug 2025 14:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4304

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até as 20h34 desta sexta-feira (22) para apresentar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), as explicações sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares.

Na última quarta-feira (20), Moraes concedeu prazo de 48 horas para que os advogados se manifestassem sobre “condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga” apontados pela Polícia Federal (PF).

Na quinta-feira (21), os advogados do ex-presidente negaram qualquer descumprimento e afirmaram que esclarecerão todos os fatos ao STF dentro do prazo.

Bolsonaro indiciado

Na quarta-feira (20), a PF indiciou Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por tentativa de obstrução das investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, na qual o ex-presidente é o principal réu.

Segundo a corporação, foi identificado risco de fuga a partir de um documento em que Bolsonaro pedia asilo político à Argentina. O texto, de 33 páginas, foi endereçado ao presidente argentino, Javier Milei, e alegava perseguição política e “diversas medidas cautelares” impostas pelo STF.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar telefone e redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

“Os elementos de prova obtidos pela Polícia Federal indicam que Jair Messias Bolsonaro tinha posse de documento destinado a possibilitar sua evasão do território nacional, após a imposição de medidas cautelares”, escreveu Moraes em sua decisão.

O ministro determinou ainda que a manifestação da defesa seja encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá mais 48 horas para se pronunciar.

O que diz a defesa?

Em nota, os advogados de Bolsonaro afirmaram ter recebido com “surpresa” o novo indiciamento da PF.

“A defesa do [ex-]presidente Bolsonaro recebeu com surpresa, na data de ontem, a decisão de seu formal indiciamento pela Polícia Federal”, afirmam.

“Os elementos apontados na decisão serão devidamente esclarecidos dentro do prazo assinado pelo Ministro relator, observando-se, desde logo, que jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta”, concluem.

Fonte: CNN

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No STF, defesa de Bolsonaro diz que PGR não provou ligação com 8 de Janeiro https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/14/no-stf-defesa-de-bolsonaro-diz-que-pgr-nao-provou-ligacao-com-8-de-janeiro/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/14/no-stf-defesa-de-bolsonaro-diz-que-pgr-nao-provou-ligacao-com-8-de-janeiro/#comments Thu, 14 Aug 2025 19:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4046

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (13/8), as alegações finais no processo em que ele é acusado de liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado. No documento de 197 páginas, os advogados classificam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) como “absurda” e afirmam não haver provas de que Bolsonaro tenha participado de planos para matar autoridades ou de que tenha tido papel de liderança nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Em momento algum Jair Bolsonaro praticou qualquer conduta que tivesse por finalidade impedir ou dificultar a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo contrário, sempre defendeu e reafirmou a democracia e o Estado de Direito”, diz a defesa.

O texto pede a anulação do acordo de delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a quem chama de “delator sem credibilidade”, alegando que ele descumpriu medidas cautelares e mentiu em depoimentos.

A PGR acusa Bolsonaro e outros 33 réus de crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Para a Procuradoria, o ex-presidente exerceu papel de líder da organização criminosa e seria o principal beneficiário do plano, caso tivesse êxito.

A defesa contesta, dizendo que não há provas concretas: “Não existe texto, decreto ou minuta prevendo a prisão de qualquer autoridade. Não existe decreto assinado. Não existe pedido de movimentar as tropas. Não existe prova do golpe imaginado pela acusação.”

Os advogados também argumentam que a minuta de decreto mencionada por testemunhas não consta nos autos e que, mesmo que tivesse existido, “os planos sequer saíram do âmbito da mera preparação” e não houve emprego de violência.

Segundo a defesa, Bolsonaro garantiu a transição de governo, evitou “o caos com os caminhoneiros” e, no final de 2022, estava debilitado por problemas de saúde. “A transição ocorreu – por ordem do então presidente – de forma eficaz, pacífica e imediata”, afirmam.

Sobre Mauro Cid, os advogados dizem que a PGR reconhece omissões e ambiguidades em seus relatos, mas, “de forma inédita”, pede aproveitamento parcial da delação. A defesa afirma que o militar manteve conversas por meio de um perfil de terceiro no Instagram, o que violaria o acordo.

Com a entrega das alegações finais, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve preparar o relatório para julgamento na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin. O julgamento é esperado para setembro e envolve Bolsonaro e outros integrantes do chamado núcleo 1 da suposta trama golpista, como Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Fonte: BBC

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