comércio exterior Brasil https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Thu, 14 Aug 2025 21:13:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png comércio exterior Brasil https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Lula diz que não vai “chorar” por EUA e buscará mercados como China, Índia e Rússia https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/14/lula-diz-que-nao-vai-chorar-por-eua-e-buscara-mercados-como-china-india-e-russia/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/14/lula-diz-que-nao-vai-chorar-por-eua-e-buscara-mercados-como-china-india-e-russia/#comments Thu, 14 Aug 2025 21:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=4052

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (14) que o Brasil não ficará dependente das compras dos Estados Unidos e buscará novos mercados para seus produtos, citando China, Índia e Rússia como exemplos.

“Ontem nós fizemos uma grande decisão para ajudar as empresas brasileiras que exportam (…) Nós não vamos ficar chorando que ele parou de comprar, não. Nós vamos tentar vender para a China, para a Índia, para a Rússia, para qualquer lugar”, disse Lula durante a inauguração da fábrica de hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana (PE).

O presidente reforçou que não pretende adotar uma postura de subserviência diante das sanções comerciais. “Se os EUA não quiserem comprar, não tem importância, não vou ficar chorando, não vou ficar rastejando. Eu vou procurar outros países para vender o que nós vendemos para ele e vamos seguir em frente”, acrescentou.

Na quarta-feira (13), Lula anunciou um plano de contingência para apoiar setores impactados pela tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. A medida prevê a liberação de R$ 30 bilhões em crédito, a ser analisada pelo Congresso Nacional, com foco em cerca de 10 mil empresas afetadas. O pacote inclui três eixos principais: financiamento, compras públicas e revisão tributária.

Críticas de Trump e relatório dos EUA
O governo de Donald Trump justificou a tarifa alegando preocupações com a situação dos direitos humanos no Brasil e acusou o Judiciário de restringir a liberdade de expressão.

Um relatório do Departamento de Estado americano, divulgado na terça-feira (12), cita o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando que suas decisões prejudicaram o debate democrático ao suspender mais de 100 perfis na rede social X (antigo Twitter), a maioria de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O documento acusa Moraes de agir de forma “desproporcional”, punindo falas de defensores de Bolsonaro, em vez de focar apenas em conteúdos que incitassem ações ilegais ou assédio.

Donald Trump, por sua vez, chamou o julgamento contra Bolsonaro — acusado de tentativa de golpe após as eleições de 2022 — de “caça às bruxas” e disse que esse foi um dos motivos para aplicar o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros.

Fonte: CNN

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Governo Lula monta estratégia para enfrentar sobretaxas dos EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/08/08/governo-lula-monta-estrategia-para-enfrentar-sobretaxas-dos-eua/#respond Fri, 08 Aug 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3878

O governo brasileiro estruturou uma estratégia em quatro frentes para reagir ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. As medidas, que combinam ações de curto, médio e longo prazos, foram confirmadas por integrantes da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Negociação

A primeira frente, tratada como prioridade desde abril — quando foi anunciada a tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros — é a negociação direta com Washington.
Apesar das resistências do governo americano, o Brasil busca suavizar os impactos das medidas, tentando retirar setores da lista de produtos sobretaxados. Esse trabalho é conduzido pelo Itamaraty, pelos ministérios da Fazenda, Indústria e Comércio e Agricultura, com apoio empresarial, sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

O ministro Fernando Haddad informou que se reunirá na próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para ampliar o diálogo. Lula, no entanto, não deve conversar diretamente com Trump neste momento. A avaliação no Planalto é que a medida tem motivação política, voltada a favorecer Jair Bolsonaro (PL) e interferir na democracia brasileira. Assim, só haveria diálogo se Trump recuasse nas críticas ao STF e às decisões envolvendo big techs.

Mitigação

A segunda frente visa reduzir os efeitos internos das tarifas, sobretudo após a sobretaxa de 40% imposta em julho. O governo mapeia os setores mais afetados e considera ações como incentivo às exportações para outros mercados, apoio financeiro emergencial, flexibilização de tributos internos e estoques reguladores temporários.

Parte da equipe de Lula vê no tarifaço uma oportunidade para reequilibrar o comércio exterior e avalia novas linhas de financiamento à exportação, embora o tema enfrente resistência no Congresso e em setores da economia.

Diversificação

A terceira frente é a diversificação de mercados, estratégia retomada no terceiro mandato de Lula, que tem realizado visitas e negociações com dezenas de países. O governo aposta na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia e no fortalecimento de laços com Japão, Vietnã, China, Índia e outras nações do Brics.

Na quinta-feira (7), Lula conversou com o premiê indiano, Narendra Modi, sobre ampliar o comércio bilateral. O presidente também deve visitar a Indonésia e participar de cúpula da ASEAN, na Malásia. Apesar do avanço, o Planalto reconhece que a diversificação não substitui os EUA no curto prazo, mas busca aumentar a resiliência da economia brasileira.

Retaliação

A quarta frente, ainda preliminar, é a eventual retaliação comercial. Estudos técnicos analisam possíveis medidas de reciprocidade, caso as negociações fracassem ou novas tarifas sejam impostas. A ação conta com aval do Congresso, via lei de reciprocidade comercial.

“Não se trata de revanche. É reciprocidade. Estamos analisando cuidadosamente em quais setores e produtos poderíamos responder com proporcionalidade, respeitando o princípio da legalidade internacional”, afirmou uma fonte do governo.

Fonte: CNN

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Haddad descarta retaliação ao tarifaço de Trump e nega controle sobre dividendos https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/20/haddad-descarta-retaliacao-ao-tarifaco-de-trump-e-nega-controle-sobre-dividendos/#respond Sun, 20 Jul 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3243

Haddad nega retaliação ao tarifaço de Trump e descarta tributação sobre dividendos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (19) que o governo brasileiro não estuda retaliações contra os Estados Unidos em resposta à tarifa de 50% imposta pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Haddad também negou que esteja em análise qualquer medida relacionada à tributação de dividendos.

“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, diz a nota oficial.

A declaração do ministro vem após uma semana marcada por forte tensão diplomática entre os dois países, gerada pelo anúncio da tarifa em 9 de julho.

O presidente Donald Trump justificou a decisão por motivações políticas. Em entrevista na Casa Branca, ele disse:

“Conheço o ex-presidente. Ele lutou muito pelo povo brasileiro… o que estão fazendo com ele é terrível”.

Na carta enviada ao presidente Lula, Trump qualificou o julgamento de Jair Bolsonaro como “uma vergonha internacional” e comparou o caso a uma “Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”.

O ex-presidente norte-americano também acusou, sem apresentar provas, o Brasil de promover “ataques insidiosos” contra eleições livres e cercear a liberdade de expressão de cidadãos americanos. Trump ainda usou um argumento econômico incorreto: disse que os Estados Unidos têm déficit comercial com o Brasil, quando, na verdade, os dados oficiais mostram o contrário — os EUA compram mais do Brasil do que vendem ao país desde 2009.

Apesar das provocações, o governo brasileiro optou por não responder com hostilidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil é soberano e “não aceitará ser tutelado por ninguém”, mas enfatizou o compromisso com a via diplomática.

Nesta semana, uma nova carta foi enviada à Casa Branca, assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O documento expressa indignação com a medida e cobra uma resposta a uma carta anterior enviada em maio, que segue sem retorno.

No plano jurídico, o governo avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, regulamentada nesta semana. A norma permite que o Brasil imponha sanções comerciais a países que adotem medidas unilaterais semelhantes.

O presidente Lula disse que a lei será utilizada “quando necessário” e que o Brasil buscará apoio de outras nações afetadas para apresentar uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC).

“A partir daí, se não houver solução, nós vamos entrar com a reciprocidade já a partir de 1º de agosto, quando ele começa a taxar o Brasil”, declarou Lula em entrevista.

Fonte: G1

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Abrafrigo alerta para perda de US$ 1,3 bilhão com tarifa dos EUA sobre carne bovina https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/18/abrafrigo-alerta-para-perda-de-us-13-bilhao-com-tarifa-dos-eua-sobre-carne-bovina/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/18/abrafrigo-alerta-para-perda-de-us-13-bilhao-com-tarifa-dos-eua-sobre-carne-bovina/#respond Fri, 18 Jul 2025 18:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3211

A imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, pode gerar perdas de US$ 1,3 bilhão ao setor de carne bovina do Brasil já em 2025. A estimativa é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que alerta que, caso a medida seja mantida nos anos seguintes, os prejuízos podem ultrapassar os US$ 3 bilhões.

Em relatório recente, a entidade destaca que as exportações brasileiras de carne bovina e subprodutos cresceram 27,93% em receita no primeiro semestre de 2025, alcançando US$ 7,446 bilhões. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os maiores compradores desses produtos, com importações que somaram US$ 1,287 bilhão no período — uma alta de 99,8% em comparação com 2024.

Contudo, a nova tarifa pode inviabilizar uma fatia importante dessas exportações. Entre os produtos mais atingidos estão as carnes desossadas congeladas, cuja alíquota poderá subir de 36% para 76% do valor FOB; o sebo bovino, que pode sofrer aumento de 286%, atingindo 54% do preço médio; e o corned beef (preparações alimentícias), com uma elevação tarifária de 384%.

“Verifica-se, assim, elevada dependência dos EUA nas exportações de preparações alimentícias e conservas bovinas (65,1%) e de sebo bovino fundido (99,9%), produtos cujos exportadores poderão encontrar maior dificuldade de redirecionar suas exportações caso seja confirmada a nova tarifa de 50% anunciada pelo governo dos EUA aos produtos brasileiros”, alerta a Abrafrigo no relatório.

Embora a China continue sendo o maior destino das carnes bovinas brasileiras, com 43% das exportações, a associação enfatiza a necessidade de acelerar a diversificação de mercados. Países como Chile, México e Rússia apresentaram crescimento expressivo em 2025 — o México, por exemplo, aumentou suas compras em 236% no primeiro semestre.

Diante desse cenário, a Abrafrigo pede ao governo federal que adote medidas urgentes. Entre as ações sugeridas estão a intensificação de negociações diplomáticas com os Estados Unidos para evitar a entrada em vigor da tarifa e o avanço de acordos comerciais que permitam a abertura de novos mercados. A entidade também faz um alerta sobre possíveis retaliações, que poderiam encarecer a importação de insumos utilizados na pecuária, com impactos em toda a cadeia produtiva.

“A tarifa adicional de 50% anunciada pelo governo dos EUA pode inviabilizar, pela sua magnitude e impacto, a continuidade das exportações de carnes bovinas para aquele país, o que reforça a necessidade de busca por novos mercados”, afirma a Abrafrigo. A associação também recomenda ações para desburocratizar os processos de exportação e mitigar os efeitos negativos da medida.

Fonte: UOL

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