CNN Brasil https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Mon, 20 Oct 2025 19:24:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png CNN Brasil https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Aliados veem risco em tom mais duro de Lula contra os EUA https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/20/aliados-veem-risco-em-tom-mais-duro-de-lula-contra-os-eua/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/10/20/aliados-veem-risco-em-tom-mais-duro-de-lula-contra-os-eua/#respond Mon, 20 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5488

Aliados próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o petista faz um movimento arriscado ao elevar o tom de seu discurso sobre a política externa, especialmente em relação aos Estados Unidos.

Durante evento em São Bernardo do Campo, nesta quinta-feira (16), Lula afirmou que “não vai aceitar que outro país ouse falar grosso com o Brasil” — frase que repercutiu entre diplomatas e assessores no Planalto.

A declaração ocorre poucos dias após a primeira reunião bilateral entre Brasil e Estados Unidos para discutir o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, tema que tem gerado atrito comercial entre os dois países.


Tom nacionalista e cálculo político

Segundo interlocutores do governo, Lula já vinha defendendo internamente que o país “não deve baixar a cabeça” diante dos EUA, e acredita que uma postura firme na defesa da soberania nacional fortalece o Brasil nas negociações internacionais.

Na avaliação de aliados, o discurso tem apelo político interno e busca reforçar a imagem de Lula como líder que “fala de igual para igual” com as grandes potências — mas também pode dificultar o diálogo diplomático em um momento de tentativa de reaproximação com Washington.


Bastidores da negociação com Trump

A primeira rodada de conversas entre Brasil e EUA foi conduzida na semana passada pelo chanceler Mauro Vieira e pelo secretário americano Marco Rubio. O encontro abriu caminho para uma reunião entre Lula e Trump, prevista para acontecer nas próximas semanas.

Inicialmente, havia expectativa de que os dois presidentes se encontrassem na Malásia, no fim do mês, mas assessores já trabalham outras possibilidades, diante do prazo apertado e da incerteza sobre a agenda internacional de Trump.


Reunião sob análise

De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, Lula prefere que o encontro com Trump seja formal, em ambiente institucional. O presidente não se opõe a uma reunião na Malásia, mas considera que, se ocorrer em território americano, o ideal seria que fosse realizada na Casa Branca, e não em Mar-a-Lago, o resort de Trump na Flórida.

O petista chegou a expressar descontentamento com a hipótese de ser recebido fora da sede oficial do governo americano.

Entre os aliados de Lula, o entendimento é de que o encontro só deve ocorrer quando houver avanços concretos nas negociações sobre o tarifaço. A intenção é que os termos de um possível acordo sejam definidos previamente, permitindo que a reunião sirva para formalizar um acerto político e econômico entre os dois países.

Fonte: CNN

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