Brics 2025 https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sat, 12 Jul 2025 00:20:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Brics 2025 https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Lula e Trump: provocações, atritos diplomáticos e tarifas bilionárias https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-e-trump-provocacoes-atritos-diplomaticos-e-tarifas-bilionarias/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/11/lula-e-trump-provocacoes-atritos-diplomaticos-e-tarifas-bilionarias/#respond Sat, 12 Jul 2025 01:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2976
Foto: Fernando Bizerra/EFE

De Kamala Harris ao Irã: as provocações de Lula que desgastaram a relação com Trump

A tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros não se resume ao apoio do ex-presidente norte-americano a Jair Bolsonaro. A medida reflete uma sequência de atritos diplomáticos e declarações provocativas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tensionaram a relação entre os governos.

As declarações do petista, o alinhamento a regimes considerados antiamericanos, e episódios envolvendo o STF e redes sociais, contribuíram para o desgaste. A seguir, os principais momentos de atrito:

📌 Apoio explícito a Kamala Harris

Durante o ciclo eleitoral norte-americano do ano passado, Lula declarou apoio público à então candidata Kamala Harris, adversária de Trump. Em suas falas, o presidente brasileiro afirmou que a vitória de Harris seria “muito mais segura para a democracia americana” e relacionou Trump ao fascismo e ao nazismo, fazendo alusão à invasão do Capitólio em 2021.

📌 Reação a ameaças tarifárias

Em março deste ano, ao ser confrontado com a ameaça de Trump de aplicar uma tarifa de 25% sobre o aço e alumínio importados, Lula respondeu com firmeza:

“Não adianta o Trump continuar gritando de lá, porque aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo.”

📌 Embaixada dos EUA segue vaga

Desde que Trump reassumiu a presidência, os Estados Unidos não nomearam oficialmente um embaixador para o Brasil. A ausência de uma autoridade diplomática de alto escalão tem sido interpretada como sinal de desprestígio. Atualmente, o encarregado de negócios Gabriel Escobar responde pela embaixada.

📌 Alinhamento a regimes antiamericanos

O governo Lula reforçou vínculos com países frequentemente criticados pelos EUA, como China, Rússia, Irã, Venezuela e Cuba. Na recente cúpula do Brics no Rio de Janeiro, o bloco — do qual o Brasil faz parte — condenou as ameaças tarifárias de Trump. Lula também reiterou a soberania nacional:

“Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja.”

“Não acho responsável um presidente como o dos EUA ameaçar o mundo pela internet. O mundo mudou, não queremos imperadores.”

📌 Aproximação com o Irã e crise diplomática

No ano passado, o Brasil permitiu a atracação de dois navios de guerra iranianos no Porto do Rio de Janeiro, apesar do pedido da embaixadora americana Elizabeth Bagley para impedir a operação. O episódio gerou forte ruído diplomático.

Mais recentemente, o vice-presidente Geraldo Alckmin participou da posse de Masoud Pezeshkian, novo presidente do Irã — país acusado de graves violações de direitos humanos.

📌 Críticas a Trump por Gaza

Lula também criticou Trump após propostas de controle da Faixa de Gaza por parte dos EUA.

“O que aconteceu em Gaza foi um genocídio […] e eu sinceramente não sei se os Estados Unidos, que fazem parte disso tudo, seriam o país para tentar cuidar de Gaza. Quem tem que cuidar de Gaza são os palestinos.”

📌 Atritos envolvendo STF, Musk e redes sociais

Outro ponto de tensão ocorreu com a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida gerou reação da Trump Media e da plataforma Rumble, que processaram Moraes por censura.

Além disso, a primeira-dama Janja criticou Elon Musk — dono do X e aliado de Trump — e elogiou publicamente Moraes em evento internacional sobre desinformação. Nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou que a Casa Branca avalia aplicar sanções a Moraes com base na Lei Magnitsky.

📌 Boné “Brasil é dos brasileiros”

O governo federal lançou um boné azul com os dizeres “O Brasil é dos brasileiros”, em contraposição ao famoso slogan de Trump, “Make America Great Again”. A ação, coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom), buscou simbolizar soberania, mas foi criticada por soar nacionalista e evocativa de regimes autoritários europeus do século passado.

Fonte: Gazeta do Povo

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Lula critica Otan e alerta para risco nuclear em discurso de abertura da Cúpula dos Brics https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/lula-critica-otan-e-alerta-para-risco-nuclear-em-discurso-de-abertura-da-cupula-dos-brics/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/06/lula-critica-otan-e-alerta-para-risco-nuclear-em-discurso-de-abertura-da-cupula-dos-brics/#respond Sun, 06 Jul 2025 20:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2681

Lula critica Otan e alerta para risco de catástrofe nuclear durante abertura da Cúpula dos Brics

Durante o discurso de abertura da Cúpula dos Brics neste domingo (6/7), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e alertou para a retomada de uma “corrida armamentista”, ressuscitando o temor de uma catástrofe nuclear.

“A recente decisão da Otan alimenta a corrida armamentista. É mais fácil destinar 5% do PIB para gastos militares do que alocar os 0,7% prometidos para Assistência Oficial ao Desenvolvimento. Isso evidencia que os recursos para implementar a Agenda 2030 existem, mas não estão disponíveis por falta de prioridade política”, afirmou Lula.

“É sempre mais fácil investir na guerra do que na paz”, completou.

A fala é uma reação à decisão da Otan, no fim de junho, de aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB de seus países-membros. A medida tem o apoio do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou o acordo uma “grande vitória para a Europa e… civilização ocidental”.


⚠ Risco nuclear e críticas à ONU

Lula também alertou sobre o uso político de agências multilaterais, como a Agência Internacional de Energia Atômica, e comparou a atual retórica internacional à usada durante a invasão do Iraque em 2003.

“Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais”, disse.
“A instrumentalização dos trabalhos da Agência Internacional de Energia Atômica coloca em jogo a reputação de um órgão fundamental para a paz. O temor de uma catástrofe nuclear voltou ao cotidiano”, afirmou.

As declarações ocorreram dias após os EUA e Israel realizarem ataques aéreos a instalações nucleares iranianas, com a justificativa de conter a fabricação de armas atômicas. O Irã, por sua vez, insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos.


💣 Gaza: Lula volta a acusar Israel de genocídio

Em sua fala, Lula retomou críticas ao conflito em Gaza, afirmando que a fome tem sido usada como arma de guerra por Israel. Ele também condenou as ações do Hamas, mas destacou a gravidade das operações israelenses.

“Absolutamente nada justifica as ações terroristas perpetradas pelo Hamas. Mas não podemos permanecer indiferentes ao genocídio praticado por Israel em Gaza e à matança indiscriminada de civis inocentes e o uso da fome como arma de guerra”, disse.

Lula reforçou a defesa histórica do Brasil pela criação de um Estado palestino:

“A solução desse conflito só será possível com o fim da ocupação israelense e com o estabelecimento de um Estado palestino soberano, dentro das fronteiras de 1967.”


🕊 Ucrânia e mediação pela paz

De maneira mais diplomática, o presidente também mencionou a guerra na Ucrânia, sem citar diretamente a Rússia, país membro dos Brics:

“É urgente que as partes envolvidas na guerra na Ucrânia aprofundem o diálogo direto com vistas a um cessar-fogo e uma paz duradoura.”

Ele lembrou a iniciativa conjunta de Brasil e China para tentar mediar o fim das hostilidades:

“O Grupo de Amigos para a Paz, criado por China e Brasil, que conta com a participação de países do Sul Global, procura identificar possíveis caminhos para o fim das hostilidades.”


🌍 Brics e geopolítica

A Cúpula dos Brics, realizada no Rio de Janeiro, reúne representantes de 11 países: Brasil, Rússia, China, Índia, Irã, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Egito. O grupo representa quase metade da população mundial e cerca de 40% do PIB global.

Fonte: BBC

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