Banco Central Pix https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Tue, 22 Jul 2025 16:30:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png Banco Central Pix https://radarmetropolitanopr.com 32 32 “Paul Krugman: Brasil pode ter criado o futuro do dinheiro com o Pix” https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/22/paul-krugman-brasil-pode-ter-criado-o-futuro-do-dinheiro-com-o-pix/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/22/paul-krugman-brasil-pode-ter-criado-o-futuro-do-dinheiro-com-o-pix/#respond Tue, 22 Jul 2025 17:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3312

Paul Krugman: Brasil pode ter antecipado o futuro do dinheiro com o Pix

O economista norte-americano e ganhador do Prêmio Nobel, Paul Krugman, destacou em artigo publicado nesta terça-feira (22/7) que o sistema de pagamentos brasileiro Pix pode representar o futuro do dinheiro. O texto, intitulado “O Brasil inventou o futuro do dinheiro?”, elogia o sucesso da ferramenta desenvolvida pelo Banco Central e critica duramente os rumos das políticas financeiras adotadas recentemente nos Estados Unidos.

Krugman, professor da Universidade da Cidade de Nova York, fez críticas à aprovação do Genius Act — a primeira legislação relevante sobre criptomoedas nos EUA sob a nova presidência de Donald Trump — e à proibição de se criar uma moeda digital centralizada no país. Para o economista, essas decisões deixam os EUA vulneráveis a fraudes e instabilidades financeiras, além de limitarem inovações públicas.

“Mas e quanto à possibilidade de criar uma CBDC parcial? Poderíamos manter contas bancárias privadas, mas fornecer um sistema eficiente e público para fazer pagamentos a partir dessas contas? Sim, poderíamos. Sabemos disso porque o Brasil já o fez”, argumenta Krugman.

O economista explica que o Pix, lançado em 2020, é um exemplo de infraestrutura pública digital que permite transferências instantâneas, gratuitas ou com custos muito baixos, e é usado por 93% da população adulta brasileira. Ele compara o Pix ao Zelle, sistema americano operado por bancos privados, e ressalta que o modelo brasileiro é mais acessível e eficiente.

“Pelo que entendi, o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle. Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme”, escreve.

Krugman reforça que o Pix conseguiu atingir os objetivos prometidos pelas criptomoedas — mas que, segundo ele, nunca foram entregues: baixos custos e maior inclusão financeira. “Compare os 93% de brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% de americanos que usaram criptomoedas para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024”, ironiza.

O Nobel também critica o argumento usado por parlamentares republicanos de que uma moeda digital do banco central violaria a privacidade dos cidadãos. Para ele, a verdadeira preocupação é que a população passaria a preferir manter seu dinheiro em uma plataforma pública do que em bancos privados.

Krugman afirma que “outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil”, mas lamenta que os EUA estejam “presos a uma combinação de interesses pessoais e fantasias cripto”.

Além do tema financeiro, Krugman tem feito críticas recentes à política externa americana, especialmente ao aumento de tarifas comerciais contra o Brasil promovido por Donald Trump. Para ele, a medida representa um “programa de proteção a ditadores” e não tem justificativa econômica clara: “Trump nem sequer disfarça que exista uma justificativa econômica para sua decisão”.

Fonte: BBC

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EUA acusam Brasil de favorecer Pix e prejudicar empresas americanas https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/16/eua-acusam-brasil-de-favorecer-pix-e-prejudicar-empresas-americanas/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/16/eua-acusam-brasil-de-favorecer-pix-e-prejudicar-empresas-americanas/#respond Wed, 16 Jul 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=3128

EUA acusam Brasil de favorecer Pix e prejudicar empresas norte-americanas

O governo dos Estados Unidos abriu nesta terça-feira (15) uma investigação oficial contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais — e o sistema de pagamentos Pix está entre os principais alvos da reclamação.

Segundo o documento apresentado pelo Escritório da Representação Comercial dos EUA (USTR), o governo brasileiro favoreceu seu próprio sistema, desenvolvido pelo Banco Central, em detrimento de empresas estrangeiras, como Visa, Mastercard e Meta (controladora do WhatsApp Pay).

“O Brasil também parece se engajar em uma série de práticas desleais com relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, aponta o USTR no relatório.


Disputa começou com o WhatsApp Pay

A tensão entre Brasil e EUA teve início ainda em 2020, quando o WhatsApp Pay, sistema de transferências da Meta, foi anunciado com grande expectativa. O Brasil seria o primeiro país no mundo a receber oficialmente o serviço, após testes na Índia. O modelo envolvia parceria com Visa e Mastercard, ambas empresas norte-americanas.

No entanto, menos de uma semana após o anúncio, o Banco Central do Brasil (BC) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) suspenderam o serviço. O argumento do BC foi a necessidade de avaliar riscos ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e garantir que o serviço fosse “adequado e seguro”. O Cade citou “potenciais riscos à concorrência”.

Enquanto isso, o Pix avançava silenciosamente nos bastidores. Em maio de 2020, o BC publicou as primeiras regras do sistema, e, em novembro do mesmo ano, o Pix foi lançado para mais de 700 instituições financeiras. O sistema estatal logo se tornou amplamente adotado pelos brasileiros, consolidando-se como principal forma de transferência de valores.


WhatsApp Pay foi autorizado, mas não vingou

Somente em março de 2021, o Banco Central liberou o funcionamento do WhatsApp Pay para transações entre pessoas físicas. Apesar disso, a ferramenta não ganhou força entre os usuários, que já haviam aderido em massa ao Pix.

A Meta chegou a relançar o serviço, mas o cenário já estava consolidado: o Pix dominava o mercado.


Críticas americanas à estratégia brasileira

Na visão das autoridades dos EUA, a maneira como o Brasil conduziu o lançamento e a regulação do Pix teria limitado a concorrência e prejudicado empresas americanas, que tentavam entrar ou expandir no mercado brasileiro.

A investigação aberta pelo USTR busca examinar se houve, de fato, quebra de normas internacionais de comércio ou barreiras injustas que afetaram o ambiente de negócios para empresas dos Estados Unidos.

Fonte: CNN

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