AGRO https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Wed, 02 Jul 2025 00:42:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png AGRO https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Paraná lança novos FIDCs para reduzir juros do crédito rural https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/parana-lanca-novos-fidcs-para-reduzir-juros-do-credito-rural/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/07/01/parana-lanca-novos-fidcs-para-reduzir-juros-do-credito-rural/#respond Wed, 02 Jul 2025 01:02:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=2461 Fomento Paraná poderá investir até R$ 80 milhões como cotista sênior nos fundos. Objetivo é baratear o crédito rural e fortalecer a cadeia produtiva agroindustrial no Estado.

Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

A Fomento Paraná, instituição financeira vinculada ao Governo do Estado, lançou nesta semana uma nova chamada pública para selecionar projetos de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) voltados ao agronegócio paranaense. A medida integra a estratégia estadual de ampliação do crédito com juros baixos e acesso facilitado ao setor produtivo rural.

A instituição poderá atuar como única cotista sênior, com aportes de R$ 30 milhões a R$ 80 milhões por fundo, representando até 20% do patrimônio líquido de cada estrutura. A remuneração mínima esperada é de 4% ao ano, o que viabiliza taxas finais próximas às praticadas no Plano Safra — muito abaixo do custo de mercado.

Objetivo: impulsionar o agro com crédito acessível

Segundo o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, o edital busca consolidar um modelo iniciado em 2024 junto à B3, que agora avança para a implementação de fundos com prestadores de serviço indicados pelos próprios proponentes — como gestoras, administradoras e analistas de crédito.

“Agora os proponentes apresentarão não apenas o modelo de FIDC, mas também os parceiros responsáveis pela operação”, afirmou.

A diretora financeira da instituição, Mayara Puchalski, reforça que o modelo permitirá a oferta de crédito barato com impacto direto na geração de empregos, renda no campo e arrecadação estadual.

Quem pode participar

A chamada é voltada para cooperativas, agroindústrias e fornecedores ligados à cadeia agroindustrial do Paraná, com sede no Brasil e pelo menos uma unidade no Estado. Os fundos devem estar em fase pré-operacional e ainda sem cotistas ou patrimônio constituído.

As propostas devem seguir as normas da Resolução CMN nº 2.907/2001 e da nova Resolução CVM nº 175/2022, sendo os FIDCs estruturados como condomínio fechado e prazo máximo de 10 anos.

Responsabilidades e estrutura dos fundos

A proponente será responsável pela indicação e qualificação dos prestadores de serviços essenciais e não essenciais, mediante termo de responsabilidade. Os fundos devem prever aquisição de créditos de pessoas físicas ou jurídicas no Paraná, sem abrangência nacional.

O gerente financeiro da Fomento Paraná, Eduardo Bassi Murro, destacou que cada fundo terá uma estrutura personalizada e poderá contar com cotas subordinadas ou mezanino, dependendo da estratégia do proponente.

“A proposta de fundo é construída de forma conjunta, podendo os parâmetros serem ajustados na fase de estruturação”, explicou.

Com foco estratégico no agronegócio, o Paraná avança na criação de instrumentos financeiros modernos e seguros para garantir crédito acessível ao campo. O modelo de FIDCs com participação pública majoritária oferece um caminho de fomento sustentável, previsível e descentralizado, fortalecendo a economia regional e reduzindo a dependência de linhas tradicionais de financiamento.

Fonte:AEN

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Ratinho Junior lança FIDC Agro com R$ 261 milhões e inaugura nova era do crédito rural https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/18/ratinho-junior-lanca-fidc-agro-com-r-261-milhoes-e-inaugura-nova-era-do-credito-rural/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/18/ratinho-junior-lanca-fidc-agro-com-r-261-milhoes-e-inaugura-nova-era-do-credito-rural/#respond Wed, 18 Jun 2025 11:07:55 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1786
Foto: Felipe Henschel

Instrumento inédito criado pelo Governo do Estado deve alavancar até R$ 2 bilhões para financiar inovação e infraestrutura no campo, em parceria com cooperativas e integradoras.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior formalizou nesta terça-feira (17) o aporte inicial de R$ 261 milhões no Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro), primeiro instrumento estadual de crédito rural do Brasil. A operação foi viabilizada pela Fomento Paraná, com participação da cooperativa C.Vale e do Sicredi.

Criado para conectar o mercado de capitais ao campo, o fundo tem potencial de alavancar até R$ 2 bilhões em financiamentos destinados à modernização da produção agropecuária. A proposta é fomentar projetos estruturantes com foco em inovação, renda e sustentabilidade nas regiões produtoras, em especial por meio de cooperativas e empresas integradoras.

Segundo o governador, o fundo representa um marco histórico. “É a primeira vez que um governo estadual estrutura um fundo profissional de crédito rural com foco direto no produtor. O FIDC Agro nasce com juros menores que os do Plano Safra, prazos de até dez anos e menos burocracia, permitindo que pequenos e médios agricultores invistam em tecnologia e infraestrutura com segurança e previsibilidade”, afirmou.

Primeira operação

A primeira operação vai financiar a construção de 96 aviários, tanques de piscicultura sustentáveis e matrizeiros – estruturas essenciais para a cadeia avícola. Os recursos têm origem no aporte de R$ 52 milhões da Fomento Paraná, R$ 112,8 milhões da C.Vale e R$ 96,2 milhões do Sicredi.

A Fomento Paraná atua como cotista sênior, oferecendo estabilidade ao fundo, enquanto a gestão dos recursos é feita pela Suno Asset. O modelo permite maior previsibilidade aos produtores e oferece aos investidores retorno atrelado à performance dos financiamentos concedidos.

“O Paraná mais uma vez sai na frente ao criar um instrumento robusto, que une governo, cooperativas e o setor financeiro em torno do desenvolvimento rural. Esse fundo vai ajudar a destravar investimentos e aumentar a competitividade do agronegócio paranaense”, destacou Ratinho Junior.

Foco em estrutura, não em custeio

O FIDC Agro se diferencia por priorizar investimentos de capital – como estruturas físicas, máquinas e equipamentos agrícolas e industriais. Não contempla custeio de safra nem compra de terras. A ideia é suprir lacunas do crédito federal, cuja demanda tem superado a oferta.

O presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, explica que a iniciativa surge da confiança entre os atores envolvidos. “Esse fundo nasce para atender às necessidades reais do campo com mais agilidade. Estamos estruturando novos aportes com outras cooperativas e agroindústrias, que somam mais de R$ 1 bilhão em projetos em análise”, disse.

A C.Vale, por exemplo, deve investir R$ 375 milhões até o fim de 2025 por meio do FIDC. “Estamos falando de um modelo que garante liquidez, reduz riscos e oferece crédito mais competitivo. É uma inovação que beneficia toda a cadeia”, afirmou o presidente do Conselho da cooperativa, Alfredo Lang.

Solidez fiscal e protagonismo

O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que a criação do fundo só foi possível graças ao equilíbrio das contas públicas. “Nosso caixa está sólido e permite investimentos estruturantes como esse, num momento em que o governo federal enfrenta dificuldades para financiar o agro”, disse.

O FIDC também consolida o protagonismo do Paraná na agroindústria nacional. “Estamos ofertando crédito de longo prazo, com carência e juros acessíveis. Isso fortalece o produtor, a agroindústria e toda a cadeia produtiva”, avaliou o secretário estadual da Agricultura, Márcio Nunes.

Como funciona

O fundo funciona como uma plataforma de crédito estruturado. Cooperativas e integradoras organizam projetos, fazem a ponte com os produtores e avalizam as operações. Os cotistas recebem conforme os pagamentos dos financiamentos.

Ao produtor, o modelo oferece crédito com menos burocracia, taxas mais atrativas e prazos mais longos. Já aos investidores, oferece retorno baseado em ativos reais e de risco diluído.

“O Estado está pronto para ampliar sua participação, desde que os projetos sigam critérios técnicos e de governança. A ideia é pulverizar o acesso ao crédito de investimento no campo, gerando desenvolvimento em todas as regiões”, concluiu Claudio Stabile.

Fonte:AEN

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