8deJaneiro https://radarmetropolitanopr.com O Portal de Notícias da Metrópole do Paraná Sat, 27 Sep 2025 23:02:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radarmetropolitanopr.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-redondo-site-32x32.png 8deJaneiro https://radarmetropolitanopr.com 32 32 Centrão apoia redução de penas, mas anistia ainda ameaça avançar no plenário https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/28/centrao-apoia-reducao-de-penas-mas-anistia-ainda-ameaca-avancar-no-plenario/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/09/28/centrao-apoia-reducao-de-penas-mas-anistia-ainda-ameaca-avancar-no-plenario/#comments Sun, 28 Sep 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=5027 Maioria ainda não está consolidada; proposta pode favorecer tanto Jair Bolsonaro quanto os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O projeto que reduz penas dos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 segue sem maioria consolidada na Câmara dos Deputados. O relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), obteve apoio de 8 das 11 bancadas com as quais conversou nesta semana — juntas, elas somam 201 deputados, menos da metade da Casa.

Foto: Edilson Rodrigues/AG. Senado

A proposta prevê beneficiar tanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto os presos do 8 de Janeiro. Mesmo assim, partidos ressaltam que ainda não existe texto final, o que pode alterar posições.

A votação, antes prevista para a próxima semana, deve atrasar. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira (25) que precisa de “mais tempo” antes de pautar o projeto.

Até agora, estão contrários PT (67 deputados), PL (88) e PSOL (15). Enquanto a esquerda rejeita qualquer flexibilização, bolsonaristas insistem em uma anistia ampla. O centrão, por sua vez, articula apoio à redução de penas, mas não à anistia.

Entusiastas da proposta calculam que, com articulações em etapas, o apoio poderia chegar a 350 ou até 370 votos. A estratégia seria contar, em momentos diferentes, com o endosso de PT e PL. O risco, no entanto, é que a pressão das redes leve deputados de direita a apoiar o requerimento do PL que pede anistia geral.

O projeto ainda enfrenta entraves: a falta de acordo com o Senado, o receio de beneficiar condenados por organização criminosa e o impacto de fatores externos, como as novas sanções dos EUA contra aliados de autoridades brasileiras.

Entre as sugestões debatidas está a de não somar as penas para crimes contra a democracia, aplicando apenas a mais grave. A ideia já foi ventilada pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

A batalha pela redução de penas do 8 de Janeiro virou um teste de força entre governo, oposição e centrão. A articulação é delicada: qualquer deslize pode transformar o plano de Paulinho da Força em trampolim para a anistia ampla, bandeira bolsonarista rejeitada pela esquerda. O placar ainda é incerto — e o desfecho pode redefinir os rumos políticos de 2026.

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Quem é o juiz investigado por Moraes após soltar condenado que quebrou relógio do Planalto https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/21/quem-e-o-juiz-investigado-por-moraes-apos-soltar-condenado-que-quebrou-relogio-do-planalto/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/21/quem-e-o-juiz-investigado-por-moraes-apos-soltar-condenado-que-quebrou-relogio-do-planalto/#respond Sat, 21 Jun 2025 19:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1957 Ministro do STF revogou decisão de juiz de Uberlândia que libertou homem condenado por depredar relógio do século 17 no Planalto
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão da 1ª turma do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF  (11/02/2020)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação contra o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG). A decisão veio após Ribeiro libertar, no dia 13 de junho, Antônio Cláudio Alves Ferreira — o homem condenado por destruir um relógio histórico do século 17 durante os atos golpistas de 8 de Janeiro.

Moraes foi categórico: Ribeiro “proferiu decisão fora do âmbito de sua competência”. A revogação foi assinada em 19 de junho, e Ferreira voltou à prisão na noite seguinte, em Catalão (GO). Segundo o ministro, nenhuma autorização havia sido dada pelo STF para a progressão de regime ou qualquer medida além da emissão de atestado de pena.

Quem é Lourenço Ribeiro

Foto: Reprodução | AMAGIS

Titular da Vara de Execuções Penais de Uberlândia desde 2013, Lourenço Ribeiro tem trajetória consolidada no Judiciário mineiro. É especialista em Direito Civil pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e mestre em Direito das Relações Econômicas e Sociais. Atuou como juiz em diversas comarcas do estado e integrou a comissão da Amagis que discutiu a reforma da Lei de Execuções Penais.

Apesar de criticar propostas legislativas que facilitam a progressão de pena, Ribeiro já defendeu o uso de medidas alternativas, como tornozeleira eletrônica, para aliviar a superlotação do sistema carcerário. Em artigo publicado no site Conjur, em 2018, alertou que a flexibilização da progressão de regime poderia colocar em risco a segurança da população.


Decisão polêmica e confronto jurídico

O estopim da investigação foi a decisão de Ribeiro de permitir que Ferreira progredisse para o regime semiaberto, sem tornozeleira eletrônica. O juiz alegou bom comportamento e cumprimento do tempo mínimo da pena. Justificou ainda a ausência do equipamento eletrônico em Minas Gerais — informação desmentida pela Secretaria de Justiça estadual.

Para Moraes, além da incompetência formal, houve violação à Lei de Execuções Penais. A norma exige que condenados por crimes com violência só possam progredir após cumprir ao menos 25% da pena. Ferreira, que destruiu um bem histórico da União e foi condenado por tentativa de golpe de Estado, havia cumprido apenas 16%.

Especialistas ouvidos confirmam o entendimento do ministro. O advogado Carlos Eduardo Delmondi, do escritório Oliveira e Olivi, apontou que a decisão de Moraes respeita os critérios legais, já que o próprio Regimento Interno do STF reserva à Corte a prerrogativa de decidir sobre a execução de penas em ações penais originárias.


Silêncio e repercussões

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), a Amagis e a defesa de Ribeiro foram procuradas, mas não se manifestaram até o fechamento desta reportagem. A decisão reacende debates sobre os limites de atuação de juízes de primeira instância em casos de competência exclusiva do Supremo.


O caso que chocou o país

Antônio Cláudio Alves Ferreira foi condenado em junho de 2024 a 17 anos de prisão. Durante a invasão ao Palácio do Planalto, foi flagrado por câmeras destruindo um relógio francês do século 17, presente da corte de Luís XIV a dom João VI. Ele também lançou um extintor contra câmeras de segurança.

O relógio histórico foi restaurado e voltou ao gabinete da Presidência da República em janeiro de 2025. A destruição da peça tornou-se símbolo da violência contra o patrimônio nacional nos ataques antidemocráticos de 8 de Janeiro.


Nota do editor
A investigação determinada por Alexandre de Moraes contra o juiz Ribeiro não apenas coloca em evidência as tensões entre instâncias do Judiciário, mas também acende um alerta sobre a aplicação desigual da Lei de Execuções Penais em crimes de alto impacto. O episódio expõe uma disputa de autoridade e interpretação jurídica com desdobramentos institucionais e simbólicos importantes.

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Moraes vota por 17 anos de prisão a invasor que furtou bola de Neymar no 8/1 https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/21/moraes-vota-por-17-anos-de-prisao-a-invasor-que-furtou-bola-de-neymar-no-8-1/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/21/moraes-vota-por-17-anos-de-prisao-a-invasor-que-furtou-bola-de-neymar-no-8-1/#respond Sat, 21 Jun 2025 16:00:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1947 Bola foi furtada na invasão da Câmara durante os atos golpistas de 8/1
Pablo Valadares / Câmara dos Deputados.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (20) pela condenação de Nelson Ribeiro Fonseca Júnior a 17 anos de prisão pelos crimes cometidos durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O réu foi acusado de invadir o Congresso Nacional e furtar uma bola autografada por Neymar que integrava o acervo do museu da Câmara dos Deputados.

Moraes proferiu seu voto no julgamento virtual da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e destacou que o arrependimento do acusado, que devolveu a bola dias depois e confessou o crime, não o livra da punição. “O reconhecimento do arrependimento posterior não afasta a tipicidade da conduta nem exclui a responsabilidade penal do agente”, afirmou o ministro.

Além da pena de 17 anos, Moraes entendeu que Nelson Ribeiro e os demais condenados pelos atos devem pagar, solidariamente, R$ 30 milhões em reparação pelos danos provocados contra o patrimônio público. O julgamento ocorre até a próxima segunda-feira (30) e ainda aguardam os votos dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

A condenação proposta inclui os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado, associação criminosa e furto qualificado.

A defesa de Nelson Ribeiro, por sua vez, pediu a absolvição, argumentando que ele não teve ampla defesa nem contraditório durante o processo e que o STF não teria competência legal para julgá-lo.

A decisão de Moraes marca mais um capítulo emblemático no julgamento dos atos antidemocráticos, reforçando o peso da Justiça contra quem atentou contra as instituições. O episódio da bola autografada por Neymar tornou-se um símbolo inesperado da gravidade das ações que abalaram o país em 8 de janeiro.

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Solto após condenação: homem que quebrou relógio histórico no 8 de Janeiro deixa a prisão https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/solto-apos-condenacao-homem-que-quebrou-relogio-historico-no-8-de-janeiro-deixa-a-prisao/ https://radarmetropolitanopr.com/2025/06/19/solto-apos-condenacao-homem-que-quebrou-relogio-historico-no-8-de-janeiro-deixa-a-prisao/#respond Thu, 19 Jun 2025 23:30:00 +0000 https://radarmetropolitanopr.com/?p=1891 Antônio Cláudio Alves Ferreira estava preso desde janeiro de 2023
Divulgação: Agencia Brasil

A Justiça de Minas Gerais determinou a soltura de Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado a 17 anos de prisão por participar da invasão ao Palácio do Planalto nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e destruir um relógio histórico do século 17. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (16) pelo juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, que concedeu ao réu o direito à progressão para o regime semiaberto.

Ferreira foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e condenado no ano passado por uma série de crimes, como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, dano ao patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Em seu depoimento, o réu confessou ter participado da invasão e danificado o relógio francês produzido por Balthazar Martinot e presenteado ao imperador Dom João VI pela corte francesa, em 1808. Após o episódio, fugiu para Uberlândia, mas acabou preso pela Polícia Federal.

No início deste ano, o Palácio do Planalto anunciou a recuperação do relógio histórico, que passou por uma complexa restauração com auxílio de uma relojoaria suíça. A soltura de Ferreira reacende o debate sobre as punições para atos antidemocráticos e o impacto para a preservação do patrimônio histórico e da democracia brasileira.

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