Crédito: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Durante o congresso nacional do PSB neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que poderá disputar a reeleição em 2026 caso esteja com a saúde em boas condições. Em discurso, Lula disse estar “motivado” e “apaixonado” para seguir na política e declarou que, nesse cenário, “a extrema direita não volta a governar este País nunca mais”.

A fala ocorreu em um evento que reuniu lideranças do Partido Socialista Brasileiro, incluindo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A declaração do presidente também reforça a movimentação política dentro da base governista em torno da sucessão presidencial.

A saúde de Lula, que tem 79 anos, tem sido acompanhada de perto por aliados. No ano anterior, o presidente passou por um episódio médico delicado, após sofrer uma queda em casa e ser submetido a procedimentos para conter um sangramento intracraniano.

No mesmo discurso, Lula criticou a possibilidade de o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, aplicar sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo o presidente, a reação dos norte-americanos decorre de decisões do magistrado que impactaram plataformas digitais controladas por aliados da direita americana, como Elon Musk, proprietário da rede social X (antigo Twitter).

Lula também mencionou a disputa para o Senado em 2026, alertando sobre a tentativa de setores bolsonaristas de formar uma “superbancada” com capacidade de abrir processos contra ministros do STF. Segundo a Constituição Federal, o Senado é responsável por processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade.

Ainda em seu discurso, o presidente defendeu o fortalecimento da atuação da esquerda nas redes sociais, afirmando que a militância precisa ampliar sua presença no ambiente digital. O PSB, anfitrião do evento, passou a ser liderado oficialmente por João Campos, prefeito do Recife e nome em ascensão nas redes.

As falas de Lula revelam a antecipação do clima eleitoral de 2026 e destacam a crescente tensão entre as instituições brasileiras e pressões externas. A preocupação com a saúde do presidente e os desdobramentos internacionais envolvendo o STF mostram que o cenário político seguirá altamente dinâmico, polarizado e atento ao campo digital.

Fonte: Bem Paraná

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