
A tradicional linha Circular Centro, símbolo do transporte curitibano, voltará a operar no segundo semestre de 2026, em uma versão totalmente renovada e sustentável. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) pelo presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, que confirmou que a nova frota será 100% elétrica e contará com rota modernizada para atender melhor os deslocamentos na região central.
A linha, desativada em 2020 durante a pandemia, era conhecida pela tarifa reduzida e pelos veículos brancos que circulavam em trajetos curtos no centro da capital. Agora, o projeto integra o programa “Curitiba de Volta ao Centro”, que busca revitalizar o coração da cidade com mais conforto, sustentabilidade e mobilidade inteligente.
Frota moderna, tarifa diferenciada e sustentabilidade
De acordo com Maia Neto, o novo Circular Centro trará veículos menores, com cerca de 10 metros de comprimento, ideais para o tráfego no centro urbano. A tarifa seguirá modelo especial e o pagamento poderá ser feito com cartão transporte ou cartões de crédito e débito, como nas demais linhas da Rede Integrada.
“Queremos oferecer um transporte moderno, silencioso e ambientalmente responsável. A frota elétrica trará conforto térmico e sonoro, além de zerar as emissões de poluentes. Será uma linha símbolo da nova fase do transporte curitibano”, afirmou o presidente da Urbs.
A cor dos novos ônibus ainda está em definição, mas, segundo Maia Neto, será diferente das demais linhas, marcando visualmente o retorno do serviço.
Histórico e impacto urbano
Criado em 1981, o Circular Centro chegou a transportar 46 mil passageiros por mês em seus dois sentidos (horário e anti-horário). O itinerário favorecia o deslocamento rápido para compras, compromissos e lazer no centro.
Com o retorno, a linha passa a integrar um pacote mais amplo de modernização do sistema de transporte coletivo da capital, que também inclui a criação de quatro novas linhas diretas:
- Tatuquara – Carmo,
- Pinheirinho – Centenário,
- Santa Felicidade – Bairro Alto, e
- Portão – Capão da Imbuia.
Essas conexões reduzirão o tempo de viagem e eliminarão a necessidade de baldeações, melhorando a mobilidade em toda a cidade.
Transporte sob demanda e revisão de linhas
A nova concessão do transporte, prevista para ser licitada em janeiro de 2026, também prevê projetos-piloto de transporte sob demanda — modelo em que os veículos operam conforme solicitação via aplicativo, adaptando o trajeto à demanda do usuário.
A proposta busca atender regiões com menor fluxo de passageiros, garantindo mais eficiência e menor custo operacional. Além disso, 26 linhas com baixa demanda serão reestruturadas para evitar sobreposições e otimizar o uso da frota.
O Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) de Curitiba conta atualmente com 309 linhas, 22 terminais, 329 estações-tubo e 1.189 ônibus, transportando em média 6,4 milhões de passageiros por mês.
Participação popular e próximos passos
A população pode contribuir com sugestões sobre o novo modelo de transporte até 17 de outubro, por meio da consulta pública online. Uma nova audiência pública será realizada em 15 de outubro, no Salão de Atos do Imap Barigui, aberta a todos os interessados.
A publicação do edital está prevista para novembro, com leilão em janeiro e início da transição em junho de 2026. O contrato terá duração de 15 anos, com investimento estimado em R$ 3,7 bilhões.
“Estamos construindo um novo capítulo para o transporte curitibano, com foco em eficiência, sustentabilidade e no bem-estar das pessoas”, concluiu Maia Neto.
Fonte:PMC
