
A Prefeitura de Curitiba encerrou o segundo quadrimestre de 2025 com as contas no azul, registrando um superávit primário de R$ 775 milhões. O resultado foi apresentado nesta segunda-feira (29), na Câmara Municipal, pelo secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi.
Segundo o balanço, a capital paranaense registrou um crescimento de 4% nas receitas totais, que chegaram a R$ 9,45 bilhões, e uma redução de 9,54% nas despesas, que somaram R$ 7,77 bilhões. O bom desempenho foi puxado, principalmente, pelo aumento na arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), que somou R$ 1,9 bilhão no período, alta de 19,3%.
“Conseguimos segurar as despesas de custeio enquanto nossas receitas tiveram incremento importante. Esse equilíbrio nos garante condições para enfrentar desafios e manter investimentos”, destacou Puppi.
Nota A+ do Tesouro Nacional
O secretário lembrou ainda que, em setembro, Curitiba recebeu a nota A+ em Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional — o mais alto grau de avaliação fiscal concedido pelo órgão. Apenas oito capitais brasileiras conquistaram o mesmo patamar.
Com essa classificação, o município ganha maior credibilidade junto à União e a organismos internacionais, podendo acessar financiamentos com juros mais baixos e ampliar investimentos em áreas estratégicas como saúde, educação, mobilidade e habitação.
Receita e despesas
Entre os impostos, o IPTU arrecadou R$ 1,28 bilhão, crescimento real de 1,8%, enquanto o ITBI ficou em R$ 413 milhões, com leve alta de 0,83%. Já o IRRF teve queda de 0,63%, somando R$ 413 milhões.
As transferências mais relevantes foram: SUS (R$ 1,07 bilhão), Fundeb (R$ 694 milhões), IPVA (R$ 651 milhões), ICMS (R$ 575 milhões) e FPM (R$ 388 milhões).
Do lado das despesas, o destaque foi a contenção nos gastos correntes, que caíram 1,69%, totalizando R$ 7,29 bilhões. Os investimentos somaram R$ 310 milhões no período, de um total previsto de R$ 1,28 bilhão para o ano.
Saúde e Educação
Até agosto, Curitiba destinou 18,07% da receita de impostos e transferências para a Saúde e 20,03% para a Educação. Embora os índices constitucionais (15% e 25%, respectivamente) sejam avaliados ao fim do exercício, o resultado parcial já indica empenho na manutenção dos serviços públicos.
Fonte:PMC
