Interlocutores próximos ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliam que há baixa probabilidade de conversão da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em preventiva.

A análise, divulgada pela jornalista Luísa Martins no Bastidores CNN, indica que a medida já cumpre o objetivo principal de impedir fuga. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de 48 horas para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre as explicações apresentadas pela defesa de Bolsonaro.

Segundo apuração da analista, Gonet pode considerar a proximidade do julgamento da ação penal que apura um suposto plano de golpe de Estado — previsto para começar em 2 de setembro. Uma eventual prisão preventiva poderia elevar tensões políticas, inclusive nas relações do Brasil com os Estados Unidos.

Avaliação das medidas cautelares

Fontes da PGR reconhecem que Bolsonaro descumpriu medidas impostas por Moraes, como a exposição da tornozeleira eletrônica na Câmara dos Deputados e a postagem feita por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em redes sociais.

Apesar disso, interlocutores avaliam que a combinação de prisão domiciliar e monitoramento eletrônico tem sido suficiente para prevenir riscos, cumprindo o papel das medidas sem necessidade de agravamento.

Mesmo assim, as fontes ouvidas alertam que o cenário político em Brasília é volátil e pode sofrer alterações de última hora.

Fonte: CNN

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