CRIANÇAS ALTAS HABILIDADES
Foto: Arnaldo Neto/AEN

Mais de 12 mil alunos com altas habilidades ou superdotação são atendidos pela Rede Estadual de Ensino do Paraná em 300 salas de recursos multifuncionais, distribuídas em 15 escolas de referência. O objetivo é oferecer acompanhamento especializado no contraturno escolar, desenvolvendo talentos em áreas como ciência, tecnologia, artes e escrita.

Os estudantes participam de atividades práticas e teóricas que estimulam a criatividade e o raciocínio, como o experimento desenvolvido por três colegas do ensino fundamental, que criaram uma bateria utilizando amido de batata. O projeto será apresentado na Feira Científica do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades (FENAAH/S), em novembro, em Foz do Iguaçu.

De acordo com Maíra Oliveira, chefe do Departamento de Educação Inclusiva da Seed-PR, o Paraná é um dos estados com maior número de alunos identificados com superdotação no país.

“O atendimento educacional especializado precisa começar o quanto antes. Por isso, criamos um protocolo pedagógico que acelera a identificação e garante apoio imediato”, explica.

Além do suporte acadêmico, o programa fortalece aspectos sociais e emocionais dos estudantes, que muitas vezes enfrentam dificuldades de adaptação. Professores e pedagogos passam por formação continuada para identificar e acompanhar os alunos em conjunto com o ensino regular.

O atendimento inclui também a aceleração de estudos, enriquecimento curricular e a participação em feiras científicas, olimpíadas do conhecimento e programas de intercâmbio.

Exemplo disso é João Pedro Crevelaro de Oliveira, ex-aluno de Maringá, que participou do programa, acumulou conquistas em eventos científicos e intercâmbio, e em 2024 conquistou cinco aprovações em Medicina, incluindo na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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