
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente explicações em até 48 horas sobre indícios de descumprimento de medidas cautelares e risco de fuga do país.
A decisão foi motivada por informações constantes em relatórios da Polícia Federal (PF), que identificaram em um dos celulares de Bolsonaro uma carta redigida em 2024 e destinada ao presidente da Argentina, Javier Milei, solicitando asilo político.
Segundo os investigadores, o documento reforça suspeitas de que o ex-chefe do Executivo poderia tentar se evadir das investigações no Brasil, especialmente após a abertura do inquérito sobre a suposta trama golpista.
“Intime-se a Defesa de Jair Messias Bolsonaro para que, no prazo de 48 horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, escreveu Moraes no despacho.
Além disso, a PF também indicia Bolsonaro e o filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em outro inquérito que apura violações relacionadas às sanções impostas pelos Estados Unidos.
O caso pode agravar a situação jurídica do ex-presidente, que já é alvo de diferentes investigações no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
