Prazo final é decisivo antes de possível condenação que pode ultrapassar 30 anos de prisão

(Foto: Reprodução/TV Justiça)

O ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis aliados estão diante do que pode ser o ato final de sua defesa no caso da chamada trama golpista. Eles têm até quarta-feira, 13 de agosto, para apresentar as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) — documento que funciona como a última palavra antes do julgamento que pode selar a condenação ou absolvição.

O processo se refere ao núcleo 1 da denúncia e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que já indicou não ceder a pressões, reforçando a independência do Judiciário. Após essa etapa, caberá ao ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, marcar a data do julgamento — prevista para setembro.

Os réus respondem a acusações pesadas:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Dano qualificado e ameaça grave
  • Deterioração de patrimônio tombado

Se condenados, podem pegar mais de 30 anos de prisão. No entanto, a execução da pena não será imediata: só poderá ocorrer após o julgamento de todos os recursos. E, por serem militares ou delegados, alguns têm direito à prisão especial, como prevê o Código de Processo Penal.

Entre os acusados estão nomes de peso da gestão Bolsonaro:

  • Alexandre Ramagem (delegado da PF e deputado federal)
  • Almir Garnier (almirante)
  • Anderson Torres (delegado da PF)
  • Augusto Heleno (general)
  • Jair Bolsonaro (capitão reformado)
  • Paulo Sérgio Nogueira (general)
  • Walter Braga Netto (general)
  • Mauro Cid (tenente-coronel, delator e fora da prisão pelo acordo)

O país agora acompanha, atento, o que pode ser o capítulo mais decisivo da vida política de Bolsonaro e de seu núcleo duro.

Fonte: Bem Paraná

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