
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prendeu três pessoas nesta quinta-feira (31) durante a Operação Roçada II, que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos da Prefeitura de Curitiba avaliados em mais de R$ 226 milhões.
Segundo a corporação, os contratos suspeitos envolvem serviços de roçada e manejo arbóreo na capital. Além das prisões preventivas, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Colombo e Campina Grande do Sul, na região metropolitana.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava empresas em nome de laranjas para manter o controle oculto das operações e driblar sanções legais. O esquema teria começado em 2022 e já resultou em pagamentos que ultrapassam R$ 189 milhões.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 12,4 milhões em bens e valores dos investigados e suspendeu o direito de contratar com o poder público.
Prefeitura se pronuncia
Em nota, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) informou que determinou o afastamento imediato de um servidor investigado e a abertura de procedimento pela Corregedoria-Geral.
“A Prefeitura de Curitiba, vítima do suposto esquema, tem colaborado ativamente com as autoridades desde o início das diligências […]. A administração municipal também adotou medidas internas para assegurar a continuidade das atividades, sem prejuízo à rotina dos serviços prestados pelo órgão”, declarou o prefeito.
Desdobramento de operação de 2020
A ação é um desdobramento da Operação Roçada I, deflagrada em 2020 contra o mesmo grupo econômico e familiar que, segundo a polícia, voltou a atuar por meio de novas empresas.
O material apreendido nesta nova fase será analisado e poderá embasar futuras etapas da investigação.
Fonte: G1
